Exponha o que é importante

Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês?

Semana passada vocês acompanharam o último post da série sobre esse último ano pra mim e minha família, em ritmo de crise, e eu só tenho a agradecer a todos pelo carinho expressado nos comentários aqui no blog, no Instagram e no pessoal. Descobri que eu não estou sozinha na minha luta e foi muito bom descobrir que nenhum de nós está sozinho e temos espaço pra nos abrir sobre isso.

Se você está chegando agora aqui no blog, clique aqui pra ver o primeiro post que eu fiz sobre como lidei com a crise.

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Bom, segunda passada eu falei um pouco sobre todos os benefícios que esse período de privação me trouxe, e não foram poucos. Se eu puder generalizar todos os benefícios em uma frase, seria “aprendi a dar importância ao que é importante”, assim, toda redundante mesmo rs.

Em todas as leituras que fiz nesse último ano, percebi uma ideia comum a todos eles, mesmo que cada um tratasse de uma coisa diferente. Todos os livros que li, de alguma forma, me incentivaram a focar no que é importante e me livrar dos excessos, do que não importa tanto, ou seja, todas as coisas que eu tenho na minha vida “porque sim”.

– Por que você tem esse livro se você nunca leu?
– Ah, porque um dia vou ler.

-Por que tem essa peça de roupa se não te cai bem?
-Ah, porque eu vou emagrecer e vai servir.

-Por que tem essas fotos incríveis, o convite do seu casamento, as lembranças de viagens que provocam um sorriso no rosto cada vez que você olha pra elas, guardadas em um lugar pouco acessível?

Opa!

Para as primeiras duas perguntas o destino das coisas acaba sendo ir embora. Mas pra essa última, não. Pra essa última, acho que a resposta deveria ser: exponha tudo isso.
Eu fui aprendendo que se uma coisa me faz feliz cada vez que eu olho pra ela eu deveria olhar pra ela com mais frequência. Se é tão importante, por que está guardado no fundo de uma caixa no lugar menos acessível do guarda-roupas, fadada ao esquecimento?
Não sei porque a gente faz isso, de verdade. Mas acho que parar de fazer isso é uma coisa muito boa! Faz sentido isso pra vocês?

Quem tá me acompanhando sabe que a maioria dos pertences da minha família ficaram empacotados por meses e que meu marido e eu fizemos várias excursões ao guarda móveis, em cada vez trazendo mais algumas coisas pra nossa casa atual. Então, como o espaço aqui é reduzido, analisar todas as coisas e manter só o que gostamos muito foi uma coisa que precisou acontecer. E cada vez que a gente se deparava com uma lembrança que provocava sorriso no rosto, a gente pensava “e se a gente expor isso aqui onde moramos agora?”

Expor as coisas não foi uma novidade pra gente. No nosso apê antigo, a gente já expunha exatamente o que vou mostrar pra vocês nas imagens abaixo, mas a sensação de fazer isso aqui foi diferente. A ideia de só possuir SOMENTE as lembranças que estão expostas e descartar o restante simplesmente pelo fato de nunca olhar pra elas só surgiu aqui. E tá fazendo um bem danado pra mim acordar e dar de cara com imagens tão felizes!
É assim que está nossa parede galeria aqui

A minha ideia foi misturar decoração com funcionalidade. Tem tanto fotos, quadros e itens que marcaram a vida da gente quanto ganchos para a organização, um relógio e um porta chaves.

Como, no momento, nós moramos em um quarto, tá tudo na mesma parede. Mas acho que, quando voltarmos pra casa, dependendo da disposição dos cômodos, vai ter algumas coisas logo na entrada, outras decorando o cantinho da Luna e o restante, o cantinho do casal. Eu mostro pra vocês como ficou quando chegarmos lá, combinado?

Espero que vocês tenham se inspirado a tirar seus tesouros do baú! Grande parte da minha inspiração pra ir me desfazendo das coisas, e da força pra fazer isso, veio de tudo o que eu li sobre organização e minimalismo e, a inspiração mais recente – e mais radical, eu diria – veio do livro A mágica da arrumação, da Marie Kondo. Semana que vem tem resenha, hein! Voltem pra eu contar pra vocês o que eu achei do livro.

Beijos e até segunda que vem 😉
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