Você não é a sua mente

Seu cérebro é uma máquina poderosa
programada para operar de uma determinada forma.

Assim como seu estômago, intestino e cada órgão do seu corpo, o cérebro segue padrões.

E um dos padrões que eu quero chamar a atenção aqui é o fato de que seu cérebro sempre vai querer poupar energia e colocar tudo no piloto automático.

Ou seja, os hábitos ruins que você acha que tem porque é preguiçosa ou outra coisa pejorativa, na verdade, é só uma atividade que você fez muitas vezes, repetidamente, e seu cérebro colocou no piloto automático pra poupar sua energia.

Você faz sem nem pensar que faz.

E vai continuar fazendo para o resto da vida se não compreender que esse é só o funcionamento natural da sua mente.

Você pode mudar isso se se comprometer a fazer diferente por algum tempo até que seu cérebro registre um novo padrão e o coloque no piloto automático.

E isso vai acontecer, inevitavelmente.

O grande problema aqui na verdade são 2.

Primeiro, você – e todo mundo – se acostumou a se culpar sempre que não consegue ter bons hábitos como se as outras pessoas – as que conseguem manter bons hábitos – fossem seres humanos superiores e superdotados. E olha aí a ironia: essa crença também é um hábito que pode ser mudado.

Segundo, a maioria das pessoas não é ensinada sobre como os hábitos são formados, então, vive sempre buscando hacks e fórmulas mágicas que resolvam as coisas de uma hora pra outra, ignorando o fato de que o sucesso mora na consistência.

Isso mesmo, na consistência.

Quando você faz alguma atividade repetidas vezes, seu cérebro coloca essa atividade no piloto automático, lembra?

Então, se você quer se exercitar todos os dias, se alimentar melhor, acordar mais cedo ou seja lá qual for o hábito saudável que queira implementar na rotina, você vai precisar compreender que, no começo, seu cérebro estará saindo da zona de conforto, sendo tirado do piloto automático e ele vai apresentar resistência.

Implementar qualquer hábito novo é mais difícil no começo porque você vai precisar se esforçar.

Mas esse esforço todo, consistentemente, vai ser registrado como um novo padrão de comportamento, como um novo hábito, e é aí que a mágica acontece e um hábito saudável entra na rotina de forma fluída e te permite, finalmente, parar de se esforçar tanto.

Esse é o processo e ele funciona.

Então, deixe a busca por fórmulas imediatistas de lado e invista energia em fazer todos os dias algo que faz parte do hábito saudável que você quer adquirir, mesmo que seja difícil, mesmo que você pense em desistir algumas vezes.

Confia no processo, mulher!

O luto da descoberta do diagnóstico de autismo

Essa é provavelmente a primeira vez que eu falo sobre isso por aqui.

Minha filha mais velha, a Luna, está no espectro autista e hoje, é muito tranquilo para mim falar sobre isso.

Mas nem sempre foi assim.

Luna foi um bebê muito carinhoso. Gostava de aconchego, de abraço, de colo.

Com frequência, ela não se sentia muito à vontade ao receber e dar esse carinho todo para os avós e as demais pessoas próximas da família, mas eu sempre achei que isso era coisa da idade. Apenas uma fase do bebê de ficar grudadinho nos pais mesmo, sabe?

Quando ela completou 1 ano de vida, as primeiras palavras não vieram e nem o interesse por brincadeiras que eu fazia com ela.

Eu também comecei a notar que a Luna não tinha muita curiosidade pelo que eu estava fazendo. Ela não apresentava aquela vontade de imitar tudo o que via e copiar a mamãe.

Mas, eu achei novamente que isso era uma característica pessoal dela e busquei apenas criar mais estímulos para que ela se desenvolvesse melhor.

Luna completou 2 anos e ainda não pronunciava nenhuma palavrinha. Não chamou mamãe, não chamou papai, não verbalizava o que queria nem o que não queria.

Foi aí que o pai dela e eu decidimos consultar um pediatra especificamente para isso.

E aqui, vale a pena citar que a nossa família passou por um período muito difícil que nos levou a mudar de casa, de bairro e de vida por alguns meses e, por isso, a Luna já não passava mais nas consultas periódicas com o pediatra – se você quiser ler, eu relatei tudo sobre esse período, começando por esse post aqui.

Então, a médica que atendeu minha filha fez algumas perguntas que, hoje, depois de fazer um acompanhamento mais aprofundado com a Luna, eu sei que eram inúteis pra fechar um diagnóstico e nos garantiu que o caso dela não era autismo.

Como todo o pai e toda a mãe com muita esperança de que não tenha nada de errado com seus filhos, nós nos demos por satisfeitos com essa opinião profissional e acreditamos que nossa filha só precisava de mais estímulo mesmo.

A vida seguiu, nossa vida foi voltando ao normal depois do período de crise, e quando a Luna estava com 2 anos e meio, eu matriculei ela em uma escolinha, acreditando que a interação com outras crianças seria o suficiente para que ela fosse estimulada a falar e que ela se desenvolveria melhor.

Depois de 3 meses de escolinha, nada.

A escola então recomendou que eu procurasse uma fonoaudióloga para ajudar a Luna com a fala e foi o que eu fiz.

Além da fono, as consultas contavam com a participação de uma psicóloga infantil, tudo através do sistema público de saúde, o SUS.

Um ano de escolinha somado às consultas quinzenais com a fono e a psico se passou e a Luna ainda se comunicava apenas por choro, grito ou me puxando pelas mãos.

E foi aí que o diagnóstico do SUS finalmente saiu – ou melhor, a suspeita de diagnóstico: autismo.

Nós fomos encaminhadas para o CAPS para que o diagnóstico fosse confirmado e um novo tratamento começasse mas, honestamente, eu já estava pesquisando o bastante por conta própria para saber que, no caso de uma criança no TEA, o tempo é valioso.

Por isso, conversei com meu marido e nós fomos em busca de um tratamento mais adequado para a Luna.

Foi aí que entrei em contato com uma clínica particular especializada em autismo aqui em São Paulo e marquei a primeira consulta.

E foi a partir daí que eu comecei a observar os primeiros sinais de evolução na minha pequena – quanto alívio eu senti!

Quando, ainda no SUS, a psico e fono da Luna me disseram que elas suspeitavam que o diagnóstico era mesmo autismo, eu fiquei sem chão.

Passei pelo período que os psicólogos chamam de luto.

Chorei, sofri, tive uma crise de pânico, tive medo de como seria a vida da minha filha no futuro.

Mas quando o tratamento dela começou na clínica particular, uma coisa específica foi responsável por me fez superar esse luto: o conhecimento.

A coisa mais assustadora pra mim sobre a descoberta do diagnóstico foi não saber o que fazer.

Não saber como estimular minha filha de um jeito que funcionasse, não saber muito sobre como o autismo afetaria a vida da minha filha, não saber quais seriam meus próximos passos, não saber nada.

Veja bem, eu passei minha adolescência com crianças ao meu redor. Meu irmão é 8 anos mais novo que eu e todos os meus primos e primas nasceram depois dele – eu sou a neta mais velha entre 10 netos.

E eu sempre ouvi coisas do tipo “cuidado com o que você fala porque criança repete tudo” e “presta atenção no que você faz porque criança imita tudo”.

E quando a minha criança não repete nem imita, o que que eu faço?

Eu estava completamente no escuro com a Luna e não tinha referência alguma sobre o que fazer.

Mas, quando eu comecei a contar com a ajuda de profissionais especializados que me explicavam como a cabecinha da minha filha funciona, me mostravam como ajuda-la efetivamente e eu comecei a observar os resultados positivos aparecendo, a paz proporcionada pelo conhecimento foi pouco a pouco substituindo o desespero.

Por isso, se pra finalizar esse relato eu puder dizer apenas 1 coisa para uma mãe ou pai que esteja vivendo uma situação parecida com a que eu vivi antes de receber o diagnóstico da Luna, eu diria: busque conhecimento com todas as suas forças.

E se eu puder dizer apenas uma coisa para quem não está passando por nada parecido, eu diria: adquira um conhecimento básico sobre o espectro autista, pelamordedeus!

O mundo já é diferente para quem é diferente, seja física ou neurológicamente, mas não precisa ser difícil.

E a maior dificuldade que a gente pode encontrar é a falta de empatia que poderia ser facilmente resolvida com um pouquinho de conhecimento!

Se você está um pouco desesperado(a) por suspeitar do diagnóstico de autismo do seu filho ou filha, comece pelo canal da Mayra Gaiato no Youtube.

Essa foi minha fonte de pesquisa quando nós ainda não tínhamos diagnóstico fechado e hoje, é a clínica que atende minha filha e tem trazido resultados significativos para o desenvolvimento dela!

Como manter a casa em ordem depois da organização

Mulher, organizar é uma coisa, arrumar é outra, já tinha pensado nisso?

Entender essa diferença vai te dar mais clareza para manter a ordem.

Vou te explicar a diferença com um exemplo prático.

Faz de conta que você tem uma cômoda de gavetas largas e compridas aí na sua casa e que você guarda a grande maioria das suas roupas nela.

Daí, você vai usar todos os conceitos de organização que aprendeu no ebook LIMPE E ORGANIZE SEM SURTAR para usar o espaço das suas gavetas de forma inteligente.

Você começa desapegando do que não faz mais sentido, o que já diminui o volume de peças e começa a facilitar a organização.

Daí você começa a pensar com que frequência usa cada peça para descobrir o que faz sentido estar nas gavetas mais baixas e o que é melhor estar nas gavetas de cima, dobra suas peças de tal forma que você consiga visualizar todas elas facilmente quando abre a gaveta, sem precisar mexer nas roupas e agrupa suas roupas por tipo.

Isso é organização: estudar o volume de coisas que você tem e o espaço disponível para que tudo fique visível acessível e cada espaço seja bem aproveitado.

Agora, continuando no nosso exemplo, sua cômoda está organizada e você está usando suas roupas.

Você tira elas do lugar, usa, lava, dobra e coloca de volta. Isso é arrumação: colocar as coisas de volta no lugar que já foi determinado para as cada coisa no processo de organização.

Ficou clara a diferença?

Existem muitas situações em que o processo de organização falha simplesmente porque ele não existe. O que tem sido feito, na verdade, é somente o processo de arrumação do dia a dia.

A organização é o que faz diferença e esse não é um processo que precisa acontecer com tanta frequência assim.

Então, para ajudar você a manter a cada mais arrumada no dia a dia, tenho 3 dicas.

Dica 1 – Comece pelo desapego

Quando a gente elimina aquilo que não faz mais parte da nossa vida mas estava fora de vista, a gente libera espaço para organizar melhor o que faz sentido ser mantido.

Dica 2 – Faça o processo de organização com calma

Existe uma dica básica para te ajudar a começar, olha só o que você pode fazer.

Distribua todas as suas coisas sobre a cama, agrupe por tipo e observe o volume de cada tipo X os espaços dos seus armários.

Em que parte do seu armário o volume total das suas camisetas, por exemplo, ficaria melhor acomodado? E o volume de meias? E o volume de calças? Organizar suas coisas vai ser como brincar de encaixa-encaixa.

Dica 3 – Se necessário, fotografe o resultado da sua organização

O que mais vai manter sua casa em ordem depois da organização é saber onde as coisas devem ficar e colocar de volta no lugar depois do uso.

Então, se no dia a dia as coisas saírem do lugar e você não lembrar onde tinha que colocar, recorra à foto do dia da organização.

Ver como tudo estava lindo e bem organizado também vai te dar mais motivação para manter daquele jeitinho no dia a dia.

Agora, me conta aqui nos comentários: qual é a baguncinha do dia a dia que mais te incomoda?

Um beijo e até semana que vem, mulher!

Minimalismo x Organização

Organização tem tudo a ver com minimalismo e se você já pesquisou pelo menos um pouquinho sobre esse estilo de vida, já viu algum minimalista falar sobre a importância dessa relação.

Mas, como uma Personal Organizer que vive o estilo de vida minimalista, eu tenho uma perspectiva ainda mais profunda sobre a relevância de se organizar para quem vive esse estilo de vida.

Organização é arrumação com lógica.

É considerar o espaço que você tem – não o que você acha que deveria ter – e o volume de coisas que fazem sentido para a sua vida – depois do processo de desapego – sendo arrumadas de acordo com a rotina da sua casa.

Fez sentido?

Quando a gente só arruma mas não organiza, corre o risco de perder coisas de vista e isso é um prato cheio para compras desnecessárias.

E compras desnecessárias não fazem mal apenas para o bolso. Elas acabam te fazendo acumular itens repetidos e tendo mais ainda para limpar, arrumar e organizar.

Além do mais, ter todos os seus ambientes organizados, seja em casa, seja digitalmente, te traz mais leveza no dia a dia ao eliminar o estresse de não encontrar o que precisa quando precisa.

Então, para que você comece a se organizar, tenho 3 dicas para você:

Dica 1 – Agrupe suas coisas por tipo

E para que isso seja ainda mais eficaz, pense além de coisas da mesma cor, do mesmo tamanho ou com características parecidas. Considere também os objetos ou arquivos que você usa no mesmo momento. Vou te dar um exemplo.

Se você costuma usar calça e camiseta para se vestir porque é a forma que você se sente mais confortável, faz sentido guardar essas peças próximas uma da outra no guarda roupas, independente de estar pendurado ou dobrado.

Dica 2 – Quando sair de um cômodo, leve alguma coisa com você

Essa dica vai manter sua casa em ordem no decorrer do dia e diminuir muito o volume de coisas que precisam ser colocadas no lugar no final do dia.

Se você está no quarto e está indo para a cozinha buscar um café, já leve com você a garrafinha de água vazia que está no quarto.

Sacou a ideia?

Dica 3 – Guarde o que você mais usa ao alcance das mãos ou dos olhos

Vou reaproveitar a ideia das camisetas e calças aqui.

Se essa combinação de roupas é o que mais usa no dia a dia, mantenha suas camisetas e calças no lugar de mais fácil acesso do seu guarda roupas, a altura dos seus olhos, de tal forma que você não precisa se abaixar ou pegar um banco para acessar essas peças.

E não deixa nada frente que atrapalhe a visualização clara dessas peças.

E se você quiser ver essas dicas em vídeo, dá o play aqui abaixo mulher!

Já conferiu meu ebook LIMPE E ORGANIZE SEM SURTAR? Lá tem um passo a passo para organizar sua casa com técnica de desapego, diversas técnicas de organização e 15 dicas de produtividade para cuidar da casa no dia a dia com mais agilidade.

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Como desapegar sem sofrer

Se você associa desapego com sofrimento, vou mudar sua mentalidade hoje e te fazer ficar empolgada pra começar a se desafazer das coisas.

Segue meu raciocínio.

Nós, seres humanos, passamos grande parte da nossa existência produzindo nosso próprio alimento, nossas próprias roupas, nosso próprio estilo de vida, tudo com as nossas próprias mãos.

Então, caso uma praga de gafanhotos atacasse a plantação de trigo de uma família que viveu a centenas de anos atrás, essa família provavelmente passaria fome.

Se alguma doença atacasse as vacas, porcos e galinhas que essa família criava, novamente haveria fome.

Se uma doença atingisse os membros da família, haveria grandes chances da família diminuir.

Não existiam supermercados para comprar mais trigo – muito menos farinha pronta e ensacada – e carne, cada vez que esses itens acabassem por algum motivo. Também não existiam hospitais para cuidar da família em caso de doença nem farmácias para comprar medicamentos.

Por isso, a gente viveu muito tempo com uma mentalidade de escassez, afinal, se a gente não estocasse tudo o que produzia e adquiria, corríamos um risco real de ficar sem e sofrer muito com isso.

Mas a nossa forma de produzir o que é necessário para sobreviver mudou. Aliás, a gente começou a produzir bem mais que o necessário.

Nós fomos além da sobrevivência e chegamos no luxo. Hoje em dia existem tantos itens de consumo à nossa disposição e para tantos propósitos diferentes que a gente nem sabe direito distinguir a necessidade do luxo.

Mas com uma quantidade grande de posses, vem um preço: a necessidade de adquirir mais coisas apenas para manter nossas posses e de reservar um período de tempo para cuidar dessas posses.

Pense comigo: se você tem uma casa, não tem apenas quatro paredes e um teto. Essa casa está equipada com móveis, eletrodomésticos, roupas e os mais diversos acessórios, certo?

Isso significa que você precisa dedicar tempo para limpar, arrumar, organizar e cuidar de tudo o que tem. Também significa que você precisa pagar por água encanada, energia elétrica, produtos de limpeza e utensílios para tornar essas tarefas possíveis de seres executadas.

Tá entendendo onde eu quero chegar?

Quando a gente diz que não tem tempo para o que realmente ama, na verdade estamos dizendo que nosso tempo está sendo ocupado com outras coisas.

Pra fazer aparecer o tempo que queremos para o que amamos, poderíamos simplesmente diminuir a quantidade de coisas que temos para cuidar.

Fez sentido isso pra você?

Desapegar não é sobre ficar sem. É sobre eliminar distrações e excessos que estão tomando o tempo de outra coisa que é mais importante para nós.

Desapegar é eliminar pontos de estresse na nossa vida.

Se eu já te convenci mas você tem dificuldades na hora de colocar a mão na massa e separar o importante do excesso, clique aqui pra ler o post que eu escrevi sobre o método de desapego que eu uso com as minhas alunas e clientes. Tenho certeza que ele vai te ajudar.

Até semana que vem, mulher!

Uma indicação para que você se conheça melhor

Mulher, a jornada de autoconhecimento não é só sobre aprender a se amar mais ao reparar nas coisas boas sobre nós mesmas.

É também uma jornada sobre identificar o que é feio, o que a gente não quer encarar, o que a gente não gosta.

E, por incrível que pareça, encarar nossas sombras de frente também nos ajuda a nos amar mais.

Há um tempo atrás eu terminei de ler um livro que me ensinou muito sobre mim mesma enquanto ser humano.

Nessa leitura, aprendi sobre a espécie humana, sobre eventos que moldaram a forma como o homo sapiens pensa e age e como nós todos ainda carregamos muitas características dos nossos ancestrais até hoje e, por isso, frequentemente, agimos de maneira um pouco desconexa com a vida que a gente leva na atualidade.

O livro que me ensinou tanto se chama SAPIENS, e é um livro gigante, tanto na quantidade de páginas quanto na qualidade do assunto abordado, que eu preciso confessar: levei meses pra terminar de ler.

E isso aconteceu porque eu queria parar a leitura a cada capítulo pra tentar absorver o que eu li.

Foi explosão de cabeça atrás de explosão de cabeça! A cada informação nova sobre a nossa espécie eu conseguia identificar padrões de comportamento das pessoas hoje – incluindo eu mesma – nas adaptações que a gente precisou fazer para sobreviver no passado.

Vivemos numa realidade moderna em que existe comida em abundância a nossa disposição na geladeira mas ainda comemos mais do que precisamos porque nosso corpo foi programado por anos para ingerir o máximo possível de calorias, afinal, o homem primitivo caçador-coletor não tinha certeza de quando seria a próxima refeição.

Louco isso, né?

Então, quero te levar para uma reflexão.

Já imaginou quantos aspectos diferentes compõem a pessoa que você chama de EU?

Quantas coisas existem para ser conhecidas sobre você mesma?

Se a gente pensar apenas na nossa mente, ja existe um mundo à parte.

Se pensarmos na nossa biologia, outro mundo.

E ainda existe nossa aparência, nossa saúde, nossas crenças…

Autoconhecimento é algo muito amplo.

Por isso, se você gosta de ler e quer uma indicação para se conhecer melhor como espécie, recomendo fortemente a leitura de SAPIENS.

Você tem algum livro no mesmo estilo para me indicar? Deixa aqui nos comentários!

Minimalismo x sustentabilidade

Qual a relação do estilo de vida minimalista com um estilo de consumo sustentável?

Se você acha que não tem nada a ver, continue lendo.

Minimalismo é sobre equilíbrio, não sobre descarte.

Desapego e descarte são apenas formas de aplicar o estilo de vida minimalista em uma vida cheia de excessos. E também uma ótima forma de manter o controle da quantidade de coisas que nós temos para que a gente não volte a se desequilibrar, em todos os sentidos.

Então, antes de falar sobre o que o consumo sustentável tem a ver com o minimalismo, preciso te contar um conceito bem bacana.

Nós temos 3 casas para cuidar. Nossa casa com tudo o que a gente possui de material é só uma delas.

Também temos nosso corpo e nosso planeta.

Esses são os 3 lugares onde a gente habita e ter uma vida equilibrada de verdade só é possível quando a gente considera todas as variáveis na conta.

Desapegar dos excessos materiais para ter mais tempo e energia para o que realmente importa para nós é tão importante quanto desapegar dos hábitos nocivos para o nosso corpo e a nossa mente.

Seguindo essa raciocínio, a nossa casa maior, o planeta terra e tudo o que ele nos oferece para viver, também precisa da nossa atenção.

Ter água limpa para beber é importante para você? Respirar um ar puro? Estar em harmonia com os demais seres vivos? Poder visitar as belezas naturais do nosso planeta antes que elas desapareçam?

Se sua resposta foi SIM para qualquer uma dessas questões, acho que você já começou a entender a relação do estilo de vida minimalista com sustentabilidade.

Então, para que você comece hoje a aplicar algumas pequenas mudanças que vão melhorar sua relação com o planeta, vou te dar 3 dicas.

Dica 1 – Use tudo até acabar

Quando a gente abraça o estilo de vida minimalista um fenômeno interessante acontece na nossa cabeça: nós queremos desapegar de tudo agora!

Mas, vá com calma! Pode ser que você tenha identificado que algumas coisas não merecem mais lugar na sua vida quando você aprendeu sobre minimalismo e decidiu aderir a esse estilo de vida, e isso é ótimo!

Mas tão importante quanto identificar o que não faz mais sentido possuir, é pensar no destino que essas coisas vão ter quando saírem da sua vida.

Então, antes de jogar todos os seus canudo de plástico fora para substituir por canudo metálicos que vão te trazer economia e ocupar menos espaço, use todos os canudos plásticos até acabar, combinado?

Dica 2 – Na hora da compra, pense em como aquilo será descartado

Essa dica pode ser mais desafiadora porque vai exigir que você mude a forma como você consome, então, vá devagar e se concentre em um item de mercado só, para começar.

Então, dá próxima vez que for fazer compras, veja se tem algum produto que você pode comprar o refil ao invés de uma embalagem nova, se algo que você pode comprar a granel ao invés de na embalagem plástica ou se tem algum produto de limpeza que pode ser substituído por algo menos nocivo ao meio ambiente – tem texto aqui no blog sobre uma mudança desse tipo, clique aqui para ler!

Dica 3 – Faça uma mudança de cada vez

Vale a pena repetir: vá com calma nas mudanças, sem se cobrar tanto para fazer tudo de uma vez.

Mudar a sua forma de consumir é mais que substituir itens no carrinho de mercado, é modificar hábitos, e isso leva tempo para acontecer.

Aproveite o processo e se permita sentir grata com cada mudança feita, afinal, cada passinho por menor que seja, te coloca mais perto de uma vida mais leve e equilibrada!

E se você quiser ver esse conteúdo em formato de vídeo, é só dar o play aqui embaixo!

Aproveita pra se inscrever no meu canal e até semana que vem, mulher!

Como escolher seus cabides

Escolher cabides adequados é uma coisa muito importante para a sua organização? Não.

Importante é uma palavra forte, né?

Então, porque saber escolher cabides?

Bom, o grande motivo para fazer isso é trabalhar em harmonia com o funcionamento do nosso cérebro para facilitar o dia a dia. Vou explicar.

Quando a gente tem apenas um tipo de cabide o foco visual vai ser direcionado automaticamente para o conteúdo do cabide – suas roupas.

Vai ser mais difícil alguma coisa se perder entre as demais peças de roupa.

Mas é bacana ressaltar que esse mesmo objetivo pode ser alcançado sem precisar trocar todos os seus cabides por um tipo só.

Você pode apenas agrupar cabides do mesmo tipo, dentre os que você já tem, para o mesmo tipo de roupa.

Por exemplo, cabides pretos do mesmo tamanho para as calças, cabides de madeira do mesmo tamanho para as camisas, e por aí vai.

Sacou a ideia?

O objetivo é padronizar, porque, a verdade é que não existe um cabide CERTO, existe o mais adequado para o seu espaço e para o quanto você está disposta a investir nisso.

Abaixo, vou te falar um pouco sobre cada tipo de cabide para te ajudar a escolher quais comprar e que tipo de roupa fica melhor acomodada em cada um.

Cabides de madeira

São mais sofisticados e acomodam bem muito tipos de roupas mas em compensação, ocupam mais espaço porque são mais espessos que os demais tipos de cabide e são mais caros.

Se você for comprar cabides de madeira aos poucos, fique atenta porque eles variam muito de tamanho de uma loja para outra.

Se você tem pouco espaço para pendurar suas roupas, existe opções melhores então, continue lendo.


Cabides de acrílico ou plástico

Esses cabides são mais finos que os de madeira mas você já pode ter percebido pelos cabides que tem em casa que esse tipo de cabide é o que mais varia em termo de qualidade.

A gente encontra cabides de acrílico ou plástico muito bons e resistentes e também encontra alguns bem frágeis que quebram com facilidade.

Sempre escolha os de melhor qualidade, mesmo que compre uma quantidade menor e vá substituindo seus cabides aos poucos.

Só fique atenta para comprar sempre o mesmo tamanho.


Cabides de aço inox

São muito resistentes e ocupam o mínimo de espaço mas acabam deixando as roupas mais pesadas marcadas exatamente por serem muito finos.

Minha dica? Evite esse tipo ou use apenas para peças bem leves.


Cabides de veludo

Outra opção maravilhosa para quem tem pouco espaço mas, assim como os cabides de aço, podem deformar as peças mais pesadas.

Eu já tive cabides desse tipo e acabei substituindo todos por cabides de madeira – estou sendo sincera!

Dicas úteis

Antes de sair para comprar cabides, verifique os que você já tem e já estão organizando bem as suas roupas sem deformações e compre mais do mesmo. Você vai economizar bastante fazendo assim.

Sempre, sempre, sempre pendure apenas 1 peça por cabide.

Os cabides de acrílico e plástico tem opções com ganchos, rebaixos e vincos que acabam atendendo bem qualquer peça que você queira pendurar neles impedindo que as roupas escorreguem. Se você quer economizar e comprar um tipo só de cabide, te recomendo esses completões de acrílico ou plástico.

Se você pode investir um pouco mais, minha recomendação pessoal são os cabides de madeira, com aqueles vincos nas pontas para que a roupa não escorregue. Eles acomodam bem desde os casacos pesados até as reganhas leves.

Sabe aqueles cabides que tem uma presilha? Acho eles bem bacanas para saias curtas e shorts mas, se puder te dar uma recomendação, diria para você guardar shorts e saias curtas dobradas ao invés de penduradas e evitar esse tipo de cabide, simplesmente porque os ganchos enroscam nos outros cabides com facilidade.

Evite cabides muito específicos, como por exemplo, aqueles que são curvos e mais largos nas pontas para ternos. Opte pelos mais versáteis, que podem ser usados para essa e outras peças de roupa tranquilamente caso o terno seja desapegado um dia.

Espero que essas dicas tenham te ajudado, mulher!

Dúvidas e sugestões? Deixa aqui nos comentários que eu vou amar ler =D

Uma mulher que virou mãe não deixa de ser mulher

Antes de ser mãe eu fui uma tentante.

Tentei engravidar por cerca de 1 ano depois de ter sofrido um aborto espontâneo (tem post aqui no blog com esse relato).

E, quando eu estava tentando engravidar parecia que todas as mulheres a minha volta estavam engravidando ou tinham bebês de colo.

Quando a gente quer muito alguma coisa, nosso cérebro fica seletivo e faz com que a nossa atenção seja sempre direcionada para o que a gente quer – ou pelo menos para o que remete ao que a gente quer.

A realidade não é que o número de mulheres grávidas e bebês aumentaram repentinamente porque eu queria engravidar. Eu simplesmente notava as barriguinhas salientes e os bebês de colo com mais frequência.

Essa visão seletiva me fez notar mais do que os olhos podem ver. Me fez perceber comportamentos nas pessoas que lidavam com as mães e futuras mães.

Na época que eu estava tentando engravidar, uma grande amiga minha tinha conseguido. Nós trabalhávamos juntas, nos víamos todos os dias e, obviamente, nosso assunto quase sempre era sobre gestação e filhos.

Minha amiga ganhou a filha dela, entrou de licença maternidade e voltou a trabalhar quando a licença terminou.

E aí que eu comecei a perceber uma coisa interessante na empresa que a gente trabalhava.

Veja bem, minha amiga agora era mãe. Precisou colocar a filha na escola com 4 meses de vida – como a maioria das mulheres que volta a trabalhar depois de se tornar mãe – mas, ainda que a bebê ficasse na escola em período integral, ela ainda era mãe.

No final do expediente, ela corria para buscar a filha na escolinha. Pela manhã, só chegava no escritório depois de deixar a filha na escolinha também. Nos finais de semana, nem se ouvia falar dela no trabalho.

Minha amiga fazia o horário de trabalho normal dela, sem ficar devendo nada para a empresa.

E, então, depois de alguns meses, ela foi chamada na sala do chefe. Aparentemente a empresa não estava satisfeita com o fato de ela fazer apenas as horas normais de trabalho.

Veja bem, antes de engravidar, minha amiga costumava fazer horas extras com frequência. Ficar até mais tarde durante a semana ou chegar mais cedo e trabalhar alguns finais de semana e feriados não era nada incomum pra ela. E, ao que parecia, a empresa esperava que esse ritmo de trabalho iria continuar, independentemente de ela ter um bebê de colo em casa.

Isso me marcou. Esse causo aconteceu há anos atrás, antes de eu ser mãe e, mesmo depois de tanto tempo, eu nunca esqueci.

Esse causo, aliás, foi um dos principais motivos que me fizeram decidir parar de trabalhar quando a Luna nasceu.

Cuidar das crianças é um trabalho por si só. E muito bem remunerado para quem não é mãe. Faça uma pesquisa rápida no Google por “babás” e você vai se impressionar com o quanto você precisaria desembolsar se precisasse contratar uma babá.

Mas as mães, por algum motivo, sofrem uma pressão injusta para dar conta do trabalho de mãe e do trabalho remunerado.

As pessoas esperam isso de nós. Elas esperam que as mulheres vão fazer tudo sem reclamar e sem receber ajuda. E, por incrível que pareça, elas criticam todas as mães, tanto as que escolheram parar de trabalhar fora para cuidar dos filhos quanto as que decidiram continuar trabalhando.

Aliás, críticos não faltam quando o assunto é maternidade. Existem opiniões de todo o tipo sobre cada aspecto da criação de um filho mas nenhum deles te permite escapar das criticas: de uma forma ou de outra, você nunca estará fazendo certo, mulher.

É difícil ser mãe? Para mim, não. A parte difícil não é ser mãe. A parte difícil é ser induzida a sofrer uma metamorfose e deixar de ser uma pessoa para se tornar apenas mãe.

Você quer ponderar os prós e contras com atenção para fazer a escolha entre continuar trabalhando fora ou parar, considerando o que é melhor para a sua família? Cuidado! Alguém vai achar que você não ponderou nada e te julgar. Afinal, todas as suas decisões agora tem que ser tomadas sob o ponto de vista de uma mãe, não de uma pessoa.

Quem nunca ouviu alguém criticar uma mulher que deixou os filhos com a avó pra ir numa festa como sendo uma péssima mãe?

Gente, isso é muito tóxico!

Uma mãe sobrecarregada é uma mulher que foi condicionada a se culpar sempre que faz qualquer coisa que não seja em função dos filhos.

E isso não é saudável, sabe por quê?

Claro, a sobrecarga emocional de uma mulher que exerce apenas o papel de mãe já seria um bom motivo.

Mas, principalmente, porque seus filhos estão aprendendo como é ser um adulto ao observar a forma como você se comporta.

Não é o que você fala para os seus filhos que vai molda-los como os adultos que você quer que eles sejam, é o que você faz.

Se você é uma mãe que nunca se diverte, nunca dedica um tempo para si própria e acaba estourando de tempos em tempos por causa da sobrecarga – embora seus filhos não saibam que você se sente sobrecarregada – eles vão registrar que é assim que uma mãe se comporta.

Suas filhas, quando forem mães, irão inconscientemente se boicotar quando estiverem vivendo uma vida plena e equilibrada, afinal, não é assim que o cérebro delas registrou a forma como uma mãe deve ser.

Seus filhos, provavelmente irão sobrecarregar as esposas, afinal, mães fazem tudo sozinhas e tem que fazer mesmo, foi assim que eles te observaram a vida toda.

É muito melhor pra os seus filhos te verem como um ser humano que erra e acerta sempre tentando fazer o melhor do que uma mãe que tenta ser perfeita e acaba se sobrecarregando e se sentindo sempre sozinha.

Mas calma, isso não é um ultimato. É apenas a maneira como as crianças irão se comportar como adultos naturalmente, sem fazer nada sobre o assunto. É claro que com a ajuda de um bom terapeuta eles poderão mudar essa realidade.

E eu digo isso porque é isso o que está acontecendo comigo hoje, em 2021, quando este texto está sendo escrito.

Eu estou fazendo terapia e aprendendo que muitos comportamentos que eu tenho e que estão desalinhados com a vida que eu amaria viver, são na verdade, registros inconscientes da forma como minha mãe se comportava sendo copiados por mim sem nem eu perceber.

Então, independente do que esperam de você ou de que te ensinaram, pare e reflita: que tipo de mulher você gostaria de ser hoje e que tipo de mulher você gostaria que sua filha fosse no futuro?

Uma mulher que virou mãe não deixa de ser mulher.

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Guerreira é a Xena, eu sou sobrecarregada

A autora dessa frase que vi viralizar no Reels do Instagram tá de parabéns! =D

Eu, como uma Millenial bem típica, assistia a série Xena, a princesa guerreira quanto passava na TV aberta. Você lembra dessa dessa série, mulher?
Me conta nos comentários!

A referência dessa frase hilária vem dessa série e, pela repercussão que ela teve, acredito que eu não sou a única mãe que se sente um pouco incomodada ao ser chamada de GUERREIRA.

Nenhuma mãe é chamada de guerreira se não estiver lutando uma batalha aos olhos de quem chama.

A pessoa vê a mulher cuidado da casa, do trabalho, dos filhos, da própria vida pessoal e logo quer elogiar o esforço e a dedicação.

Obrigada pessoa, eu sei que a sua intenção é mostrar apreciação por nós mães.

E por isso mesmo, preciso te contar um segredinho: uma mãe que tá lidando com tudo isso – e eu generalizei bem as responsabilidades que uma mãe assume – PRECISA DE AJUDA.

É muito agradável pra nós mães receber um elogio de alguém, claro que é. E eu sei que as palavras que compõem um elogio variam de pessoa pra pessoa, dependendo de como ela foi criada e tal.

Mas a realidade é que um elogio desses são só palavras vazias. A pessoa nos chama de guerreira, vai embora viver a vida dela, e nós continuamos guerreando sozinhas.

Esse é o post dos segredos para quem chama uma mãe de guerreira, olha só: uma mãe sobrecarregada não tá cansada de ser mãe.

Bom, ás vezes tá. Mas só porque ela assume a tarefa de mãe 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, sem folga.

Uma mãe dá banho nos filhos durante o dia, na hora que costuma fazer isso e já está acostumada a fazer. Mas também tem que acordar às 3 da manhã pra dar banho na criança que está com febre, trocar toda a roupa de cama, colocar o colchão do lado de fora pra tomar um sol quando ele nascer, levar a criança pra própria cama afinal, a dela está toda mijada, e ir buscar um remédio pra febre, fazer um tetê e tentar pegar no sono de novo logo depois de tentar vestir essa criança enquanto tenta acalmar a choradeira.

Essa mesma mãe vai precisar levantar e começar a cuidar da vida no horário normal, independente da luta da madrugada.

“Imprevistos” que bagunçam toda a rotina, como esse, acontecem com mais frequência do que uma mãe gostaria.

Aposto que você, mãe, teria pelo menos mais uma dúzia de situações pra contar aqui nos comentários desse post sobre a sobrecarga que você sente na rotina de mãe.

Então, pessoa que nos chama de guerreira, sabe o que você pode fazer? Nos dar suporte para ajudar a lutar algumas batalhas.

Você pode ajudar com suprimentos. Quando for visitar uma mãe de recém nascido, leve alguma coisa pra comer que esteja pronta pra ela não precisar cozinhar.

Você pode ajudar com a logística. Quando for na casa de uma mulher que tem um bebê, lave a louça.

E sabe o que pode ajudar muito? Se você nunca, jamais, sob nenhuma circunstância fizer um comentário negativo sobre a limpeza e arrumação da casa.

Na verdade, não faça nenhum tipo de comentário. Essa mulher sabe que a casa dela está um caos e não tem estrutura emocional no momento pra lidar com nenhum tipo de comentário sobre isso sem se culpar.

Já está na hora de todos começarem a compreender que as mães não são guerreiras ou seres divinos nascidos com algum tipo de dom.

Nós somos apenas pessoas comuns, que fazem algumas coisas com mais facilidade que as demais pessoas tanto quanto fazem algumas outras coisas com mais dificuldade que as demais pessoas.

A diferença é que nós estamos enfrentando possivelmente o maior desafio da nossa vida e a gente não sabe muito bem o que fazer. Estamos apenas tentando fazer o melhor.

Guerreira não, sobrecarregada.

Mudanças estão acontecendo e eu preciso te contar tudinho, mulher

Mulher, uma nova fase tá começando na minha vida.

Somos pessoas de fases, mulheres sabem disso melhor do que ninguém porque só o nosso ciclo menstrual já nos obriga a passar por pelo menos 2 fases diferentes todo o mês! =P

Não mudou nada na vida pessoal. Casamento tá bem, com seus altos e baixos de sempre, vida de mãe tá bem também, variando entre surtos e muito amor a cada hora do dia e a saúde, levando em consideração a pandemia mundial, graças aos céus, está bem também.

O que tá mudando é a parte profissional.

Eu sou Personal Organizer, se você já me acompanha aqui, isso não é nenhuma novidade.

Eu amo organizar as coisas, isso é um fato. Mas a maneira de traduzir meu amor por organização e minha formação profissional nessa área em ajuda genuína pra você, mulher, ainda tava um pouco confusa pra mim.

Eu fiz cursos e mais cursos mas o negócio ainda tava difícil de clarear.

Sabe de que forma eu comecei a enxergar mais clareza na forma de te ajudar com o meu trabalho? Quando eu comecei a fazer terapia!

Foi no momento que eu decidi tratar das minhas próprias neuras que as coisas começaram a clarear e eu percebi a raiz dos problemas. Recomendo terapia, viu?

Já parou pra pensar que quando a gente melhora, evolui ou aprende, a gente está mudando alguma coisa? Melhora é mudança.

Mudanças estão acontecendo porque uma melhora está acontecendo.

Então, deixa eu te contar logo algumas coisas porque eu sei que você tá ficando curiosa.

Primeiro, o site tá todo repaginado. As cores, as páginas, o logotipo e os serviços que eu ofereço. Até meu corte de cabelo mudou – não que isso interfira no site. =D

Tá tudo novo e eu te convido pra conhecer. Clique nos links aqui embaixo pra conhecer cada área nova do site – que, no momento, não chega a meia dúzia, pra falar a verdade.

Como uma boa minimalista, trouxe a simplicidade desse estilo de vida para a experiência que você vai ter em cada cantinho do site. Tudo simples, claro e intuitivo.

Segundo, mulher, meu papo sempre foi com você mas eu ainda não tinha coragem pra assumir. Então, agora, tô assumindo nosso relacionamento: meu papo é com mulheres, mais especificamente, as que são mães.

Então, se você que tá lendo esse texto é mãe, seja muito bem vinda oficialmente! E já convida mais mães para essa nossa comunidade de ajuda mútua que tá nascendo.

Agora, vamos trocar uma ideia? Me conta aqui nos comentários como você se sentiria mais ajudada em relação a organização, produtividade e vida de mãe.

Um abraço, mulher, e até mais!

Gostou da leitura? Então aposto que você vai gostar do conteúdo do meu Instagram também. Clique na imagem e me siga por lá!

Minimalismo x dinheiro

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

E aí, qual a sua opinião sobre o título desse post?

Você já sabe que eu vou te contar que não é bem isso, mas quero muito saber por quê você pensa que todo o minimalista é pão duro, caso você pense assim, então, me conta nos comentários!

A relação de minimalismo com dinheiro começa no autoconhecimento e esse assunto já foi abordado por aqui então, clique aqui se você ainda não leu o post específico sobre esse tema.

Dinheiro é só um meio para um fim, uma moeda de troca, então, faz todo o sentido que a nossa relação com o dinheiro comece com a pergunta: quero essa moeda de troca pra trocar pelo quê?

E aí, a gente vai precisar lembrar também que o caminho começa no autoconhecimento mas também passa pela rua dos hábitos de consumo. Afinal, a gente descobre mais sobre si mesmo, aí identifica quais coisas faz sentido possuir para ser essa pessoa que nós somos – ou queremos ser – e só então descobrimos quanto é necessário desembolsar para adquirir essas coisas.

Sacou o caminho? Clique aqui para ler o post sobre hábitos de consumo porque esse tema está mais detalhado lá!

Então, hoje, vou deixar algumas dicas para você usar o seu dinheiro de forma coerente com o quanto você já se conhece e com os hábitos saudáveis de consumo que está desenvolvendo, olha só.

Dica 1 – Foque em diminuir seus gastos fixos

Quando a gente se conhece melhor e percebe qual estilo de consumo faz mais sentido pra nossa vida, pode acabar percebendo uma coisa desagradável: que no momento presente, nossa vida financeira está um caos!

As dívidas estão lá, consumindo todo o nosso orçamento e cada nova compra acaba aumentando a dívida.

Então, como dar o primeiro passo agora e ter mais controle sobre a nossa vida financeira para então, poder começar a direcionar o dinheiro que a gente recebe para o que faz sentido pra nós?

Diminuindo os gastos fixos.

Será que você assiste sua tv por assinatura com tanta frequência assim? Será que seu canal favorito também tem um canal no YouTube e você pode assistir esse mesmo conteúdo por essa plataforma gratuita? Ou será ainda que todas as atividades que você faz no dia a dia – e que são prioridade para você – tomam todo o seu tempo e você não tem assistido mais a tv?

E quanto ao seu carro – e todos os gastos mensais que o acompanham?

Sua academia?

Aquele curso que você paga mensalmente?

Aquela tarifa que você poderia negociar?

Os gastos fixos fazem seu salário não ser o seu salário mas, sim, um valor bem menor. Afinal, você tem um compromisso com essas contas todo o mês e o dinheiro disponível acaba não sendo igual ao que está escrito no seu holerite.

Outra dica bacana é substituir algumas coisas descartáveis pelas reutilizáveis. Isso pode diminuir significativamente o valor da sua compra mensal de supermercado.

Ao invés de usar coador de café descartável, pode adquirir um que você lave e use de novo.

Ao invés de plástico filme, pode usar pano encerado ou protetores de silicone.

E, ao invés de absorventes descartáveis, a mulherada pode usar o coletor menstrual – tem um post aqui no blog bem detalhado sobre ele.

Reserve alguns minutos para discriminar todos os seus gastos mensais e descobrir se todos ainda fazem sentido para a vida que você escolheu viver. Para os que fazem sentido, será que tem alguma forma de pagar menos e fazer o dinheiro sobrar para ser investido na realização daquele grande objetivo que está lá na gaveta? Pense com carinho no seu PORQUÊ para estar fazendo toda essa análise!

Dica 2 – Tenha um plano

Dependendo de como estiver sua situação financeira, pode ser que seu plano inicial seja estabiliza-la – e esse é um ótimo plano, que vai contar com várias etapas para ser concretizado.

Caso você tenha identificado que seu caso está melhor do que você imaginava, qual o objetivo para esse dinheiro que você fez sobrar todo o mês? Para onde o dinheiro que pagava um boleto vai ser redirecionado?

O minimalismo nos faz perceber que nós não precisamos possuir muitas coisas para viver bem. E também abre novos horizontes! Qual o seu sonho? Vamos transformar ele em uma meta?

Dica 3 – Fatie esses planos em pequenas metas

Se seu sonho for FAZER UMA VIAGEM PARA A DISNEY você já pode adivinhar que esse não é um objetivo de um único passo – esse é o meus sonho, por sinal.

Você vai precisar tirar seu passaporte e visto americano, vai precisar reservar sua hospedagem e adquirir sua passagem aérea e ainda vai precisar comprar os ingressos dos parques que vai querer visitar lá em Orlando.

Além disso, também será necessário definir como você vai se alimentar e se deslocar enquanto estiver lá e colocar na ponta do lápis os custos de tudo isso.

Então, passe um tempo pesquisando sobre o seu objetivo – seja qual for – e fatie ele em pequenas metas, exatamente para que você possa perceber seus progressos e celebrar cada pequena vitória rumo ao seu grande objetivo!

No caso de uma viagem como a Disney, anotar cada passo que você precisa tomar e perceber que você está avançando rumo a realização da sua viagem já te coloca no clima bom de sonho conquistado!

No vídeo abaixo, eu falo um pouquinho mais pra vocês sobre a relação de minimalismo e dinheiro, vem conferir.

Abraços e até semana que vem =D