Resenha: A mágica da arrumação

Olá, meus queridos!

Tudo certo por aí?

Por aqui tá tudo bem também!

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Natal ta chegando, os preparativos provavelmente já estão rolando como listas de presentes, programação pra ceia, viagens e passeios nos feriados e, claro, a faxina e arrumação pra começar o ano direitinho. Então, se tem um momento bom pra falar sobre métodos de organização que vão desde organizar a gaveta de roupas íntimas até te fazer redescobrir alegrias na vida e eliminar stress, esse é o momento! Bota aí na resolução de ano novo: ler A mágica da arrumação da Marie Kondo.

Esse é um dos livros que mais gera controvérsias entre as profissionais da área por ser um pouco radical. Sim, tem coisas meio radicais mesmo e sim, vai causar desconforto nos acumuladores, mas na minha opinião, é uma dor necessária.

O nome dado ao método é KonMari, uma junção do sobrenome + nome da autora que, conforme o livro nos conta, é uma pessoa apaixonada por organização desde criança, já trabalha como profissional da área há algum tempo e já testou várias técnicas até chegar ao método, o que foi suficiente pra eu, prática como sou, adotar a forma dela de organizar pra minha vida. Eu fui me identificando bastante com o método conforme a leitura ia avançando e acho que isso aconteceu porque também me identifico muito com o minimalismo. Os princípios da Marie Kondo e do minimalismo são quase os mesmos pra mim.

O método dela consiste em se livrar de tudo o que não te traz alegria. Para ela, simplicidade é a chave para a organização definitiva, aquela que não deixa a bagunça voltar. Outro ponto que a autora defende é que cada um de nós tem exatamente o espaço físico de que precisa pra acomodar nossas coisas, tudo o que ficou depois do processo de descarte e que nos traz alegria. Talvez por isso o método KonMari seja tão controverso: nem todo mundo concorda que a gente precisa se livrar de tudo o que não adora. Eu, pessoalmente, concordo e estou aplicando na minha casa mas, se você não concorda, tudo bem! Acho que o lado positivo de se deparar com uma leitura tão radical assim é que ela nos dá um choque e nos leva a pensar e avaliar se estamos felizes com a nossa rotina de organização e com tudo o que possuímos. Acho que dá pra aplicar algumas coisas e colher resultados positivos também.

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Outra característica que eu gostei muito é que o método consiste em pouquíssimas regras. O foco é na ideia, não no processo. Se você compreendeu porque o descarte é importante e entendeu que cada coisa precisa ter o seu lugar e cada lugar deve ser destinado pra uma coisa, a bagunça não volta. Claro que ela fala no livro sobre como aplicar o método no processo de organização, mas o foco é em organizar primeiro na mente e eu acho isso fundamental. Não existe uma regra que abrange o estilo de vida de todas as pessoas viventes e não adianta somente alguém organizar pra você se, quando essa pessoa for embora e você tiver que manter tudo organizado no dia a dia, você não compreende o que foi feito na sua casa e não sabe manter. A bagunça vai voltar.

Bom, como sempre escrevo resenhas pra vocês sobre os livros que eu gostei, rs, indico totalmente a leitura de A mágica da arrumação!

Andei pesquisando e vi que tem outro livro da mesma autora, Isso me traz alegria, e já coloquei na minha lista de leitura. Alguém aí já leu esse último? O que acharam? Me contem nos comentários!

Beijos e até segunda que vem 😉
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Exponha o que é importante

Olá, meus queridos! Tudo bem com vocês?

Semana passada vocês acompanharam o último post da série sobre esse último ano pra mim e minha família, em ritmo de crise, e eu só tenho a agradecer a todos pelo carinho expressado nos comentários aqui no blog, no Instagram e no pessoal. Descobri que eu não estou sozinha na minha luta e foi muito bom descobrir que nenhum de nós está sozinho e temos espaço pra nos abrir sobre isso.

Se você está chegando agora aqui no blog, clique aqui pra ver o primeiro post que eu fiz sobre como lidei com a crise.

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Bom, segunda passada eu falei um pouco sobre todos os benefícios que esse período de privação me trouxe, e não foram poucos. Se eu puder generalizar todos os benefícios em uma frase, seria “aprendi a dar importância ao que é importante”, assim, toda redundante mesmo rs.

Em todas as leituras que fiz nesse último ano, percebi uma ideia comum a todos eles, mesmo que cada um tratasse de uma coisa diferente. Todos os livros que li, de alguma forma, me incentivaram a focar no que é importante e me livrar dos excessos, do que não importa tanto, ou seja, todas as coisas que eu tenho na minha vida “porque sim”.

– Por que você tem esse livro se você nunca leu?
– Ah, porque um dia vou ler.

-Por que tem essa peça de roupa se não te cai bem?
-Ah, porque eu vou emagrecer e vai servir.

-Por que tem essas fotos incríveis, o convite do seu casamento, as lembranças de viagens que provocam um sorriso no rosto cada vez que você olha pra elas, guardadas em um lugar pouco acessível?

Opa!

Para as primeiras duas perguntas o destino das coisas acaba sendo ir embora. Mas pra essa última, não. Pra essa última, acho que a resposta deveria ser: exponha tudo isso.
Eu fui aprendendo que se uma coisa me faz feliz cada vez que eu olho pra ela eu deveria olhar pra ela com mais frequência. Se é tão importante, por que está guardado no fundo de uma caixa no lugar menos acessível do guarda-roupas, fadada ao esquecimento?
Não sei porque a gente faz isso, de verdade. Mas acho que parar de fazer isso é uma coisa muito boa! Faz sentido isso pra vocês?

Quem tá me acompanhando sabe que a maioria dos pertences da minha família ficaram empacotados por meses e que meu marido e eu fizemos várias excursões ao guarda móveis, em cada vez trazendo mais algumas coisas pra nossa casa atual. Então, como o espaço aqui é reduzido, analisar todas as coisas e manter só o que gostamos muito foi uma coisa que precisou acontecer. E cada vez que a gente se deparava com uma lembrança que provocava sorriso no rosto, a gente pensava “e se a gente expor isso aqui onde moramos agora?”

Expor as coisas não foi uma novidade pra gente. No nosso apê antigo, a gente já expunha exatamente o que vou mostrar pra vocês nas imagens abaixo, mas a sensação de fazer isso aqui foi diferente. A ideia de só possuir SOMENTE as lembranças que estão expostas e descartar o restante simplesmente pelo fato de nunca olhar pra elas só surgiu aqui. E tá fazendo um bem danado pra mim acordar e dar de cara com imagens tão felizes!
É assim que está nossa parede galeria aqui

A minha ideia foi misturar decoração com funcionalidade. Tem tanto fotos, quadros e itens que marcaram a vida da gente quanto ganchos para a organização, um relógio e um porta chaves.

Como, no momento, nós moramos em um quarto, tá tudo na mesma parede. Mas acho que, quando voltarmos pra casa, dependendo da disposição dos cômodos, vai ter algumas coisas logo na entrada, outras decorando o cantinho da Luna e o restante, o cantinho do casal. Eu mostro pra vocês como ficou quando chegarmos lá, combinado?

Espero que vocês tenham se inspirado a tirar seus tesouros do baú! Grande parte da minha inspiração pra ir me desfazendo das coisas, e da força pra fazer isso, veio de tudo o que eu li sobre organização e minimalismo e, a inspiração mais recente – e mais radical, eu diria – veio do livro A mágica da arrumação, da Marie Kondo. Semana que vem tem resenha, hein! Voltem pra eu contar pra vocês o que eu achei do livro.

Beijos e até segunda que vem 😉

Como lidei com a crise: parte final

Olá, meus queridos!

Eu falei, falei e falei na parte 3 sobre os benefícios que esse perrengue todo que eu passei me trouxe: uma vida minimalista, aprender a ter mais foco e a aproveitar o momento, o aqui e agora. Mas teve uma série de coisas que esse período me trouxe de benéfico que dá pra pontuar pra vocês. Algumas coisas mais práticas, outras mais abstratas mas todas relacionadas a encontrar mais satisfação no dia a dia e gastar menos dinheiro. Quer saber quais? Vamos lá!

– Comecei a correr de novo

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Eu sentia falta de uma rotina de exercícios na minha vida. Sempre foi difícil encaixar isso na minha rotina e ficava naquela de começa-e-pára de praticar exercícios o tempo todo. Correr é de graça, o app que uso pra medir meu progresso e fazer meus treinos também é de graça e, de quebra, sem anúncios (clique aqui pra ver qual eu uso). O condomínio que eu estou morando tem espaço o suficiente pra fazer meus treinos. Combinei tudo isso e comecei a correr!
– Redescobri pequenos prazeres (gratuitos) da vida
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Eu amava ler quando era adolescente e logo que comecei a trabalhar. Lia bastante. Aí a rotina me tirou esse hábito. Mentira, eu que deixei ele de lado mesmo, a rotina não me tira nada (e tem post sobre livros também, minha gente, clica aqui). Estando em casa o dia todo, o que eu mais tinha era tempo pra começar a ler de novo, e foi o que eu fiz. Peguei todos os livros que estavam parados nas prateleiras e selecionei os que gostaria de ler, pedi emprestado, pedi de presente de aniversário e descobri o quanto é gostoso sentar pra ler um livro com aquele barulhinho de chuva e uma xícara de café enquanto minha filha tira a soneca da tarde.
– Comecei a aproveitar mais o condomínio onde estou morando
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Aqui tem praça, tem quadra, tem barras pra fazer alongamento e exercícios, tem espaço pra correr, tem a facilidade de passear com as cachorras aqui dentro mesmo, tem decoração de natal… e eu só comecei a aproveitar tudo isso por que não tinha grana pra fazer as coisas pagas. Gratidão eterna por isso!

– Percebi que posso fazer algumas coisas sozinha, sem ter que pagar alguém pra fazer pra mim
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Corto meu próprio cabelo, faço a coloração dele sozinha também, faço minhas próprias unhas, minha depilação (clica aqui que tem post sobre isso), dou banho nas cachorras em casa, faço minha própria sobrancelha, tenho habilidades básicas de costura graças a mamãe e vovó, me arrisco em vários DIY e eles dão certo…tá a fim de fazer a conta pra ter uma ideia de quanto eu economizo no mês sem perder a pose? Rs
– Comecei a escrever o blog
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Sim, esse canal que uso pra escrever pra vocês também era uma coisa que eu queria mas nem sabia que queria. Eu sempre quis achar uma forma de compartilhar tudo o que eu aprendia e descobria com as pessoas. Várias vezes, conversando com amigas, eu dava uma dica que eu aprendi, crente que elas já sabiam e elas não só não sabiam, como ficavam tão encantadas em descobrir como eu fiquei. Outras vezes acontecia o contrário. E todas essas informações valiosas que ainda não eram de conhecimento público gente?

O blog me trouxe essa chance de compartilhar essas coisas com vocês e de aprender com vocês também. Tá sendo uma coisa maravilhosa que só aconteceu na minha vida por causa do perrengue.
– Fiz o curso de personal organizer
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O curso foi pago, sim. Uma tia me emprestou a grana com um prazo generoso pra pagar de volta e foi isso que me possibilitou fazer o curso. Mas a questão não é o “foi pago” mas, sim, o “eu fiz”.
Eu já estava paquerando esse curso de personal organizer há alguns anos. Eu organizo por prazer, acredite em mim. Mas antes, quando eu trabalhava, jamais conseguiria tirar 3 dias inteiros de folga pra fazer um curso que nem era relacionado ao meu trabalho. Sempre aparecia um empecilho e eu acabava não indo atrás pra fazer. E outra coisa, por que eu estava passando por um período tão difícil, eu reavaliei com cuidado o que era importante pra mim, descobri qual era a minha paixão e, assim, pude transmitir pra minha tia o quanto eu queria me qualificar como personal organizer e pude “ganhar” o curso. (se você não sabe, clique aqui pra ver o que é uma personal organizer)
E aqui acaba essa série de como eu lidei com a crise. Foi muito bom compartilhar um pouco mais da minha história com vocês e conhecer um pouco mais sobre vocês também através dos comentários online e offline!
Obrigada por todo o apoio de vocês!
Beijos e até semana que vem ;D