Pra quê ser minimalista?

Olá, meus queridos!

Eu estava passeando pelo Pinterest uma vez e vi um texto que me chamou a atenção. Pelo título, percebi que a autora estava dizendo que reduziu tanto suas posses que acabou ficando sem nada numa casa grande e acabou sentindo falta de algumas coisas. Foi só passar os olhos pelo artigo que uma coisa passou pela minha mente de imediato: talvez a definição de minimalismo pra quem ainda não está familiarizado com o conceito pode estar equivocada.

Como eu falei pra vocês que vocês podem me considerar minimalista no post Como lidei com a crise: parte 3 , acho que está na hora de falar sobre o que é o minimalismo pra mim.

Então vamos lá: pra quê reduzir a quantidade de coisas que a gente possui, ou seja, ser minimalista?
Pra começar, ser minimalista não é apenas sobre reduzir, sobre se desfazer de quase tudo e viver com o que cabe numa mochila. Existem pessoas que fazem isso, mas essa foi a forma delas de encarar o minimalismo, baseado num conceito. E é sobre o conceito – pelo menos sobre o que eu entendo como “o conceito de minimalismo” – que eu quero conversar com vocês hoje.

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Minimalismo pra mim tem tudo a ver com autoconhecimento, com saber identificar, na sua vida, o que é importante e o que é tralha e isso é diferente pra cada pessoa. Existem livros e artigos online sobre minimalismo e é claro que você vai encontrar listas e mais listas sobre o que se desfazer mas hoje eu não quero deixar mais uma lista pra vocês, eu quero falar um pouquinho sobre pensar de forma minimalista.
A primeira vez que eu me deparei com o conceito de minimalismo como estilo de vida, eu não entendia muito bem o que levava algumas pessoas a viver de uma forma tão simples sendo que existem milhares de aparatos hoje em dia pra facilitar quase todas as tarefas. Eu não entendia porque ter menos se a gente pode ter um utensílio super moderno pra cada função. Não faria mais sentido ter essas coisas e aí sim, ter uma vida mais simples, já que elas existem pra facilitar?

Não necessariamente.

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Vamos relembrar uma coisa: tempo é a coisa mais preciosa que a gente tem. Se passar, passou, não dá pra voltar e viver o último domingo de novo. Então, se o tempo é uma coisa tão rara, a gente precisa prestar bastante atenção em como ele está sendo gasto. O que acontece é que a gente está sempre reclamando que não tem tempo, que a agenda está cheia e é aí que está o xis da questão. Pra quê você precisa de mais tempo? O que está faltando na sua vida, o que você não está conseguindo fazer porque todo o seu tempo é ocupado com outras atividades? Será que não tem supérfluos tomando o lugar do importante?

E foi pensando no quanto o tempo é precioso que a resposta para a pergunta de 3 parágrafos acima começou a ficar clara pra mim. O propósito de ser minimalista é fazer um sistema que leve em consideração o nosso tempo e o que é realmente importante pra nós – como indivíduos únicos que não são iguais a mais ninguém no mundo – e ter somente as coisas que atendem esses dois requisitos.
Minimalismo tem que ter propósito. Por que EU estou reduzindo a quantidade de coisas que eu possuo? Para o quê eu quero mais espaço? O que eu gostaria de ter e não consigo porque alguma coisa que entra na categoria “excessos” está tomando o seu lugar?

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Quer um exemplo real, da minha vida, pra ilustrar isso?
Nós não temos carro, meu marido e eu. Nunca tivemos e, pelo menos por enquanto, não pretendemos ter. Também não temos TV por assinatura e, o valor que nós gastaríamos mensalmente com um carro e a TV por assinatura, que nós já tivemos e sabemos bem quanto nos custava, possibilita que a gente não economize na qualidade das fraldas da Luna, que a gente ande de Uber sempre que quisermos, possamos sair pra comer fora toda a semana e possamos pagar por serviços que a gente mais gosta e mais usa como o Evernote versão pro, por exemplo.
Percebe que isso é apenas uma escolha entre o que é realmente importante pra gente e o que nós podemos viver sem, além de a gente não precisar ganhar mais dinheiro pra conseguir coisas de muita qualidade simplesmente por que nós eliminamos o que nós não fazíamos questão de ter, os excessos?

Quando a gente fala sobre reduzir, automaticamente coisas materiais vem à mente. Mas e as newsletter que a gente recebe por email só pra apagar sem ler, as fotos digitais que gente nunca filtra e depois não encontra a que quer, os relacionamentos tóxicos com pessoas que te fazem sentir mal, as atividades sociais feitas apenas “porque tem que ir”? Reduzir abrange todas as áreas da vida e fazendo isso, a gente consegue direcionar nosso tão precioso tempo e nosso suado dinheiro pra o que é realmente importante pra nós, sem esperar a aposentadoria pra ter uma vida plena.

Isso é minimalismo pra mim.

Até segunda que vem 😉
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Resenha: A mágica da arrumação

Olá, meus queridos!

Tudo certo por aí?

Por aqui tá tudo bem também!

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Natal ta chegando, os preparativos provavelmente já estão rolando como listas de presentes, programação pra ceia, viagens e passeios nos feriados e, claro, a faxina e arrumação pra começar o ano direitinho. Então, se tem um momento bom pra falar sobre métodos de organização que vão desde organizar a gaveta de roupas íntimas até te fazer redescobrir alegrias na vida e eliminar stress, esse é o momento! Bota aí na resolução de ano novo: ler A mágica da arrumação da Marie Kondo.

Esse é um dos livros que mais gera controvérsias entre as profissionais da área por ser um pouco radical. Sim, tem coisas meio radicais mesmo e sim, vai causar desconforto nos acumuladores, mas na minha opinião, é uma dor necessária.

O nome dado ao método é KonMari, uma junção do sobrenome + nome da autora que, conforme o livro nos conta, é uma pessoa apaixonada por organização desde criança, já trabalha como profissional da área há algum tempo e já testou várias técnicas até chegar ao método, o que foi suficiente pra eu, prática como sou, adotar a forma dela de organizar pra minha vida. Eu fui me identificando bastante com o método conforme a leitura ia avançando e acho que isso aconteceu porque também me identifico muito com o minimalismo. Os princípios da Marie Kondo e do minimalismo são quase os mesmos pra mim.

O método dela consiste em se livrar de tudo o que não te traz alegria. Para ela, simplicidade é a chave para a organização definitiva, aquela que não deixa a bagunça voltar. Outro ponto que a autora defende é que cada um de nós tem exatamente o espaço físico de que precisa pra acomodar nossas coisas, tudo o que ficou depois do processo de descarte e que nos traz alegria. Talvez por isso o método KonMari seja tão controverso: nem todo mundo concorda que a gente precisa se livrar de tudo o que não adora. Eu, pessoalmente, concordo e estou aplicando na minha casa mas, se você não concorda, tudo bem! Acho que o lado positivo de se deparar com uma leitura tão radical assim é que ela nos dá um choque e nos leva a pensar e avaliar se estamos felizes com a nossa rotina de organização e com tudo o que possuímos. Acho que dá pra aplicar algumas coisas e colher resultados positivos também.

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Outra característica que eu gostei muito é que o método consiste em pouquíssimas regras. O foco é na ideia, não no processo. Se você compreendeu porque o descarte é importante e entendeu que cada coisa precisa ter o seu lugar e cada lugar deve ser destinado pra uma coisa, a bagunça não volta. Claro que ela fala no livro sobre como aplicar o método no processo de organização, mas o foco é em organizar primeiro na mente e eu acho isso fundamental. Não existe uma regra que abrange o estilo de vida de todas as pessoas viventes e não adianta somente alguém organizar pra você se, quando essa pessoa for embora e você tiver que manter tudo organizado no dia a dia, você não compreende o que foi feito na sua casa e não sabe manter. A bagunça vai voltar.

Bom, como sempre escrevo resenhas pra vocês sobre os livros que eu gostei, rs, indico totalmente a leitura de A mágica da arrumação!

Andei pesquisando e vi que tem outro livro da mesma autora, Isso me traz alegria, e já coloquei na minha lista de leitura. Alguém aí já leu esse último? O que acharam? Me contem nos comentários!

Beijos e até segunda que vem 😉

Exponha o que é importante

Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês?

Semana passada vocês acompanharam o último post da série sobre esse último ano pra mim e minha família, em ritmo de crise, e eu só tenho a agradecer a todos pelo carinho expressado nos comentários aqui no blog, no Instagram e no pessoal. Descobri que eu não estou sozinha na minha luta e foi muito bom descobrir que nenhum de nós está sozinho e temos espaço pra nos abrir sobre isso.

Se você está chegando agora aqui no blog, clique aqui pra ver o primeiro post que eu fiz sobre como lidei com a crise.

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Bom, segunda passada eu falei um pouco sobre todos os benefícios que esse período de privação me trouxe, e não foram poucos. Se eu puder generalizar todos os benefícios em uma frase, seria “aprendi a dar importância ao que é importante”, assim, toda redundante mesmo rs.

Em todas as leituras que fiz nesse último ano, percebi uma ideia comum a todos eles, mesmo que cada um tratasse de uma coisa diferente. Todos os livros que li, de alguma forma, me incentivaram a focar no que é importante e me livrar dos excessos, do que não importa tanto, ou seja, todas as coisas que eu tenho na minha vida “porque sim”.

– Por que você tem esse livro se você nunca leu?
– Ah, porque um dia vou ler.

-Por que tem essa peça de roupa se não te cai bem?
-Ah, porque eu vou emagrecer e vai servir.

-Por que tem essas fotos incríveis, o convite do seu casamento, as lembranças de viagens que provocam um sorriso no rosto cada vez que você olha pra elas, guardadas em um lugar pouco acessível?

Opa!

Para as primeiras duas perguntas o destino das coisas acaba sendo ir embora. Mas pra essa última, não. Pra essa última, acho que a resposta deveria ser: exponha tudo isso.
Eu fui aprendendo que se uma coisa me faz feliz cada vez que eu olho pra ela eu deveria olhar pra ela com mais frequência. Se é tão importante, por que está guardado no fundo de uma caixa no lugar menos acessível do guarda-roupas, fadada ao esquecimento?
Não sei porque a gente faz isso, de verdade. Mas acho que parar de fazer isso é uma coisa muito boa! Faz sentido isso pra vocês?

Quem tá me acompanhando sabe que a maioria dos pertences da minha família ficaram empacotados por meses e que meu marido e eu fizemos várias excursões ao guarda móveis, em cada vez trazendo mais algumas coisas pra nossa casa atual. Então, como o espaço aqui é reduzido, analisar todas as coisas e manter só o que gostamos muito foi uma coisa que precisou acontecer. E cada vez que a gente se deparava com uma lembrança que provocava sorriso no rosto, a gente pensava “e se a gente expor isso aqui onde moramos agora?”

Expor as coisas não foi uma novidade pra gente. No nosso apê antigo, a gente já expunha exatamente o que vou mostrar pra vocês nas imagens abaixo, mas a sensação de fazer isso aqui foi diferente. A ideia de só possuir SOMENTE as lembranças que estão expostas e descartar o restante simplesmente pelo fato de nunca olhar pra elas só surgiu aqui. E tá fazendo um bem danado pra mim acordar e dar de cara com imagens tão felizes!
É assim que está nossa parede galeria aqui

A minha ideia foi misturar decoração com funcionalidade. Tem tanto fotos, quadros e itens que marcaram a vida da gente quanto ganchos para a organização, um relógio e um porta chaves.

Como, no momento, nós moramos em um quarto, tá tudo na mesma parede. Mas acho que, quando voltarmos pra casa, dependendo da disposição dos cômodos, vai ter algumas coisas logo na entrada, outras decorando o cantinho da Luna e o restante, o cantinho do casal. Eu mostro pra vocês como ficou quando chegarmos lá, combinado?

Espero que vocês tenham se inspirado a tirar seus tesouros do baú! Grande parte da minha inspiração pra ir me desfazendo das coisas, e da força pra fazer isso, veio de tudo o que eu li sobre organização e minimalismo e, a inspiração mais recente – e mais radical, eu diria – veio do livro A mágica da arrumação, da Marie Kondo. Semana que vem tem resenha, hein! Voltem pra eu contar pra vocês o que eu achei do livro.

Beijos e até segunda que vem 😉