Sobre cachorras e sonecas

Observar minhas cachorras dormindo me traz uma paz automática, do tipo que não exige que eu me coloque conscientemente em um estado de calma para me livrar do estresse, simplesmente acontece.

Tenho duas Shih Tzu, Pepa e Nina, que depois de 10 anos de vida, ainda dormem como quando eram filhotes, ás vezes em posições engraçadas que me fazem pensar que resultariam uma bela dor nas costas se elas fossem humanas.

Quando meu marido e eu decidimos ter cachorro em casa, nós tínhamos uma premissa em mente: que fossem duas. Na época, nós morávamos em uma kitnet no centro de São Paulo e a gente sabia que um cachorro só iria se sentir solitário no apartamento durante o dia enquanto nós dois  estávamos no trabalho. 

Então, pegamos duas, irmãs, da mesma ninhada.

E como um bom casal que estava começando a aumentar a família pelos animais de estimação, nos tornamos pais de cachorro. E como bons pais de cachorro, gastávamos quase todo o nosso salário com petiscos, brinquedinhos, acessórios para alimentação, tapetinhos e caminhas, dentre outros cacarecos.

Quanto a hora do sono, elas tiveram coisas das mais variadas. Tapetinhos com desenhos temáticos, maleta de transporte toda almofadada por dentro e por fora que deveria servir como casinha também e camas para cachorro, propriamente ditas.

O mais interessante é que elas nunca se importaram com nada disso.

Os tapetinhos acabavam virando banheiro e porta-vômitos com o tempo, as maletas de transporte foram o símbolo mais volumoso de dinheiro desperdiçado que já tivemos, e as camas nunca eram usadas para dormir, apenas para o mesmo propósito dos tapetinhos.

E isso me faz lembrar que, quando nós pegamos nossas cachorrinhas, minha sogra, que também era mãe de cachorro, nos garantiu que os cachorros não costumam fazer suas necessidades perto de onde dormem. Me faz rir até hoje a audácia das nossas cachorrinhas em contrariar os costumes da própria espécie, considerando que minha sogra estivesse certa quanto a isso, claro.

Nossas peludinhas sempre gostaram de dormir no sofá, na nossa cama, em cima dos nossos sapatos ou das roupas que acabavam ficando pelo chão no final do dia. Mas o lugar favorito para dormir, sem dúvida sempre foi onde estivesse atrapalhando mais. Até hoje, se eu estiver dobrando as roupas na cama, elas querem deitar em cima das roupas. Se estivermos com a mala aberta no chão, nos preparando para uma viagem, elas escolhem tirar uma soneca ali, dentro da mala. Essa maneira delas de escolher locais para dormir criou uma piada interna entre meu marido e eu. Sempre que a gente flagra elas nesses lugares inusitados, dizemos que se não estiver atrapalhando o suficiente, não está bom o suficiente.

Agora, aqui no sofá, escrevendo esse texto e observando minhas cachorrinhas dormirem, uma no tapete da sala e a outra nos bichinhos de pelúcia das crianças, eu senti novamente essa paz automática e comecei a pensar sobre a simplicidade que sempre existiu nelas.

Elas nunca precisaram das coisas para uma boa soneca. Tapetinhos, acessórios, camas, nada disso tinha valor para elas. Seus lugares favoritos para cochilar sempre foram aqueles que estivessem mais perto de algum membro da família. E, caso não tivesse ninguém em casa, em contato com o cheiro de algum membro da nossa matilha.

Hoje, com a chegada das crianças, ainda me surpreendo ao ver as cachorras deitadas no travesseiro das meninas, nas roupas que elas deixaram pelo chão, nos brinquedos delas.

É lindo de se ver como elas receberam as irmãs mais velhas com carinho e com se sentem tão confortáveis em contato com o cheirinho delas quanto com o meu e do meu marido.

E é inspirador perceber que, assim como as cachorras, a gente não precisa de coisas para nos sentirmos bem, nos sentirmos seguros, nos sentirmos confortáveis o suficiente para fazer aquilo que nos coloca na posição mais vulnerável possível: dormir. Precisamos apenas estar, de alguma forma, perto de quem amamos e simplesmente satisfeitos com o fato de sermos quem somos, humanos.

Uma carta de gratidão a minha jornada

Cada pessoa desse mundo é única, com histórias únicas e sonhos também únicos – e individuais.

Eu aceito e agradeço a minha individualidade, minha história e meus sonhos.

Eles são meus, refletem quem eu sou e aquilo que quero realizar durante a vida. Meus sonhos não são uma porta para a felicidade, muito menos minha única forma de ser feliz.

Quero alcançar meus objetivos mais audaciosos não por enxergar neles minha chance de ser feliz, mas sim, por compreender que o universo é abundante e que todas as experiências que naturalmente se destacam pra mim e brilham aos meus olhos causando um forte desejo no coração estão disponíveis para complementar minha felicidade atual.

Minha felicidade mora na compreensão da diferença entre precisar e desejar.

Na aceitação de que tudo o que eu preciso, eu já tenho e que aquilo que eu tenho é o suficiente para me fazer feliz hoje.

Na gratidão que nasce da lembrança de que um dia, eu vivi de forma diferente, desejando ter e experimentar algo no futuro que, hoje, são aspectos são parte da minha rotina.

Minha felicidade existe no entendimento e aceitação de uma das verdades mais evitadas pela humanidade: os problemas e dificuldades estão intimamente atrelados as alegrias e realizações da vida. Não dá pra ter um sem ter o outro – e não existem motivos plausíveis para tentar desatrelar essa conexão, afinal, tudo tem mais sabor quando foi conquistado ao invés de dado de bandeja.

Minha felicidade é um estado de espírito. Prova disso é a quantidade de vezes que eu já me emocionei assistindo a um filme ou documentário que retratava a história de pessoas que viveram situações de sofrimento extremas e se mostraram resilientes e em paz, mesmo estando no olho do furacão.

Em contrapartida, também já acompanhei histórias de pessoas que aparentemente tinham tudo para viver em estado de gratidão e, mesmo assim, estavam vivendo uma depressão profunda.

O que vale ser destacado aqui é que nem o estado de paz nem o depressivo são como são 100% do tempo. A resiliência se baseia em viver o momento atual, como ele é, não como gostaríamos que fosse, e entender que, independente do que esteja acontecendo fora de você, “isso também vai passar”.

Existe uma grande solidão no fato de cada ser humano ser único, afinal, ninguém jamais vai conhecer na íntegra todas as nuances que constituem as outras pessoas. Julgar a atitude de outra pessoa, então, é uma atividade completamente improdutiva, ainda que de vez em quando, seja involuntária.

Eu quero desfrutar de tudo o que brilha aos meus olhos e toca meu coração e ainda não faz parte da minha vida e sei que a possibilidade de fazer isso já está a caminho.

Mas, eu quero manter viva na mente a ideia de que não preciso que nada mude no mundo que existe fora de mim para ser feliz. 

Se a felicidade não é uma realidade, o mundo interior é que precisa de manutenção.

Para ser feliz, eu preciso apenas viver o momento presente, ao invés de divagar no passado ou no futuro ou desperdiçar energia com comparações.

Afinal, cada pessoa desse mundo é única, com histórias únicas e sonhos também únicos – e individuais.

Eu aceito e agradeço a minha individualidade, a história que eu vivi e que moldou quem eu sou hoje e os sonhos que brilham aos meus olhos, porque cada uma dessas características são só minhas e de mais ninguém.

Uma reflexão sobre o dia internacional da mulher

No escritório onde eu trabalhava nós costumávamos ter a “hora do café”, um momento do dia onde todos os funcionários davam uma pausa no trabalho e se dirigiam à cozinha do escritório por cerca de 20 minutinhos para relaxar e conversar enquanto tomavam um cafezinho.

Em uma dessas conversas, o pessoal da minha rodinha começou a falar sobre qual seria a melhor escolha para as gestantes depois do nascimento dos bebês: continuar trabalhando ou não.

E aí eu ouvi um colega de trabalho, homem, dizer algo do tipo:

“Você tá pensando em parar de trabalhar depois de ter filhos? Mas e toda aquela mulherada lá no passado que queimou sutiã pelo direito de trabalhar fora? Cê num acha que tá desrespeitando a luta das mulheres, não?”

Na época, a Mila jovem e insegura que não tinha muita convicção do que acreditava, acabou fugindo da conversa porque realmente considerou essa hipótese como verdadeira.

Será que eu estava sendo anti-feminista? Será que eu estava invalidando a luta das mulheres por direitos iguais? Será que eu estava mesmo errada em considerar a ideia de parar de trabalhar fora depois de ter filhos?

Hoje, cerca de 10 anos depois desse “papo com café” eu aprendi que nenhuma mulher queimou sutiã pelo direito de trabalhar.

A história de queimar sutiã, na verdade, nunca aconteceu, já que nenhum sutiã foi queimado como forma de protesto feminista. Na verdade, o que houve foi uma manifestação das ativistas do Women’s Liberation Movement durante o concurso Miss America de 1968, onde objetos como sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, maquiagens, revistas femininas, cintas, sprays de cabelo e outros itens ligados à beleza feminina foram colocados no chão e no lixo, com o objetivo de denunciar e acabar com a exploração comercial da aparência feminina.

A luta feminina sempre foi por igualdade de oportunidades e direitos, e isso vai muito além do mercado de trabalho.

A luta sempre foi pelo direito de tomar as próprias decisões de vida. De escolher que caminhos são mais adequados para si segundo seus próprios objetivos e expectativas, seus gostos e personalidade.

A luta é por poder escolher, ao invés de ter toda a sua vida escolhida por você e atrelada a sua aparência, a um casamento e a maternidade.

É muito mais gratificante se casar e se tornar mãe porque você quer isso para a sua vida, não porque é o único destino possível para você.

É muito incrível poder dedicar seu tempo para o que te faz bem, mesmo que isso signifique que você nunca mais vai parar para passar rímel na vida.

E é uma sensação maravilhosa saber que a sociedade te aceita, te apoia e te oferece oportunidades para não se casar nem ser mãe caso isso não te faça feliz.

Hoje não é o dia de de acreditar que todas nós devemos querer a mesma coisa.

8 de março, é o dia de…

…me amar como eu espero ser amada por outras pessoas, ao invés de ser a primeira a ser ofensiva comigo mesma nos meus pensamentos;

…me aceitar como eu espero que as pessoas me aceitem, ao invés de ser a primeira a me olhar nua no espelho e só conseguir notar o que tem de errado com o meu corpo;

…me respeitar como eu espero ser respeitada, ao invés de aceitar todas as opiniões alheias como se fossem ultimatos para que eu mude meu comportamento;

…valorizar meu potencial, ao invés de me comparar com outras mulheres e me sentir sempre inferior;

…ser mais empática com os meus próprios erros e pensar neles como ferramentas de aprendizado, ao invés de ser a primeira a acreditar que eu devia ter feito melhor no passado e nunca me perdoar;

…ser mais acolhedora com meus próprios sentimentos e me permitir sentir, ao invés de evitar os sentimentos “ruins” na inocente crença de que tem como parar de sentir;

…ser feliz independente do que eu tenho ou não tenho, ao invés de ancorar minha felicidade em um objeto ou situação, afinal, tudo o que vira rotina acaba perdendo o encanto eventualmente;

…ter convicção de que preciso respeitar minhas próprias escolhas, ao invés de achar constantemente que eu deveria escolher diferente e acabar julgando as escolhas de outras mulheres inconscientemente;

…olhar para outras mulheres com o mesmo carinho, respeito e empatia que estou aprendendo a olhar para mim mesma e ser uma agente de empoderamento para todas as mulheres fod*s que cruzarem meu caminho – mesmo que elas não saibam que o são;

Feliz dia internacional da mulher!

Perdi meu Iphone e descobri uma verdade bem inconveniente

Semana passada eu passei por uma experiência que me deixou confusa e um pouco sem rumo.

Eu passei 5 anos escrevendo no blog, no Instagram e em algumas outras redes sociais, na esperança de ensinar outras pessoas sobre a importância de desapegar de coisas, relacionamentos ou qualquer outra forma de apego que exista e eu tenho feito isso por um motivo bem específico: o apego coloca o objeto de apego em um lugar de grande importância o que tira o nosso foco do que realmente importa e pode nos fazer sofrer caso esse objeto saia da nossa vida.

E, mesmo escrevendo sobre desapego, mesmo seguindo um estilo de vida minimalista e mesmo aprendendo constantemente sobre os impactos positivos de abrir mão do apego, eu me vi apegada e me vi sofrendo.

Apesar de saber ajudar os outros a desapegar, quando chegou a minha vez, eu me deparei com uma Mila vulnerável e triste por perder um objeto.

E eu senti na pele o maior dano que o apego pode causar, a raiz de tudo o que eu aprendi e tento ensinar para as pessoas.

E o que foi que aconteceu?

Meu Iphone parou de funcionar. Sim, esse foi o objeto ao qual eu tinha tanto apego e que me trouxe tanto sofrimento, o meu celular.

Por muito tempo eu usei o celular para tudo, desde produzir conteúdo para a internet até pagar minhas contas e, por ter um computador da apple também, eu tinha uma conectividade entre celular e computador que facilitava muito a minha vida.

E então, o celular quebrou de uma forma que não seria mais financeiramente viável consertar. E para completar, eu também não tinha a grana necessária para investir em um novo Iphone, afinal, o preço desse celular aqui no Brasil é absurdamente alto.

Eu teria que me contentar com um aparelho que usasse o sistema Android com melhor custo-benefício que eu conseguisse encontrar no mercado caso eu quisesse continuar tendo um aparelho celular, embora, a verdade tenha sido que o filtro usado para encontrar um celular novo foi o preço baixo mesmo.

E foi isso que me derrubou.

Parece fútil sofrer por não poder mais ter um Iphone? É, pra mim também pareceu e foi exatamente o conflito entre achar que eu estava exagerando e achar que eu tinha razão em me sentir mal que estava me fazendo sofrer.

Mas sabe o que foi mais interessante nessa experiência?

Foi perceber que desapegar de um objeto é tão difícil porque nunca é somente sobre o objeto. Existe um significado emocional por trás que conecta esse objeto há outras coisas dentro de nós.

Perder meu Iphone não significou apenas perder um celular de muita qualidade pra mim.

No dia em que meu celular parou de funcionar, eu estava na rua. Quando cheguei em casa, descobri que o controle da nossa Apple TV também não estava funcionando. No dia seguinte, meu fogão de indução também não ligava mais.

Parecem coisas chiques, né? Não sei se eu usaria a palavra “chique” mas com certeza usaria a expressão “coisas de muita qualidade”. E ainda posso completar te contando que todas essas coisas foram compradas depois de muita pesquisa e usando e abusando das BlackFridays e demais oportunidades de pagar menos.

Meu marido e eu pesquisamos, economizamos, adquirimos essas coisas e cuidávamos muito bem delas há anos exatamente porque a grana estava curta. Então, como é que a gente iria pagar pra repor tudo isso agora?

Eu me senti encurralada, como se o universo estivesse brincando com a minha sorte e tirando de mim o pouco que eu ainda tinha. E não foi a primeira vez que eu me senti assim.

Meu celular quebrou num sábado, meu fogão num domingo e durante toda a semana seguinte, eu tentei me virar nos 30 pra cozinhar pra minha família usando apenas o forninho elétrico e a fritadeira – outras aquisições que ficaram meses marinando na minha lista de compras e só foram adquiridas depois de muita pesquisa.

Já deu pra sacar que todo gasto é muito bem planejado aqui em casa porque a nossa renda se encaixa como um lego nas nossas despesas, né?

Pois é.

Na semana pós quebra do celular e fogão – eu consegui ressuscitar o controle molhado da Apple TV no arroz – cada pedacinho da minha rotina não funcionava bem porque as coisas que quebraram afetaram diretamente o meu dia a dia.

E foi nessa semana tensa que eu fui percebendo uma realidade bem feia para o jeito desapegado que eu escolhi viver: eu estava apegada aos meus objetos.

Eu, que me considerava a senhora desapego, estava sofrendo por estar apegada.

Entendeu porque eu disse que estava confusa no início desse texto?

É uma sensação muito bizarra ser confrontada com as nossas crenças inconscientes.

Mas até hoje, essa foi a única forma usada pelo universo que realmente funcionou para me ensinar alguma coisa.

Foram nos momentos em que eu me senti encurralada e sem controle algum da situação que eu mais aprendi e amadureci.

Mas não se engane: quando eu estava vivendo o momento de sofrimento, eu não conseguia enxergar uma oportunidade de crescimento. Eu só queria que tudo acabasse logo.

Era depois que acabava, depois de eu me sentir péssima e sozinha, depois de respirar bem fundo e decidir levantar do chão que esse raciocínio – que exige lógica e não emoção – ia se formando na minha cabeça e eu começava a entender a necessidade de tirar um aprendizado do que me aconteceu.

Meu celular quebrar me lembrou do que eu senti em outro momento da minha vida, um momento que me feriu mais profundamente mas também me tornou muito mais forte, e eu falei tudo sobre esse período quando ele aconteceu, começando por esse post aqui.

Esse texto pareceu um pouco intenso demais pra você? Bom, então seja bem vinda a forma como a cabeça de uma pessoa ansiosa funciona.

Você se identificou com esse texto? Então eu fico muito feliz de encontrar uma outra pessoa ansiosa do outro lado da tela e espeto que a gente possa usar essa canal aqui pra se ajudar.

Ah, e caso você esteja se perguntando se eu consegui arrumar meu fogão, não, tivemos que dar um jeito de comprar outro.

E sabe o que mais aconteceu? No final dessa mesma semana, meu marido recebeu um aumento de salário.

Que maneira interessante que o universo usa para antecipar uma coisa boa, não?

Um abraço e até semana que vem.

Mila.

Como criar suas metas SMART

Pode ser que você já tenha ouvido falar desse termo, META SMART, aplicado a empresas.

Mas, hoje eu quero te mostrar como essa forma de definição de metas pode ser aplicada de forma bem simples nas suas metas pessoais e te ajudar a alcançar seus objetivos de forma mais leve.

Então, vamos direto ao assunto?

O que é uma meta SMART?

Embora SMART signifique esperto em inglês, essa meta não se refere a uma palavra mas sim, a uma sigla.

  • S – Specific (ESPECÍFICA)
  • M – Mensurable (MENSURÁVEL)
  • A – Achievable (ATINGÍVEL)
  • R – Relevant (RELEVANTE)
  • T – Timed (TEMPORAL)

Cada um dos 5 elementos dessa sigla funcionam como condições para que você transforme seu objetivo ou sonho em algo real.

O que significa a meta SMART?

Então, vamos descobrir o que significa cada elemento da sigla SMART pra que você possa aplicar esse conceito nas suas metas pessoais.

S – Específica

Sua meta precisa ser específica, ou seja, você precisa anotar com o máximo de detalhes O QUE você quer.

Pode ser tentador anotar algo como “quero ser mais organizada” mas essa ainda é uma meta muito vaga, afinal, “ser mais organizada” abrange várias áreas da sua vida.

Ser mais organizada implica organizar sua casa, sua rotina, seus pensamentos, seu método de trabalho e por aí vai.

Então, para esse exemplo, comece definindo que parte da sua vida você gostaria de organizar.

M – Mensurável 

Uma meta mensurável é uma meta que você pode medir, ou seja, você consegue acompanhar seu progresso.

Vamos continuar na meta que usamos como exemplo: ser mais organizada.

Digamos que você tenha especificado que quer organizar sua casa.

Agora, você precisa especificar ainda mais essa meta para dividi-la em metas menores e poder medir seu avanço.

Organizar sua casa significa, em geral, organizar suas roupas, os armários do banheiro, os armários da cozinha, as roupas das crianças e a lavanderia.

Só nesse levantamento superficial nós já temos 5 partes independentes para serem organizadas.

Se você dedicar uma semana para cada parte, na primeira semana já vai ter alcançado 20% da sua meta e a cada semana que passa, vai perceber que a meta “organizar suas coisas” está se tornando realidade.

Mensurar suas metas vai te dar mais motivação para continuar.

A – Alcançável

Agora, vamos pensar no seguinte: é possível organizar as 5 partes que compõem a meta “organizar sua casa” em 5 semanas?

Pode ser que você tenha muitas roupas e pouco tempo disponível para dedicar para todo o processo de organização delas.

Nesse caso, essa meta não vai ser alcançável, afinal, você vai precisar de mais tempo.

Ou pode ser que você tenha um casamento para ir no próximo final de semana – que era o único tempo que você teria para dedicar a sua meta – e você passe uma semana sem poder organizar nada.

Mais uma vez, algo que impede sua meta de ser alcançável.

Tá conseguindo acompanhar a lógica?

R – Relevante

Esse é um ponto crucial na definição da sua meta SMART.

Por que dedicar tempo, energia e até dinheiro para a realização dessa meta?

A intensão aqui não é se desencorajar e abandonar a meta, nada disso.

A intenção é ter clareza da recompensa que você vai ganhar ao final do processo.

Se você dedicar alguns minutos para pensar no impacto positivo que a realização dessa meta vai ter na sua vida quando for concluída e anotar isso de forma simples e clara, vai ser bem mais fácil se manter firme na execução das tarefas que compõem a sua meta.

Quando a autossabotagem aparecer, você vai se lembrar dos seus motivos para alcançar essa meta e vai se sentir mais motivada a fazer o que tem que ser feito.

T – Temporal

Essa é a última fase da definição da sua meta: bater o martelo na definição do prazo.

No segundo elemento da meta, usando nosso exemplo, “organizar a casa”, a gente fez a estimativa de que sua meta estaria concluída em 5 semanas.

No terceiro elemento da meta, percebemos que 5 semanas talvez não seria o suficiente.

E agora, que a gente percebeu o quanto o cumprimento dessa meta é importante e relevante pra você e que você sabe se dá ou não pra alcançar de acordo com a sua realidade, dá pra bater o martelo no prazo.

Mas, na minha opinião definir um prazo tem mais um propósito, além do óbvio.

Ter um prazo final e pequenos prazos intermediários te ajuda a abandonar o perfeccionismo, seguir o plano que você traçou nas etapas anteriores e simplesmente fazer o que tem que ser feito.

Pessoas perfeccionistas, como eu, tem uma certa tendência a querer colocar o carro na frente dos bois. Saber o que você tem que fazer a cada dia, a cada semana e a cada mês, ajuda muito a alcançar a deliciosa sensação de dever cumprido, além de nos fazer sentir que estamos avançando a um ritmo confortável.

Uma coisa importante de ser destacada aqui é que não conseguir cumprir uma meta te dá mais informações e direcionamento do que cumprir a meta.

Então, quando você não conseguiu atender o prazo, significa que algum dos passos anteriores precisa ser revisto.

Pode ser que, na hora de especificar e mensurar a meta, você não tinha informação o suficiente.

Pode ser que algo inesperado tenha acontecido, como a pandemia, e você precisou rever todas as suas prioridades.

Ou ainda, pode ser que quando você começou a colocar sua meta em prática, percebeu que tinha muito mais para ser feito do que você esperava.

Pode ser até que você perceba que quer abandonar a meta, porque ela parou de fazer sentido para você.

Independente do motivo, quando se trata de metas, não se apegue a termos como “fracasso” ou “sucesso”, apenas encare tudo como resultado.

Observe cada fase da sua meta SMART, identifique o que não funcionou como você esperava e faça as alterações necessárias para alcançar a meta na sua próxima tentativa.

Te vejo no próximo post, mulher!

Você não é a sua mente

Seu cérebro é uma máquina poderosa
programada para operar de uma determinada forma.

Assim como seu estômago, intestino e cada órgão do seu corpo, o cérebro segue padrões.

E um dos padrões que eu quero chamar a atenção aqui é o fato de que seu cérebro sempre vai querer poupar energia e colocar tudo no piloto automático.

Ou seja, os hábitos ruins que você acha que tem porque é preguiçosa ou outra coisa pejorativa, na verdade, é só uma atividade que você fez muitas vezes, repetidamente, e seu cérebro colocou no piloto automático pra poupar sua energia.

Você faz sem nem pensar que faz.

E vai continuar fazendo para o resto da vida se não compreender que esse é só o funcionamento natural da sua mente.

Você pode mudar isso se se comprometer a fazer diferente por algum tempo até que seu cérebro registre um novo padrão e o coloque no piloto automático.

E isso vai acontecer, inevitavelmente.

O grande problema aqui na verdade são 2.

Primeiro, você – e todo mundo – se acostumou a se culpar sempre que não consegue ter bons hábitos como se as outras pessoas – as que conseguem manter bons hábitos – fossem seres humanos superiores e superdotados. E olha aí a ironia: essa crença também é um hábito que pode ser mudado.

Segundo, a maioria das pessoas não é ensinada sobre como os hábitos são formados, então, vive sempre buscando hacks e fórmulas mágicas que resolvam as coisas de uma hora pra outra, ignorando o fato de que o sucesso mora na consistência.

Isso mesmo, na consistência.

Quando você faz alguma atividade repetidas vezes, seu cérebro coloca essa atividade no piloto automático, lembra?

Então, se você quer se exercitar todos os dias, se alimentar melhor, acordar mais cedo ou seja lá qual for o hábito saudável que queira implementar na rotina, você vai precisar compreender que, no começo, seu cérebro estará saindo da zona de conforto, sendo tirado do piloto automático e ele vai apresentar resistência.

Implementar qualquer hábito novo é mais difícil no começo porque você vai precisar se esforçar.

Mas esse esforço todo, consistentemente, vai ser registrado como um novo padrão de comportamento, como um novo hábito, e é aí que a mágica acontece e um hábito saudável entra na rotina de forma fluída e te permite, finalmente, parar de se esforçar tanto.

Esse é o processo e ele funciona.

Então, deixe a busca por fórmulas imediatistas de lado e invista energia em fazer todos os dias algo que faz parte do hábito saudável que você quer adquirir, mesmo que seja difícil, mesmo que você pense em desistir algumas vezes.

Confia no processo, mulher!

O luto da descoberta do diagnóstico de autismo

Essa é provavelmente a primeira vez que eu falo sobre isso por aqui.

Minha filha mais velha, a Luna, está no espectro autista e hoje, é muito tranquilo para mim falar sobre isso.

Mas nem sempre foi assim.

Luna foi um bebê muito carinhoso. Gostava de aconchego, de abraço, de colo.

Com frequência, ela não se sentia muito à vontade ao receber e dar esse carinho todo para os avós e as demais pessoas próximas da família, mas eu sempre achei que isso era coisa da idade. Apenas uma fase do bebê de ficar grudadinho nos pais mesmo, sabe?

Quando ela completou 1 ano de vida, as primeiras palavras não vieram e nem o interesse por brincadeiras que eu fazia com ela.

Eu também comecei a notar que a Luna não tinha muita curiosidade pelo que eu estava fazendo. Ela não apresentava aquela vontade de imitar tudo o que via e copiar a mamãe.

Mas, eu achei novamente que isso era uma característica pessoal dela e busquei apenas criar mais estímulos para que ela se desenvolvesse melhor.

Luna completou 2 anos e ainda não pronunciava nenhuma palavrinha. Não chamou mamãe, não chamou papai, não verbalizava o que queria nem o que não queria.

Foi aí que o pai dela e eu decidimos consultar um pediatra especificamente para isso.

E aqui, vale a pena citar que a nossa família passou por um período muito difícil que nos levou a mudar de casa, de bairro e de vida por alguns meses e, por isso, a Luna já não passava mais nas consultas periódicas com o pediatra – se você quiser ler, eu relatei tudo sobre esse período, começando por esse post aqui.

Então, a médica que atendeu minha filha fez algumas perguntas que, hoje, depois de fazer um acompanhamento mais aprofundado com a Luna, eu sei que eram inúteis pra fechar um diagnóstico e nos garantiu que o caso dela não era autismo.

Como todo o pai e toda a mãe com muita esperança de que não tenha nada de errado com seus filhos, nós nos demos por satisfeitos com essa opinião profissional e acreditamos que nossa filha só precisava de mais estímulo mesmo.

A vida seguiu, nossa vida foi voltando ao normal depois do período de crise, e quando a Luna estava com 2 anos e meio, eu matriculei ela em uma escolinha, acreditando que a interação com outras crianças seria o suficiente para que ela fosse estimulada a falar e que ela se desenvolveria melhor.

Depois de 3 meses de escolinha, nada.

A escola então recomendou que eu procurasse uma fonoaudióloga para ajudar a Luna com a fala e foi o que eu fiz.

Além da fono, as consultas contavam com a participação de uma psicóloga infantil, tudo através do sistema público de saúde, o SUS.

Um ano de escolinha somado às consultas quinzenais com a fono e a psico se passou e a Luna ainda se comunicava apenas por choro, grito ou me puxando pelas mãos.

E foi aí que o diagnóstico do SUS finalmente saiu – ou melhor, a suspeita de diagnóstico: autismo.

Nós fomos encaminhadas para o CAPS para que o diagnóstico fosse confirmado e um novo tratamento começasse mas, honestamente, eu já estava pesquisando o bastante por conta própria para saber que, no caso de uma criança no TEA, o tempo é valioso.

Por isso, conversei com meu marido e nós fomos em busca de um tratamento mais adequado para a Luna.

Foi aí que entrei em contato com uma clínica particular especializada em autismo aqui em São Paulo e marquei a primeira consulta.

E foi a partir daí que eu comecei a observar os primeiros sinais de evolução na minha pequena – quanto alívio eu senti!

Quando, ainda no SUS, a psico e fono da Luna me disseram que elas suspeitavam que o diagnóstico era mesmo autismo, eu fiquei sem chão.

Passei pelo período que os psicólogos chamam de luto.

Chorei, sofri, tive uma crise de pânico, tive medo de como seria a vida da minha filha no futuro.

Mas quando o tratamento dela começou na clínica particular, uma coisa específica foi responsável por me fez superar esse luto: o conhecimento.

A coisa mais assustadora pra mim sobre a descoberta do diagnóstico foi não saber o que fazer.

Não saber como estimular minha filha de um jeito que funcionasse, não saber muito sobre como o autismo afetaria a vida da minha filha, não saber quais seriam meus próximos passos, não saber nada.

Veja bem, eu passei minha adolescência com crianças ao meu redor. Meu irmão é 8 anos mais novo que eu e todos os meus primos e primas nasceram depois dele – eu sou a neta mais velha entre 10 netos.

E eu sempre ouvi coisas do tipo “cuidado com o que você fala porque criança repete tudo” e “presta atenção no que você faz porque criança imita tudo”.

E quando a minha criança não repete nem imita, o que que eu faço?

Eu estava completamente no escuro com a Luna e não tinha referência alguma sobre o que fazer.

Mas, quando eu comecei a contar com a ajuda de profissionais especializados que me explicavam como a cabecinha da minha filha funciona, me mostravam como ajuda-la efetivamente e eu comecei a observar os resultados positivos aparecendo, a paz proporcionada pelo conhecimento foi pouco a pouco substituindo o desespero.

Por isso, se pra finalizar esse relato eu puder dizer apenas 1 coisa para uma mãe ou pai que esteja vivendo uma situação parecida com a que eu vivi antes de receber o diagnóstico da Luna, eu diria: busque conhecimento com todas as suas forças.

E se eu puder dizer apenas uma coisa para quem não está passando por nada parecido, eu diria: adquira um conhecimento básico sobre o espectro autista, pelamordedeus!

O mundo já é diferente para quem é diferente, seja física ou neurológicamente, mas não precisa ser difícil.

E a maior dificuldade que a gente pode encontrar é a falta de empatia que poderia ser facilmente resolvida com um pouquinho de conhecimento!

Se você está um pouco desesperado(a) por suspeitar do diagnóstico de autismo do seu filho ou filha, comece pelo canal da Mayra Gaiato no Youtube.

Essa foi minha fonte de pesquisa quando nós ainda não tínhamos diagnóstico fechado e hoje, é a clínica que atende minha filha e tem trazido resultados significativos para o desenvolvimento dela!

Como manter a casa em ordem depois da organização

Mulher, organizar é uma coisa, arrumar é outra, já tinha pensado nisso?

Entender essa diferença vai te dar mais clareza para manter a ordem.

Vou te explicar a diferença com um exemplo prático.

Faz de conta que você tem uma cômoda de gavetas largas e compridas aí na sua casa e que você guarda a grande maioria das suas roupas nela.

Daí, você vai usar todos os conceitos de organização que aprendeu no ebook LIMPE E ORGANIZE SEM SURTAR para usar o espaço das suas gavetas de forma inteligente.

Você começa desapegando do que não faz mais sentido, o que já diminui o volume de peças e começa a facilitar a organização.

Daí você começa a pensar com que frequência usa cada peça para descobrir o que faz sentido estar nas gavetas mais baixas e o que é melhor estar nas gavetas de cima, dobra suas peças de tal forma que você consiga visualizar todas elas facilmente quando abre a gaveta, sem precisar mexer nas roupas e agrupa suas roupas por tipo.

Isso é organização: estudar o volume de coisas que você tem e o espaço disponível para que tudo fique visível acessível e cada espaço seja bem aproveitado.

Agora, continuando no nosso exemplo, sua cômoda está organizada e você está usando suas roupas.

Você tira elas do lugar, usa, lava, dobra e coloca de volta. Isso é arrumação: colocar as coisas de volta no lugar que já foi determinado para as cada coisa no processo de organização.

Ficou clara a diferença?

Existem muitas situações em que o processo de organização falha simplesmente porque ele não existe. O que tem sido feito, na verdade, é somente o processo de arrumação do dia a dia.

A organização é o que faz diferença e esse não é um processo que precisa acontecer com tanta frequência assim.

Então, para ajudar você a manter a cada mais arrumada no dia a dia, tenho 3 dicas.

Dica 1 – Comece pelo desapego

Quando a gente elimina aquilo que não faz mais parte da nossa vida mas estava fora de vista, a gente libera espaço para organizar melhor o que faz sentido ser mantido.

Dica 2 – Faça o processo de organização com calma

Existe uma dica básica para te ajudar a começar, olha só o que você pode fazer.

Distribua todas as suas coisas sobre a cama, agrupe por tipo e observe o volume de cada tipo X os espaços dos seus armários.

Em que parte do seu armário o volume total das suas camisetas, por exemplo, ficaria melhor acomodado? E o volume de meias? E o volume de calças? Organizar suas coisas vai ser como brincar de encaixa-encaixa.

Dica 3 – Se necessário, fotografe o resultado da sua organização

O que mais vai manter sua casa em ordem depois da organização é saber onde as coisas devem ficar e colocar de volta no lugar depois do uso.

Então, se no dia a dia as coisas saírem do lugar e você não lembrar onde tinha que colocar, recorra à foto do dia da organização.

Ver como tudo estava lindo e bem organizado também vai te dar mais motivação para manter daquele jeitinho no dia a dia.

Agora, me conta aqui nos comentários: qual é a baguncinha do dia a dia que mais te incomoda?

Um beijo e até semana que vem, mulher!

Minimalismo x Organização

Organização tem tudo a ver com minimalismo e se você já pesquisou pelo menos um pouquinho sobre esse estilo de vida, já viu algum minimalista falar sobre a importância dessa relação.

Mas, como uma Personal Organizer que vive o estilo de vida minimalista, eu tenho uma perspectiva ainda mais profunda sobre a relevância de se organizar para quem vive esse estilo de vida.

Organização é arrumação com lógica.

É considerar o espaço que você tem – não o que você acha que deveria ter – e o volume de coisas que fazem sentido para a sua vida – depois do processo de desapego – sendo arrumadas de acordo com a rotina da sua casa.

Fez sentido?

Quando a gente só arruma mas não organiza, corre o risco de perder coisas de vista e isso é um prato cheio para compras desnecessárias.

E compras desnecessárias não fazem mal apenas para o bolso. Elas acabam te fazendo acumular itens repetidos e tendo mais ainda para limpar, arrumar e organizar.

Além do mais, ter todos os seus ambientes organizados, seja em casa, seja digitalmente, te traz mais leveza no dia a dia ao eliminar o estresse de não encontrar o que precisa quando precisa.

Então, para que você comece a se organizar, tenho 3 dicas para você:

Dica 1 – Agrupe suas coisas por tipo

E para que isso seja ainda mais eficaz, pense além de coisas da mesma cor, do mesmo tamanho ou com características parecidas. Considere também os objetos ou arquivos que você usa no mesmo momento. Vou te dar um exemplo.

Se você costuma usar calça e camiseta para se vestir porque é a forma que você se sente mais confortável, faz sentido guardar essas peças próximas uma da outra no guarda roupas, independente de estar pendurado ou dobrado.

Dica 2 – Quando sair de um cômodo, leve alguma coisa com você

Essa dica vai manter sua casa em ordem no decorrer do dia e diminuir muito o volume de coisas que precisam ser colocadas no lugar no final do dia.

Se você está no quarto e está indo para a cozinha buscar um café, já leve com você a garrafinha de água vazia que está no quarto.

Sacou a ideia?

Dica 3 – Guarde o que você mais usa ao alcance das mãos ou dos olhos

Vou reaproveitar a ideia das camisetas e calças aqui.

Se essa combinação de roupas é o que mais usa no dia a dia, mantenha suas camisetas e calças no lugar de mais fácil acesso do seu guarda roupas, a altura dos seus olhos, de tal forma que você não precisa se abaixar ou pegar um banco para acessar essas peças.

E não deixa nada frente que atrapalhe a visualização clara dessas peças.

E se você quiser ver essas dicas em vídeo, dá o play aqui abaixo mulher!

Já conferiu meu ebook LIMPE E ORGANIZE SEM SURTAR? Lá tem um passo a passo para organizar sua casa com técnica de desapego, diversas técnicas de organização e 15 dicas de produtividade para cuidar da casa no dia a dia com mais agilidade.

Clique aqui e garanta o seu!

Como desapegar sem sofrer

Se você associa desapego com sofrimento, vou mudar sua mentalidade hoje e te fazer ficar empolgada pra começar a se desafazer das coisas.

Segue meu raciocínio.

Nós, seres humanos, passamos grande parte da nossa existência produzindo nosso próprio alimento, nossas próprias roupas, nosso próprio estilo de vida, tudo com as nossas próprias mãos.

Então, caso uma praga de gafanhotos atacasse a plantação de trigo de uma família que viveu a centenas de anos atrás, essa família provavelmente passaria fome.

Se alguma doença atacasse as vacas, porcos e galinhas que essa família criava, novamente haveria fome.

Se uma doença atingisse os membros da família, haveria grandes chances da família diminuir.

Não existiam supermercados para comprar mais trigo – muito menos farinha pronta e ensacada – e carne, cada vez que esses itens acabassem por algum motivo. Também não existiam hospitais para cuidar da família em caso de doença nem farmácias para comprar medicamentos.

Por isso, a gente viveu muito tempo com uma mentalidade de escassez, afinal, se a gente não estocasse tudo o que produzia e adquiria, corríamos um risco real de ficar sem e sofrer muito com isso.

Mas a nossa forma de produzir o que é necessário para sobreviver mudou. Aliás, a gente começou a produzir bem mais que o necessário.

Nós fomos além da sobrevivência e chegamos no luxo. Hoje em dia existem tantos itens de consumo à nossa disposição e para tantos propósitos diferentes que a gente nem sabe direito distinguir a necessidade do luxo.

Mas com uma quantidade grande de posses, vem um preço: a necessidade de adquirir mais coisas apenas para manter nossas posses e de reservar um período de tempo para cuidar dessas posses.

Pense comigo: se você tem uma casa, não tem apenas quatro paredes e um teto. Essa casa está equipada com móveis, eletrodomésticos, roupas e os mais diversos acessórios, certo?

Isso significa que você precisa dedicar tempo para limpar, arrumar, organizar e cuidar de tudo o que tem. Também significa que você precisa pagar por água encanada, energia elétrica, produtos de limpeza e utensílios para tornar essas tarefas possíveis de seres executadas.

Tá entendendo onde eu quero chegar?

Quando a gente diz que não tem tempo para o que realmente ama, na verdade estamos dizendo que nosso tempo está sendo ocupado com outras coisas.

Pra fazer aparecer o tempo que queremos para o que amamos, poderíamos simplesmente diminuir a quantidade de coisas que temos para cuidar.

Fez sentido isso pra você?

Desapegar não é sobre ficar sem. É sobre eliminar distrações e excessos que estão tomando o tempo de outra coisa que é mais importante para nós.

Desapegar é eliminar pontos de estresse na nossa vida.

Se eu já te convenci mas você tem dificuldades na hora de colocar a mão na massa e separar o importante do excesso, clique aqui pra ler o post que eu escrevi sobre o método de desapego que eu uso com as minhas alunas e clientes. Tenho certeza que ele vai te ajudar.

Até semana que vem, mulher!

Uma indicação para que você se conheça melhor

Mulher, a jornada de autoconhecimento não é só sobre aprender a se amar mais ao reparar nas coisas boas sobre nós mesmas.

É também uma jornada sobre identificar o que é feio, o que a gente não quer encarar, o que a gente não gosta.

E, por incrível que pareça, encarar nossas sombras de frente também nos ajuda a nos amar mais.

Há um tempo atrás eu terminei de ler um livro que me ensinou muito sobre mim mesma enquanto ser humano.

Nessa leitura, aprendi sobre a espécie humana, sobre eventos que moldaram a forma como o homo sapiens pensa e age e como nós todos ainda carregamos muitas características dos nossos ancestrais até hoje e, por isso, frequentemente, agimos de maneira um pouco desconexa com a vida que a gente leva na atualidade.

O livro que me ensinou tanto se chama SAPIENS, e é um livro gigante, tanto na quantidade de páginas quanto na qualidade do assunto abordado, que eu preciso confessar: levei meses pra terminar de ler.

E isso aconteceu porque eu queria parar a leitura a cada capítulo pra tentar absorver o que eu li.

Foi explosão de cabeça atrás de explosão de cabeça! A cada informação nova sobre a nossa espécie eu conseguia identificar padrões de comportamento das pessoas hoje – incluindo eu mesma – nas adaptações que a gente precisou fazer para sobreviver no passado.

Vivemos numa realidade moderna em que existe comida em abundância a nossa disposição na geladeira mas ainda comemos mais do que precisamos porque nosso corpo foi programado por anos para ingerir o máximo possível de calorias, afinal, o homem primitivo caçador-coletor não tinha certeza de quando seria a próxima refeição.

Louco isso, né?

Então, quero te levar para uma reflexão.

Já imaginou quantos aspectos diferentes compõem a pessoa que você chama de EU?

Quantas coisas existem para ser conhecidas sobre você mesma?

Se a gente pensar apenas na nossa mente, ja existe um mundo à parte.

Se pensarmos na nossa biologia, outro mundo.

E ainda existe nossa aparência, nossa saúde, nossas crenças…

Autoconhecimento é algo muito amplo.

Por isso, se você gosta de ler e quer uma indicação para se conhecer melhor como espécie, recomendo fortemente a leitura de SAPIENS.

Você tem algum livro no mesmo estilo para me indicar? Deixa aqui nos comentários!

Minimalismo x sustentabilidade

Qual a relação do estilo de vida minimalista com um estilo de consumo sustentável?

Se você acha que não tem nada a ver, continue lendo.

Minimalismo é sobre equilíbrio, não sobre descarte.

Desapego e descarte são apenas formas de aplicar o estilo de vida minimalista em uma vida cheia de excessos. E também uma ótima forma de manter o controle da quantidade de coisas que nós temos para que a gente não volte a se desequilibrar, em todos os sentidos.

Então, antes de falar sobre o que o consumo sustentável tem a ver com o minimalismo, preciso te contar um conceito bem bacana.

Nós temos 3 casas para cuidar. Nossa casa com tudo o que a gente possui de material é só uma delas.

Também temos nosso corpo e nosso planeta.

Esses são os 3 lugares onde a gente habita e ter uma vida equilibrada de verdade só é possível quando a gente considera todas as variáveis na conta.

Desapegar dos excessos materiais para ter mais tempo e energia para o que realmente importa para nós é tão importante quanto desapegar dos hábitos nocivos para o nosso corpo e a nossa mente.

Seguindo essa raciocínio, a nossa casa maior, o planeta terra e tudo o que ele nos oferece para viver, também precisa da nossa atenção.

Ter água limpa para beber é importante para você? Respirar um ar puro? Estar em harmonia com os demais seres vivos? Poder visitar as belezas naturais do nosso planeta antes que elas desapareçam?

Se sua resposta foi SIM para qualquer uma dessas questões, acho que você já começou a entender a relação do estilo de vida minimalista com sustentabilidade.

Então, para que você comece hoje a aplicar algumas pequenas mudanças que vão melhorar sua relação com o planeta, vou te dar 3 dicas.

Dica 1 – Use tudo até acabar

Quando a gente abraça o estilo de vida minimalista um fenômeno interessante acontece na nossa cabeça: nós queremos desapegar de tudo agora!

Mas, vá com calma! Pode ser que você tenha identificado que algumas coisas não merecem mais lugar na sua vida quando você aprendeu sobre minimalismo e decidiu aderir a esse estilo de vida, e isso é ótimo!

Mas tão importante quanto identificar o que não faz mais sentido possuir, é pensar no destino que essas coisas vão ter quando saírem da sua vida.

Então, antes de jogar todos os seus canudo de plástico fora para substituir por canudo metálicos que vão te trazer economia e ocupar menos espaço, use todos os canudos plásticos até acabar, combinado?

Dica 2 – Na hora da compra, pense em como aquilo será descartado

Essa dica pode ser mais desafiadora porque vai exigir que você mude a forma como você consome, então, vá devagar e se concentre em um item de mercado só, para começar.

Então, dá próxima vez que for fazer compras, veja se tem algum produto que você pode comprar o refil ao invés de uma embalagem nova, se algo que você pode comprar a granel ao invés de na embalagem plástica ou se tem algum produto de limpeza que pode ser substituído por algo menos nocivo ao meio ambiente – tem texto aqui no blog sobre uma mudança desse tipo, clique aqui para ler!

Dica 3 – Faça uma mudança de cada vez

Vale a pena repetir: vá com calma nas mudanças, sem se cobrar tanto para fazer tudo de uma vez.

Mudar a sua forma de consumir é mais que substituir itens no carrinho de mercado, é modificar hábitos, e isso leva tempo para acontecer.

Aproveite o processo e se permita sentir grata com cada mudança feita, afinal, cada passinho por menor que seja, te coloca mais perto de uma vida mais leve e equilibrada!

E se você quiser ver esse conteúdo em formato de vídeo, é só dar o play aqui embaixo!

Aproveita pra se inscrever no meu canal e até semana que vem, mulher!