E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Você já se perguntou por que alguém escolheria viver com menos posses sendo que existem tantas coisas bacanas a nossa disposição para serem compradas nos dias de hoje? Será que MINIMALISMO não seria um código secreto para POBREZA?

Se você pensa assim, eu te entendo.

Existem mesmo muitas coisas bacanas para serem compradas, com os mais diversos designs, para toda e qualquer função que a gente precise e para todos os gostos.

Mas então, se você sabe disso, por que escolheu ser minimalista, Mila?

Continue lendo que eu vou te contar a minha história com esse estilo de vida. SPOILER ALERT: você vai se surpreender.

Há alguns anos atrás, meu marido e eu morávamos no centro de SP, em um apartamento muito bacana que ficava em um condomínio mais bacana ainda e que era abarrotado de coisas.

Consumistas? Sim, éramos.

Sair para ver o que tinha de bom nos shoppings e lojas da região e adquirir coisas que a gente nem sabia se gostava, só pra testar mesmo, era normal pra nós e a gente fazia isso com frequência.

Mas aí, algo inesperado aconteceu: eu e meu marido ficamos desempregados. Desempregados, com um bebê recém nascido e morando em um apartamento alugado.

Nossa pequena reserva financeira acabou em alguns meses e, por mais que meu marido buscasse se recolocar no mercado de trabalho, nenhuma vaga aparecia. E foi aí que o inevitável aconteceu: nós precisamos entregar as chaves do apartamento, empacotar nossos pertences e voltar pra casa dos nossos pais. No caso, dos pais do meu marido, que tinham um quarto vago para nos receber.

Se você quiser saber a história completa, tem uma série de 4 posts aqui no blog que eu escrevi naquela época, relatando tudo o que aconteceu, é só CLICAR AQUI para ler o primeiro post dessa série.

Então vamos pular para parte onde eu conheci o MINIMALISMO.

Como nós estávamos morando na casa dos meus sogros, sem poder usar a grande maioria dos nossos pertences já por alguns meses, eu passei por um período emocionalmente difícil. Eu só tinha vontade de chorar e não quis sair da cama por alguns dias.

Foi quando eu percebi que eu não podia me entregar ao que estava acontecendo comigo e precisava fazer alguma coisa. E como foi que eu percebi isso? Olhando para a minha filha, a Luna. Antes de engravidar da Luna eu sofri um aborto espontâneo, também tem post aqui no blog relatando essa experiência e olhar para o meu sonho de ser mãe sendo realizado nela, me deu forças pra levantar da cama.

Eu comecei a pesquisar na internet coisas do tipo “como viver bem em um espaço pequeno” e “como diminuir os gastos” e foi aí que me deparei com o conceito de MINIMALISMO.

Pronto, eu fui fisgada. Comecei a pesquisar mais e mais sobre o assunto e comecei a me encantar com esse conceito. Minimalismo é foco no que é importante para nós, eliminando todos os excessos e eu percebi que o que era mais importante para mim eu ainda tinha.

Eu comecei a me animar, contei sobre o minimalismo para o meu marido e ele também gostou desse conceito.

Foi aí que nós começamos a pensar melhor na vida que nós estávamos vivendo ali na casa dos meus sogros. Será que a gente poderia ir no depósito onde nossos pertences estavam guardados e buscar algumas coisas? Mais roupas, livros, jogos de vídeo game, talvez nossa cama e guarda roupas?

Nós fizemos isso e tivemos uma surpresa: tinha uma quantidade grande de coisas que estavam guardadas há meses e que nós não sentimos falta nenhuma.

Não estou falando sobre a geladeira e a máquina de lavar, afinal, eu estava usando os eletrodomésticos da minha sogra. Eu estou falando sobre livros, coleções, dvds, roupas, brinquedos da Luna, consoles e jogos de vídeo game, jogos de tabuleiro, material de escritório, papelada, enfeites e por aí vai. Coisas que a gente poderia usar perfeitamente onde a gente estava mas não estava usando e não estava fazendo falta.

Nós começamos a passar um pente fino em tudo isso. Se a gente não precisava de tudo aquilo, poderíamos vender e fazer uma renda extra – que, naquele momento, seria a nossa renda única.

O que a gente percebesse que queria manter, poderíamos tirar definitivamente do depósito e colocar em uso, afinal eram itens de uso pessoal que cabiam no espaço que a gente tinha disponível.

E foi aí que a mudança começou a acontecer na nossa cabeça e começamos a ganhar uma mentalidade minimalista. ESPAÇO se tornou uma coisa bem importante afinal, ele era limitado para nós naquele momento, então a gente não queria encher nosso quarto de coisas. Nós aprendemos a selecionar com cuidado o que merecia ocupar um lugar no nosso quarto/casa. Nós começamos a nos desfazer de tudo o que se mostrou ser excesso. E nós nos sentimos muito bem fazendo isso!

Nós ainda ficamos morando naquele quarto na casa dos meus sogros por alguns meses depois de conhecer o estilo de vida minimalista até que, finalmente, apareceu uma oportunidade de nós voltarmos a viver na nossa própria casa.

E quando isso aconteceu e nós fomos buscar todos os nossos pertences, eu fiquei com um pouco de receio: será que o minimalismo tinha sido apenas uma solução imediata para a situação desafiadora que eu estava vivendo e, assim que eu voltasse a ter dinheiro e espaço, eu iria abandonar o estilo de vida minimalista e comprar tudo de novo?

A resposta, você encontra no vídeo abaixo, o primeiro vídeo da série MINIMALISMO NA PRÁTICA que está começando lá no meu canal no YouTube!

Abraços e até semana que vem