Projeto 333 – o desafio minimalista para se vestir. Funciona?

Oi, gente!

Gostaram da nova saudação? Acho que, na vida real, no olho no olho, eu chamo as pessoas assim com mais frequência. Então, decidi trazer isso pra cá.

Você já ouviu falar do Projeto 333?

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Em linhas gerais, o Projeto 333 é um desafio minimalista criado pela Courtney Carver, para simplificar a rotina de se vestir.  A ideia é escolher 33 itens de vestuário – incluindo roupas, acessórios, jóias e calçados – e se comprometer a usar somente esses itens por um período de 3 meses, guardando o restante fora da sua vista. Depois de 3 meses, você revisita esses itens que foram guardados, compara com os que você estava usando antes, e adapta seu grupo de 33 peças para os próximos 3 meses, fazendo um ciclo que leva em consideração as estações do ano.

Pois bem, mas será que funciona?

Uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse projeto foi a história da criadora dele, porque eu me relacionei bastante: Courtney sofreu um grande impacto na vida – foi diagnosticada com esclerose múltipla – o que a levou a buscar meios de simplificar a forma de fazer as coisas, com o objetivo de diminuir o estresse.

Lembram que eu contei pra vocês como eu lidei com a crise?
No meio do furacão que minha família se encontrou em 2017, nós fomos obrigados a aprender a nos virar com menos. A grande maioria dos nossos pertences estavam encaixotados em um depósito e nós só carregamos com a gente as peças de vestuário mais relevantes para o momento, o que correspondia ao conteúdo de apenas 2 malas divididas entre minha filha, meu marido e eu.
Depois de algum tempo – o que hoje percebo que foram períodos aproximados de 3 meses – começamos a buscar nossos pertences, pouco a pouco, no depósito e reavaliar o que manteríamos nas malas e o que manteríamos fora da vista por mais um tempo.

Sem perceber, estava aplicando o Projeto 333 com a minha família e estava funcionando.

Assim com a Courtney Carver, descobri o minimalismo em função de um período que me impactou muito e me obrigou a tomar algumas atitudes pra me adaptar. Eu precisei escolher quais peças de vestuário manter comigo e quais guardar fora da minha vista porque não tinha espaço físico suficiente para todas as peças.

E agora é que vem o atestado de aprovação para o Projeto 333: depois de algumas vezes indo buscar peças que estavam guardadas, tanto meu marido quanto eu, percebemos que a gente simplesmente não sentia falta de algumas delas.

Veja bem, quando você precisa selecionar alguns itens de vestuário pra usar e sabe que vai ter que se virar somente com eles porque o restante está difícil de ser acessado, escolhe apenas os favoritos. E isso vai levando a gente a perceber que usar apenas nossas peças favoritas faz um bem danado, tanto para simplificar a rotina na hora da escolha do que vestir, quanto para o aumento da auto-estima, já que a gente sempre se vê refletido no espelho com as melhores roupas que tem e as que mais ama vestir.

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Sabe o que acabou acontecendo depois de 1 ano usando o Projeto 333 sem perceber? Aos poucos, as roupas que não se encaixavam na categoria FAVORITAS acabaram sendo descartadas, sem choro nem vela.

Hoje, eu tenho cerca de 60 peças de roupa – sem contar roupas íntimas, pijamas e roupas de academia – e 12 pares de calçados – contando até os chinelos – e não sinto falta de nada. Meu marido permaneceu com poucas peças depois que voltamos para casa, assim como eu e, as roupas da minha filha, que eu ainda escolho, também seguem o mesmo padrão de quantidade. Ninguém sente falta de ter mais peças do que tem.

Foi um processo gradual, mas que me trouxe benefícios enormes. Se, alguns anos atrás, eu mantinha várias peças da categoria “porque sim” e “porque eu paguei caro”,  hoje a a maioria gritante entra nas categorias “favoritas”, “me vestem muito bem” e “consigo fazer dezenas de combinações com ela”. Além de o espaço dedicado para guardar as peças ter diminuído bastante, gasto muito menos tempo procurando o que vestir e sempre fico satisfeita com o resultado dos looks que consigo montar, sem esforço.

A quantidade de peças não é o que manda na hora de se vestir bem mas, sim, ter as peças certas. Cada armário do projeto 333 vai ter uma configuração diferente e eu acho que é assim mesmo que tem que ser. A regra é usar o que te faz bem, ver no espelho a imagem que você gosta de ver de si mesmo, e compreender que não são os excessos que vão trazer essa satisfação.

E se você ainda não encontrou seu estilo, tem uma resenha de livro aqui no blog que vai de encontro a essa questão, a resenha do livro Vista quem você é.
Quem de vocês aplica o projeto 333 no guarda roupas? Como está sendo a experiência?
Um abraço e até semana que vem 😉
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