A cama compartilhada sob o ponto de vista da mamãe e também do papai

Olá, meus queridos!

Esse post já estava na fila para ser escrito há um bom tempo e finalmente saiu! Chegou a hora de contar pra vocês como foi – e como tem sido – a experiência de compartilhar a cama com a minha pequena e, como não podia deixar de ser, mostrar tanto a minha opinião quanto a do meu marido, afinal, nós dois dividimos a cama com a Luna. Pra poder escrever uma descrição bem fiel à visão de cada um, eu entrevistei meu marido e ele me entrevistou e essa troca resultou em 5 perguntas respondidas logo abaixo.

Quer saber se nossas respostas foram muito diferentes?

Olhem só as 5 questões que tratamos.

1. Por que você decidiu adotar a cama compartilhada?

Mamãe: Na verdade, não foi uma decisão, nós meio que ficamos sem opção. A gente ficou morando por um tempo em um quarto na casa da minha sogra e o espaço era bem reduzido – a gente dividia o quarto com a Luna e mais duas cachorras – e chegou um momento em estava fazendo mais falta um espaço pra ela brincar que o espaço pra ela dormir. O berço já estava ocupando muito espaço e ela não estava mais confortável dormindo nele. Ela ficou maior, a gente tinha aquele berço desmontável com regulagem de altura e, quando a gente desceu o berço para ela não cair e não acontecer nenhum acidente, ela não dormia bem lá. Eu não sei o porquê, mas ela não estava mais confortável então, a gente acabou colocando ela na nossa cama pra dormir com a gente várias vezes, até que chegou um momento em que a gente pensou “ah, não tem mais porque deixar o berço no quarto, vamos tirar ele e deixar mais espaço pra ela brincar”. E não foi uma decisão tão aleatória. Nós já tinhamos estudado sobre a criação com apego e quando a gente tomou essa decisão a gente sabia o que estava fazendo. Foi metade decisão e metade imposição do ambiente em que a gente vivia.

Papai: Na verdade, a cama compartilhada, no começo, foi imposta a nós. Nós estavamos morando em um lugar onde não tinha espaço físico pra ter tudo o que a gente queria que tivesse, estavamos morando praticamente em um quarto e, no começo, a Luna ficava no berço dela que a gente conseguia encaixar no quarto. Mas depois, ela comçou a não gostar mais do berço. Ela começava a não dormir a noite inteira nele, ou nem conseguir pegar no sono quando a gente colocava ela lá, dar trabalho para dormir, então a gente começou a colocar ela na nossa cama. Deixamos ela dormir perto da gente e deu super certo. Ela nunca mais teve esse problema e a gente gostou também. A gente pesquisava muito sobre criação com apego, aquela história de não deixar a criança chorando pra dormir sozinha e tudo o mais, e também pareceu certo, tanto pra mim quanto para minha esposa. Por isso nós resolvemos adotar dessa forma.

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2. Compartilhar a cama com a filha atrapalha a vida sexual do casal?

M: Não, não atrapalha. Eu acho que quando você tem um filho a frequência (sexual) diminui mesmo, só por você ter um filho, não necessariamente porque ele dorme no meio da cama, isso é natural. A gente se cansa muito mais, tem muito mais atividades e qualquer intimidade entre a gente acontece depois que ela foi dormir – quase tudo acontece em função das sonecas dela – então nao é a cama compartilhada que atrapalha. E eu acho que, na verdade, aconteceu uma coisa até benéfica porque a gente descobriu o resto da casa. A gente dorme na cama e fica juntos em outros lugares da casa.

P: No nosso caso, não. Isso é uma coisa que eu tinha medo mas, depois que a gente começou a deixar a Luna dormir no meio da nossa cama, a gente viu que a verdade é que a gente tem o resto da casa toda pra ter esse tipo de intimidade. Então, acabou não fazendo diferença pra nós. E se for parar pra pensar, foi até legal, porque tirou aquela coisa padrão de sempre estar na cama. Eu gostei.

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3. Você tem medo que ela nunca se acostume a dormir sozinha?

M: Não, nunca não. Eu acho que vai ser um processo de transição, mas eu acho que isso é natural pra tudo o que ela aprende, tudo de novo é um processo de transição. Claro, pra uma criança que sempre dormiu na própria cama, no próprio berço, esse processo nem existe porque ela sempre dormiu lá e eu acho que, quando a gente colocar ela na cama dela, vai ser um processo, mas eu não tenho medo. Eu acho que é natural que no começo (da vida) ela sinta falta de contato com a mãe e com o pai e que em um determinado momento ela vai sentir falta de ter o próprio espaço dela.

P: Não. Que ela NUNCA se acostume, não. Eu sei, na verdade, que a transição para a cama dela quando estiver na hora vai ser mais difícil que pra uma criança que dormiu a vida inteira sozinha no quarto dela, isso é óbvio, mas eu não tenho medo que ela vá ficar pra sempre dormindo com a gente. As crianças mudam muito e vai chegar um ponto em que ela vai querer ter o canto dela, vai querer ter o quarto dela e eu não tenho pressa pra que isso aconteça porque eu adoro ela dormindo com a gente.

4. Vocês tiveram que fazer alguma adaptação no quarto para adotar a cama compartilhada?

M: Na verdade, o que aconteceu foi o seguinte: quando a gente começou a colocar ela na nossa cama, a gente tinha uma cama de casal a nossa disposição, tamanho padrão de casal. Era ali que a gente dividia a cama e estava ficando um pouco apertado. Mas isso não foi uma grande preocupação nossa, porque isso só acontecia em função dessa situação que a gente passou. A nossa cama era tamanho queen então, assim que possível, a gente trouxe a nossa cama para o ambiente que a gente estava morando. Hoje a gente está na nossa casa, e nessa cama a gente cabe muito bem porque ela é um pouco maior (que a de casal), então a gente não teve que fazer nenhuma adaptação.

P: Na verdade, não. No nosso caso, a cama é queen, então é uma cama grande que cabem eu, minha esposa e minha filha tranquilamente e eu não vejo motivo pra fazer mudanças muito grandes. Existem casos de casais que gostam de ter aquela cama acoplada, que também faz parte de uma cama compartilhada, mas no nosso caso não precisou.

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5. Que dica você daria para os pais que estão pensando em adotar essa prática também?

M: Eu diria: pesquise sobre o assunto. Eu acho que cada família é de um jeito e você precisa se sentir confortável com o que você faz. Você tem que sentir que aquilo está certo pra você. Então, se você preferir deixar no berço e no próprio quarto ou no seu quarto com você ou na sua cama junto com você, não importa. Seja qual for a sua escolha pesquise e se informe sobre como fazer da melhor forma, sobre os benefícios e os cuidados que você precisa tomar. É importante a gente saber o máximo possível sobre o que a gente está fazendo. Mas eu posso dizer que, pra mim, é uma experiencia maravilhosa eu adoro dormir com ela. Eu acho que a gente cria uma conexão muito legal. Ela é muito pequena e eu acho que ela também gosta muito e se beneficia bastante desse contato com a gente então, pra mim é maravilhoso, é claro que eu indico, mas a minha dica é: pesquise.

P: Eu diria: faça! Porque eu acho muito legal. É o que eu falei acima, é um tipo de criação diferente. Eu não gosto de fazer o que os outros querem que eu faça, eu gosto de fazer o que me faz sentir bem, o que me faz sentir confortável, entendeu. Claro que, se uma pessoa ficar confortável com o filho dormindo no próprio quarto, ótimo, não tem nada errado nisso, mas eu gosto da forma que a gente fez. Eu acho que isso traz um laço com a minha filha que eu nem sabia que seria possível ter.

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Se você está pensando em adotar essa prática, espero que a nossa experiência te ajude a tomar a melhor decisão. Deu pra perceber que a gente ama compartilhar a cama com ela né? E se você quiser uma dica extra, te indico o blog e o canal no YouTube do Paizinho Vírgula!, um pai que fala sobre esse e outros assuntos muito relevantes sobre a criação dos filhos, e que foi nossa fonte de conhecimento sobre esse tema tão pouco abordado. Recomendo a visita lá no blog e canal dele!

E se você já adota essa prática, me conta aqui nos comentários como tem sido para você. Tem alguma dica ou experiência para acrescentar?

Um abraço e até semana que vem 😉

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