Uma mulher que virou mãe não deixa de ser mulher

Antes de ser mãe eu fui uma tentante.

Tentei engravidar por cerca de 1 ano depois de ter sofrido um aborto espontâneo (tem post aqui no blog com esse relato).

E, quando eu estava tentando engravidar parecia que todas as mulheres a minha volta estavam engravidando ou tinham bebês de colo.

Quando a gente quer muito alguma coisa, nosso cérebro fica seletivo e faz com que a nossa atenção seja sempre direcionada para o que a gente quer – ou pelo menos para o que remete ao que a gente quer.

A realidade não é que o número de mulheres grávidas e bebês aumentaram repentinamente porque eu queria engravidar. Eu simplesmente notava as barriguinhas salientes e os bebês de colo com mais frequência.

Essa visão seletiva me fez notar mais do que os olhos podem ver. Me fez perceber comportamentos nas pessoas que lidavam com as mães e futuras mães.

Na época que eu estava tentando engravidar, uma grande amiga minha tinha conseguido. Nós trabalhávamos juntas, nos víamos todos os dias e, obviamente, nosso assunto quase sempre era sobre gestação e filhos.

Minha amiga ganhou a filha dela, entrou de licença maternidade e voltou a trabalhar quando a licença terminou.

E aí que eu comecei a perceber uma coisa interessante na empresa que a gente trabalhava.

Veja bem, minha amiga agora era mãe. Precisou colocar a filha na escola com 4 meses de vida – como a maioria das mulheres que volta a trabalhar depois de se tornar mãe – mas, ainda que a bebê ficasse na escola em período integral, ela ainda era mãe.

No final do expediente, ela corria para buscar a filha na escolinha. Pela manhã, só chegava no escritório depois de deixar a filha na escolinha também. Nos finais de semana, nem se ouvia falar dela no trabalho.

Minha amiga fazia o horário de trabalho normal dela, sem ficar devendo nada para a empresa.

E, então, depois de alguns meses, ela foi chamada na sala do chefe. Aparentemente a empresa não estava satisfeita com o fato de ela fazer apenas as horas normais de trabalho.

Veja bem, antes de engravidar, minha amiga costumava fazer horas extras com frequência. Ficar até mais tarde durante a semana ou chegar mais cedo e trabalhar alguns finais de semana e feriados não era nada incomum pra ela. E, ao que parecia, a empresa esperava que esse ritmo de trabalho iria continuar, independentemente de ela ter um bebê de colo em casa.

Isso me marcou. Esse causo aconteceu há anos atrás, antes de eu ser mãe e, mesmo depois de tanto tempo, eu nunca esqueci.

Esse causo, aliás, foi um dos principais motivos que me fizeram decidir parar de trabalhar quando a Luna nasceu.

Cuidar das crianças é um trabalho por si só. E muito bem remunerado para quem não é mãe. Faça uma pesquisa rápida no Google por “babás” e você vai se impressionar com o quanto você precisaria desembolsar se precisasse contratar uma babá.

Mas as mães, por algum motivo, sofrem uma pressão injusta para dar conta do trabalho de mãe e do trabalho remunerado.

As pessoas esperam isso de nós. Elas esperam que as mulheres vão fazer tudo sem reclamar e sem receber ajuda. E, por incrível que pareça, elas criticam todas as mães, tanto as que escolheram parar de trabalhar fora para cuidar dos filhos quanto as que decidiram continuar trabalhando.

Aliás, críticos não faltam quando o assunto é maternidade. Existem opiniões de todo o tipo sobre cada aspecto da criação de um filho mas nenhum deles te permite escapar das criticas: de uma forma ou de outra, você nunca estará fazendo certo, mulher.

É difícil ser mãe? Para mim, não. A parte difícil não é ser mãe. A parte difícil é ser induzida a sofrer uma metamorfose e deixar de ser uma pessoa para se tornar apenas mãe.

Você quer ponderar os prós e contras com atenção para fazer a escolha entre continuar trabalhando fora ou parar, considerando o que é melhor para a sua família? Cuidado! Alguém vai achar que você não ponderou nada e te julgar. Afinal, todas as suas decisões agora tem que ser tomadas sob o ponto de vista de uma mãe, não de uma pessoa.

Quem nunca ouviu alguém criticar uma mulher que deixou os filhos com a avó pra ir numa festa como sendo uma péssima mãe?

Gente, isso é muito tóxico!

Uma mãe sobrecarregada é uma mulher que foi condicionada a se culpar sempre que faz qualquer coisa que não seja em função dos filhos.

E isso não é saudável, sabe por quê?

Claro, a sobrecarga emocional de uma mulher que exerce apenas o papel de mãe já seria um bom motivo.

Mas, principalmente, porque seus filhos estão aprendendo como é ser um adulto ao observar a forma como você se comporta.

Não é o que você fala para os seus filhos que vai molda-los como os adultos que você quer que eles sejam, é o que você faz.

Se você é uma mãe que nunca se diverte, nunca dedica um tempo para si própria e acaba estourando de tempos em tempos por causa da sobrecarga – embora seus filhos não saibam que você se sente sobrecarregada – eles vão registrar que é assim que uma mãe se comporta.

Suas filhas, quando forem mães, irão inconscientemente se boicotar quando estiverem vivendo uma vida plena e equilibrada, afinal, não é assim que o cérebro delas registrou a forma como uma mãe deve ser.

Seus filhos, provavelmente irão sobrecarregar as esposas, afinal, mães fazem tudo sozinhas e tem que fazer mesmo, foi assim que eles te observaram a vida toda.

É muito melhor pra os seus filhos te verem como um ser humano que erra e acerta sempre tentando fazer o melhor do que uma mãe que tenta ser perfeita e acaba se sobrecarregando e se sentindo sempre sozinha.

Mas calma, isso não é um ultimato. É apenas a maneira como as crianças irão se comportar como adultos naturalmente, sem fazer nada sobre o assunto. É claro que com a ajuda de um bom terapeuta eles poderão mudar essa realidade.

E eu digo isso porque é isso o que está acontecendo comigo hoje, em 2021, quando este texto está sendo escrito.

Eu estou fazendo terapia e aprendendo que muitos comportamentos que eu tenho e que estão desalinhados com a vida que eu amaria viver, são na verdade, registros inconscientes da forma como minha mãe se comportava sendo copiados por mim sem nem eu perceber.

Então, independente do que esperam de você ou de que te ensinaram, pare e reflita: que tipo de mulher você gostaria de ser hoje e que tipo de mulher você gostaria que sua filha fosse no futuro?

Uma mulher que virou mãe não deixa de ser mulher.

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Guerreira é a Xena, eu sou sobrecarregada

A autora dessa frase que vi viralizar no Reels do Instagram tá de parabéns! =D

Eu, como uma Millenial bem típica, assistia a série Xena, a princesa guerreira quanto passava na TV aberta. Você lembra dessa dessa série, mulher?
Me conta nos comentários!

A referência dessa frase hilária vem dessa série e, pela repercussão que ela teve, acredito que eu não sou a única mãe que se sente um pouco incomodada ao ser chamada de GUERREIRA.

Nenhuma mãe é chamada de guerreira se não estiver lutando uma batalha aos olhos de quem chama.

A pessoa vê a mulher cuidado da casa, do trabalho, dos filhos, da própria vida pessoal e logo quer elogiar o esforço e a dedicação.

Obrigada pessoa, eu sei que a sua intenção é mostrar apreciação por nós mães.

E por isso mesmo, preciso te contar um segredinho: uma mãe que tá lidando com tudo isso – e eu generalizei bem as responsabilidades que uma mãe assume – PRECISA DE AJUDA.

É muito agradável pra nós mães receber um elogio de alguém, claro que é. E eu sei que as palavras que compõem um elogio variam de pessoa pra pessoa, dependendo de como ela foi criada e tal.

Mas a realidade é que um elogio desses são só palavras vazias. A pessoa nos chama de guerreira, vai embora viver a vida dela, e nós continuamos guerreando sozinhas.

Esse é o post dos segredos para quem chama uma mãe de guerreira, olha só: uma mãe sobrecarregada não tá cansada de ser mãe.

Bom, ás vezes tá. Mas só porque ela assume a tarefa de mãe 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, sem folga.

Uma mãe dá banho nos filhos durante o dia, na hora que costuma fazer isso e já está acostumada a fazer. Mas também tem que acordar às 3 da manhã pra dar banho na criança que está com febre, trocar toda a roupa de cama, colocar o colchão do lado de fora pra tomar um sol quando ele nascer, levar a criança pra própria cama afinal, a dela está toda mijada, e ir buscar um remédio pra febre, fazer um tetê e tentar pegar no sono de novo logo depois de tentar vestir essa criança enquanto tenta acalmar a choradeira.

Essa mesma mãe vai precisar levantar e começar a cuidar da vida no horário normal, independente da luta da madrugada.

“Imprevistos” que bagunçam toda a rotina, como esse, acontecem com mais frequência do que uma mãe gostaria.

Aposto que você, mãe, teria pelo menos mais uma dúzia de situações pra contar aqui nos comentários desse post sobre a sobrecarga que você sente na rotina de mãe.

Então, pessoa que nos chama de guerreira, sabe o que você pode fazer? Nos dar suporte para ajudar a lutar algumas batalhas.

Você pode ajudar com suprimentos. Quando for visitar uma mãe de recém nascido, leve alguma coisa pra comer que esteja pronta pra ela não precisar cozinhar.

Você pode ajudar com a logística. Quando for na casa de uma mulher que tem um bebê, lave a louça.

E sabe o que pode ajudar muito? Se você nunca, jamais, sob nenhuma circunstância fizer um comentário negativo sobre a limpeza e arrumação da casa.

Na verdade, não faça nenhum tipo de comentário. Essa mulher sabe que a casa dela está um caos e não tem estrutura emocional no momento pra lidar com nenhum tipo de comentário sobre isso sem se culpar.

Já está na hora de todos começarem a compreender que as mães não são guerreiras ou seres divinos nascidos com algum tipo de dom.

Nós somos apenas pessoas comuns, que fazem algumas coisas com mais facilidade que as demais pessoas tanto quanto fazem algumas outras coisas com mais dificuldade que as demais pessoas.

A diferença é que nós estamos enfrentando possivelmente o maior desafio da nossa vida e a gente não sabe muito bem o que fazer. Estamos apenas tentando fazer o melhor.

Guerreira não, sobrecarregada.

Mudanças estão acontecendo e eu preciso te contar tudinho, mulher

Mulher, uma nova fase tá começando na minha vida.

Somos pessoas de fases, mulheres sabem disso melhor do que ninguém porque só o nosso ciclo menstrual já nos obriga a passar por pelo menos 2 fases diferentes todo o mês! =P

Não mudou nada na vida pessoal. Casamento tá bem, com seus altos e baixos de sempre, vida de mãe tá bem também, variando entre surtos e muito amor a cada hora do dia e a saúde, levando em consideração a pandemia mundial, graças aos céus, está bem também.

O que tá mudando é a parte profissional.

Eu sou Personal Organizer, se você já me acompanha aqui, isso não é nenhuma novidade.

Eu amo organizar as coisas, isso é um fato. Mas a maneira de traduzir meu amor por organização e minha formação profissional nessa área em ajuda genuína pra você, mulher, ainda tava um pouco confusa pra mim.

Eu fiz cursos e mais cursos mas o negócio ainda tava difícil de clarear.

Sabe de que forma eu comecei a enxergar mais clareza na forma de te ajudar com o meu trabalho? Quando eu comecei a fazer terapia!

Foi no momento que eu decidi tratar das minhas próprias neuras que as coisas começaram a clarear e eu percebi a raiz dos problemas. Recomendo terapia, viu?

Já parou pra pensar que quando a gente melhora, evolui ou aprende, a gente está mudando alguma coisa? Melhora é mudança.

Mudanças estão acontecendo porque uma melhora está acontecendo.

Então, deixa eu te contar logo algumas coisas porque eu sei que você tá ficando curiosa.

Primeiro, o site tá todo repaginado. As cores, as páginas, o logotipo e os serviços que eu ofereço. Até meu corte de cabelo mudou – não que isso interfira no site. =D

Tá tudo novo e eu te convido pra conhecer. Clique nos links aqui embaixo pra conhecer cada área nova do site – que, no momento, não chega a meia dúzia, pra falar a verdade.

Como uma boa minimalista, trouxe a simplicidade desse estilo de vida para a experiência que você vai ter em cada cantinho do site. Tudo simples, claro e intuitivo.

Segundo, mulher, meu papo sempre foi com você mas eu ainda não tinha coragem pra assumir. Então, agora, tô assumindo nosso relacionamento: meu papo é com mulheres, mais especificamente, as que são mães.

Então, se você que tá lendo esse texto é mãe, seja muito bem vinda oficialmente! E já convida mais mães para essa nossa comunidade de ajuda mútua que tá nascendo.

Agora, vamos trocar uma ideia? Me conta aqui nos comentários como você se sentiria mais ajudada em relação a organização, produtividade e vida de mãe.

Um abraço, mulher, e até mais!

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Minimalista é pão duro?

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

E aí, qual a sua opinião sobre o título desse post?

Você já sabe que eu vou te contar que não é bem isso, mas quero muito saber por quê você pensa que todo o minimalista é pão duro, caso você pense assim, então, me conta nos comentários!

A relação de minimalismo com dinheiro começa no autoconhecimento e esse assunto já foi abordado por aqui então, clique aqui se você ainda não leu o post específico sobre esse tema.

Dinheiro é só um meio para um fim, uma moeda de troca, então, faz todo o sentido que a nossa relação com o dinheiro comece com a pergunta: quero essa moeda de troca pra trocar pelo quê?

E aí, a gente vai precisar lembrar também que o caminho começa no autoconhecimento mas também passa pela rua dos hábitos de consumo. Afinal, a gente descobre mais sobre si mesmo, aí identifica quais coisas faz sentido possuir para ser essa pessoa que nós somos – ou queremos ser – e só então descobrimos quanto é necessário desembolsar para adquirir essas coisas.

Sacou o caminho? Clique aqui para ler o post sobre hábitos de consumo porque esse tema está mais detalhado lá!

Então, hoje, vou deixar algumas dicas para você usar o seu dinheiro de forma coerente com o quanto você já se conhece e com os hábitos saudáveis de consumo que está desenvolvendo, olha só.

Dica 1 – Foque em diminuir seus gastos fixos

Quando a gente se conhece melhor e percebe qual estilo de consumo faz mais sentido pra nossa vida, pode acabar percebendo uma coisa desagradável: que no momento presente, nossa vida financeira está um caos!

As dívidas estão lá, consumindo todo o nosso orçamento e cada nova compra acaba aumentando a dívida.

Então, como dar o primeiro passo agora e ter mais controle sobre a nossa vida financeira para então, poder começar a direcionar o dinheiro que a gente recebe para o que faz sentido pra nós?

Diminuindo os gastos fixos.

Será que você assiste sua tv por assinatura com tanta frequência assim? Será que seu canal favorito também tem um canal no YouTube e você pode assistir esse mesmo conteúdo por essa plataforma gratuita? Ou será ainda que todas as atividades que você faz no dia a dia – e que são prioridade para você – tomam todo o seu tempo e você não tem assistido mais a tv?

E quanto ao seu carro – e todos os gastos mensais que o acompanham?

Sua academia?

Aquele curso que você paga mensalmente?

Aquela tarifa que você poderia negociar?

Os gastos fixos fazem seu salário não ser o seu salário mas, sim, um valor bem menor. Afinal, você tem um compromisso com essas contas todo o mês e o dinheiro disponível acaba não sendo igual ao que está escrito no seu holerite.

Outra dica bacana é substituir algumas coisas descartáveis pelas reutilizáveis. Isso pode diminuir significativamente o valor da sua compra mensal de supermercado.

Ao invés de usar coador de café descartável, pode adquirir um que você lave e use de novo.

Ao invés de plástico filme, pode usar pano encerado ou protetores de silicone.

E, ao invés de absorventes descartáveis, a mulherada pode usar o coletor menstrual – tem um post aqui no blog bem detalhado sobre ele.

Reserve alguns minutos para discriminar todos os seus gastos mensais e descobrir se todos ainda fazem sentido para a vida que você escolheu viver. Para os que fazem sentido, será que tem alguma forma de pagar menos e fazer o dinheiro sobrar para ser investido na realização daquele grande objetivo que está lá na gaveta? Pense com carinho no seu PORQUÊ para estar fazendo toda essa análise!

Dica 2 – Tenha um plano

Dependendo de como estiver sua situação financeira, pode ser que seu plano inicial seja estabiliza-la – e esse é um ótimo plano, que vai contar com várias etapas para ser concretizado.

Caso você tenha identificado que seu caso está melhor do que você imaginava, qual o objetivo para esse dinheiro que você fez sobrar todo o mês? Para onde o dinheiro que pagava um boleto vai ser redirecionado?

O minimalismo nos faz perceber que nós não precisamos possuir muitas coisas para viver bem. E também abre novos horizontes! Qual o seu sonho? Vamos transformar ele em uma meta?

Dica 3 – Fatie esses planos em pequenas metas

Se seu sonho for FAZER UMA VIAGEM PARA A DISNEY você já pode adivinhar que esse não é um objetivo de um único passo – esse é o meus sonho, por sinal.

Você vai precisar tirar seu passaporte e visto americano, vai precisar reservar sua hospedagem e adquirir sua passagem aérea e ainda vai precisar comprar os ingressos dos parques que vai querer visitar lá em Orlando.

Além disso, também será necessário definir como você vai se alimentar e se deslocar enquanto estiver lá e colocar na ponta do lápis os custos de tudo isso.

Então, passe um tempo pesquisando sobre o seu objetivo – seja qual for – e fatie ele em pequenas metas, exatamente para que você possa perceber seus progressos e celebrar cada pequena vitória rumo ao seu grande objetivo!

No caso de uma viagem como a Disney, anotar cada passo que você precisa tomar e perceber que você está avançando rumo a realização da sua viagem já te coloca no clima bom de sonho conquistado!

No vídeo abaixo, eu falo um pouquinho mais pra vocês sobre a relação de minimalismo e dinheiro, vem conferir.

Abraços e até semana que vem =D

Como consumir com mais consciência e sem excessos

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Hoje é dia de falarmos sobre hábitos de consumo: será que consumir é tão ruim assim?

Se você é novo no estilo de vida minimalista já percebeu que a grande maioria das pessoas que fala sobre esse tema aqui na internet abomina o hábito de consumir.

Sempre tem alguém falando mal da Black Friday, das promoções ou de algum site de compras.

Mas eu, pessoalmente, não acho que o consumo é algo ruim.

Ruim é o excesso. Ruim é a falta de equilíbrio. Ruim é o descontrole.

Consumir é natural. Como seres humanos nós precisamos nos alimentar, então, compramos e consumimos alimentos.

Também precisamos nos vestir, adquirir alguns itens para cuidar da nossa higiene e beleza, adquirir alguns outros itens para a limpeza da casa e de todos os ambientes em que a gente passa algum tempo usando e possuir algumas coisas que deixam nosso dia a dia mais fácil ou mais bonito – se possível, os dois ao mesmo tempo.

Percebe como consumir é natural?

Ninguém precisa voltar a viver como os homens das cavernas pra ser minimalista.

O que você precisa é seguir os passos de algo que eu gosto de chamar de o ciclo da vida simples da forma correta.

Primeiro, autoconhecimento. Segundo, determinar que tipo de vida você gostaria de viver. E então, o terceiro passo: o que faz sentido possuir para dar suporte aos passos anteriores?

Para cada etapa da vida e para cada área, siga esses 3 passos. E de novo para as mesmas etapas ou para as mesmas áreas, sempre que quiser e precisar. Por isso é um ciclo.

E, fazendo assim, começa a ficar mais clara a distinção entre consumir com consciência e consumir em excesso, sacou?

Agora, topa seguir uma dica prática para as suas próximas compras, que vai ser uma espécie de passo dois e meio no nosso ciclo?

Essa dica já é aplicada aqui em casa há alguns anos e tem funcionado muito bem – testada e aprovada!

Então anota aí: o que você vai fazer é CRIAR UMA LISTA DE DESEJOS.

Mas é uma lista diferente das demais. Nessa lista, vai constar o que você quer comprar e o quanto custa.

Para construir essa lista de desejos você só vai precisar de um lugar para anotar e de acesso à internet. Então, anote as coisas que você gostaria de comprar, tanto as que você já tem na cabeça no momento quanto no decorrer da vida, conforme você descobrir coisas novas e o desejo de adquiri-las surgir.

Ao invés de correr para comprar, corra para pesquisar o menor preço possível pelo qual você poderia adquirir esse item.

Você pode construir essa lista no papel ou, claro, no meu queridinho, o Evernote – inclusive, a minha lista de desejos está nele!

Construir – e usar – a ferramenta lista de desejos com os preços vai te ajudar a controlar melhor seus hábitos de consumo porque a ideia de uma determinada compra vai ficar “marinando” ali na lista por um tempo e permitir que o impulso da compra dê lugar a compra consciente, mais bem pensada.

Mas o hábito de manter uma lista de desejos com preços vai além: também vai te ajudar evitar ciladas ao conseguir identificar direitinho se uma promoção é mesmo uma promoção, afinal, você já fez uma pesquisa e sabe exatamente quanto aquele item custa.

Agora, para os fãs do Evernote, eu tenho um presente!

Criei um template com uma lista de desejos prontinha pra você usar.

Clique aqui e salve o template da lista de desejos no seu Evernote!

E se você gostou desse assunto, confira o vídeo abaixo, o terceiro da série MINIMALISMO NA PRÁTICA que está rolando lá no meu canal no YouTube.

Abraços e até semana que vem =D

Autoconhecimento: a base para um estilo de vida minimalista

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Se quando você escuta AUTOCONHECIMENTO a primeira coisa que você pensa é em algum teste aplicado por um Coach, você não está sozinho: essa era a primeira coisa que eu pensava também.

Mas autoconhecimento é algo mais abrangente e, ao mesmo, tempo, mais simples do que parece e é fundamental para quem quer seguir um estilo de vida minimalista.

Quando a gente fala sobre minimalismo, estamos falando sobre viver com menos. Menos posses, menos coisas para limpar, menos preocupações.

Mas, se a gente refletir um pouco sobre o ato de diminuir a quantidade de tudo o que a gente tem, vai chegar a uma conclusão inevitável: desapegar significa fazer escolhas e tomar decisões.

Então, não é de se admirar que um minimalista tenha uma quantidade diferente de coisas de outro e que, além da quantidade, uns irão possuir coisas que outros não vão.

E como a gente vai saber do que a gente vai desapegar e o que merece ficar? Como a gente vai conseguir olhar para as posses de outra pessoa e avaliar se é ou não relevante pra nós possuir aquilo? Como identificar que coisas fazem sentido para a nossa vida?

A resposta é simples: se conhecendo melhor.

Como eu, Mila, posso ter convicção o suficiente para não ter uma TV a cabo na minha casa mesmo que todo mundo que eu conheço tenha? Sabendo quem eu sou, qual a minha rotina e como é o meu relacionamento com a TV.

E esse não é só um exemplo retórico, eu realmente troquei a TV por assinatura aqui em casa pelos serviços de streaming.

Mas eu só pude fazer isso porque parei, respirei fundo, deixei o fato de todo-mundo-assistir-tv-a-cabo-menos-eu de lado e comecei a observar a minha necessidade, o que eu espero quando ligo a tv e qual seria a melhor opção para o meu estilo de vida e o estilo de vida da minha família.

Foi aí que eu consegui desapegar da tv a cabo e ficar apenas com os serviços de streaming. Nem antena de tv temos mais em casa.

Então, exercite o autoconhecimento e perceba quem você é, quais os hobbies que você realmente tem – não aqueles que você gostaria de ter – e como as coisas que você possuir podem servir ao tipo de vida que VOCÊ e SUA FAMÍLIA vivem.

Cada coisa que a gente possuir precisa ter um propósito pra merecer espaço na nossa vida – seja ele funcionalidade, entretenimento ou estética – e a gente só descobre qual é esse propósito quando a gente sabe quem nós somos e o que gostamos ou não de fazer.

E só para lembrar: isso não depende do que as outras pessoas fazem.

Autoconhecimento é olhar mais para dentro do que para fora.

No vídeo abaixo, o segundo vídeo da série MINIMALISMO NA PRÁTICA, eu falo um pouco mais sobre esse assunto com vocês.

Abraços e até semana que vem =D

Por que me tornei minimalista?

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Você já se perguntou por que alguém escolheria viver com menos posses sendo que existem tantas coisas bacanas a nossa disposição para serem compradas nos dias de hoje? Será que MINIMALISMO não seria um código secreto para POBREZA?

Se você pensa assim, eu te entendo.

Existem mesmo muitas coisas bacanas para serem compradas, com os mais diversos designs, para toda e qualquer função que a gente precise e para todos os gostos.

Mas então, se você sabe disso, por que escolheu ser minimalista, Mila?

Continue lendo que eu vou te contar a minha história com esse estilo de vida. SPOILER ALERT: você vai se surpreender.

Há alguns anos atrás, meu marido e eu morávamos no centro de SP, em um apartamento muito bacana que ficava em um condomínio mais bacana ainda e que era abarrotado de coisas.

Consumistas? Sim, éramos.

Sair para ver o que tinha de bom nos shoppings e lojas da região e adquirir coisas que a gente nem sabia se gostava, só pra testar mesmo, era normal pra nós e a gente fazia isso com frequência.

Mas aí, algo inesperado aconteceu: eu e meu marido ficamos desempregados. Desempregados, com um bebê recém nascido e morando em um apartamento alugado.

Nossa pequena reserva financeira acabou em alguns meses e, por mais que meu marido buscasse se recolocar no mercado de trabalho, nenhuma vaga aparecia. E foi aí que o inevitável aconteceu: nós precisamos entregar as chaves do apartamento, empacotar nossos pertences e voltar pra casa dos nossos pais. No caso, dos pais do meu marido, que tinham um quarto vago para nos receber.

Se você quiser saber a história completa, tem uma série de 4 posts aqui no blog que eu escrevi naquela época, relatando tudo o que aconteceu, é só CLICAR AQUI para ler o primeiro post dessa série.

Então vamos pular para parte onde eu conheci o MINIMALISMO.

Como nós estávamos morando na casa dos meus sogros, sem poder usar a grande maioria dos nossos pertences já por alguns meses, eu passei por um período emocionalmente difícil. Eu só tinha vontade de chorar e não quis sair da cama por alguns dias.

Foi quando eu percebi que eu não podia me entregar ao que estava acontecendo comigo e precisava fazer alguma coisa. E como foi que eu percebi isso? Olhando para a minha filha, a Luna. Antes de engravidar da Luna eu sofri um aborto espontâneo, também tem post aqui no blog relatando essa experiência e olhar para o meu sonho de ser mãe sendo realizado nela, me deu forças pra levantar da cama.

Eu comecei a pesquisar na internet coisas do tipo “como viver bem em um espaço pequeno” e “como diminuir os gastos” e foi aí que me deparei com o conceito de MINIMALISMO.

Pronto, eu fui fisgada. Comecei a pesquisar mais e mais sobre o assunto e comecei a me encantar com esse conceito. Minimalismo é foco no que é importante para nós, eliminando todos os excessos e eu percebi que o que era mais importante para mim eu ainda tinha.

Eu comecei a me animar, contei sobre o minimalismo para o meu marido e ele também gostou desse conceito.

Foi aí que nós começamos a pensar melhor na vida que nós estávamos vivendo ali na casa dos meus sogros. Será que a gente poderia ir no depósito onde nossos pertences estavam guardados e buscar algumas coisas? Mais roupas, livros, jogos de vídeo game, talvez nossa cama e guarda roupas?

Nós fizemos isso e tivemos uma surpresa: tinha uma quantidade grande de coisas que estavam guardadas há meses e que nós não sentimos falta nenhuma.

Não estou falando sobre a geladeira e a máquina de lavar, afinal, eu estava usando os eletrodomésticos da minha sogra. Eu estou falando sobre livros, coleções, dvds, roupas, brinquedos da Luna, consoles e jogos de vídeo game, jogos de tabuleiro, material de escritório, papelada, enfeites e por aí vai. Coisas que a gente poderia usar perfeitamente onde a gente estava mas não estava usando e não estava fazendo falta.

Nós começamos a passar um pente fino em tudo isso. Se a gente não precisava de tudo aquilo, poderíamos vender e fazer uma renda extra – que, naquele momento, seria a nossa renda única.

O que a gente percebesse que queria manter, poderíamos tirar definitivamente do depósito e colocar em uso, afinal eram itens de uso pessoal que cabiam no espaço que a gente tinha disponível.

E foi aí que a mudança começou a acontecer na nossa cabeça e começamos a ganhar uma mentalidade minimalista. ESPAÇO se tornou uma coisa bem importante afinal, ele era limitado para nós naquele momento, então a gente não queria encher nosso quarto de coisas. Nós aprendemos a selecionar com cuidado o que merecia ocupar um lugar no nosso quarto/casa. Nós começamos a nos desfazer de tudo o que se mostrou ser excesso. E nós nos sentimos muito bem fazendo isso!

Nós ainda ficamos morando naquele quarto na casa dos meus sogros por alguns meses depois de conhecer o estilo de vida minimalista até que, finalmente, apareceu uma oportunidade de nós voltarmos a viver na nossa própria casa.

E quando isso aconteceu e nós fomos buscar todos os nossos pertences, eu fiquei com um pouco de receio: será que o minimalismo tinha sido apenas uma solução imediata para a situação desafiadora que eu estava vivendo e, assim que eu voltasse a ter dinheiro e espaço, eu iria abandonar o estilo de vida minimalista e comprar tudo de novo?

A resposta, você encontra no vídeo abaixo, o primeiro vídeo da série MINIMALISMO NA PRÁTICA que está começando lá no meu canal no YouTube!

Abraços e até semana que vem 

O dicionário dos cachos e dicas para o dia a dia

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Tem muita nomenclatura que a gente emprestou da gringa e que eu mesma não entendia muito bem quando procurava um vídeo ou texto sobre cuidados com os cabelos.

Pois hoje é o dia de descobrir o que significa cada expressão tão usada pelas blogueiras e, assim, saber identificar se você precisa mesmo fazer tudo isso ou se o caminho mais simples já é o suficiente para você.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

LOW-POO

O LOW-POO é a primeira técnica para cuidar dos cabelos cacheados baseada na utilização de componentes menos agressivos para limpar os fios. Nessa técnica, o LOW significa POUCO e o POO é referente a shampoo.

Então, LOW-POO significa LAVAGEM COM POUCO SHAMPOO.

Mas preste atenção: não é pouca quantidade de produto, mas sim, a substituição dos sulfatos fortes e nocivos para os cabelos pelos sulfatos fracos que limpam sem agredir o couro cabeludo. A técnica LOW-POO está bem detalhada NESSE POST AQUI.

NO-POO

O NO-POO é a segunda técnica para cuidar dos cabelos cacheados baseada na utilização de componentes menos agressivos para limpar os fios.

Mas, ao contrário do LOW, aqui a gente vai eliminar o uso desse tal de sulfato e limpar os cabelos com substâncias mais hidratantes e menos limpantes, os produtos de CO-WASH.

Se bateu uma dúvida aí sobre como saber se o LOW-POO ou o NO-POO são adequados para os seus cabelos e sobre como começar a usar essas técnicas, tem passo a passo de cada técnica e a forma correta de escolher a que atende melhor as necessidades dos seus cabelos NESSE POST AQUI.

CO-WASH

O CO-WASH é usado na lavagem dos cabelos na técnica NO-POO e pode ser feito usando um tipo de condicionador para lavar o couro cabeludo e os fios.

MAS ATENÇÃO: adotar a técnica NO-POO e tudo o que diz respeito a ela – incluindo o uso do CO-WAHA – é uma escolha que precisa levar em consideração o seu tipo de cabelo e as necessidades dele.

Quer saber como fazer a melhor escolha – e aplicar essa escolha da forma correta? Tem muita informação para você NESSE POST AQUI.

FINALIZAÇÃO

A finalização é a etapa que a gente faz nos fios do cabelo – não na raiz! – depois de lavar e condicionar ou depois da aplicação de alguma máscara de tratamento. O produto mais básico para essa etapa é o creme para pentear.

Agora vem uma dica de aplicação: sempre aplique o seu creme para pentear com os cabelos molhados e de baixo para cima.

APLICAÇÃO DOS PRODUTOS “DE BAIXO PARA CIMA”

Uma coisa importante é compreender que nosso cabelo é dividido, basicamente, em 2 partes: couro cabeludo e fio.

Os únicos cuidados que a gente tem com o couro cabeludo são a lavagem e a umectação.

Condicionamento, finalização e cada uma das máscaras de tratamento são cuidados para os fios, não para o couro cabeludo. Então, quando a gente está cuidando dos fios, a gente evita aplicar os produtos na raiz.

Por isso, aplicar os produtos para os fios de baixo para cima ajuda muito a concentrar a aplicação onde os fios mais precisam, nas pontas.

Fazendo a aplicação do condicionador, creme para pentear e máscaras de tratamento dessa forma, você vai perceber que os produtos que estavam nas suas mãos vão acabando no caminho, antes de chegar na raiz dos cabelos e vai ser muito mais fácil ter esse controle na hora da aplicação.

FITAGEM

A fitagem é uma das formas de fazer a finalização dos cabelos com creme para pentear – e com os cabelos molhados – para ajudar a ter cachos definidos.

É a forma mais rápida, na minha opinião, perfeita para quem tem um pouquinho de preguiça de fazer o dedoliss, como eu! Eu explico direitinho o processo de fitagem para vocês NESSE POST AQUI.

Olha eu fazendo a fitagem nos meus cabelos!

DEDOLISS

Essa é uma forma de definir os cachos que exige muque, minha gente!

Sabem o babyliss, aquele negócio que parece uma chapinha em formato cilíndrico que a gente usa para definir os cachos, mexa por mexa?

Então, o DEDOLISS é fazer a mesma coisa só que ao invés de enrolar uma mexa de cabelo no babyliss a gente enrola no nosso dedo e faz isso com os cabelos molhados, na etapa de finalização.

Para fazer o DEDOLISS você vai pegar mexa por mexa de cabelo, enrolar o cacho nos dedos para definir o formato e soltar. É rápido fazer em uma mexinha mas é demorado – e cansativo – fazer no cabelo todo.

O resultado fica maravilhoso, isso não tem como negar então, a minha indicação é a seguinte: se você vai para um evento especial, faça o DEDOLISS. Para o dia a dia, a FITAGEM já é o suficiente.

DAY AFTER

Mais uma expressão emprestada da gringa, o DAY AFTER significa DIA SEGUINTE.

Se você lavou seus cabelos hoje, dormiu e acordou, você chegou no seu primeiro DAY AFTER.

Daí, você que já conferiu todos os posts da série sobre cachos aqui do blog, identificou as necessidades dos seus cabelos e percebeu que pode ficar alguns dias sem lavar os cabelos, passou mais um dia, dormiu e acordou sem lavar os cabelos de novo. Agora você chegou no seu segundo DAY AFTER. Deu pra sacar a ideia?

Geralmente, quando a gente acorda nossos cabelos estão um pouco bagunçados e com mais frizz.

Então, para cuidar dos cabelos no DAY AFTER, aposte no uso de produtos mais leves, de preferência em SPRAY.

Você vai encontrar produtos para comprar com o nome DAY AFTER no rótulo mas você também pode fazer o seu próprio produto, e essa foi uma dica da Cá, a nossa especialista.

Pegue um recipiente que tenha um spray e coloque água, um pouquinho de creme para pentear e algumas gotas de um dos óleos indicados para fazer a umectação. Dê uma sacudida para misturar tudo e pronto.

O recipiente em spray vai te dar mais controle para aplicar apenas o suficiente para ajudar a domar os cabelos sem encharcar e essa misturinha caseira vai garantir que você não exagere na quantidade de produto e acabe deixando os cabelos pesados.

HIDRATAÇÃO

Essa é a etapa do cronograma capilar que é importante para todos os tipos de cabelo.

Hidratar é devolver para os cabelos a água que ele perde e isso acontece naturalmente com todos os tipos de cabelo.

Aloe vera, pantenol e glicerina são componentes chave em uma máscara de hidratação então, fique de olho nos rótulos porque nem sempre o que a máscara de tratamento diz que ela faz é o que ela realmente faz.

O processo de hidratação dos cabelos está bem detalhado NESSE POST AQUI.

RECONSTRUÇÃO/RESTAURAÇÃO

Essa é a etapa do cronograma capilar destinada especialmente para quem tem algum tipo de química no cabelo. Isso porque a reconstrução tem o propósito de devolver para os cabelos algo que é tirado pelo efeito da química ou mesmo da escovação.

Se seu cabelo é natural, sem tintura nem nenhum outro tipo de química, pode ser que você possa pular essa etapa. Tem passo a passo e indicação de máscaras de reconstrução/restauração sem testes em animais NESSE POST AQUI.

E em termos gerais, o que você precisa procurar em máscaras de reconstrução?

Componentes como Queratina e aminoácidos são os básicos.

NUTRIÇÃO

A etapa do cronograma capilar chamada de nutrição pode ser feita com uma máscara de nutrição – aquela que contém óleos ou manteigas na sua composição – ou com os óleos vegetais aplicados direto nos cabelos, no processo de umectação e ajuda bastante a selar a hidratação.

Nutrir é dar os nutrientes que os cabelos precisam então, preste atenção às necessidades dos seus cabelos para perceber se apenas a máscara de nutrição é o suficiente ou se você precisa fazer a umectação.

O que vale ser ressaltado aqui é que as necessidades do seu cabelo podem mudar de acordo com a idade, seu estado de saúde, o lugar onde você mora…enfim, observar seus cabelos com atenção é a melhor forma de garantir que você está fornecendo o que ele precisa pra ficar bonito e saudável.

Tem mais detalhes sobre a etapa de nutrição NESSE POST AQUI.

Ah, e lembre-se: a máscara de nutrição vai ser aplicada apenas nos fios, de baixo para cima, evitando a raiz. Já a umectação, você vai conferir no item abaixo.

UMECTAÇÃO

Essa é a etapa do cronograma capilar que trata tanto do couro cabeludo quanto dos fios.

A umectação é feita com óleos vegetais aplicados da raiz até as pontas com direito a massagem no couro cabeludo. Cada óleo tem um propósito e deve ser escolhido de acordo com as necessidades dos seus cabelos. NESSE POST AQUI tem dicas para fazer a umectação e 3 opções de óleos vegetais, um para cada necessidade dos fios.

POROSIDADE

É uma característica dos fios que pode existir em algumas regiões do cabelo ou no cabelo todo, que faz com que seja difícil de manter a definição dos cachos.

Pode ser que tenha alguma parte aí do seu cabelo meio desobediente que não fica tão bem definida quanto as outras partes. Essa é uma parte porosa do seu cabelo.

A porosidade é uma característica bem comum em cabelos mais crespos e em cabelos com química. Para lidar com isso, seja fiel ao seu cronograma capilar que está bem detalhado NESSE POST AQUI.

FRONHA DE CETIM

Quando a gente dorme nosso cabelo entra em atrito com a fronha do travesseiro e isso vai formando os frizz.

É normal. Dizem as boas línguas por aí que o cetim é um material que tem menos atrito com os fios de cabelo e, consequentemente, causa menos frizz.

Por isso existe esse indicação entre as cacheadas para o uso da fronha em cetim, da touca difusora em cetim e até de elásticos de cabelo ou lenços também nesse material.

Se você seguir um cronograma capilar fiel e finalizar seus cabelos da forma correta, a fronha de cetim pode ser até dispensável para você.

Aliás, para quem gosta de cachos volumosos, fica a dica: desapegue da preocupação com o frizz. Eles fazem parte da cabeça que tem cachos e está tudo bem ;).

DIFUSOR E TOUCA DIFUSORA

Esses dois aparatos servem para um único propósito: evitar a incidência direta do vento do secador de cabelo nos cachos.

Repita de novo o mantra dos cabelos cacheados que contei pra vocês pela primeira vez nesse post aqui: EU NÃO VOU MAIS MEXER NO MEU CABELO ATÉ QUE ELE ESTEJA COMPLETAMENTE SECO!

O vento do secador nos cabelos molhados vai acabar criando mais frizz, embaraçando os fios e destruindo todo o processo de finalização que a gente fez com tanto cuidado.

Por isso, para secar os cabelos você tem 3 opções: deixar secar naturalmente (e longe do vento), usar um difusor acoplado ao seu secador de cabelo ou usar uma touca difusora, também em conjunto com o secador.

Como eu faço? Sempre deixo secar naturalmente, não tenho nenhum desses aparatos. Mas se você não gosta de deixar os cabelos secarem só com o efeito do tempo, tanto o difusor quanto com a touca difusora de cetim irão fornecer para os cabelos o calor necessário para que eles sequem mas sem o vento direto e são as melhores opções para os cabelos cacheados.

E aqui vale te contar uma dica extra que a Cá, nossa especialista em cachos que ajudou com todos os posts dessa série, me deu. Cabelos que tem cachos mais abertos, aqueles que são mais pra ondulados que pra cacheados, tem uma tendência a perder a definição com mais facilidade. Então, quanto mais abertos os cachos, pior o efeito do vento sobre eles.

DICA EXTRA

Quando se trata de cachos, existe uma coisa que você precisa lembrar: se um cacho de cabelo seco for desfeito, ele só vai ser refeito na próxima lavagem. Não tem como refazer um cacho sem lavar e finalizar. Além de desfazer os cachos, puxar demais os cabelos para fazer um penteado pode quebrar os fios.

Por isso, evite prender o cabelo muito apertado e faça o possível para respeitar o formato dos cachos.

Se você vai fazer um rabo de cavalo, por exemplo, use um elástico mais grosso e dê menos voltas. Eu comecei a soltar a criatividade e usar bandanas com muito mais frequência quando estou com calor ou quando preciso tirar os cabelos do rosto ao invés de prender. Quem me acompanha nos stories do Instagram já me viu bastante de bandana na cabeça!

Então, para finalizar, trate seus cabelos com respeito. Respeite as necessidades dele, e forneça o que ele precisa. Respeite o formato dele par não acabar desmanchando. E respeite os defeitos dele também, como os frizz por exemplo. Tudo isso faz parte e aceitar nossos cabelos como eles são fazem parte da nossa jornada de autoconhecimento!

E aqui acaba a nossa série sobre cuidados com os cabelos cacheados!

Eu espero que vocês tenham aprendido com a leitura dessa série de posts tanto quanto eu aprendi escrevendo ela pra vocês.

LISTA DE TODOS OS POSTS DA SÉRIE SOBRE CABELOS CACHEADOS ↓

Abraços e até semana que vem 😘

Low-poo e no-poo: um guia para começar a usar as técnicas (com produtos baratinhos)

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Hoje a gente vai pra parte prática, gente. Então, é muito importante que você tenha lido os demais posts dessa série, caso o mundo do no-poo e low-poo seja novo pra você, combinado?

Por isso, se você está chegando aqui agora, por esse post, vou deixar uma listinha aqui embaixo dos demais posts sobre cuidados com os cabelos pra você ler ANTES de continuar a leitura desse aqui, é só clicar nos links abaixo:

LEITURA EM DIA? Então vamos prosseguir!

Nesse post você vai encontrar uma lista de produtos liberados para as técnicas LOW-POO e NO-POO que são BARATOS e SEM TESTES EM ANIMAIS.

Isso aí. O estilo de vida minimalista tem tudo a ver com diminuir ao máximo o impacto negativo que as coisas que a gente consome tem na nossa casa maior – o planeta terra – então, fiz uma seleção de produtos acessível e sustentável pra vocês. Depois de escrever esse post e pesquisar mais sobre os produtos, já estou pensando em outras opções na minha próxima compra então, ME SIGAM NO INSTAGRAM, porque eu costumo compartilhar essas minhas experiências com vocês lá nos stories.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Dito isso, vamos começar pelo princípio: COMO COMEÇAR NO NO-POO E LOW-POO?

No último post dessa série sobre cabelos cacheados e contei pra vocês o motivo principal para aderir a uma dessas técnicas e como saber qual das duas é a mais adequada para você.

Então, se você já identificou qual a técnica mais adequada pra o seu tipo de fio e de couro cabeludo, é só começar a usar os produtos liberados e pronto, certo?

CALMA!

Lembra que eu contei pra vocês que cada produto que a gente aplica nos cabelos tem bastante química e que, a maioria delas, só é removida com o tal do sulfato? Pois bem.

Pra começar a usar os produtos liberados tanto para o LOW quanto para o NO, você vai precisar remover essa química dos produtos não liberados para as técnicas dos seus cabelos.

Como? Lavando generosamente com o seu shampoo cheio de sulfato. Lave bem o couro cabeludo e os fios, da raiz até as pontas, 2 ou 3 vezes se achar necessário pra remover todo os produtos que foram aplicados antes.

Depois dessa lavagem, siga com os cuidados do dia a dia – condicionar e finalizar – já com os produtos liberados.

Na próxima lavagem, use o shampoo liberado também e pronto! Você já está usando a técnica LOW-POO ou NO-POO!

Agora, um lembrete IMPORTANTE: tem grandes chances de você não ficar nada satisfeita com os seus cabelos no começo. Isso é completamente normal. Agora que você está respeitando a oleosidade natural do seu couro cabeludo e colocando menos produtos agressivos nos seus fios, você vai ver como ele realmente é e quais as necessidades reais dele. Por isso, pode ser que você comece com o LOW-POO e depois migre para o NO-POO. Ou vice-versa, como aconteceu comigo.

Agora é que você vai poder observar se seu couro cabeludo tem mesmo oleosidade excessiva ou se só estava com a oleosidade desregulada, como eu contei pra vocês nesse post aqui.

Quando você começar a usar o LOW ou o NO e, combinado à técnica, começar a pegar firme no cronograma capilar – que está bem detalhado nesse post aqui – você vai saber dizer com mais clareza se os fios do seu cabelo são mesmo do tipo seco ou se só estavam ressecados por causa da agressividade dos produtos que você usava.

Então, anota aí.

O segredo para um cabelo natural lindo e saudável é um conjunto de 3 passos.

  1. Entenda que seu organismo cuida dos seus cabelos naturalmente através do couro cabeludo e trabalhe junto com ele ao invés de contra ele;
  2. Seja fiel o suficiente ao seu cronograma capilar para entender que ele é necessário mas também seja flexível o suficiente para observar se as necessidades do seu cabelo estão mudando;
  3. Evite os hábitos nocivos do dia a dia que podem danificar os fios e até o couro cabeludo (vamos falar disso em outro post 😉 )

Então, agora, vamos para a nossa lista de compras de produtos liberados e sem testes em animais, por categoria. Eu selecionei 3 opções de cada tipo e o menor preço que encontrei de cada um no momento em que esse post está sendo escrito para que você tenha ideia da faixa de preço e possam escolher os produtos para montar seu kit.

SHAMPOOS LIBERADOS PARA LOW-POO

CO-WASH LIBERADOS (NO-POO)

CONDICIONADORES LIBERADOS PARA NO-POO E LOW POO

CREMES PARA PENTEAR LIBERADOS PARA NO-POO E LOW-POO

MÁSCARAS DE HIDRATAÇÃO LIBERADAS PARA NO-POO E LOW-POO

MÁSCARAS DE NUTRIÇÃO LIBERADAS PARA NO-POO E LOW-POO

MÁSCARAS DE RECONSTRUÇÃO LIBERADAS PARA NO-POO E LOW-POO

E os óleos vegetais para a umectação? TODOS LIBERADOS!

Gente, preciso confessar uma coisa: eu estou aprendendo demais ao escrever essa série pra vocês e espero que você esteja aprendendo tanto quanto eu.

Semana que vem tem mais! Ainda não posso dizer qual será o tema do próximo post porque tenho 2 assuntos super pertinentes em mente para continuar essa série mas ainda estou decidindo qual a melhor ordem para aborda-los aqui. O que posso dizer é que ainda vem muita coisa boa!

Abraços e até semana que vem 😘

NO-POO e LOW-POO: tudo o que você precisa saber sobre essas técnicas

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Hoje é dia de a gente desvendar de uma vez por todas o que são as técnicas conhecidas como NO-POO e LOW-POO.

Eu bati um papo com a nossa especialista em cachos, a Camila Carvalho, que está sendo uma super consultora em toda essa série para cabelos cacheados e ela me contou tudinho sobre essas técnicas: qual a diferença entre elas, como escolher entre as duas e porque deixar de usar a forma convencional de lavar os cabelos.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Então, vamos começar pelas 2 adaptações básicas que você vai notar nos cuidados com os cabelos que vão acontecer tanto com o LOW-POO quanto com o NO-POO.

Esse sufixo POO que existe no nome das duas técnicas – LOW-POO e NO-POO – é referente a shampoo. Ou seja, a primeira mudança que você vai notar ao aderir a uma dessas duas técnicas é na etapa de lavagem dos cabelos.

A segunda mudança que você vai notar ao aderir ao Low ou ao No, é na composição dos produtos que você vai usar nos cabelos, ou seja, o rótulo dos produtos vai virar seu melhor amigo no início porque algumas substâncias são proibidas em cada técnica.

Mas antes de a gente começar a se aprofundar em como essas 2 adaptações vão funcionar na prática, tem uma coisa importante que a gente precisa recapitular.

No primeiro post dessa série sobre cachos eu contei pra vocês que os cabelos cacheados precisam de cuidados diferentes dos cabelos lisos exatamente por causa do formato dos fios. Como assim? Nosso couro cabeludo produz uma oleosidade natural para levar a hidratação e os nutrientes até as pontas dos cabelos. Nos cabelos lisos, essa oleosidade “escorre” com mais facilidade. Já nos cabelos cacheados, essa oleosidade tem mais dificuldade em percorrer todo o comprimento dos fios até as pontas, então, quanto mais fechado o cacho, mais seco o cabelo vai ser.

Agora, que a gente relembrou essa necessidade específica dos cabelos cacheados, a explicação das técnicas LOW-POO e NO-POO vai fazer mais sentido, olha só.

Um shampoo convencional tem uma grande quantidade de uma substância altamente limpante, o SULFATO. Mas, estudando os cabelos cacheados descobriu-se que o tal do sulfato limpa muito profundamente, tanto o couro cabeludo quanto os fios, removendo junto com a sujeira a oleosidade natural. Os fios acabam ficando ressecados e o nosso organismo entende que precisa produzir mais oleosidade pra repor o que está sendo removido do couro cabeludo e dar conta do recado.

Conclusão: couro cabeludo com a oleosidade desregulada e a pessoa que é a dona desse cabelo gastando dinheiro a toa com produtos para tratar tanto o ressecamento dos fios quanto a oleosidade excessiva da raiz.

Percebe como apenas fazer a lavagem dos cabelos com produtos menos agressivos resolveria todo o problema e traria mais equilíbrio entre os cuidados com o couro cabeludo e os fios?

Então, só preciso me preocupar com o SULFATO no SHAMPOO e tá tudo certo, né Mila?

NOOOOPS!

Vamos construir um raciocínio juntas aqui. Pra quê uma substância tão forte pra limpar os cabelos? Não é só pra remover suor e poluição dos fios mas, também, pra conseguir remover a química presente nos demais produtos que a gente aplica nos cabelos. Então, se você vai abolir o uso dos sulfatos fortes para, então, começar a fazer uma limpeza mais leve que respeita a oleosidade natural que seu corpo produz através do couro cabeludo, seu novo produto de limpeza dos cabelos não vai ser suficiente para remover a tonelada de químicas mais fortes dos outros produtos. Você vai precisar pegar leve na composição de tudo o que você for passar nos cabelos além do shampoo.

Vamos continuar na construção do nosso raciocínio. O que é prejudicial para os cabelos é o sulfato forte. Se vamos eliminar o sulfato forte e, por consequência, as substâncias que só são devidamente removidas se a gente usar ele, vamos precisar remover também essas tais substâncias de todos os produtos que a gente for aplicar nos cabelos e é por isso que a lista do que é proibido na composição dos produtos para os cabelos das 2 técnicas tem, além dos sulfatos fortes, os parabenos, os petrolatos e alguns silicones.

Tá fazendo sentido?

Agora, lembra quando eu expliquei no post sobre os cuidados básicos qual a melhor forma de fazer a lavagem, o condicionamento e a finalização dos fios? Essas etapas vão acontecer do mesmo jeito. Só o que vai mudar é o produto que você vai escolher para fazer essas etapas.

Mas então qual a diferença entre NO-POO E LOW-POO e como eu escolho qual das duas técnicas é melhor pra mim, Mila?

Bom, POO você já sabe que é referente a shampoo. NO quer dizer SEM. LOW quer dizer POUCO. Então:

  • NO-POO = Sem shampoo. A limpeza dos cabelos é feita com um tipo de produto que nós vamos chamar de CO-WASH.
  • LOW-POO = Pouco shampoo. A limpeza dos cabelos é feita com um shampoo que é liberado para a técnica, por não conter na sua composição determinadas substâncias.

Agora, como escolher a melhor técnica pra você?

Se você tem a raiz com oleosidade excessiva e percebe que precisa lavar os cabelos todos os dias ou no máximo dia-sim-dia-não senão eles começam a coçar e/ou você sente a oleosidade excessiva quando toca, provavelmente a melhor técnica pra você é o LOW-POO.

Agora, se seus cabelos são bem secos e você consegue ficar dias sem lavar, quase uma semana até, provavelmente a melhor técnica para você é o NO-POO.

E porque esse PROVAVELMENTE aí? Porque as duas definições acima vão ser um guia para você COMEÇAR. Depois que você estiver usando a técnica que você escolheu é que vai sentir se ela é a mais adequada pra você.

Eu, por exemplo, comecei direto com o NO-POO e não funcionou pra mim. Até aumentei a frequência de lavagem dos cabelos para ver se era esse o problema, mas não era. Meus cabelos apenas eram muito oleosos e precisavam de um shampoo na hora da lavagem. Eu troquei para a técnica LOW-POO e agora, sim, a oleosidade está regulada e sinto os cabelos limpos na raiz e os fios hidratados, mesmo lavando apenas a cada 3 dias.

E como você pode começar a usar as técnicas?

Bom, a primeira coisa é verificar se os produtos que você tem na sua casa são ou não liberados para a técnica que você escolheu – NO-POO ou LOW-POO – e, se não forem, começar a fazer a substituição pelos produtos liberados.

Mas nada de desperdício, combinado? Use os produtos que você tem até acabarem ou doe para alguém.

DICA DE OURO: agora que a técnica está mais popular, está mais fácil encontrar produtos com a palavra LIBERADO logo da frente do rótulo! Você não vai precisar virar especialista em rótulos logo de cara 😉

Esse kit eu montei há cerca de 3 meses e ainda não acabou. Lembro que o mais caro foi a máscara, que custou por volta de 18 reais. Observar a frequência de lavagem necessária para o seu cabelo e utilizar a quantidade adequada, que eu contei pra vocês nesse post aqui, também vai te fazer economizar!

E se você gostou da ideia e quer começar a aplicar o LOW-POO ou o NO-POO nos seus cabelos, semana que vem tem um guia para que você comece da forma correta e uma listinha de shampoos, co-washs, condicionadores, finalizadores e máscaras para você montar seu próprio kit de cuidados com os cabelos.

Abraços e até semana que vem 😘

Hidratação, nutrição e restauração: como fazer um cronograma capilar

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Agora que nós já falamos sobre os tipos de cabelos e sobre cuidados do dia a dia, chegou a hora de falar sobre os cuidados mais avançados, aqueles que vão dar uma ajuda extra para a saúde e beleza dos cabelos.

A primeira coisa que preciso dizer, antes de começar a falar de cada processo, é que nós vamos falar sobre tratamentos externos, de fora para dentro. Mas é válido frisar que os cuidados de dentro para fora são igualmente importantes.

Então, beba muita água e tenha uma alimentação balanceada. Nosso organismo é muito inteligente e sempre vai mandar os nutrientes que ele tem disponível para os órgão vitais primeiro. Se a ingestão daquilo que seu organismo precisa está escassa, pode ser que não sobre nada para ser mandado para os cabelos e não vai ter tratamento de fora pra dentro que dê conta e seja duradouro.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Outro ponto muito interessante que a Cá mencionou no nosso papo é que fatores emocionais também afetam a saúde do cabelo e podem provocar queda.

A consistência no cuidado com os cabelos é o que vai trazer benefícios de verdade e que são duradouros.

Buscar uma fórmula mágica que faça com que os cabelos fiquem lindos depois de uma única aplicação é como fazer uma ótima maquiagem em um rosto machucado. A make bem feita vai cobrir os machucados mas por um curto espaço de tempo. O que vai resolver mesmo é tratar a raiz do problema.

E é aqui que a base para um estilo de vida minimalista se entrelaça aos cuidados capilares: exercite o autoconhecimento em cada área da vida para identificar de onde vem os problemas que você tem identificado na aparência dos seus cabelos e qual a necessidade real deles.

Então, sem mais delongas, vamos direto ao assunto: vamos falar sobre hidratação, nutrição e restauração e como criar um cronograma capilar que funcione para você.

Hidratação

Hidratar e devolver água para os cabelos. No dia a dia, nosso cabelo perde água naturalmente.

Quando a gente percebe que mesmo fazendo direitinho os cuidados diários, que a gente tratou em detalhes nesse post aqui, os cabelos estão ressecados, é hora de usar uma máscara de HIDRATAÇÃO nos fios.

COMO USAR A MÁSCARA DE HIDRATAÇÃO?

Esse é tratamento que a gente mais conhece. O que é interessante reforçar aqui é o seguinte: sempre evite a raiz dos cabelos na hora de hidratar. Então, massageie os cabelos mexa por mexa, depois de lavados e ainda molhados, começando pelas pontas e levando o produto para cima, em todo o comprimento dos fios, sem encostar o couro cabeludo.

Quanto ao tempo que essa máscara precisa ficar nos cabelos, depende. A recomendação da Cá foi para que a gente sempre observe os rótulos dos produtos e siga a sugestão de aplicação, afinal, os produtos são testados pelos fabricantes e a sugestão de uso vai garantir os melhores resultados.

De quanto em quanto tempo aplicar a máscara de hidratação? Depende de novo. E aqui, vale uma explicação. Quanto maior a curvatura dos cabelos, mais dificuldade ele tem para levar da raiz até as pontas a hidratação e a nutrição naturais que são produzidas pelo organismo lá no couro cabeludo.

Tipos de fios de cabelo

Então, cabelos lisos precisam de hidratação com menos frequência que cabelos que tem o cacho bem fechadinho. Vamos falar mais sobre isso mais pra baixo, no cronograma capilar.

Nutrição

Quando escutar umectação pense em óleos vegetais. Essa é a etapa de dar nutrientes para os cabelos. através dos óleos nutritivos.

As Máscaras de Nutrição em creme contém óleos vegetais na sua composição e podem servir a dois propósitos, hidratar e nutrir.

COMO USAR A MÁSCARA DE NUTRIÇÃO? Na hora de aplicar, siga as mesmas recomendações que dei logo acima para as máscaras de hidratação: foque nos fios e evite a raiz e o couro cabeludo.

Então, você pode usar uma máscara de nutrição em creme ou pode usar os óleos vegetais direto nos cabelos. Qual a diferença? A máscara de nutrição contém óleos vegetais na sua composição, mas em uma concentração mais baixa. Além disso, assim como as máscaras de hidratação, na hora de aplicar essa aqui você também vai evitar a raiz e focar apenas no comprimento dos fios.

Já se você for aplicar direto os óleos vegetais, vai poder aplicar na raiz também, afinal os óleos tratam tanto a pele – o couro cabeludo – quanto os fios. Eles são 2 em 1.

Mas não pense que isso faz com que você possa abolir as máscaras de nutrição da sua vida. Sempre observe seus cabelos para sentir qual a necessidade deles. Se seu couro cabeludo está saudável – sem caspa, coceira ou ressecamento – , talvez aplicar apenas uma máscara de nutrição nos fios seja o suficiente para você.

COMO ESCOLHER O MELHOR ÓLEO VEGETAL PARA VOCÊ

Sabe o que eu descobri nos meus papos com a Camila Carvalho? Que o óleo de coco NÃO é o melhor óleo para o cabelo. Logo eu, a doida do óleo de coco, descobri essa bomba!

Isso porque as moléculas do óleo de coco são muito grandes e o cabelo tem dificuldade em absorver. Mas olha só, se você usa o óleo de coco nos cabelos e tem bons resultados, continue usando. Afinal, o tema dessa série de postagens sobre cabelos é focar em observar os seus cabelos e atender as necessidades dele!

E para quem sente que o couro cabeludo também está precisando de cuidados e quer escolher um óleo vegetal para os cabelos, vou deixar 3 sugestões de óleos vegetais da Cá, nossa especialista em cachos, logo aqui abaixo.

1 – ÓLEO DE ABACATE

O óleo de abacate é um óleo coringa. Se você está começando agora no mundo dos óleos vegetais, comece com esse.

Ele é rico em vitaminas A, B1, B2, C e ácido oleico que são componentes essenciais pra fisiologia da pele e dos cabelos. Você pode usar tanto para massagear o couro cabeludo quanto os fios.

2 – ÓLEO DE JOJOBA

Se você tem problemas com excesso de oleosidade, pode parecer estranho mas aplicar esse óleo vai ajudar a regular essa oleosidade.

Ele é rico em ácido oleico e linoleico e pode ser usado tanto nos cabelos quanto na pele.

3 – ÓLEO DE SEMENTE DE UVA

E para terminar, o óleo de semente de uva

Ele é rico em ácido oleico e linoleico, vitamina E e betacaroteno e também pode ser usado tanto nos cabelos quanto na pele.

Agora, uma dica de ouro: não encharque os cabelos de óleo, aplique apenas o suficiente para umectar todos os fios. Além disso, massagear bem o couro cabeludo e o comprimento dos fios é o que vai garantir a absorção do óleo pelos cabelos, e não quanto tempo você espera antes de lavar. Depois de uma boa massagem, 15 minutinhos de óleo nos cabelos já é o suficiente.

Eu ainda não testei esses óleos mas fiquem de olho nos meus stories lá no Instagram porque assim que eu testar, conto tudo pra vocês!

Restauração ou reconstrução

Essa etapa é para os cabelos que passaram por processos químicos e não tem segredos. Se você pinta os cabelos ou fez luzes, seu cabelo vai precisar também, além da hidratação e da nutrição, do processo de restauração para devolver o que a química tira dos fios.

Esse processo é feito com a máscara de restauração em creme, que será aplicada exatamente como a máscara de hidratação e de nutrição: foque em massagear os fios, evitando a raiz.

A diferença entre as máscaras de hidratação, nutrição e restauração é apenas as substâncias que estão presentes nela. Você pode encontrar todas elas na mesma consistência, então fique atenta aos rótulos na hora de escolher suas máscaras.

E o cronograma capilar?

O cronograma capilar nada mais é do que definir a frequência com que você vai fazer cada um desses tratamentos no cabelo.

A hidratação aqui será o nosso básico. Independente do seu tipo de cabelo, ele perde água naturalmente e vai precisar de uma máscara de hidratação para fazer essa reposição. Então, a hidratação dos cabelos nós vamos fazer 1x por semana, combinado?

A partir daí, comece a observar seus cabelos.

Como seu cabelo É e como ele ESTÁ? Ele é liso, ondulado, cacheado, crespo ou afro? A raiz é oleosa ou seca? Ele passou por processos químicos como luzese ou tinturas?Essas respostas são um excelente ponto de partida para definir se você precisa de algo mais que os cuidados básicos do dia a dia e a hidratação e, em caso afirmativo, do quê.

Se seu cabelo tem sim processos químicos nele no momento, você vai precisar da hidratação e da reconstrução.

Se, além da química, ele apresenta oleosidade excessiva, caspa ou qualquer outra questão no couro cabeludo, ou se é muito seco, o que acontece mais quanto mais fechados forem os cachos, a nutrição vai ser uma etapa importante também. Você vai precisar dos 3 tratamentos nesse caso.

Percebeu como o cronograma capilar vai ser diferente pra cada pessoa?

Se você precisa dos 3 tratamentos para o seu caso, pode começar intercalando semana a semana também: na semana 1, hidratação. Semana 2, nutrição, semana 3, reconstrução. Quando chegar na semana 4, comece o ciclo de novo com a hidratação e perceba como seu cabelo está se comportando.

Faça 2 tratamentos na mesma semana, se julgar necessário.

Meu cabelo é cacheado, sem química no momento, e eu percebo que a hidratação sozinha não dá conta, preciso da etapa de nutrição, então vou intercalando semana a semana: aplico a máscara de hidratação em uma semana e faço a umectação com óleo vegetal na outra.

Semana que vem vamos falar sobre o NO POO e o LOW POO e sobre o que muda nos cuidados que a gente viu até agora caso você queira adotar uma dessas técnicas. Espero você!

Abraços e até semana que vem 😘

De volta ao básico: cuidados com os cabelos cacheados para o dia a dia

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Produto para aplicar nos cabelos é o que não falta hoje em dia. Tem pomadas, mousses, gelatinas, modeladores, seladores… e isso só no universo dos produtos. Além disso, existem toucas de todos os tipos, acessórios, utensílios, enfim, uma variedade imensa de coisas que prometem resultados incríveis nos fios.

Mas, será que isso tudo vai surtir o efeito esperado se a gente estiver falhando no básico?

Segundo a Camila Carvalho, é aí que mora o problema. Se a gente não fizer direito o básico, não vamos ter bons resultados com nada.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Mas qual é o básico?

Bom, se você já leu o post anterior onde eu falo sobre as particularidades dos cabelos cacheados, já sabe que nosso cabelo produz uma oleosidade natural para se manter saudável e bonito. Mas que, como nós não vivemos em um ambiente controlado por laboratório, nossas madeixas podem precisar de uma ajudinha para suprir suas necessidades e é aí que entram os produtos para o cabelo.

E se você ainda não leu esse post, é só clicar aqui para conferir.

Então, sem mais delongas, vamos falar sobre as 3 etapas básicas de cuidados com os cabelos e como fazer cada uma da forma correta.

1 – Lavagem

Aqui, nós vamos suprir a primeira necessidade dos cabelos, a limpeza adequada. Nesse momento, a gente vai eliminar sujeira, suor, oleosidade e os produtos que a gente aplicou até aqui.

E isso é muito importante. O acúmulo de produtos pode ser o grande culpado pela ineficácia de tudo o que você está aplicando nos cabelos. Não é que a hidratação ou a umectação que você está fazendo não funciona. Pode ser que os cremes e óleos não estejam sendo absorvidos pelos fios por causa da camada de produtos que ainda está no cabelo e não foi devidamente removida na lavagem.

Mas então, a solução é comprar shampoos que sejam puro sulfato, pra limpar profundamente? NÃO, PELAMORDEDEUS!

Aliás, você já ouviu a recomendação para se utilizar shampoos sem sulfatos? Pois bem, o tal do sulfato é colocado no shampoo para agir como um detergente e limpar profundamente os fios, até que estudos mais recentes mostraram que isso não é tão bom assim para a saúde dos cabelos porque isso vira uma bola de neve sem muito sentido: você lava os cabelos com shampoo cheio de sulfatos, depois precisa de produtos mais fortes para hidratar e restaurar o PH dos fios e, em seguida, de um shampoo cheio de sulfatos para remover os resíduos dos produtos…um ciclo sem fim!

A solução é dar mais atenção à MANEIRA de lavar os cabelos do que aos produtos que estão sendo usados na higienização. Guarda essa informação na cabeça porque ela vai ser repetir para todas as etapas dos cuidados básicos.

Melhor maneira de lavar os cabelos

A melhor maneira de lavar os cabelos é focando em massagear todo o couro cabeludo com os dedos, com firmeza e passando por tooooda área da cabeça. Menos é mais, então, comece com pouco shampoo e vá aplicando mais conforme sentir que não está sendo suficiente. Depois, no comprimento dos fios, vá com mais cuidado, sem esfregar um fio no outro. Enxágue bem e toque nos seus cabelos para sentir se a limpeza foi satisfatória. Repita o processo se sentir que não foi o suficiente para remover os resíduos de produtos ou a oleosidade.

Outro ponto interessante é que a lavagem dos cabelos não precisa ser feita todos os dias. O que precisa mesmo é observar com que frequência você sente que sua cabeça está ficando suja.

Como assim? Por exemplo, você lava seus cabelos hoje, passa o segundo dia, chega no terceiro dia sem lavar e aí já começa uma coceira ou a sensação de couro cabeludo oleoso. Então, no terceiro dia é a hora de lavar. Pessoas que tem o cabelo mais seco, conseguem ficar até uma semana sem essa sensação desagradável de cabelos sujos. Pessoas que tem cabelos oleosos, precisam lavar com mais frequência porque essa sensação de sujeira chega mais cedo.

A frequência ideal de lavagem dos seus cabelos é você quem vai definir e você não precisa de produtos agressivos para essa limpeza se você focar nessa forma de aplicação que eu citei.

Inclusive existem 2 técnicas para cuidar dos cachos, a NO POO e a LOW POO, que utilizam produtos mais leves para fazer essa higienização do cabelo.

Vamos falar mais sobre elas nos próximos posts.

2 – Condicionamento

Segunda necessidade dos cabelos: um PH bem regulado. E essa necessidade a gente supre com o condicionador.

Quando a gente higieniza os cabelos com o shampoo e toca nos cabelos, tem aquela sensação de que ele vai quebrar se a gente tentar desembaraçar assim, não é? Pois bem, o shampoo abriu as cutículas do cabelo, limpou TUDO mas, no meio do processo, acabou desregulando o PH dele. Agora, precisamos do condicionador para fechar essas cutículas e regular esse PH.

Quanto à aplicação do condicionador, novamente, a maneira de condicionar os cabelos é mais importante que o produto. Escolha seu condicionador e aplique uma pequena quantidade nas mãos. Em seguida aplique em todo o comprimento dos fios, evitando a raiz.

Vá passando as mãos com o produto de cima para baixo, fazendo uma massagem com a intensão de não deixar nenhum fiozinho de lado e leve o tempo que for necessário para fazer isso.

Quando sentir aquela emoliência que o condicionador proporciona em todo o comprimento dos cabelos, é só enxaguar.

Cacheadas como eu, usem o momento de aplicar o condicionador para pentear os fios com os dedos. Eu, na verdade, nem possuo um pente. Só desembaraço os cabelos com os dedos, e só faço isso no dia a dia no momento de aplicar o condicionador.

3 – Finalização

Essa etapa é para suprir uma necessidade dos cabelos? Talvez. Mas eu arrisco dizer que a finalização é para suprir a necessidade da dona do cabelo!

A etapa de finalização é a que vai deixar seus cabelos bonitos. É nessa etapa que a gente vai garantir que os cachos fiquem definidos e bonitos.

E a maneira de fazer? A chave aqui é aplicar o creme para pentear com os cabelos ainda molhados. Remova apenas o excesso de água depois de enxaguar o condicionador apertando os fios um pouquinho só com as mãos, sem a toalha. Ou seja, pode manter o shampoo, o condicionador e o creme para pentear perto do chuveiro e fazer todo o processo básico de cuidados com os cabelos no banho mesmo.

E quanto a quantidade de creme para pentear? Depende do comprimento do seu cabelo. Para o meu, o equivalente a uma colher de chá já basta.

Assim como com o condicionador, espalhe o creme para pentear nas mãos e aplique em todo comprimento dos fios, evitando a raiz, como se estivesse penteando com os dedos, de cima para baixo. Quando achar que distribuiu bem o produto em todo cabelo, faça mais alguns desses movimentos de pentear com os dedos, mas, agora, com um pouquinho mais de pressão entre os dedos na intensão de formar mexas. Esse é o processo de FITAGEM dos fios e faz maravilhas pela definição dos cachos!

Agora, finalize o processo com a toalha dando aquela amassadinha clássica de baixo para cima que toda a cacheada conhece para remover o máximo de umidade, sem esfregar os fios.

Acabou? Agora repita comigo o primeiro mandamento dos cabelos cacheados: eu não vou mais mexer no meu cabelo até que ele esteja completamente seco.

Eu não vou mais mexer no meu cabelo até que ele esteja completamente seco.

EU NÃO VOU MAIS MEXER NO MEU CABELO ATÉ QUE ELE ESTEJA COMPLETAMENTE SECO!

Na verdade – e na minha opinião – mexer nos cabelos depois de secos é para quem gosta de volume. Eu gosto bastante então, uso 2 técnicas para dar mais volume aos meus fios.

A primeira é separar um cacho em dois ou mais cachos. Para fazer isso, você só precisa sem bem delicada, para que o cacho não desmanche. Vá procurando por todos os cachos que podem ser separados. Quanto mais cachos você fizer essa técnica, mais volume.

Dar uma soltadinha na raiz é a segunda técnica para dar mais volume.

Para fazer isso, apóie os dedos na raiz dos cabelos fazendo um movimento curto, de um lado para o outro, e depois tire os dedos delicadamente, sem pentear o comprimento dos fios. Vá jogando os cabelos para frente e para o lado e aplicando essa técnica em toda a raiz.

Antes e depois de aplicar as 2 técnicas acima para dar mais volume

E esses foram os 3 passos básicos para cuidar dos cabelos.

Mas Mila, isso não é suficiente, não! E a hidratação, umectação, reparação de pontas, não é importante?

Bom, se você sente que de tempos em tempos o básico não está dando conta de suprir as necessidades do seu cabelo, você não está sozinha. Eu também sinto que o meu cabelo precisa de um pouco mais que esses 3 passos e, semana que vem, o post vai ser sobre quais necessidades podem surgir e qual a melhor forma de suprir cada uma.

Espero você!

Abraços e até semana que vem 😘

Conheça seus cabelos para cuidar deles da melhor forma

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Mas o que que tem a ver cuidados com os cabelos com minimalismo, Mila?

Calma, eu explico.

Se eu pudesse definir o conceito minimalista em uma frase eu diria:

Estilo de vida focado no que é importante para aquele que o está vivendo, baseado em autoconhecimento e eliminação dos excessos.

Mila Bueno

Ou seja, seguidor@ amad@ que está aí do outro lado da tela, para cuidar dos seus cabelos, ou da sua beleza em geral de forma efetiva e sem exageros, você precisa se conhecer. Quanto mais informação você coletar para saber direitinho como são os seus cabelos, mais adequados serão os cuidados com eles, menos produtos você vai precisar e menos desperdício vai acontecer.

Cuidar dos cabelos de forma minimalista NÃO é tentar diminuir a quantidade de produtos ao máximo só pra ter menos mas, SIM, adquirir aquilo que faz sentido de acordo com o seu tipo de cabelo, a sua rotina e o seu estilo de vida, com consciência de que as pessoas são diferentes e que o que funcionou para um cabelo pode não funcionar para o outro.

O propósito dessa série de postagens que eu estou fazendo é proporcionar pra vocês informação o suficiente para decidir como cuidar dos seus cabelos com o máximo de eficiência e o mínimo de compras e de eventuais desperdícios.

Sacou agora porque eu disse que serão cuidados minimalistas com os cabelos?

Antes de começar, preciso dizer pra vocês que o foco dessa série será nos cabelos cacheados – que em si só já possui uma gama de variações – e isso porque ainda existem muitos cacheados e cacheadas por aí que não assumem seus cachos.

Categorias macro de cabelos cacheados

Se você aprecia mais a imagem que vê no espelho alisando seus cabelos, não pare!

Mas se você alisa porque sente que seus cabelos naturais não são tão bonitos ou apenas porque não sabe bem como cuidar dos cachos, essa série foi feita para você.

Na minha opinião, não existe cabelo bem cuidado que seja feio, não importa se é liso, cacheado ou dreadlocks. Qualquer tipo de cabelo tem sua beleza e merece um tratamento adequado, que supra as necessidades do tipo de cabelo em questão.

Então, porque estou focando apenas em cachos? Porque eu sou uma cacheada! Mais do que informação sobre o nosso tipo de cabelo, cada post vai ter um pouco da minha experiência pessoal – de quem assumiu os cachos e aprendeu a amá-los e respeita-los.

Mas, lisas que me acompanham, fiquem ligadas! Em alguns momentos, vou precisar fazer algumas distinções entre os tipos de cabelos e é aí que vai ter informação interessante para cuidar dos cabelos lisos também.

E por último mas não menos importante, preciso contar pra vocês que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Então, vamos começar a nos informar para nos conhecer melhor nossos cachos e fazer melhores escolhas para cuidar deles?

Se você tava achando que esse post era só introdutório, num é não. Fica por aí que vou te contar 3 informações importantes sobre os cabelos.

1 – Todo cabelo produz uma oleosidade natural para mante-los nutridos e hidratados

Sim, a oleosidade do seu couro cabeludo é um saco se for em excesso, eu sei. Mas a existência dessa oleosidade tem um propósito. É ela que vai levar a hidratação e nutrição que o seu cabelo precisa da raiz até as pontas.

Maaaaas, isso bastaria se a gente vivesse em um ambiente controlado em laboratório, né? Nosso cabelo é constantemente exposto a sujeira, poluição, alterações de temperatura e umidade do tempo e isso sem contar as alterações que o nosso organismo sofre com a idade e com nosso estado de saúde.

Tudo isso pode – e vai – impactar na saúde dos cabelos também e é esse o ponto do próximo item.

2 – Tudo o que a gente faz ou aplica nos cabelos é para suprir uma necessidade

Se a oleosidade natural dos fios não é suficiente, a gente deveria mesmo encharcar nossas madeixas de produtos, certo?

Errado!

Nós não podemos ignorar completamente a forma como o nosso corpo cuida de si mesmo. O que nós vamos fazer é observar atentamente a sensação que temos ao tocar os nossos cabelos e a aparência deles. Esses 2 fatores vão entregar para nós qual necessidade não está sendo suprida naturalmente no momento para que, aí sim, nós possamos escolher o produto adequado para ajudar a suprir essa necessidade.

Eu e a Cá vamos trazer mais informações para vocês sobre as necessidades específicas dos cabelos e as formas de suprir essas necessidades nos próximos posts.

3 – Cabelos cacheados e cabelos lisos demandam cuidados diferentes

Lembra das aulas de física? Olha só, um cabelo liso, que não faz quase nenhuma curva da raiz até as pontas é uma estrada reta. A oleosidade produzida pelo couro cabeludo percorre mais facilmente todo o comprimento dos fios naturalmente e não apresenta tanta necessidade de uma ajudinha extra dos produtos para cabelos.

Agora, quando mais curvas os fios apresentam, mais difícil fica para essa oleosidade natural descer até as pontas dos fios de cabelo.

Por isso, quanto mais fechadinho o cacho de cabelo, mais ressecamento ele pode apresentar no comprimento e nas pontas. E é por isso que cabelos cacheados requerem mais ajuda dos produtos para cabelos e mais procedimentos sendo feitos do que os lisos.

Mas é importante ressaltar que produtos e procedimentos não precisam necessariamente ser cheios de químicas pesadas e aplicados em quantidades exorbitantes para ajudar a cuidar dos cachos.

Pelo contrário.

Quanto mais natural o produto, melhor. Quanto menos quantidade por aplicação, melhor. Quanto mais delicado o procedimento, melhor!

É claro que uma pessoa que já aplicou muitos procedimentos químicos nos cabelos por um longo período de tempo pode precisar, por um período pré determinado, aplicar alguns produtos mais agressivos, exatamente para conseguir remover essa química toda. Ou até, precisar esperar o cabelo crescer o suficiente para eliminar a parte com a química. Pessoas que estão em transição capilar passam por essa etapa para recuperar os cabelos naturais.

Mas, nos cuidados do dia a dia para um cabelo cacheado natural, aproveitar a oleosidade natural dos cabelos e dar essa ajudinha para as necessidades dele com produtos menos agressivos é a melhor opção.

Antes de ir embora, me conta aqui nos comentários se você é cacheada(o) ou está em transição capilar.

Semana que vem tem mais informações sobre cabelos. Espero você!

Abraços e até semana que vem 😘

Dicas e técnicas profissionais para organizar o guarda roupas

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Manter as coisas organizadas é diferente de manter as coisas arrumadas.

Arrumar é colocar as coisas em algum lugar de um jeito bonitinho.

Organizar é descobrir onde será esse lugar, levando em consideração a frequência que você usa as coisas, a quantidade de coisas de cada categoria que você possui e a melhor forma de distribuir essas coisas nos lugares mais adequados.

Então, hoje, vou te apresentar algumas dicas e técnicas para organizar o guarda roupas que eu aprendi quando me profissionalizei como Personal Organizer, usei com as minhas clientes e aplico até hoje quando vou organizar meu próprio guarda roupas – uma técnica para cada tipo de espaço específico.

Essas técnicas de organização tem o propósito de fazer com que você visualize mais facilmente uma quantidade maior de itens, sem precisar tirar nada da frente ou de cima de nada. Então, vamos lá!

Gavetas

Gavetas são espaços que a gente visualiza por cima, ou seja, é mais interessante que as coisas dentro das gavetas estejam enfileiradas ao invés de empilhadas. Aposte nas dobras de roupas que organizam as peças de pé dentro da gaveta.

Para o material de escritório ou demais itens pequenos que você decida guardar em gavetas, você pode pegar a caixa de um produto que você comprou e usar tanto a base quanto a tampa para categorizar cada tipo de item que você precise organizar.

Prateleiras

As prateleiras dentro do guarda roupas são os espaços mais versáteis.

Aqui, o importante é lembrar que as prateleiras tem uma visualização diferente das gavetas: você vê as coisas de frente, então pilhas são mais interessantes do que fileiras.

Mas, tome cuidado: quanto menos quantidade empilhada, mais fácil vai ser de pegar o que você precisa e guardar de volta organizadinho depois.

Cabideiro

Para as roupas que ficarão penduradas em cabides, existe uma regrinha que é tão simples quanto eficiente para ajudar na hora de se vestir. Jamais coloque mais de uma peça no mesmo cabide. A peça debaixo vai ficar esquecida além de amassada pela peça de cima.

Também sempre vale a pena lembrar que organizar por tipo de peça – blusas, vestidos, calças, saias… – e cada tipo de peça por cor, ajuda e muito!

Roupas íntimas

Para as roupas íntimas, as gavetas são o melhor lugar. Se você não tem gavetas, use uma caixa sem tampa em uma prateleira que vai se comportar como uma gaveta.

Você pode usar caixas sem tampa ou cestos menores para categorizar: um para as calcinhas, outro para os sutiãs e por aí vai.

Ou pode enfileirar cada categoria de peças levando em consideração uma simples regrinha que é: o que tem na frente, tem atrás. A imagem abaixo ilustra isso muito bem!

Maleiro

O maleiro geralmente tem mais do que malas, né? Então, para as demais coisas que você precise guardar nesse espaço, opte por colocar cada categoria em uma caixa com tampa e cole uma etiqueta para identificar o que tem em cada caixa. Mas não se deixe intimidar pela falta de etiquetas: você pode usar uma tira de fita crepe e escrever nela com caneta mesmo! O importante é identificar.

Já para as malas, você pode guardar tudo o que seja relacionado a viagens dentro dela. Assim, quando for seguir as dicas deste post aqui para montar sua mala de viagem, já vai estar com tudo á mão.

Mas fique atenta: se você não usa sempre a mesma mala para viajar – se ás vezes vai de mochila ou algo assim – pode ser mais interessante guardar suas necessaires e demais itens de viagem em uma caixa com tampa também.

Roupas de cama

Agrupar as peças de roupa de cama que você sempre usa em conjunto é uma ótima técnica.

Você pode colocar tudo juntinho e pegar uma coisa só quando for usar.

Aliás, você já aprendeu a dobrar o lençol de elástico para diminuir o volume dele quando dobrado e aproveitar melhor o espaço?

Tenho um vídeo ensinando vocês uma técnica certeira para aprender de uma vez por todas a fazer essa dobra!

Cosméticos

Sou fã de cestos e caixas para organizar tudo porque eles são versáteis e podem acompanhar a quantidade de itens que você tem no momento. Se hoje você se maquia bastante e tem uma quantidade grande de produtos, o cesto vai organizar suas makes.

Caso você se maquie com menos frequência no futuro e tenha uma qualidade menor de produtos, esse cesto pode organizar seus cremes, seus perfumes ou até ir organizar um armário da cozinha. Você pode usar uma caixa sem tampa como cesto para organizar seus cosméticos ou pode conferir os cestos feitos á mão por mim na minha loja virtual, clicando na imagem abaixo.

Bijuterias

Ah, e para as bijuterias tem vídeo no meu canal ensinando como organizar os anéis, brincos, pulseiras e colares. Dá o play!

Espero que você tenha muito mais facilidade para organizar seu guarda roupas com essas técnicas e dicas!

Dúvidas? Deixa aqui nos comentários!

Abraços e até semana que vem 😘

O que é um armário cápsula minimalista e dicas para montar o seu

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Começo esse post com uma pergunta: será que criar um armário cápsula é a forma correta de aderir ao minimalismo no que diz respeito a se vestir?

Correta?? Essa palavra me causa estranheza, viu. Eu acredito que o minimalismo é um conceito e não um kit de regras pré estabelecidas sobre o que a gente pode ter e quanto de cada coisa a gente pode ter.

Então, para começar, esqueça esse negócio de “forma correta”, combinado?

Sendo assim, qual a utilidade do armário cápsula para quem segue um estilo de vida minimalista?

O armário cápsula é uma ferramenta bem bacana para nos ajudar a montar um guarda roupas funcional, afinal, se vamos ter poucas peças de roupas, calçados e acessórios e continuar nos vestindo bem, cada peça precisa combinar com várias outras peças.

Faz sentido isso para você?

Esse conceito que surgiu, originalmente, na década de 70, não é minimalista na sua raiz mas, sim, funcional.

O pessoal da moda diz que você pode ter várias cápsulas no seu guarda roupas. Uma para o trabalho, outra para sair, outra só para os acessórios. A ideia é conseguir montar conjuntos que funcionem entre si, ou seja, que você consiga montar vários looks diferentes com uma quantidade limitada de peças porque elas todas combinam entre si.

E não tem nada de errado nisso mas, como aqui falamos sobre minimalismo, vou tomar a liberdade de adaptar o armário cápsula para alguém que vive um estilo de vida minimalista nesse post.

Se você está começando agora no minimalismo, a ideia do armário cápsula pode ser uma ferramenta bem bacana que vai te ajudar bastante a deixar o seu guarda roupas mais funcional. E se você tiver um volume grande de roupas e acessórios, pode começar criando uma cápsula para cada ocasião e depois ir observando o que faz e o que não faz mais sentido.

Se onde você mora as estações do ano são bem definidas, você também pode começar criando uma cápsula para o frio e outra para o calor.

O importante aqui é lembrar que o armário cápsula é apenas uma ferramenta que vai te ajudar a usar mais o que você já tem e ser criativa para montar looks com essas peças.

Não fique engessada na primeira cápsula que você montar. Depois de alguns meses usando ela, avalie se ainda está fazendo sentido e faça os ajustes necessários.

Passo a passo para montar seu armário cápsula

Comece reservando algumas horas da sua rotina para isso. Sem pressa e focada no SEU armário. Digo isso porque frequentemente a gente está tentando se vestir como outra pessoa se veste e isso nem sempre funciona. Cada uma de nós tem um tipo de corpo, um tom de pele, um tipo de cabelo e estatura diferentes e o que funcionou para uma pessoa pode não funcionar tão bem para nós. Foque em você e nas suas peças. Você vai compreender isso melhor no decorrer do post.

Comece desapegando

Essa primeira etapa serve para eliminar os excessos e tirar as distrações da sua vista. A gente não deve organizar tralha, lembram que eu sempre falo isso? Pois bem, a gente também não pode vestir tralhas. E como saber o que é importante e o que é tralha para a NOSSA realidade? Fazendo um bom processo de desapego antes!

Já fiz um post detalhado sobre o meu método de descarte inteligente aqui no blog. Clique aqui e use esse post para te guiar nessa primeira etapa.

Mas vou deixar uma cola aqui para você:

  • Primeiro, selecione 1 categoria específica, como por exemplo, suas camisetas pretas de manga curta;
  • Segundo, pegue todas as camisetas pretas do guarda roupas, das gavetas, do cesto de roupa suja e coloque sobre a sua cama;
  • Terceiro, selecione o que está rasgado, manchado ou em mau estado e defina se vai para o lixo ou para doação;
  • Quarto, selecione as peças lindas e em excelente estado que você simplesmente nunca consegue usar e anuncie em sites de compra e venda;
  • Quinto e último, repita esse processo para cada categoria de roupas, calçados e acessórios e, então, bora para a próxima etapa do armário cápsula versão Mila Bueno!

Monte looks na sua cama e observe

Regrinha básica para esta etapa: cada parte debaixo precisa combinar com, no mínimo, 3 partes de cima. Aqui, vestidos entram como partes debaixo, tá?

Agora que você já eliminou os excessos, comece a montar looks sobre a sua cama seguindo a regrinha acima. Pegue 1 parte debaixo e tente combinar ela com 3 partes de cima. Brinque com os calçados e acessórios para essas combinações também, porque, para eles, não tem regra.

Observe suas roupas, calçados e acessórios e coloque o autoconhecimento em ação reparando nas questões abaixo:

  • Quais cores já predominam no seu guarda roupas?
  • Que tipo de peça você mais gosta de usar? Saia ou calça? Camiseta ou blusinha? Salto ou rasteiras? Acessórios grandes ou discretos? Ou ainda uma mistura de tudo isso?
  • O que você não gosta mais e foi o tipo que mais foi embora na hora do descarte?
  • Ouvi dizer que existem 7 estilos universais: clássico, tradicional, romântico, criativo, básico, sexy e dramático. Qual o estilo que predomina e você já se identifica?
  • O que você acha que precisa adquirir para o que seus looks funcionem melhor? De vez em quando só o que falta é uma peça basicona que vai ir muito bem com quase todas as suas outras peças.

Nessa etapa 2 coisas interessantes podem acontecer. Primeiro, pode ser que você desapegue de mais peças e, segundo, pode ser que você crie uma lista de compras.

Se você só consegue combinar uma blusinha com uma única parte debaixo, significa que ela não está sendo funcional no seu guarda roupas. É uma forte candidata a ser desapegada.

Mas você também pode perceber que, se você adquirisse uma camiseta branca lisa, por exemplo, conseguiria criar vários outros looks com os acessórios, calças, shorts e saias estampadas que você já tem.

Experimente – e fotografe seus looks, se necessário

Agora chegou a hora de provar os looks que você montou em cima da cama. Pegue o maior espelho que você tiver, prove os looks completos, com calçados e acessórios e veja se está satisfeita com os resultados.

Uma dica extra é fotografar você mesma vestindo os looks e salvar como um catálogo para consultar na hora de se vestir. Isso vai ajudar, especialmente, se está começando agora a desapegar e ainda ficou com muitas peças no guarda roupas.

Você pode salvar todas essas fotos no Evernote e criar uma nota para cada categoria de looks com todas as fotos agrupadas ali, juntinhas. Você vai poder acessar do seu celular de um jeito bem organizado. E se você não sabe o que é esse tal de Evernote, clique aqui.

Mas, qual o limite de peças que eu posso manter para o meu armário cápsula, Mila?

Bom, originalmente o armário cápsula sugere números bem definidos: 15, 30, 45 ou 50 peças, considerando os calçados e acessórios.

Mas, como eu estou apresentando para vocês o armário cápsula apenas como uma ferramenta para começar a levar o conceito minimalista para o seu guarda roupas, indico que você mantenha a quantidade de peças que fizerem sentido para você depois de todo esse processo que nós fizemos aqui nesse post.

Se você seguiu todo o processo bem focada e ficaram 100 peças, fique com as 100. Se Ficaram 30, fique com as 30.

Apenas olhe para o seu guarda roupas e se sinta satisfeita com o resultado. Se no futuro você perceber que está sobrando, refaça as etapas sugeridas aqui e elimine mais peças. Se perceber que estão faltando peças, adquira mais.

Foque sempre em ter um guarda roupas que funcione e se encaixe na imagem que você gosta de ver no espelho.

Abraços e até semana que vem 😉

Gratidão é um hábito

E aí, pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

2020 foi um ano atípico.

Foi um período que eu jamais poderia ter previsto – e nem ninguém.

Quando a gente começa a planejar alguma coisa, a traçar um plano para atingir um objetivo, é interessante levar em conta não só o resultado positivo – que é o que a gente espera – mas também os possíveis resultados negativos, para que a gente trace um plano realista, certo? Pois o ano de 2020 foi além de qualquer ponto negativo que eu pudesse imaginar.

Vocês sentiram isso também?

Esse tipo de situação tem um potencial bem destrutivo. O potencial de fazer a gente acreditar que não sobraram muitas coisas para agradecer.

Veja bem, antes da Luna nascer, eu levei 1 ano para engravidar de novo depois de um aborto espontâneo. Foram 12 meses duvidando da capacidade do meu corpo de gerar uma criança. Isso pode parecer um pouco dramático da minha parte mas a realidade da maioria das mulheres é essa. A gente se cobra e a gente se culpa por algo que, provavelmente, nem era um erro possível de ser cometido por nós mas esse é só um desabafo porque esse é assunto para outro post.

Quando eu passei por um período de crise financeira na minha família, que eu relatei pra vocês nesse post aqui, eu achava que não existiam motivos para agradecer por nada. Eu só conseguia enxergar o que eu não tinha. Foi quando eu encontrei o conceito de minimalismo e aprendi a identificar o que era realmente importante para mim. Foi quando eu aprendi, na raça, a encontrar motivos para ser grata no meu dia a dia.

Mesmo passando por um dos períodos mais desafiadores que eu já vivi, minha filha estava finalmente nos meus braços. Eu tinha muito a agradecer.

A coisa mais louca que eu descobri quando tive meu primeiro contato com esse conceito de gratidão e da transformação que ela pode fazer é que, quando se trata de agradecer, a gente costuma seguir o caminho inverso achando que é o caminho certo.

A gente aprendeu a acreditar que, primeiro a gente tem as coisas, depois a gente agradece. E isso vira um paradoxo porque, quando a gente consegue essas tais COISAS que supostamente vão nos deixar transbordando de gratidão, elas entram na rotina, com todas as tarefas e desafios que a acompanham, e a gente esquece de que elas são um motivo muito justo para agradecer.

As redes sociais fazem a gente cair em uma armadilha perigosa, então, antes de mais nada, vamos parar de mimimi? Todo mundo seleciona a melhor foto do melhor momento que viveu para postar nas redes sociais. Ninguém faz uma média detalhada de cada foto para saber se ela representa com precisão como está a sua vida num geral. A gente tem a chance de ir em lugar bacana, veste nossa melhor roupa, tira 347 fotos, seleciona a melhor delas e posta. Simples assim. Então, vamos parar de acreditar que a vida de todo mundo é melhor que a nossa DE MODO GERAL só porque ela publicou 1 registro de um momento bacana, MILA? Sim, falo isso primeiro pra mim, depois para vocês.

Se a gente for pegar especificamente o exemplo das coisas eu a gente compra, dá pra dizer que quando a gente compra alguma coisa, tá querendo a euforia da compra. Tá querendo sentir a sensação boa que a gente imagina – IMAGINA – que outra pessoa que comprou isso e tá postando ou falando sobre esse produto está sentindo.

Atire a primeira pedra quem nunca disse algo como: ah, mas também é fácil pra FULANA ser feliz e grata assim, ela tem tudo, né?

E sabe o que é mais louco ainda? A gente não quer nada, coisa nenhuma. O que a gente quer é a SENSAÇÃO DE GRATIDÃO.

Ser grato pelo que a gente já tem no presente, pelo que um dia foi sonho e hoje é dia a dia, é o que vai nos permitir viver se sentindo bem o tempo todo.
Inocência nossa acreditar que consegue saber o balanço geral de todos os aspectos da vida de uma pessoa apenas pela seleção das melhores fotos tiradas que ela publica nas redes sociais. Todo mundo tem problema. Ponto.

A sensação de gratidão, é isso o que a gente quer. A sensação de estar vivendo de uma forma tão plena, que a gente só agradece. E é exatamente aí que mora o paradoxo.

Gratidão é um hábito. Ser grato é algo que a gente exercita. Primeiro a gente é grato hoje pelas coisas que eram um objetivo no passado, depois a gente alcança mais objetivos e continua sendo grato.

É um hábito que a gente pode começar a inserir na rotina agora, independente dos nossos objetivos futuros que ainda não foram alcançados.

A dificuldade em ser grato, na minha opinião é em não entender que a vida não é o Baú da felicidade ou o Show do Milhão em que a gente recebe uma bolada ali, na hora. Pá-Pum.

Se sentir grato fica bem mais fácil quando a gente compreende que o processo é mais orgânico, mais devagar. Um degrau de cada vez ou como diz o bom e velho ditado, de grão em grão a galinha enche o papo.

O processo é tão natural e embutido no decorrer da vida que, para a maioria dos nossos objetivos grandes, a gente nem percebe que já alcançou, que já está vivendo no dia a dia o que antes era um objetivo.

Pense em você mesmo há 10 anos atrás. Se você pudesse voltar no tempo, encontrar com o seu EU de 10 anos atrás e contasse para ele como você vive hoje, o que esse seu eu mais jovem acharia de você? Quantas coisas você queria muito 10 anos atrás e que hoje já são rotina, ao ponto de você até reclamar delas?

E para terminar te deixo uma reflexão: se a gente não conseguir ser grato pelo que tem agora, como vamos ser gratos pelo que tivermos no futuro, quando este for o nosso agora?

Abraços e até semana que vem 😘

Bridgerton, querido leitor!

Querido leitor, a autora que vos escreve neste blog é deveras interessada nas produções televisivas que se exibem em partes formando uma história seriada e, por esta razão, venho por meio desta informa-los que…

…desculpa, gente, de repente, fui tomada pela maneira formal de escrever de Lady Whistledown. 😉

Não sabe de quem eu estou falando? Então continua lendo que eu explico.

Hoje, vamos falar sobre a estreia mais recente da Netflix, Bridgerton.

Então, meu querido leitor, ao contrário de Lady Whistledown que não tem papas na língua, ou melhor, na caneta, vou tentar manter o nível de spoiler ao mínimo. Mas já vou adiantando que se você ainda não assistiu a série, é mais seguro parar a leitura agora e voltar depois de assistir o último episódio, ok?

Oba, decidiu continuar por aqui? Então vamos nessa falar dessa série!

Bridgerton, a série que estreou dia 25 de dezembro de 2020 foi um presente de natal que a Netflix nos deu para tentar encerrar esse ano esquisito da melhor forma possível, com uma bela de uma maratona.

A primeira temporada – e única até o momento – é uma adaptação do livro escrito por Julia Quinn que leva o nome da família que a protagoniza, os Bridgerton, e nos conta sobre a jornada de Daphne, a primeira das irmãs Bridgerton a debutar na sociedade.

Debutar. Eu não estou mais pegando emprestando o jeito formal de Lady Whistledown de escrever. A questão é que a série acontece no ano de 1813 e a nossa protagonista, Daphne, assim como todas as demais jovens mulheres da cidade estão, oficialmente, na temporada de casamentos, o que deixa o visual da série cheio de figurinos glamurosos e bailes a luz de velas. Se você gosta de produções desse tipo, Bridgerton vai fazer seus olhos brilharem!

Além do visual deslumbrante, o que chamou minha atenção logo de cara no primeiro episódio foi a diversidade cultural presente na série. Eu não me lembro de ter assistido uma produção ambientada no século XVIII que representasse pessoas negras em posições de destaque na sociedade como em Bridgerton e essa foi uma coisa linda de se ver. Aliás, se você tiver indicações de filmes ou séries com esse grau de representatividade, deixa pra mim aqui nos comentários!

O segundo ponto positivo de Bridgerton e que eu achei muito bacana foi o fato do roteiro fugir da receitinha de bolo óbvia onde o casal principal enfrenta e resolve um novo problema por episódio e o desenrolar do romance deles só acontece mesmo no último minuto da série. Não é isso que acontece em Bridgerton.

A temporada se divide em 2 partes. Na primeira, Daphne é apresentada a sociedade e está em busca de um bom casamento quando conhece Simon, o duque de Hastings. Em meio aos bailes e eventos super pomposos da temporada, os dois selam um acordo de ajuda mútua e, no momento em que eles tiram toda a possibilidade de um romance acontecer da jogada é que o romance acontece de fato, baseado na amizade sincera que foi sendo construída entre eles.

Já na segunda parte da série, o casamento de Daphne com o duque enfrenta outros problemas e o cenário pomposo sai de cena para dar lugar a questões mais profundas.

Apesar dessa trama bem tradicional, as personagens femininas da série são bem fortes e acabam por determinar o desenrolar de vários acontecimentos.

Para começar, temos Lady Whistledown, uma escritora anônima que fala abertamente suas opiniões a respeito de cada família da cidade e acaba influenciando algumas decisões importantes dos personagens, já que a opinião pública sobre cada debutante tinha o poder de determinar se elas conseguiriam ou não um bom casamento.

Depois, Daphne, uma jovem inocente no que diz respeito os homens mas que sabe muito bem o que quer e não se acanha ao agir de acordo com o que acredita. Desde de dar um belo murro em um pretendente que decidiu passar dos limites até usar seu título de duquesa para, inesperadamente, ajudar outra mulher que está passando por uma situação delicada, Daphne demonstra força, empatia e sororidade.

Além disso, a mãe de Daphne, a viúva Bridgerton, resolve uma situação complicada para Daphne usando uma característica bem criticada nas mulheres – nós falamos bastante – para provar que a união das mulheres pode fazer uma grande diferença, mesmo que seja discretamente.

Outra menção interessante é que o romance nessa série não acontece só nas formalidades e galanteios dos eventos sociais. Bridgerton conta com cenas bem quentes, então, fique atento e tire as crianças da sala.

Ainda não existe previsão para uma segunda temporada e, como eu não li os livros que deram origem a série, comecei a dar uma fuçadinha nessa internéti pra tentar descobrir mais sobre o futuro da série e, o que eu posso contar pra vocês é o seguinte: a autora Julia Quinn escreveu 9 livros, sendo que cada um dos 8 primeiros é dedicado a história de 1 dos 8 irmãos Bridgerton e o último é uma coletânea de contos respondendo ás principais dúvidas dos leitores em relação aos 8 livros.

Então, podemos esperar que, se a série seguir os livros, a próxima temporada pode ser protagonizada por outro Bridgerton – e se eu puder dar chute, acho que vai ser sobre o Anthony. Me conta aqui nos comentários qual dos irmãos Bridgerton você acha que pode protagonizar a segunda temporada se a série continuar!

Evernote #5 – Dicas de utilização

Hoje será o post de encerramento dessa série sobre o Evernote e eu espero que vocês tenham gostado e aprendido um pouquinho sobre como ingressar nessa ferramenta fantástica de organização digital através das últimas postagens que rolaram aqui no blog.

Se você está chegando agora por aqui, saiba que este post é parte de uma série de postagens sobre como utilizar o Evernote! Comece por aqui.

Pra terminarmos bem, vou deixar algumas dicas com exemplos de como usar o Evernote para organizar sua vida digital. Sempre que eu falo pra alguém que ainda não conhece o Evernote que eu utilizo ele para me organizar, recebo um comentário do tipo “acho o Evernote bacana mas eu não faço tantas anotações assim”.

Eu sei que, para muitas pessoas que ainda não o conhecem, o elefantino verde parece ser apenas um caderno online onde é possível guardar apenas anotações mas, se você tem me acompanhado até aqui, já percebeu que o Evernote faz muito mais do que isso.

Ele é uma nuvem

No Evernote, seus dados estão armazenados na rede, ou seja, não estão presos no seu celular ou computador. Se você acessar a ferramenta com seu login e senha de outro dispositivo, vai conseguir encontrar tudo o que tem armazenado. Seus dias de ficar sem bateria no celular e não conseguir acesso àquele documento importante que você escaneou estão contados!

Nada mais de chegar no banco para abrir uma conta e descobrir que perdeu a viagem porque esqueceu de levar alguns documentos ou de precisar fazer um cadastro em algum lugar e não saber algumas informações porque elas estão em uma pasta ou gaveta na sua casa, bem longe de onde você precisa delas. Se você já leu esse post aqui sabe a comodidade que a digitalização de toda a sua papelada pode trazer. Digitalizar seus documentos e armazenar tudo no Evernote é uma combinação poderosa que pode facilitar muito a sua vida.

Com o mecanismo de busca do Evernote, você encontra tudo com muita facilidade

A busca do Evernote é bastante avançada. Ele não busca apenas por títulos de notas, ele vai além. Quando você digita uma palavra no campo de pesquisa, o Evernote vai vasculhar os títulos e conteúdos, as palavras e imagens, em anotações e dentro de pdfs. Onde quer que essa palavra pesquisada esteja, ele vai encontrar e isso é o que viabiliza um sistema de organização mais simples, como eu mencionei no post em que expliquei os cadernos e pilhas.

Se o mecanismo de busca nos serve tão bem, não há necessidade de organizar tão minuciosamente, com diversos cadernos e etiquetas. Dá pra ter uma organização mais simples, entende?

Colete quantas informações quiser e armazene em um espaço ilimitado

Sim, o espaço de armazenamento do Evernote é ilimitado. “Mas Mila, você falou lá no post sobre os tipos de planos disponíveis que existia uma diferença”.Existe uma diferença sim, mas de volume de uploads, não de armazenamento.

Calma, vou explicar com um exemplo: se você digitalizar todos os seus documentos, cada um sendo uma imagem diferente, e anexar essa imagens às suas notas, você está fazendo upload de dados no Evernote e, para isso, existe um limite mensal. Mas para criar novas notas, cadernos e etiquetas, para escrever nas notas, sem anexar nada, você está apenas utilizando o armazenamento, não está fazendo upload de nada.

Sacou?

Além disso, uma vez que seu arquivo já foi anexado, ele estará utilizando o armazenamento mensal e poderá ficar no Evernote pra sempre, sem ter que apagá-lo pra poder anexar outra coisa por falta de espaço disponível.

E lembre-se sempre que o limite de upload de cada plano é mensal. Se você atingiu o limite, não se preocupe: mês que vem você vai ter mais limite disponível para inserir mais anexos no Evernote.

E assim termina a nossa série de publicações com o Bê-á-bá desse programa tão incrível para você que, assim como eu, é da turma do digital e não do papel.

Espero que eu tenha conseguido guiar vocês sobre como começar a usar o Evernote!

Tem alguma coisa que você queria saber e eu esqueci de mencionar nessa série? Deixa aqui nos comentários!

Evernote #4 – Etiquetas

Hoje nós vamos continuar nossa série sobre como usar o Evernote.

Já falamos sobre os PLANOS DISPONÍVEIS, sobre as NOTAS e sobre CADERNOS E PILHAS e, hoje, é dia de falar mais um pouco sobre a organização das suas notas. Vamos aprender mais sobre as ETIQUETAS.

Se você está chegando agora por aqui, saiba que este post é parte de uma série de postagens sobre como utilizar o Evernote! Comece por aqui.

E o que são etiquetas, Mila?

As ETIQUETAS são outra forma de organizar suas notas, além dos cadernos. Elas são, basicamente, palavras-chave que você adiciona às suas notas, permitindo que elas fiquem mais fáceis de ser localizadas.

Você pode utilizar apenas cadernos para se organizar no Evernote ou pode usar uma combinação de cadernos e etiquetas. Esse é o sistema que eu uso hoje.

Mas então quando usar cadernos e quando usar etiquetas?

Essa é uma questão bem pessoal que só o uso prolongado da ferramenta Evernote vai poder te responder. Mas eu vou te mostrar como eu organizo as postagens aqui do blog lá no Evernote usando essa combinação caderno-etiqueta para que você compreenda a idea do uso delas e como esse sistema pode ser bastante útil.

No meu Evernote, tenho um caderno chamado MB Blog. Nele, eu organizo cada post que já foi publicado e cada ideia para novas postagens, sendo cada um desses conteúdos uma nota diferente.

Mas, independente de serem backups de textos já publicados ou ideias novas, todas as notas do caderno MB Blog são textos referentes ao blog.

Então, para me ajudar a localizar mais facilmente o que são ideias e o que são backups, utilizo 2 etiquetas: a etiqueta Conteúdos e a etiqueta Publicado e classifico cada texto conforme vou escrevendo. Quando um texto que era ideia de conteúdo é finalizado e publicado, troco a etiqueta Conteúdo pela Publicado e tudo fica sempre organizado e fácil de localizar.

Quer mais um exemplo?

Você pode ter documentos digitalizados no seu Evernote de toda a sua família. Todos são documentos, então, podem estar no caderno Documentos, mas para te ajudar a localizar qual pertence a quem, você pode criar etiquetas com o nome de cada membro da família e categorizar os documentos de cada um nessas etiquetas.

E é aí que vem uma funcionalidade bacana das etiquetas. Você também pode ter digitalizado qualquer outra informação dos membros da família e usar as mesmas etiquetas com o nome deles.

Quando você acessar a etiqueta “mamãe” por exemplo, vai ver tudo o que seja referente a ela que está em outros cadernos, não somente no caderno Documentos que usamos no exemplo acima.

No Evernote, todas as notas precisam estar dentro de um caderno. Não é possível usar apenas etiquetas e nenhum caderno. Você pode se organizar apenas com etiquetas mas, nesse caso, vai precisar ter todas as suas notas em um único caderno.

E você? Já começou a usar as o passo a passo que está rolando aqui no blog no seu Evernote? Me conta nos comentários como está sendo sua experiência!

Semana que vem tem mais passo a passo do Evernote por aqui.

Abraços e até semana que vem 😉

Evernote #3 – Cadernos e Pilhas

Continuando nossa série de postagens sobre o Evernote, hoje vamos falar sobre CADERNOS e PILHAS.

Se você está chegando agora por aqui, saiba que este post é parte de uma série de postagens sobre como utilizar o Evernote! Comece por aqui.

E o que são cadernos?

Cadernos são coleções de NOTAS. Cada nota criada, vai ser armazenada em um caderno. Pegando o gancho da analogia que fiz pra vocês no último post, quando falei sobre as notas, aqui, cadernos podem ser entendidos como “pastas”. Por padrão, cada vez que uma nota nova é criada o Evernote salva no caderno que veio com a sua nova conta. A partir daí, você pode criar seus próprios cadernos para salvar e organizar suas notas.

E quanto às pilhas?

Se para facilitar sua transição de organização digital para o Evernote nós associamos CADERNOS com PASTAS, as PILHAS seriam pastas dentro de pastas. Quando estamos organizando nossos arquivos no computador, nós podemos criar uma pasta chamada PESSOAL e dentro dela outra pasta chamada FOTOS, por exemplo. No Evernote, vamos criar um caderno chamado PESSOAL, outro chamado FOTOS e empilhar esses cadernos, para que um fique dentro do outro.

Mas fique atento: não é possível ter pilhas dentro de pilhas. Você só poderá colocar aninhar 1 nível de cadernos dentro de uma pilha.

Ah, Mila, mas isso não é ruim para organizar minhas informações? No computador eu tenho uma pasta chamada PESSOAL, e dentro dela uma pasta chamada FOTOS, e dentro dela uma pasta chamada CHURRASCO NA PRAIA e por aí vai. Não vou poder levar esse mesmo sistema de organização para o Evernote?

Para responder isso, vou deixar o passo a passo do Evernote de lado um pouquinho e falar sobre um conceito de organização. Para a organização ser eficiente, ela precisa ser SIMPLES e INTUITIVA. Você precisa achar o que você procura facilmente. Infinitas pastas dentro de outras pastas acabam se tornando uma categorização desnecessária que parece que vai ajudar mas, no fundo – acredite na personal organizer que vos escreve – acaba atrapalhando.

Nesse ponto, o conceito de taxonomia vai ser de grande ajuda para se organizar dentro Evernote. Clique aqui para ler o post específico sobre esse conceito.

Então, para resumir, tente focar em uma organização simples usando somente os cadernos e pilhas que sejam realmente necessários para categorizar suas informações, ok?

Mas, se você perceber que um determinado tipo de categoria está precisando de mais níveis hierárquicos de organização, ou seja, se você perceber que precisa levar aquele sistema de pastas dentro de pastas do seu computador para o Evernote, existe outra opção de organização além dos cadernos: as ETIQUETAS.

Volte semana que vem, porque nós vamos falar exatamente sobre elas!

Abraços e até semana que vem 😉

Evernote #2 – Notas e WebClipper

Prontos para aprender um pouco mais sobre o Evernote e organizar de uma vez por todas sua vida digital? Hoje, vamos continuar nossa série sobre organização digital falando sobre NOTAS.

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Mas, o que são notas?

No Evernote, uma NOTA é qualquer pedaço de informação que você queria salvar para consultar mais tarde. Você pode manter praticamente qualquer tipo de conteúdo em uma nota, como:

  • digitar um texto, contando com várias opções para personalizar o layout e estilo do texto
  • gravar um áudio através do próprio Evernote
  • anexar fotos e arquivos de praticamente qualquer outro programa
  • digitalizar contratos, documentos ou anotações feitas em papel
  • fazer anotações dentro de arquivos pdfs
  • salvar páginas da web que sejam relevantes para você, através do WebClipper

O Evernote é bastante simples de usar e bem intuitivo mas, para a maioria das pessoas que está começando a usar essa ferramenta, as nomenclaturas acabam sendo a parte mais complicada de se habituar. Então, vamos fazer uma analogia.

Quem nunca usou o Evernote está acostumado a criar uma pasta no computador e adicionar dentro dela vários tipos de arquivo como .pdf, .jpg, .doc e por aí vai. No Evernote, cada NOTA é um editor de texto, onde você pode escrever o que quiser e também anexar arquivos. Já as pastas do computador seriam similares aos cadernos e etiquetas – que nós vamos abordar mais para a frente.

Captou a ideia?

Como editor de texto, cada nota conta com recursos bem bacanas como inserir tabelas, caixas de seleção, marcadores e listas numeradas. Você também pode compartilhar sua nota com outros usuários Evernote, usar um modelo como base para te auxiliar ou criar um a partir de uma nota sua, adicionar um lembrete ou fazer uma apresentação.

Ah, e você pode criar uma nota a partir de qualquer dispositivo, tanto do computador, quanto do celular ou tablet.

Em resumo, em uma nota você pode salvar qualquer tipo de informação e misturar texto, áudio, imagens e anexos, de forma que você tenha o mais completo e organizado registro de tudo o que precisa salvar.

Capturando páginas da Web com o WebClipper

O WebClipper é um recurso muito legal que te permite capturar páginas da web no computador e salvar no Evernote. Sabe quando você está lendo um artigo bem interessante ou encontrou uma coisa que está procurando há tempos e gostaria de salvar essa página, com o link de referência?

É isso que o WebClipper faz.

E ele faz isso se comunicando completamente com o Evernote, permitindo que você salve a página em uma nota e abrindo uma janelinha com todas as opções para que você escolha onde ela será organizada na hora, como na imagem abaixo.

Se você já aproveitou o post da semana passada para se cadastrar no Evernote, crie uma nota nova e explore cada botãozinho e cada opção disponível nela, tanto no computador quanto no celular ou tablet.

Você vai perceber que os recursos são um pouco diferentes em cada dispositivo, exatamente para poder se adequar melhor ao que você pode fazer usando cada um deles.

Descubra cada recurso da nota sem medo de ser feliz! Você vai perceber que elas são bem intuitivas e simples de mexer.

Semana que vem vamos partir para a organização das suas notas no Evernote, começando pelos CADERNOS e PILHAS.

Abraços e até semana que vem 😉

Evernote #1 – Como escolher seu plano

Semana passada nós começamos essa série de posts sobre organização digital usando o Evernote e, hoje, como prometido, vou contar pra vocês qual a diferença entre cada plano disponível para que você faça a melhor escolha.

Se você está chegando agora por aqui, saiba que este post é parte de uma série de postagens sobre como utilizar o Evernote! Comece por aqui.

Os planos disponíveis atualmente são o plano Basic – que é a opção gratuita – o plano Premium e o plano Business.

Para deixar as opções e recursos de cada um dos 3 planos vou começar te mostrando o que há em comum entre eles. Em qualquer um dos planos Evernote você poderá:

  • anexar até 60mb/mês de informação em suas notas em forma de imagens, pdfs e arquivos;
  • sincronizar sua conta em 2 dispositivos diferentes;
  • Capturar páginas da internet – através do WebClipper, que veremos mais para frente – e inserir imagens e pdfs em suas notas ;
  • usar os recursos de pesquisa para encontrar textos até dentro de imagens;
  • compartilhar notas com outros usuários do Evernote;
  • usar uma senha para acessar o Evernote em seus dispositivos;
  • receber suporte através da comunidade Evernote;
  • Configurar sua conta para ter acesso às suas notas mesmo se estiver offline a partir do aplicativo da área de trabalho no computador.

Beleza Mila, mas e se eu quiser digitalizar toda a minha papelada conforme a demanda e anexar essas imagens digitalizadas no Evernote for usar mais que os 60mb de espaço disponíveis no mês?

Vá para o plano Premium. Nele, o limite para fazer upload de anexos é de 10gb/mês.

Legal! E se eu quiser acessar o Evernote no meu notebook, no meu celular, no tablet e no computador do meu trabalho também? Serão 4 dispositivos precisando ser sincronizados ao invés de 2!

Poder capturar suas ideias e acessar seus arquivos de qualquer lugar ajuda demais a manter a organização da sua vida digital. Tanto nos planos Premium ou Business você poderá sincronizar quantos dispositivos quiser.

E seu eu tiver algum problema? Dá pra conversar com o suporte por chat?

Sim! Mas só nos planos Premium e Business, ok?

E quanto aos cadernos offline? Se eu estiver viajando e precisar acessar os documentos que eu digitalizei e coloquei no Evernote e não tiver internet, eu consigo acessar em todos os dispositivos?

No plano Basic você só tem acesso offline no computador. Se precisar acessar seus arquivos offline no celular ou qualquer outro dispositivo, só será possível nos planos Premium e Business.

Ah, entendi. Mila, é verdade que o Evernote também tem todos os recursos listados aqui embaixo:

  • enviar emails direto para o Evernote;
  • pesquisar por textos e encontrar até dentro de pdfs e documentos do office que eu anexei;
  • fazer anotações dentro de pdfs;
  • fazer apresentações das minhas notas, como no Powerpoint;
  • e ainda contar com um recurso que reconhece as informações de contato em um cartão de visitas e salva essas informações?

Sim, é verdade! Mas esses 5 recursos listados acima só estão disponíveis nos planos Premium e Business.

Ok, Mila. Para praticamente todas as questões acima você respondeu que os demais recursos estão disponíveis nos planos Premium e Business. Além de maior upload mensal, qual a vantagem do plano Business, então?

Boa pergunta!

O plano Business é principalmente pensado para equipes que vão colaborar internamente usando o Evernote. Por isso, ele tem recursos para simplificar e agilizar o processo de trabalho com várias pessoas acessando, criando e editando os mesmos cadernos e notas.

Nosso foco aqui é utilizar o Evernote para organização digital pessoal. Para esse fim, os 10gb de upload mensais disponíveis no plano Premium são suficientes para que você tire o melhor proveito da ferramenta. Aliás, esse é o plano que eu uso até hoje.

Conseguiu compreender as semelhanças e diferenças entre os planos? Então, antes de terminarmos esse post, vou deixar uma informação importante: os planos Premium e Business são pagos. Como os valores são sempre sujeitos a reajustes, clique no link abaixo e veja os últimos valores dos planos, diretamente no site do Evernote.

https://evernote.grsm.io/ebcc-Milabueno

Agora, você sabe o que são Notas e como usa-las?

Semana que vem vamos falar sobre elas!

Abraços e até semana que vem 😉

Aprenda a usar o Evernote

Hoje nós vamos começar uma série de postagens aqui no blog sobre organização digital, usando o aplicativo Evernote. Serão diversas postagens com tudo o que você precisa saber para começar a usar essa ferramenta de forma simples e objetiva.

Se você já se cadastrou no Evernote mas ainda não descobriu como usa-lo, essa série é para você! Se ainda não se cadastrou mas já ouviu falar no Evernote e quer trazer definitivamente mais organização para sua vida digital usando o programa do elefantinho verde, cadastre-se através do link abaixo e vamos começar juntos, através dessa série, a descobrir como o Evernote é uma ferramenta fantástica para a organização digital.

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O Evernote já foi citado aqui no blog diversas vezes, basicamente todas as vezes que eu escrevo para vocês sobre organização digital. Já contei pra vocês sobre a importância de usar uma categorização na hora de se organizar, chamada taxonomia, neste post aqui, e também usei o Evernote como referência para a digitalização e armazenamento de toda a papelada, neste post aqui.

E isso só acontece porque o Evernote é o meu aliado na organização digital desde 2011 e eu sou apaixonada por ele desde então. 

Mas vamos começar essa série logo pra que você já dê o primeiro passo e comece a usar o Evernote agora mesmo.

Cadastre-se

Neste post aqui, eu contei pra vocês – dentre outras coisas – que o Evernote é um programa, uma nuvem, um bloco de notas e um aplicativo. Sim, ele se comporta como tudo isso.

Então, na hora de se cadastrar, você pode fazer isso tanto pelo celular quanto pelo computador e criar sua conta gratuitamente para começar a usar. Quando você fizer login em qualquer outra plataforma, ele vai sincronizar com o local onde você fez as últimas alterações e te permitir acessar tudo o que você já fez.

Então, sem perda de tempo, esteja você usando o computador ou o celular, clique no link abaixo e crie uma conta básica.

https://evernote.grsm.io/ebcc-Milabueno

Dica da Mila

Cadastre-se inicialmente na versão gratuita, a versão Basic. Semana que vem vou contar pra vocês qual a diferença entre cada plano disponível atualmente no Evernote, para que saiba escolher se a versão gratuita te atende bem ou se precisa fazer um upgrade, levando em consideração o que cada plano oferece e as suas necessidades de utilização.

Abraços e até semana que vem 😉

Minha segunda gestação

Oi gente!

Hoje é dia de papo, dia de contar novidades.

Quem me acompanha nas redes sociais já sabe, mas ainda não tinha falado nada aqui no blog sobre a nova etapa que está começando para nós aqui em casa.

Nossa família vai aumentar novamente!

Mais um bebê está a caminho, mais uma menina e estamos muito felizes com a novidade.

Então hoje, como já estou na metade da gravidez, quero contar para vocês como tem sido até agora. Vamos nessa?

Para começar, muitas coisas estão sendo diferentes da minha primeira gestação. No post Gravidez, parto e amamentação, eu contei para vocês que tive hiperemese gravítica – se não sabe do que eu estou falando, pause a leitura, vá ler esse post primeiro e depois volte – e que passei bem mal a gestação toda.

Dessa vez foi diferente. Diferente, não mais fácil. Tive enjoos constantes que duraram até as 16 semanas de gestação. Foram mais de 100 dias vomitando diariamente o que me fez ter um certo medo de ter a hiperemese novamente, já que agora tenho uma filha pequena dependendo dos meus cuidados e não iria ser nada confortável fazer isso passando mal. Mas, felizmente, os enjoos passaram e comecei o 2º trimestre bastante disposta, mais que na gestação inteira da Luna, graças aos céus!

Outra coisa que está sendo bem diferente é meu acompanhamento médico. Quando descobri que estava grávida, eu estava sem convênio médico, então, mesmo com um certo medo – que depois descobri ser apenas um preconceito bobo – começamos o acompanhamento pré natal pelo SUS aqui de São Paulo.

E querem saber de uma coisa?

Gostei e muito do atendimento que estou recebendo.

Além de estar sendo muito bem cuidada pelos profissionais que estão lidando comigo, tenho acesso a todas as vitaminas e eventuais medicamentos que precise tomar gratuitamente, além de ter acesso à farmácia, consultas, exames e vacinas, tudo no mesmo lugar, na UBS onde faço meu acompanhamento. Muito mais prático do que aquele ciclo ao qual estava acostumada de ir-á-consulta-pegar-guia-de-exames-ir-ao-laboratório-fazer-exames-retirar-resultados-de-exames-ir-à-farmácia-comprar-vitaminas-voltar-na-consulta…ufa!

E, claro, não poderia deixar de falar um pouquinho sobre como vai ser a organização do cantinho da bebê aqui na casa da personal organizer minimalista que vos escreve. Quando fizemos o enxoval da Luna, procuramos fazer algo bem enxuto, focado apenas no que nós realmente fazíamos questão aqui em casa, mesmo antes de conhecer o conceito de minimalismo. Mas não dá pra negar que, depois do primeiro filho, a gente aprende muito, principalmente sobre o que funciona para nós, para a nossa rotina, nossa família e que melhor atente aos nossos gostos e necessidades.

Sendo assim, para esse enxoval, comecei fazendo uma lista do que funcionou na gestação da Luna e quero reproduzir nessa gestação e de tudo o que vamos precisar comprar.

Vocês querem que eu escreva mais sobre a minha segunda gestação e a organização do cantinho minimalista do nosso novo bebê? Deixa aqui nos comentários!

Abraços e até semana que vem 😘

9 dicas práticas para ter mais praticidade no dia a dia

E aí, pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Hoje eu trouxe um post em formato de checklist para vocês. São 9 dicas simples que vão te mostrar como a forma como as coisas são feitas podem fazer toda a diferença na produtividade do seu dia a dia.

Essas dicas são baseadas em coisas que eu incorporei na rotina aqui de casa e que funcionaram muito bem para ajudar a gastar menos tempo com tarefas e liberar mais tempo para o que realmente importa.

É comum demais pra mim receber perguntas sobre como ter mais praticidade da hora de organizar. Pessoas dizendo que tem pouco tempo disponível, uma rotina corrida ou ainda horários totalmente flexíveis e nenhuma rotina mas que, como todos nós, querem manter a casa em ordem sem parar de dedicar o pouco tempo livre que tem para o que é importante para elas.

Então, se você se enquadra em algum dos perfis que eu citei e quer facilitar sua rotina de cuidados com a casa, as 9 dicas listadas abaixo são para você.

Então, confira as dicas abaixo e volta aqui no blog pra consultar elas de novo sempre que achar necessário.

9 dicas para te fazer ganhar mais tempo de forma natural no dia a dia

  1. Quando você tomar um copo de água, de café, de chá ou suco, passe uma água no copo na hora que terminar sua bebida e já coloque no escorredor. O mesmo serve para a colher que mexeu essas bebidas. Você vai ter menos louça pra lavar depois;
  2. Preparou uma refeição deliciosa que resolveu “agarrar” no fundo da panela, do refratário ou do prato? Coloque água nessa panela/refratário/prato assim que acabar de comer. Você não vai precisar dedicar tempo para o esfrega-esfrega quando for lavar essa louça;
  3. Está tomando um café enquanto mexe no computador e vai levantar para ir pegar uma água? Leve o copo de café com junto com você na hora de sair do cômodo. Esse hábito simples de sempre levar alguma coisa junto com você quando se desloca pela casa vai diminuir consideravelmente a quantidade de objetos fora do lugar no final do dia;
  4. Acordou pela manhã e fez seu pipi? Passe a escovinha no vaso sanitário logo depois de dar a descarga. Você pode usar um daquelas suportes para a escovinha do vaso sanitário e encher ela de desinfetante. Com a escovinha sempre mergulhada em desinfetante, esse hábito de escovar o vaso logo depois de usá-lo pela manhã vai deixar seu banheiro limpo e cheiroso por mais tempo;
  5. Chegou da rua? Tire os sapatos antes de entrar em casa. Você vai precisar varrer sua casa com menos freqüência porque a maior parte da sujeira não vai entrar em casa;
  6. Usou o último pacote de macarrão, a última caixa de leite, ou comeu a última bolacha do pacote? Anote que acabou. Assim, você vai começar a criar uma lista de mercado de forma natural que vai ser bem mais efetiva;
  7. Lavou e estendeu as roupas e elas já secaram? Só tire do varal na hora de dobrar e guardar. Você vai perceber que muitas roupas não precisarão ser passadas e vai ter um volume bem menor de peças da próxima vez que for passar. Inclusive, aqui em casa, eu sigo isso e não passo mais roupas;
  8. Você tem um carregador de celular portátil? Coloque-o na tomada assim que chegar em casa. Fazendo isso você vai garantir que ele sempre vai estar carregado quando você precisar sair;
  9. E por último – porque esse causa estranheza – esvazie sua bolsa ao chegar em casa. Tire tudo o que tem nela e veja o que realmente precisa ser colocado de volta para o dia seguinte. Você vai evitar deixar o guarda chuvas molhado, o pacote de bolachas aberto ou a coisinha que você comprou no caminho para casa esquecidos dentro da bolsa.

Essas dicas servem para te trazer mais tranquilidade e te ajudar a economizar tempo.
Se você criar o hábito de fazer isso todos os dias, no dia em que se esquecer, vai ser só por 1 dia. Vai ter só um dia de sujeira ou coisas fora do lugar. Só 1, sem acúmulo, sem excesso de coisas pra fazer.

Abraços e até semana que vem 😘

“Sou minimalista. Como convencer as pessoas ao meu redor a se desfazer das suas tralhas?”

Ultimamente tenho percebido uma dúvida constante entre as pessoas que seguem o estilo de vida minimalista: Como convencer a pessoa que mora comigo a se desfazer das tralhas que ela acumula?

É, acho que essa é a batalha travada por todos que começam a seguir o estilo de vida minimalista e acredito que por todas as pessoas que decidem fazer diferente, que escolhem hábitos alternativos ao senso comum, seja em qual área da vida for.

Esse texto está sendo escrito pra te ajudar a lidar com esse problema de forma positiva e leve, digamos, de forma minimalista!

Hoje, eu entendo o minimalismo como a forma mais certa de se levar a vida.

Para mim.

Para minha família.

Ponto.

Não sei se já contei pra vocês aqui no blog mas eu já fui bastante consumista. Então, acho que, como alguém que já viveu os dois extremos – consumismo e minimalismo – posso declarar que, minimalismo não é o contrário de consumismo.

Não.

Dizer isso seria desmerecer demais o conceito do minimalismo que é tão mais profundo e abrangente. Não, não se trata apenas de bens materiais. Abrange o mental e o emocional muito mais que o material. Aliás, o minimalismo começa na mente.

Então, como você vai persuadir alguém a se desfazer das coisas? Simples, não vai.

Eu sei, não era essa a resposta que você esperava. Mas essa é a verdade. O minimalismo é o foco no que é importante para cada um de nós, como indivíduos únicos e singulares, eliminando todos os excessos, as sobras, as atividades e tarefas que ofuscam nossa atenção daquilo que realmente nos faz feliz e realizados. Isso faz com que nós, que seguimos o estilo de vida minimalista, tenhamos menos coisas. Assim como menos tarefas. Assim como menos preocupações. Assim como menos relacionamentos rasos. E por aí vai, porque, no final das contas, é surpreendente a quantidade de coisas que só estavam na nossa vida “porque sim”.

Mas calma que eu não vou te deixar desamparado e sem resposta.

Meu conselho para você, como alguém que conviveu bastante com pessoas não-minimalistas quando se trata de excesso de bens materiais, é o seguinte: compreenda que, assim como hoje você acredita piamente que o modo de vida minimalista é a melhor coisa que existe no universo por causa de todos os benefícios que ele te traz, as outras pessoas podem acreditar no que acreditam exatamente pelo mesmo motivo.

De alguma forma, em algum momento, fez muito sentido para elas ter todas as coisas que tem. Por algum motivo, muitas vezes emocional, as pessoas não conseguem desapegar. Seja pelo período histórico em que viveram, pela família em que foram educados ou pela quantidade de dinheiro que possuíam na juventude ou ainda a combinação de todos esses fatores. Algumas pessoas acreditam piamente que não faz sentido se desfazer de nada.

E sabe como você pode ajuda-las? Permitindo que os benefícios do minimalismo na sua vida falem mais alto que suas palavras pedindo para que essa pessoa “peloamordedeus, jogue fora toda essa tralha”. Focando seus esforços no que é importante: alcançar uma vida mais significativa aplicando os conceitos do minimalismo na sua própria vida.

Pequeno lembrete pra você: nenhum destralhe vale a pena se custar o bom relacionamento com a sua família.

Pra mim, isso entra na primeira posição da categoria “importância”.

E se você quer uma ajuda específica para a arte do desapego, tem material gratuito desenvolvido com muito cuidado por mim aqui na área de DOWNLOADS do site. Vai lá conferir!

Processo de descarte inteligente: conheça meu método

Hoje vamos falar de organização misturada com minimalismo. Hoje vamos falar um pouco mais sobre como identificar o que já não faz mais parte da sua vida e se desfazer dessas coisas. Vamos falar sobre o processo de descarte e eu vou te apresentar o meu método pra fazer isso.

Já falei sobre o processo de descarte aqui no blog uma vez e esse texto aqui é para aprofundar esse primeiro. Clique aqui se você ainda não leu!

Eu sei que quando eu falo em descarte você dá uma remexida de desconforto aí na cadeira. “Me desfazer das coisas que eu gosto? Sem chance!” Por isso, vou começar te contando que, embora isso seja a primeira coisa que passe pela nossa cabeça, esse pensamento está equivocado.

Bom, o conceito de se desfazer dos excessos e focar no que é importante você já está cansado de ver por aqui quando eu falo em minimalismo, em hábitos de compra e até mesmo, em descarte. Já te mostrei os porquês e os benefícios de se desfazer do que não pertence mais à sua vida então, hoje, quero mostrar o método para fazer isso, o passo a passo.

Você sabe que precisa se desfazer de algumas coisas, mas, como fazer isso sem sofrer?

Existe um método para fazer o descarte e eu não só estou escrevendo sobre ele como também aplico tanto quando atendo meus clientes quanto quando organizo a minha própria casa.

Vou te contar, mas com uma condição: que, depois de você aplicar esse método você me conte como foi pra você, tudo bem?

Vamos lá!

Método de descarte

1 ➤ Comece escolhendo uma única categoria de itens

Como assim, Mila? Vou explicar.

A maioria de nós inclui o descarte no processo de organizar pensando no cômodo ao invés de pensar no grupo de itens.

“Vou arrumar meu quarto e já vejo se tem alguma coisa pra doar ou jogar fora.”

É isso que a gente costuma dizer, certo?

Errado!

Ao invés de pensar no quarto ou banheiro ou cozinha, pense na categoria de itens.

“Vou arrumar meus livros/sapatos/material escolar/cosméticos/etc e então verificar o que precisa ser doado ou jogado fora.”

2 ➤ Tire tudo que pertence a mesma categoria do lugar e agrupe sobre uma superfície

Na cama, na mesa, na escrivaninha, no chão…libere uma superfície e coloque todos os livros ou sapatos ou cosméticos ou material escolar sobre ela e comece a perceber quantos itens repetidos você tem.

Verifique a data de validade e o quanto você usou cada um deles no último ano.

Compare os itens que são iguais: quantas dessas coisas servem exatamente ao mesmo propósito e estão duplicadas quando, na verdade, você só precisa de um? Agora que tudo o que tem na casa que pertence à mesma família de itens está aqui, na sua frente, dá pra ter noção da quantidade e da usabilidade de cada coisa.

Não se surpreenda se você perceber que estava doida pra comprar um pincel de blush novo e acabou de encontrar um, que estava guardado com aquele kit maravilhoso que você comprou e guardou numa caixa dentro de outra caixa no fundo do guarda roupas e esqueceu que existia!

3 ➤ Pegue 1 saco para doação e 1 para lixo

Jogue fora embalagens que ocupam muito espaço, coisas vencidas, coisas em mau estado. Doe itens repetidos sem necessidade de existir, livros que você nunca leu e nem vai ler, sapatos que te apertam ou machucam, canetas que não escrevem.

De novo, tendo a certeza que está tudo ali na sua frente e nada está guardado ou escondido, você fica mais segura pra descartar porque tem clareza do que você possui.

4 ➤ O que fazer com o que está em excelente estado e eu estou tentada a manter porque paguei caro ou porque é lindo, embora eu não use?

Venda! Pegue mais um saco ou caixa e separe as coisas que serão vendidas. Anuncie em sites de compra e venda. Eu faço isso com frequência e já transformei muito item que estava esquecido no guarda roupas em dinheiro pra comprar coisas que são lembradas o tempo todo!

Mas, e as roupas? Pode usar o mesmo método de 4 passos? Sim, mas ATENÇÃO! Roupas são uma categoria com diversas sub-categorias dentro delas. Pegue todas as meias que estiverem espalhadas pelo quarto e aplique o método. Depois, todas as saias, todas as calças, todas as camisas, todas as camisetas e por aí vai. Seja ainda mais específico: Agrupe todas as camisetas pretas de manga curta, depois todas as calças jeans…captou a ideia?

Isso vai despertar percepções do tipo:

“Nossa, eu tenho 10 camisetas pretas de manga curta e só uso essa que já está com marcas de desodorante!”

“Uau, olha quantas camisas eu tenho! E eu gosto mais de usar camisetas. Será que se eu eliminar algumas dessas peças que eu não uso tanto posso abrir espaço para as que eu gosto de usar mais?”

Fazer um processo de descarte inteligente traz o melhor de todos os resultados, na minha opinião: a satisfação de visualizar a quantidade de coisas ótimas que você já tem. Ao agrupar as coisas por categoria e simplesmente olhar pra elas, você faz escolhas conscientes sobre o que vai e o que fica, tendo a certeza de que o que vai realmente precisa ir e o que fica entra na maravilhosa categoria “coisas de que eu mais gosto e mais uso”. Isso tem impacto direto nos seus hábitos de compra e não sou só eu que estou dizendo, já ouvi esse comentário das minhas clientes depois de aplicarmos esse método de descarte na casa delas!

Agora, estou ansiosa pra saber como esse método vai funcionar pra vocês!

Me contem nos comentários?