Mala de viagem minimalista

Estou em clima de viagem e querendo compartilhar com vocês tudo que está funcionando pra mim na hora de organizar as malas.

Já escrevi aqui no blog sobre fazer e desfazer as malas sob o ponto de vista da organização de tudo o que vai nela e, hoje, quero falar sobre outro ponto de vista, sobre montar uma mala de viagem minimalista.

Lembram do texto em que eu falei sobre o que é o minimalismo pra mim (clique aqui se ainda não leu)? Vamos começar adaptando esses conceitos minimalistas para a montagem da mala.

Se minimalismo é sobre foco no que é importante, eliminando os excessos, podemos dizer que montar uma mala de viagem minimalista é focar no que realmente é importante ser levado para o seu destino, eliminando tudo o que tem grandes chances de ir e voltar sem ser nem tocado, os famosos excessos.

Na hora de focar no que é realmente importante, existe um caminho que vai facilitar essa linha de raciocínio, algumas perguntas que você irá fazer pra você mesmo na hora de planejar sua viagem e que vão ter impacto direto na hora de montar a mala.

Olha só as 2 questões que eu costumo considerar:

  • Quais atividades eu vou mesmo fazer no meu destino e o que eu preciso levar pra fazê-las confortavelmente? Vou a alguma festa ou evento? Vou fazer trilhas ou caminhadas?
  • Como vai estar o tempo? Se a gente vai pra praia, já pensa nos biquínis e chinelos, se vai para o campo, já pensa em calçados fechados, mas, mais que isso, é importante reparar na época do ano e em como está o tempo lá. Se conhece alguém que mora no lugar do seu destino de viagem, pergunte se tem chovido ou se tem feito muito sol.

Essas 2 perguntas nos levam a pensar somente no que vamos usar e parar de encher a mala de itens que pertencem à categoria “vai que eu preciso”.

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E uma dica extra pra você: elimine o máximo de volume que você puder. Ao invés de levar um pote de tamanho padrão de shampoo, coloque um pouco do produto em um potinho menor. Use toalhas esportivas, daquelas que ocupam um espaço mínimo. Confine suas coisas em necessaires, que vão ficar daquele mesmo tamanho dentro da mala sem esparramar para os lados e enroscar nas demais coisas na hora de tirar da mala.

Pense que o trajeto também faz parte da viagem e que você não precisa ir desconfortável e cheio de bagagens nos braços ou nos bancos do carro, incomodando pelo peso ou tomando o seu lugar na hora de sentar.

Fiz uma viagem recentemente com meu marido e minha filha de ônibus, com 5 dias de duração, para o litoral e esse é um exemplo interessante da frase acima.

A Luna ainda quer colo com frequência quando estamos na rua e ela já está pesada. Carregar a bagagem + bolsa + brinquedos e por aí vai é bastante desconfortável. Além disso, no ônibus de viagem, a gente sempre tira um cochilo e quer poder esticar as pernas e recostar o assento. Não dá pra fazer isso direito se estivermos carregando um monte de coisas.

Então, lancei um desafio para nós nessa viagem: levar tudo o que poderíamos precisar em apenas 2 mochilas. Sem a minha bolsa, sem sacolinhas, sem nada além das 2 mochilas.

E assim fizemos.

E deu certo!

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Nossa bagagem nessa última viagem!

2 adultos e 1 criança por 5 dias na praia com apenas 2 mochilas e nada mais foi um feito e tanto e uma das decisões que tornou isso possível foi deixar pra comprar fraldas descartáveis e algumas comidas no nosso destino ao invés de levar de casa. Nós nunca tínhamos feito uma bagagem tão enxuta assim e eu percebi que não só é possível como também muito mais confortável. Quando eu estava arrumando a mala da volta, percebi que tinha até alguns excessos e que, na próxima viagem, poderei deixar as malas um pouco mais folgadas.

Outro detalhe que nos ajudou bastante foi levarmos sacolinhas retornáveis, daquelas que dobram e se encaixam em um saquinho pequeno, pra trazermos as sobras das fraldas e achocolatado que compramos para a Luna, assim como comprinhas que fizemos por lá.

O que você achou dessa ideia? Topa entrar nesse desafio de fazer uma mala enxuta na próxima viagem? Me conta aqui nos comentários!

Sim, sou feminista. O que você entende por “feminismo”?

Sim, sou feminista. E sou casada. E sou mãe.

Se você acredita que mulheres feministas são, por definição, inimigas dos homens, contra a instituição do casamento e anti-gravidez, talvez esteja um pouco confuso com a declaração que fiz acima.

Por favor, não interprete a forma como cada pessoa se expressa sobre o que ela acredita como a própria crença em si.

Você provavelmente já viu imagens ou notícias de passeatas de mulheres feministas, onde, algumas delas, declaravam ser a favor do aborto, defendiam o direito de uma “mulher ficar solteira” ou diziam que as mulheres tem o direito de nunca terem filhos, se não quiserem. Isso não é a essência do feminismo, são apenas possíveis resultados do exercício dele.

Veja bem, recentemente eu estava lendo algo bastante interessante sobre a forma como a nossa mente percebe aquilo que está a nossa volta. Em termos simples, existe muito mais coisas acontecendo do que nosso cérebro é capaz de registrar e armazenar. Por isso, desde crianças, nossa mente começa a filtrar, dentre tudo o que observa, os padrões que mais se repetem para poder focar sua atenção neles e parar de dedicar energia para o resto.

Por exemplo, já foi observado cientificamente, que nós saímos da barriga da mamãe com pré disposição para falar qualquer idioma, mas, quando crescemos, sentimos uma certa dificuldade em articular os sons de uma outra língua que estivermos estudando.

Por quê? Porque nosso cérebro percebeu quais sons eram produzidos e quais músculos eram necessários mover para falar o idioma da nossa terra natal e dedicou total atenção a eles, eliminando todo o resto. Foi definido um padrão mental para falar português.

O conceito do feminismo diz respeito a IGUALDADE. Se você acredita que feminismo está para machismo assim como claro está para escuro, sinto lhe dizer que você está acreditando errado.

O feminismo diz que uma mulher tem TANTO direito de ir e vir com QUANTO um homem, tem o direito de receber A MESMA admiração por suas escolhas de carreira QUANTO um homem, merece IGUAL respeito em relação às suas escolhas sobre família e relacionamentos QUANTO um homem e deve ser remunerada NA MESMA MEDIDA se tem as mesmas competências de um homem e ocupa o mesmo cargo.

TANTO QUANTO…A MESMA…IGUAL…NA MESMA MEDIDA. Não é mais, não é menos, é igual.

feminismo Mila Bueno

A questão é que, o padrão mental da maioria de nós foi definido para entender como certo alguns padrões bem limitantes em relação às mulheres. Qualquer tentativa de igualdade passa a ser entendida como uma tentativa de ser superior, porque foge ao padrão e soa muito estranho.

Me permite falar de forma mais aberta?

Acho que agora é preciso: o resultado da relação sexual para um homem é sempre o orgasmo, esteja esse homem em um relacionamento ou não e, até mesmo se essa relação for só com as próprias mãos. Para as mulheres, o resultado nem sempre é esse. Mas tudo bem, por muito, muito tempo, o resultado de uma relação sexual para a mulher não foi o prazer, mas sim, engravidar. E, caso houvesse prazer, que ele fosse proporcionado por um homem, e que esse fosse o seu marido. Fez-se um padrão mental que, até os dias de hoje, diz que se não houver prazer nenhum para elas algumas vezes, tudo bem.

Percebeu como soa estranho e radical da minha parte? Mas, se você prestar atenção, estou apenas falando em 2 pessoas obtendo o mesmo resultado do mesmo ato. Tanto homem quanto mulher terem o direito de chegar ao ápice do prazer a cada ato sexual de que participarem.

Leve isso para todas as demais áreas da vida e talvez você perceba que ainda falta igualdade em muitas áreas. Pessoalmente, acho que as consequências disso são bem negativas, para ambos os sexos.

As mulheres que escolhem ter filhos e engravidar, tem direito a uma licença maternidade, o que significa poder dedicar um período de tempo exclusivamente para a cria. Qual o padrão mental comum para essa situação? Ela, a mãe, tem o direito e o dever de passar alguns meses com seu bebê e, caso ela precise de ajuda – e ela vai precisar – essa ajuda deverá vir de outra mulher da família – de sua mãe ou irmã – nunca da pessoa com quem ela escolheu dividir a vida e ter o bebê. Ele, o pai, tem o direito e o dever de voltar a trabalhar alguns dias depois do nascimento do bebê.

Ela não tem o direito de decidir quando voltar a trabalhar e se quer voltar e, ele, não tem o direito de acompanhar de perto o desenvolvimento da cria, e estar lá para auxiliar a mulher no pós parto, se quiser.

Me descobri feminista quando comecei a pensar em essas e outras questões e elas começaram a soar muito equivocadas. Quando percebi que, alguns assuntos que conversava com o meu marido sobre nossos deveres e direitos, tanto em relação ao nosso casamento quanto às nossas visões de mundo pareciam tão estranhas quando expressadas para outras pessoas. Me descobri feminista quando minha resposta à algumas notícias e comentários envolvendo o sexo feminino era apenas um grande “não, isso não está certo”.

E se você se identificou com alguma coisa que eu citei, fique atento: você pode ser feminista também. Só não tinha percebido ainda.

Dicas de organização para desfazer a mala da viagem

O post de hoje é em resposta a um pedido de vocês:

Mila, faz um texto sobre como organizar as mochilas e malas pós viagem? Tá F*

Tá difícil desfazer as malas sem ficar desanimado? Então, bora simplificar essa tarefa!

Só de a gente pensar em viajar, uma empolgação já começa a surgir. Planejar a viagem é uma delícia – pensar em tudo o que vamos conhecer e fazer no nosso destino, contratar o transporte, a hospedagem, as atividades – e quando chega o dia da viagem em si, a gente aproveita muito e até esquece de qualquer questão que tínhamos pra resolver, porque a gente deixou esse tipo de coisa lá na cidade de origem.

Agora, fazer e desfazer as malas acaba sendo a parte chata no meio de toda essa alegria da viagem, um fardo pra muita gente. Mas não precisa ser.

Dá pra simplificar bastante esse processo e eu vou te explicar como com somente 2 instruções.

Vamos lá?

1. Desfaça as malas o quanto antes

Pelamordedeus, não deixe os calçados sujos de terra e as roupas úmidas “marinando” na mala por dias.

Escuridão + umidade + calor = maternidade de microorganismos que vão deteriorar suas peças e sua mala deixando um mau cheiro de lembrança. Então, desfaça as malas o quanto antes, de preferência, no mesmo dia da volta.

Dica de ouro: comece esvaziando a mala. Tire tudo. Não deixe nada nela.

Lembram do saco para roupas sujas que eu mencionei no post Organizando a mala de viagem? Aqui é que ele vai facilitar muito a sua vida: tudo o que está sujo vai estar no mesmo lugar. Você vai abrir a mala, tirar esse saco e levar direto para o cesto de roupas sujas. Tudo o que sobrou na mala está limpo e pode ser guardado.

Pronto! Você já eliminou o processo de selecionar peça por peça pra saber o que está sujo e o que está limpo. E se você seguiu a dica dada aqui sobre categorizar todos os itens da sua mala em necessaires, vai poder pegar uma por uma e levar com você pelo quarto pra colocar tudo de volta no lugar.

Percebeu que, a maioria das coisas que serão colocadas de volta no lugar, são as que você acabou não usando na viagem?

Então, aqui vai uma dica de ouro extra: comece a prestar atenção na sua mala, tanto na hora de fazer quanto na hora de desfazer, e observe o que pode ser melhorado para a próxima viagem. Será que tem algo que você sempre leva acreditando que vai usar e nunca usa? Ou, quem sabe, a quantidade de peças de vestuário estimada para uso no seu destino está um pouco fora da realidade.

O que pode ser feito para fazer uma mala mais inteligente na próxima viagem?

Sempre faça essa pergunta pra você mesmo e, cada vez mais, a quantidade de peças limpas nas necessaires, que precisarão ser guardadas, vai diminuir, assim como o tempo gasto colocando tudo de volta no lugar. E, é para as coisas que, inevitavelmente, precisarão ser guardadas porque vão na mala em todas as viagens, que tenho uma segunda dica.

2. Defina uma caixa de itens de viagem

Vou mostrar a minha pra vocês, aqui embaixo. Um dia, ela não foi uma caixa mas, sim, um monte de itens aleatórios jogados dentro de uma mala grande que fica em cima do guarda roupas, assim, bem fácil de acessar quando eu vou fazer uma viagenzinha de um dia só, né? Como isso não funcionava, esse monte-de-itens-aleatórios-jogados-dentro-de-uma-mala migrou para uma caixa, que fica junto com as caixas de sapatos – bem mais acessível – e foi organizada com tudo o que eu fui percebendo que uso nas viagens.

Na hora de fazer a mala, desço essa caixa e deixo ela aberta em cima da cama até finalizar a mala.

Na hora de desfazer a mala, faço o mesmo, o que evita que eu esvazie as necessaires e jogue elas num canto ou deixe os acessórios da viagem jogados numa cadeira pra guardar depois.

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Siga a seta. Tá vendo uma parte vazia? Essa parte pertence ao que estava sujo ao desfazer a mala da última viagem.

Se você definir uma rotina de montagem e desmontagem da mala, esses processos vão entrar no piloto automático, você vai criar um hábito.

Aí vai um passo-a-passo pra você se inspirar.


Fazendo a mala

Descer a caixa de itens de viagem ➤ definir o conteúdo da mala ➤ colocar tudo separado nas necessaires  ➤ colocar tudo na mala ➤ fechar a mala ➤ guardar a caixa


Desfazendo a mala

Descer a caixa de itens de viagem ➤ tirar tudo da mala ➤ separar saco de roupas sujas para levar no cesto  ➤ esvaziar necessaires ao colocar tudo no lugar ➤ guardar necessaires e acessórios de viagem na caixa ➤ guardar caixa ➤ guardar mala

Ah, e eu não posso deixar de te lembrar: antes de guardar a mala, verifique se ela não está suja ou úmida. Se estiver suja, passe um pano úmido com algumas gotas de vinagre branco no interior e exterior dela. Não se preocupe, sua mala não vai ficar com cheiro de salada, vai é ficar livre de maus odores e de microorganismos que estejam tentando se instalar nela. Depois dessa limpeza ou se estiver úmida, deixe aberta pra secar completamente.

Você tem mais alguma dica pra desfazer a mala de viagem? Conta pra mim nos comentários!

A organização precisa ser flexível

E aí, pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Semana passada, quando eu falei pra vocês sobre Como ser mais organizado, eu mencionei que, uma das características de uma casa de verdade é que ela não é uma casa de revista, ou seja, eventualmente vão ter coisas fora do lugar e isso é normal.

E sabe do que mais? Casa de verdade tem mais uma característica, que chega a ser derivada da primeira. Casa de verdade também precisa ser flexível e é sobre isso que nós vamos falar hoje.

Quando eu digo CASA leia-se também VIDA DIGITAL, porque as 2 características citadas lá em cima abrangem esses 2 campos da vida.

A vida muda o tempo todo e a rotina se transforma em função dessas mudanças. Em um momento você só estuda e divide as áreas comuns da casa com seus pais. Depois, você começa a trabalhar, seus horários mudam, suas tarefas precisam ser feitas em outros horários e seus hábitos precisam ser recriados, ou melhor, substituídos: se antes você estava habituado a tomar café num horário X, agora vai ter que ser no horário Y, por exemplo.

E isso é só pra citar o comecinho das mudanças. Na vida adulta, você pode morar com seu parceiro de vida ou sozinho, morar numa república ou com seus pais. Mudar de bairro – de estado ou até de país – ou permanecer no mesmo lugar onde nasceu. Também pode só trabalhar, trabalhar e estudar ou empreender.

Cada uma dessas variáveis que, na maioria das vezes insistem em acontecer do jeito que bem entendem, apesar dos nossos planos, podem afetar completamente seu modo de se vestir, se alimentar e o tipo de objetos que você tem em casa.

E é aí que entra a importância da CASA/VIDA DIGITAL FLEXÍVEL. Sua casa é seu lugar de descanso – tanto relacionado a sono quanto a qualquer atividade que recarregue suas energias. A disposição das coisas na sua casa precisa acompanhar sua rotina ou então você só vai se estressar em cada pequena atividade do dia a dia.

Hoje você tem 30 anos, empreende e mora fora do Brasil, em um país frio, com seu companheiro de vida? Tudo o que você acumulou até hoje vai precisar ser minuciosamente verificado porque, agora, além de dividir o espaço com outra pessoa, sua coleção de biquinis e suas apostilas de escola podem não se encaixar mais na sua realidade. Pra ter um dia a dia que funciona você vai precisar ter um lugar para os casacos de frio e o que você realmente usa pra dar suporte ao exercício da sua profissão atual.

Tá acompanhando o raciocínio?

Se organizar sempre vai te trazer mais tranquilidade e eliminar o estresse desnecessário causado por coisas que deveriam estar dando suporte pra sua rotina e não estão, como gastar um tempo excessivo caçando uma peça de roupa ou um documento.

Deixa eu fazer uma analogia: numa viagem para a Disney, seu objetivo principal não é o longo período de voo, é chegar nos parques. O voo é apenas um meio, um suporte para a sua viagem porque, o seu objetivo, é conhecer o Mickey, não ficar horas dentro do avião. 

Organização é o que te dá suporte para as demais coisas da vida.

A mensagem que eu quero deixar pra você é a seguinte: avalie, cada vez que qualquer coisa mudar na sua vida, se tudo ainda funciona do jeito que está.

Dê novos usos para cada cesto ou caixa, conforme o conteúdos deles se adapta a sua realidade.

Mude os móveis de lugar e o que fica neles pra atender às suas necessidades. Se uma atividade de suporte está dando muito trabalho ou tomando muito tempo pra ser realizada, ele precisa ser analisada e sofrer adaptações.

Espero que esse post te ajude a começar a encarar a organização como uma grande aliada ao invés de uma coisa um pouco chata de ser feita.

Abraços e até semana que vem 😘

Como se tornar uma pessoa mais organizada?

E aí, pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Como ser mais organizado? Não estou falando sobre como dobrar uma camiseta ou colocar seus copos da melhor forma na prateleira, não. Aprender essas coisas específicas é simples, tem material de sobra aqui no blog e em vários outros que falam sobre organização. Tem tutoriais e vídeos com o passo-a-passo para organizar cada canto da casa na internet. Não é sobre isso que estou falando. Estou falando sobre o dia seguinte ao dia da organização. Beleza, você organizou sua casa toda e toda a sua vida digital, mas…e depois? Como SER organizado? Como manter a organização? Como não deixar a bagunça voltar?   Antes de tudo, vamos esclarecer 2 coisas?

Primeiro: as casas de revista, só existem para a foto da revista. Casa de verdade tem coisa fora do lugar, sim. Casa de verdade, eventualmente, vai ter garrafa de água vazia na geladeira e roupa embolada e jogada na gaveta. Casa que tem vida dentro, tem coisa fora do lugar também. E isso não é ruim, é normal.

E, segundo: pessoas reais, eventualmente, vão ter emails não lidos na caixa de entrada e arquivos soltos na área de trabalho. Vão ter aplicativos no celular que foram baixados por impulso e que nunca mais foram abertos, além de fotos lotando a memória, que foram tiradas para enviar alguma informação pelo WhatsApp ou pra tentar registrar algo que estava em movimento – o que resulta em 59 fotos tremidas e uma única “ok”. Isso é normal, é a vida real.

É pra solucionar essas duas coisas que existe o processo de revisão, aliás. Se uma vez por semana você revê seus arquivos e sua casa, vai colocando no lugar o que foi tirado e mantém o controle da organização. Mas isso é assunto pra outra hora.   Então, pra responder às perguntas do primeiro parágrafo, posso te dizer que ser organizado é mais que colocar as mãos na massa pra organizar. É colocar a mente pra funcionar nesse sentido.

Como? Compreendendo os conceitos da organização.

 Você compreende que a organização é importante?

Organizar é sinônimo de liberdade de tempo, tranquilidade no dia-a-dia e, até, economia de dinheiro. Não é sobre colocar as coisas no melhor lugar, é sobre desencadear uma vida mais funcional e descomplicada.

Não tem nada mais inconveniente do que perder a peça de roupa que você precisa pra um evento importante dentro do seu próprio guarda roupas e chegar atrasado porque teve que encontrar a peça, descobrir que estava amassada, ter que passar para só então, sair. Se você gostaria de dormir mais 5 minutinhos pela manhã, mas não pode, porque tem que procurar tudo o que você precisa pra sair de casa e começar seu dia e não encontra com facilidade, eu te compreendo, porque já passei por isso e coisas assim acabavam com o meu dia.

Conceitos. Valores. Quando “a forma organizada de pensar” entra na sua cabeça, é um caminho sem volta. Um caminho muito mais leve e disciplinado e, como diria Renato Russo “disciplina é liberdade”.   Aprender e compreender alguns conceitos sobre organização foi muito importante na minha jornada e fez toda a diferença pra mim. Foi exatamente por isso que eu reuni os principais conceitos e valores de organização pra mim em um único material e, agora, quero compartilhar com vocês.   Escrevi meu primeiro Ebook!

Ele foi feito com muito carinho e dedicação pra te ajudar de vez a compreender conceitos importantes para ter mais liberdade de tempo e se armar com um escudo contra o estresse e a ansiedade provocados pela desorganização.

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Leia, releia e aplique esses conceitos na sua vida. Funcionou pra mim e tenho certeza que também vai funcionar para você.  

Uma abraço e até semana que vem 😉  

Taxonomia na organização pessoal

Eu sempre tive uma certa inclinação para o lado da organização. Desde pequena, organizava meus gibis da turma da Mônica por personagem da revistinha e minhas coisas de uso pessoal por tipo, e revisava essa organização sempre que eu achava necessário.

Eu gostava de fazer isso.

Mas é claro que eu não usava esse talento natural da melhor forma em todas as áreas da vida, afinal, pra usar um talento a gente precisa de conhecimentos e ferramentas específicos. Só vontade sem ação direcionada, não traz resultados.

Então, hoje, eu venho falar de um dos conhecimentos básicos sobre organização, que pode ser usado por meio de diversas ferramentas diferentes, o conceito de TAXONOMIA

Taxonomia é um sistema de categorização hierárquica que cria um mapa para que você rastreie seus arquivos e pastas – sejam eles digitais ou em papel – mais facilmente.

Complicou? Calma que eu simplifico.

Esse termo, que a gente está pegando emprestado da biologia e está trazendo para o mundo da organização, existe para categorizar e deixar o ato de localizar mais intuitivo. Olha a imagem abaixo:

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Trecho do livro A Tríade do tempo

Qualquer semelhança com os mapas mentais, não é mera coincidência.

A ideia aqui é pensar de trás pra frente:

  1. Faça o processo de descarte no seu computador, dispositivos móveis e papelada e elimine tudo o que não faz mais parte da sua vida.
  2. Observe as coisas que você tem e agrupe por família – data, local ou qualquer outra que faça sentido para a sua realidade
  3. Dê um nome para cada família – que vai ser uma pasta ou um caderno no Evernote
  4. Então, observe quais famílias se relacionam e pertencem a mesma categoria, a nível hierárquico. Ex.: na imagem acima, ROCK e CLÁSSICOS são duas famílias que se relacionam o suficiente para pertencerem à categoria MÚSICAS. Se não aparecerem relações fáceis de serem identificadas por você, deixe as pastas soltas mesmo.

E é aí que vem 2 pontos importantes:

Primeiro, faça o que puder pra ter o mínimo de níveis hierárquicos possível. O objetivo é simplificar o acesso a cada pasta ou caderno, criando um mapa que seja fácil de seguir.

Segundo, use a mesma taxonomia no digital e na papelada. Para as mesmas famílias e as mesmas categorias, os mesmos nomes. Isso ajuda seu cérebro a te ajudar.

No Evernote, dá pra deixar o arquivamento ainda mais simples com a opção de usar etiquetas pra categorizar

Captou a ideia?

Espero que esse conceito facilite sua vida como facilita a minha, diariamente.

Ficou com alguma dúvida ou tem um jeitinho só seu de usar a taxonomia que pode ser uma dica bacana pra galera? Deixa aqui nos comentários!

Abraços e até semana que vem 😉

31 motivos para você ser grato

Gratidão, gratidão, gratidão.

E mais gratidão.

E depois, mais um pouquinho.

Quando tive meu primeiro contato com a lei da atração, li uma frase que, a princípio, soou um pouco estranha: tenha memórias do seu futuro.

Viagem no tempo? Não.

Pense em alguma coisa que aconteceu no fim de semana que passou, qualquer coisa. A memória vem na sua cabeça do jeito que aconteceu, não vem? Você não fica na dúvida se saiu ou não de casa, você sabe se fez alguma coisa fora ou dentro de casa. Você não fica imaginando ou decidindo sobre algo que aconteceu no passado. Aconteceu, e foi DESSE JEITO.

Quando falamos em “memórias do futuro”, falamos em escolher o que você realmente quer, decidir isso na sua mente e, então, se rodear de imagens, vídeos e referências sobre isso até que esse seu desejo tome forma de tal maneira que você não fica mais na dúvida, você projeta seu futuro de forma consistente, você cria uma memória do futuro.

Como fazer isso?

Hoje, vou te contar a principal maneira, a gratidão. Seja grato pelo que um dia foi projeção do futuro e, hoje, é dia-a-dia. Por aquilo que um dia foi sonho e, hoje, é fotografia. Seja grato por aquilo que você já tem agora e pretende continuar tendo. Por ter a capacidade de buscar as informações necessárias para trilhar o caminho que vai te levar para esse tão aguardado futuro.

Se você quer saber mais sobre como fazer isso, clique aqui e leia a resenha do melhor livro que eu li sobre esse processo.

Seja grato.

gratidão Mila Bueno
Foto por Marcus Wu00f6ckel em Pexels.com

E pra te guiar na trilha da gratidão, deixei 31 motivos para você ser grato, um para cada dia de agosto. Aproveite que, quando esse post for ao ar, agosto já terá começado, e seja grato por 6 coisas no primeiro dia!

  1. Obrigada por estar vivo
  2. Obrigada pelo ar que respiro. Já imaginou ficar sem oxigênio?
  3. Obrigada por cada refeição do dia e toda a diversidade gastronômica desse Brasil. Tem comida boa demais por aqui!
  4. Obrigada pelo meu corpo. Cada parte dele
  5. Obrigada por ter acesso a energia elétrica. Luz, geladeira, máquina de lavar roupas, carga no celular, TV, video games, chuveiro… o acesso à energia dá suporte para todo o nosso estilo de vida nos dias atuais.
  6. Obrigada por ter acesso a internet. Outra peça chave para a vida no século XXI. Sem ela, você nem estaria lendo esse texto.
  7. Obrigado pela minha visão, porque, do contrário, eu não estaria lendo isso
  8. Obrigada por minha audição e a capacidade de ouvir música
  9. Obrigada por meu paladar e a possibilidade de sentir os sabores maravilhosos aos quais me referi no item 3.
  10. Obrigada por meu trabalho, que me permite bancar a vida que levo hoje
  11. Obrigada por meus pais. Existo porque sou filho.
  12. Obrigada por meus filhos e toda a intensidade da paternalidade.
  13. Obrigada por meu companheiro de vida e todo pacote que acompanha a escolha de dividir o dia-a-dia e os objetivos com alguém
  14. Obrigada pelo relacionamento a dois e as delícias da vida amorosa
  15. Obrigada pela água limpa que sai da torneira para o meu consumo
  16. Obrigada pela água quente que sai do chuveiro para um banho relaxante
  17. Obrigada pelos amigos e as risadas e o companheirismo que os acompanha
  18. Obrigada pelo dinheiro. Sim, quanto mais dele eu quiser, mais eu preciso ser grata pelo que já tenho.
  19. Obrigada pela capacidade de me locomover, passear e viajar
  20. Obrigada por ser útil, por poder ajudar, contribuir, fazer parte e fazer sozinho
  21. Obrigada por meus animais de estimação e por todo amor que eles compartilham comigo
  22. Obrigada pelos prestadores de serviço. Imagine sua cidade sem os lixeiros, carteiros e caminhoneiros – lembram da greve?
  23. Obrigada por tudo o que já vivi até hoje e me fez ser quem sou
  24. Obrigada por minha casa e a cama quentinha pra descansar todos os dias
  25. Obrigada pelas mídias sociais e a capacidade única de manter contato com pessoas queridas mesmo que estejam distantes
  26. Obrigada pela espiritualidade que me conecta a algo superior a mim
  27. Obrigada pela capacidade de aprender e me adaptar. Pense que em um determinado momento da vida, você precisou que alguém te ensinasse a comer sozinho. Você já chegou bem longe!
  28. Obrigada pelos presentes que ganho e por todo o carinho das pessoas comigo
  29. Obrigada por pelos pequenos prazeres da vida como tomar uma xícara de café
  30. Obrigada pelas roupas, calçados e acessórios. Já pensou em contar quantas peças você tem? Aposto que você tem bastante coisa linda.
  31. Obrigada por ter atraído essa lista de gratidão para a minha vida

E obrigada a você por estar aqui, se conectando comigo e lendo esse texto.

Gratidão e ressignificação: 2 formas para você notar mudanças para melhor

Hoje eu quero falar pra vocês um pouquinho mais a fundo sobre um trecho do meu planejamento semanal, a gratidão e a ressignificação.

Eu já falei pra vocês aqui sobre o processo de Coaching e o quanto ele me ajudou a conhecer mais sobre mim mesma e me mostrou ferramentas efetivas para alcançar meus objetivos.

Vou mostrar pra vocês hoje 2 dessas ferramentas, que eu incorporei no meu planejamento, e fazem uma diferença significativa no meu dia a dia.

Sobre ser grato não tem muito o que discorrer, né? Tem post aqui no blog sobre isso, clique aqui pra ver.

Agora, vamos falar sobre a ressignificação. Eu não sabia o que isso significava e como poderia me ajudar até minha Coach me apresentar esse conceito e ele é realmente poderoso.

Quer saber de forma prática? Então me acompanhe aqui abaixo.

Você acordou, tomou café da manhã, trabalhou, foi almoçar, voltou a trabalhar, foi para casa, interagiu com pessoas diferentes o dia todo e deitou na cama para dormir. Daí sua cabeça começou a divagar sobre o seu dia, principalmente sobre aquela coisinha que deu errado. Você acha que deveria ter agido diferente, respondido de outra forma, falado com mais calma, feito algo hoje ao invés de deixar para amanhã.

É aí que entra a ressignificação.

Ao invés de apenas identificar o que você fez pra dar errado, você vai dedicar sua energia a descobrir como você deveria ter feito pra dar certo. O que você gostaria de ter dito, como você acha que deveria ter agido, o que você deveria ter feito pra deitar na cama satisfeito com o desenrolar do seu dia.

Pronto, você ressignificou esse momento.

E vem mais dica prática, fica aqui.

Recentemente eu conheci a teoria dos 20 segundos. Basicamente, ela diz que se você demora menos de 20 segundos para começar uma tarefa, as chances de você efetivamente começar aumentam muito. No nosso caso, se você já tiver um espacinho reservado em uma ferramenta que você usa todos os dias para a gratidão e a ressignificação, as chances de você parar para escrever pelo que você foi grato naquele dia e o que você gostaria de ressignificar aumentam bastante.

Seja qual for a ferramenta que você use, minha dica é: habitue-se a registrar, todos os dias, 3 coisas pelas quais você é grato e a pensar se tem alguma coisa que você gostaria de ressignificar. Leia essas anotações de tempos em tempos. Você vai perceber o quanto você evoluiu e vai notar que essa evolução aconteceu em menos tempo do que você pensa.

Um abraço e até semana que vem 😉

Eu sofri um aborto espontâneo

O post de hoje vem acompanhado de um pedido: por favor, compartilhe com todas as mulheres que você conhece que já passaram por um aborto espontâneo. É doloroso e eu gostaria de dizer pra você, que está lendo e está passando por isso, que você não está sozinha.

Blog-mila-bueno-aborto-espontâneo

Antes de engravidar da Luna, um ano antes, eu sofri um aborto espontâneo.

Quando eu engravidei, tanto eu quanto meu marido ficamos muito animados. Contamos pra todo mundo logo que descobrimos e a empolgação foi geral. Cada amigo ou familiar que nos encontrava trazia um presentinho, tanto pra mim quanto para o futuro bebê. Eu marquei uma consulta com uma ginecologista para começar meu pré natal e não via a hora de começar logo a sentir o que era estar grávida, afinal, nas primeiras semanas, em geral, você não sente nenhuma mudança significativa além da ausência da menstruação. Ainda não tinha enjoos nem náuseas e, obviamente, nada de barriga.

Pois bem, quanto eu estava com 8 semanas de gestação, cerca de 2 meses, estava no trabalho, fui ao banheiro e notei um pequeno sangramento. Conversei com uma amiga que já tinha passado por um aborto e ela me disse que aquilo não era bom sinal e, pra ter certeza de que tudo estava bem, me aconselhou a ir ao hospital na hora. Liguei para o meu marido e fui. Nos encontramos lá, fiz a triagem e fui direcionada para o setor de obstetrícia. Primeiro, passei por um exame de toque e, logo em seguida, fui para um ultrassom.

Meu marido estava do meu lado e a médica não falava nada durante todo o exame. Ela olhava para a tela fixamente e então eu tive que perguntar o que estava acontecendo. Então, ela me falou que o feto não tinha batimentos cardíacos e que, na imagem do ultrassom, era para aparecer uma forma esbranquiçada contínua no meio da parte escura, e a minha estava cheia de falhas nas bordas. Eu fiquei perguntando o que isso significava, e ela apenas se levantou, disse que sentia muito e saiu da sala. Eu tinha perdido o bebê.

Nesse momento eu fui ao banheiro me trocar e comecei a chorar descontroladamente. Saí para a sala de ultrassom pra encontrar meu marido na mesma situação. Depois de mais algumas conversas padrão com os médicos, nós fomos pra casa e tivemos que fazer uma das coisas mais desconfortáveis de todo esse processo: contar para as pessoas que nós tínhamos perdido o bebê.

Ligamos para os nossos pais, depois mandamos algumas mensagens para os amigos e ouvimos as mesmas palavras de apoio de todos. Não me leve a mal, eu sei que cada um deles sabia da nossa dor e só queria nos animar, afinal, eram todas pessoas muito amadas e estavam pensando no nosso bem, mas eu, pessoalmente, só queria poder pular essa parte e ficar de luto pelo meu bebê, sozinha.

Blog-mila-bueno-aborto-espontâneo

E agora, vou começar a falar somente da perspectiva da mulher que perdeu o bebê. Tudo isso que contei acima aconteceu numa terça-feira. Eu tive 3 dias de licença e, claro, meu marido não, então, fiquei em casa sozinha processando tudo isso durante os 3 dias que seguiram. Como a gestação ainda estava bem no comecinho, não precisei de nenhuma intervenção médica para eliminar os resíduos, por assim dizer. Na quarta e quinta-feira, passei os dias, literalmente, vendo meu sonho de ser mãe indo pelo ralo. Não deu tempo de ir à consulta ginecológica que tinha marcado, eu perdi o bebê antes.

Eu tenho uma lembrança desses dias que ficou grudada na minha cabeça: de mim, sentada no sofá, chorando, logo depois de ir ao banheiro e eliminar mais um pouquinho dos resíduos, vendo um desenho que eu via com a minha mãe quando eu era criança e pensando se um dia eu faria isso com a minha filha.

É, meio dramático mesmo. Mas é assim que a gente se sente quando perde um bebê, principalmente porque, quando finalmente fui à consulta e perguntei o porquê de isso ter acontecido, não havia explicação. Hoje, eu entendo que isso é muito comum de acontecer e descobri que, eventualmente, seu organismo identifica alguma falha no desenvolvimento do embrião e o elimina. Um mecanismo de defesa natural, digamos assim. É normal, não tinha nenhum problema com o meu sistema reprodutor e eu não tinha feito nada de errado. Mas tanto eu quanto qualquer mulher que passa por isso não consegue parar de tentar encontrar um erro. “Por que as outras mulheres conseguiram eu eu não?”

O processo pra tentar de novo depois do aborto foi bem cansativo, digamos assim. Meu médico me pediu uma série de exames e eu tive que esperar alguns ciclos menstruais para tudo voltar ao normal. Quando ele finalmente me liberou pra voltar a tentar engravidar, demorou meses pra finalmente acontecer. Acredite, a ansiedade é a maior inimiga das tentantes.

Mas aconteceu. Eu engravidei de novo, minha filha nasceu saudável e nós passamos várias manhãs sentadas juntas no sofá vendo desenhos animados, cantando as músicas tema e repetindo as falas das personagens. Foi em uma dessas manhãs, na semana passada, que eu lembrei do dia logo após meu aborto. Do dia em que eu sentei no sofá sozinha, chorando, imaginando quando ela iria chegar.

E ela chegou!

Minha princesa! 🥰

Um abraço e até semana que vem 😉

3 motivos para você começar a celebrar suas pequenas vitórias

Essa semana que passou me trouxe 2 pequenas vitórias que me deixaram tão feliz quanto atarefada. Foram 2 coisas que estavam na lista de metas para o ano, e por isso mesmo, me trouxeram uma satisfação enorme!

Sabe quando alguma coisa acontece que é apenas um passo rumo ao seu sonho e, por isso, se você contar pra alguém, essa pessoa vai ficar tentando entender o porquê de tanta felicidade em função de uma coisa aparentemente tão pequena?

Pois é, pequenas vitórias. Coisas que, geralmente, só tem valor para quem está vivendo a experiência. Então, se quem está vivendo é você, porque não celebrar?

Pegue uma taça de vinho e um chocolate, coloque aquele episódio da sua série favorita que te faz sentir muito bem e vem conferir 3 bons motivos para você fazer isso – ou faça qualquer outra coisa rotineira que te deixe muito feliz.

A vida não para

Não fique esperando pela grande celebração que você vai fazer somente quando conquistar o seu maior sonho. Ao invés disso, habitue-se a comemorar. Comemore tudo o que deu certo, por menor que seja. Dê de presente para você mesmo um momento de celebração por essa coisa que deu certo. O vinho, o chocolate ou a série é o que eu amo fazer. Já brindei comigo mesma no espelho por uma vitória que era no estilo isso-só-é-realmente-importante-pra-mim-mesma e me senti muito bem por isso! Celebre sozinho, fique feliz sozinho e então você vai ser muito mais feliz com os outros.

O que você quer mesmo é celebrar

O que todos nós queremos é a sensação maravilhosa de conquista. É o sentimento de satisfação e autoconfiança que vem depois de trabalhar bastante e querer muito alguma coisa. Olhe a sua volta: isso acontece em escala menor o tempo todo. Então permita-se observar isso e celebrar.

Acredite: você já ganhou muita coisa

Comprar produtos com desconto, ganhar presentes da família, vender alguma coisa sua em sites de produtos usados, receber indicação dos amigos de onde comprar mais barato, conseguir cupons promocionais e brindes ao responder pesquisas… Olha quantas formas diferentes para o dinheiro chegar até você.

Todos esses ganhos podem passar desapercebidos simplesmente porque a nossa mente não está acostumada a registrar que, cada um deles, custou um dinheiro que você não gastou. Existe mais de um caminho para ter mais grana disponível, além de receber um aumento de salário. Se você já experimentou qualquer uma das situações acima, parabéns, você ganhou uma graninha extra.

E pra complementar isso, usar nosso dinheiro com um pouquinho mais de sabedoria também ajuda muito. Ah, você quer dicas práticas, né? Beleza, clique aqui que tem post sobre isso aqui no blog.

Gente, escrever sobre essas coisas pra vocês é algo que eu gosto muito de fazer, sabe porquê? Porque eu já passei pelas partes ruins das situações que eu escrevo e descobri um caminho para as partes boas. Poder compartilhar com vocês essas coisas que eu aprendi no caminho e me fizeram tão bem, para que te faça bem também, é uma pequena vitória!

E, antes que eu me esqueça, muito obrigada por me acompanhar por aqui! Você faz parte de cada uma das minhas pequenas vitórias.

Abraços e até semana que vem 😉

O que acontece depois que seus hábitos de compra se tornam minimalistas?

Quando eu falo sobre MINIMALISMO sempre falo sobre viver com menos e isso impacta diretamente em nossos hábitos de compra. A gente DESAPEGA, mas corre o risco de deixar mais coisas entrarem pra construir de novo o montinho dos excessos, a não ser que nossos hábitos de compra também sejam minimalistas, certo?

O processo começa pelo descarte, passa pela organização e termina nos nossos hábitos de compra. Isso vira um ciclo onde uma etapa dá respaldo para a outra e quando a gente pega o jeito da coisa, a tralha não se instala mais.

Quer saber qual o ciclo?

Olha só:

Você aprecia mais o que já tem

Isso começa no processo de descarte. Na hora de selecionar o que fica e o que vai, nós já usamos o critério da apreciação: só fica o que é importante pra mim, o que eu gosto muito, o que me faz sentir bem.

Nada mais natural que, depois que o descarte foi feito e as coisas foram organizadas, a gente aprecie muito mais tudo o que possui.

Você fica mais seletivo quanto ao que deixa entrar na sua vida

Tanto quanto ao que compramos quanto ao que ganhamos de presente. Se seus looks estão todos funcionando, você não compra qualquer coisa só porque está na promoção. E quando você ganha alguma peça de presente, não se sente na obrigação de usar porque ganhou. Se com o tempo essa peça não der certo, você se sente livre pra se desfazer dela.

Você fica com os olhos treinados para identificar quais novas aquisições vão funcionar com o que você já tem

MEU DEUS! Olha esse sapato MA-RA-VI-LHO-SO com salto agulha, dourado, com pedrinhas… CALMA! Eu já tenho um salto igualmente lindo, em ótimo estado, que me serve muito bem e combina com todos os meus vestidos. E pra falar a verdade, não tenho tantas ocasiões assim onde uso salto para justificar ter mais um par. O que está fazendo falta para o meu estilo de vida agora é um tênis. Beijo sapato MA-RA, vou para o setor dos tênis.

Simples assim. Captou a ideia?

Você para de comprar lembrancinhas e cacarecos cada vez que entra em uma loja

Viagem. Você está numa lojinha de suvenir cheia de canetas, chaveiros, camisetas e canecas com o tema local. No passado, compraria um de cada e por mais que você jurasse pra você mesma que usaria tudo, todos acabariam no fundo de uma caixa. Hoje, você prefere levar apenas um item de lembrança dessa viagem ou – pasme – somente as fotografias. Você não traz excessos para sua vida e escolhe algo que pode ser exposto e, assim, te trazer a alegria de mais uma viagem realizada a cada vez que você olhar. Tem um post dedicado somente a expor as coisas importantes, clique aqui para ver.

Você começa a substituir ao invés de somente acrescentar

Beleza, o processo de descarte e organização foram feitos e a gente ama tudo o que tem. Isso significa que nunca mais vamos comprar nada? Não! Significa apenas que quando uma coisa entra, outra sai. Se o sapato MA-RA te conquistar de uma forma avassaladora e funcionar ainda melhor na montagem dos seus looks do que o sapato que você já tem, você, tranquilamente, deixa o sapato antigo ir embora para dar lugar ao novo.

E a organização se mantém, e você sempre aprecia o que tem e, consequentemente, continua seletivo quanto ao que deixa entrar na sua casa… e a roda vai girando.

Não é a toa que nossos hábitos de compra tem esse nome. São hábitos e, como tal, demoram pra se instalar quando a gente decide mudar então, tenha paciência com você mesmo se ainda compra algumas coisas por impulso.

Um abraço e até semana que vem 😉

Sabe qual o maior desafio para mim sobre ser mãe?

No clima de aniversário da minha filha Luna, que fez 2 anos nesse mês de abril, eu lembrei dessa pergunta que só era respondida na minha cabeça e acho que precisava vir para o blog.

Sabe qual o maior DESAFIO pra mim sobre ser mãe? Não são os cuidados com a Luna – saber trocar fraldas, alimentar, dar banho, colocar pra dormir – pra isso tudo tem informação de sobra. Tem as avós da criança te dando dicas desde a gestação, livros e mais livros escritos sobre cada vertente da educação infantil – é só escolher o que combina mais com a sua família -, muito conteúdo online – afinal, estamos vivendo em uma época em que o acesso às experiências de outros pais e aos estudos e descobertas de pessoas qualificadas no assunto é muito fácil – enfim, como lidar com um bebê e uma criança é desafiador mas não é o mais difícil.

Então, o que é o mais difícil pra você, Mila?

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Quando você se torna MÃE, você não deixa de ser GENTE.

Antes da gravidez, existia uma MULHER. Ela sentia SONO após cerca de 12 horas acordada, FOME após cerca de 4 horas sem comer e CANSAÇO quando fazia alguma atividade por um longo período de tempo. Ela assumia vários papéis na vida: filha, irmã, o SER – ser mulher, ser vaidosa, ser alguém com personalidade própria -, esposa, profissional e amiga. Essa mulher também tinha OBJETIVOS e EXPECTATIVAS a respeito de cada um dos papéis que assumia.

Aí essa mulher engravidou e, durante todo o período de gestação, virou um coquetel de hormônios que mudou muito o seu corpo e sua mente. Aliás, somente saber que iria se tornar mãe já provovou mudanças significativas em algumas formas de pensar.

Depois do PARTO, sabe o que aconteceu?

Essa MULHER continuou lá!

Não, ela não morreu pra dar lugar a uma mãe. Essa mulher cheia de papéis apenas adicionou mais um papel à lista. Agora ela é FILHA, IRMÃ, MULHER, ESPOSA, PROFISSIONAL, AMIGA e…

MÃE!

Se antes de ter um bebê eu me sentia quebrada na manhã seguinte à UMA NOITE em que eu não dormi minhas 8 HORAS de sono habituais, imagine após UMA SEMANA dormindo no máximo 3 HORAS seguidas. Imagine após 3 MESES. Some à falta de sono a necessidade de aprender uma nova habilidade – AMAMENTAR.

Se era difícil manter uma alimentação saudável comprando e cozinhando refeicões só pra 2 adultos que entendem a importância da alimentação correta, imagine ter que dar de comer para um terceiro ser humano – que não prende a atenção em nada por mais de 1 minuto – e fazê-lo comer tudo o que tem no prato.

BEBÊS SÃO ETÊS.

Esse definição que ouvi uma vez deixou muito claro pra mim como é o mundo para uma criança pequena. Elas estão em um lugar DESCONHECIDO onde não entendem o conceito de CERTO e ERRADO e nem sabem se comunicar. Já que não entendem o IDIOMA ainda, elas aprender por observação, na base da TENTATIVA e ERRO, copiando TUDO o que as únicas formas de vida com quem eles tem uma conexão pré estabelecida fazem: mamãe e papai.

Como mãe, é minha responsabilidade ser EXEMPLO para esse ser observador, que precisa de um modelo para copiar.

Mas eu não sou uma máquina programada apenas para esse papel, eu SOMEI essa função a todas as outras que já exercia, sou multifuncional. E para que eu tenha SUCESSO no exercício de todos os meus papéis, partindo do ponto de que o último papel que assumi – a maternidade – acaba afetando os demais, não preciso me prender a uma busca incessante por mais informação específica sobre ele. Preciso investir em minha INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Preciso me conhecer muito bem e, em decorrência disso, saber lidar comigo mesma e REAGIR ao que me acontece com SABEDORIA. Só assim vou conseguir equilibrar todos os pratos no ar – sem deixar nenhum cair e quebrar – e ser FELIZ no processo.

E sabe de uma coisa? Fazendo isso, acredito que darei um bom exemplo sobre um aspecto muito importante da vida para esse etezinho que está me modelando – minha filha.

Por que sou minimalista?

Eu estava passeando pelo Pinterest uma vez e vi um texto que me chamou a atenção.

Pelo título, percebi que a autora estava dizendo que reduziu tanto suas posses que acabou ficando sem nada numa casa grande e acabou sentindo falta de algumas coisas. Foi só passar os olhos pelo artigo que uma coisa passou pela minha mente de imediato: talvez a definição de minimalismo pra quem ainda não está familiarizado com o conceito pode estar equivocada. Como eu falei pra vocês que vocês podem me considerar minimalista no post Como lidei com a crise: parte 3 , acho que está na hora de falar sobre o que é o minimalismo pra mim.

Então vamos lá: pra quê reduzir a quantidade de coisas que a gente possui, ou seja, ser minimalista? Pra começar, ser minimalista não é apenas sobre reduzir, sobre se desfazer de quase tudo e viver com o que cabe numa mochila. Existem pessoas que fazem isso, mas essa foi a forma delas de encarar o minimalismo, baseado num conceito. E é sobre o conceito – pelo menos sobre o que eu entendo como “o conceito de minimalismo” – que eu quero conversar com vocês hoje.

por que sou minimalista Mila Bueno

Minimalismo pra mim tem tudo a ver com autoconhecimento, com saber identificar, na sua vida, o que é importante e o que é tralha e isso é diferente pra cada pessoa.

Existem livros e artigos online sobre minimalismo e é claro que você vai encontrar listas e mais listas sobre o que se desfazer mas hoje eu não quero deixar mais uma lista pra vocês, eu quero falar um pouquinho sobre pensar de forma minimalista.

A primeira vez que eu me deparei com o conceito de minimalismo como estilo de vida, eu não entendia muito bem o que levava algumas pessoas a viver de uma forma tão simples sendo que existem milhares de aparatos hoje em dia pra facilitar quase todas as tarefas. Eu não entendia porque ter menos se a gente pode ter um utensílio super moderno pra cada função. Não faria mais sentido ter essas coisas e aí sim, ter uma vida mais simples, já que elas existem pra facilitar?

Não necessariamente.

por que sou minimalista Mila Bueno

Vamos relembrar uma coisa: tempo é a coisa mais preciosa que a gente tem.

Se passar, passou, não dá pra voltar e viver o último domingo de novo. Então, se o tempo é uma coisa tão rara, a gente precisa prestar bastante atenção em como ele está sendo gasto. O que acontece é que a gente está sempre reclamando que não tem tempo, que a agenda está cheia e é aí que está o xis da questão. Pra quê você precisa de mais tempo? O que está faltando na sua vida, o que você não está conseguindo fazer porque todo o seu tempo é ocupado com outras atividades? Será que não tem supérfluos tomando o lugar do importante?

E foi pensando no quanto o tempo é precioso que a resposta para a pergunta de 3 parágrafos acima começou a ficar clara pra mim.

O propósito de ser minimalista é fazer um sistema que leve em consideração o nosso tempo e o que é realmente importante pra nós – como indivíduos únicos que não são iguais a mais ninguém no mundo – e ter somente as coisas que atendem esses dois requisitos. Minimalismo tem que ter propósito. Por que EU estou reduzindo a quantidade de coisas que eu possuo? Para o quê eu quero mais espaço? O que eu gostaria de ter e não consigo porque alguma coisa que entra na categoria “excessos” está tomando o seu lugar?

por que sou minimalista Mila Bueno

Quer um exemplo real, da minha vida, pra ilustrar isso? Nós não temos carro, meu marido e eu. Nunca tivemos e, pelo menos por enquanto, não pretendemos ter.

Também não temos TV por assinatura e, o valor que nós gastaríamos mensalmente com um carro e a TV por assinatura, que nós já tivemos e sabemos bem quanto nos custava, possibilita que a gente não economize na qualidade das fraldas da Luna, que a gente ande de Uber sempre que quisermos, possamos sair pra comer fora toda a semana e possamos pagar por serviços que a gente mais gosta e mais usa como o Evernote versão pro, por exemplo.

Percebe que isso é apenas uma escolha entre o que é realmente importante pra gente e o que nós podemos viver sem, além de a gente não precisar ganhar mais dinheiro pra conseguir coisas de muita qualidade simplesmente por que nós eliminamos o que nós não fazíamos questão de ter, os excessos?

Quando a gente fala sobre reduzir, automaticamente coisas materiais vem à mente. Mas e as newsletter que a gente recebe por email só pra apagar sem ler, as fotos digitais que gente nunca filtra e depois não encontra a que quer, os relacionamentos tóxicos com pessoas que te fazem sentir mal, as atividades sociais feitas apenas “porque tem que ir”?

Reduzir abrange todas as áreas da vida e fazendo isso, a gente consegue direcionar nosso tão precioso tempo e nosso suado dinheiro pra o que é realmente importante pra nós, sem esperar a aposentadoria pra ter uma vida plena.

Isso é minimalismo pra mim.

Exponha o que é importante

Semana passada vocês acompanharam o último post da série sobre esse último ano pra mim e minha família, em ritmo de crise, e eu só tenho a agradecer a todos pelo carinho expressado nos comentários aqui no blog, no Instagram e no pessoal. Descobri que eu não estou sozinha na minha luta e foi muito bom descobrir que nenhum de nós está sozinho e temos espaço pra nos abrir sobre isso.

Se você está chegando agora aqui no blog, clique aqui pra ver o primeiro post que eu fiz sobre como lidei com a crise.

Bom, segunda passada eu falei um pouco sobre todos os benefícios que esse período de privação me trouxe, e não foram poucos. Se eu puder generalizar todos os benefícios em uma frase, seria “aprendi a dar importância ao que é importante”, assim, toda redundante mesmo rs.

Em todas as leituras que fiz nesse último ano, percebi uma ideia comum a todos eles, mesmo que cada um tratasse de uma coisa diferente. Todos os livros que li, de alguma forma, me incentivaram a focar no que é importante e me livrar dos excessos, do que não importa tanto, ou seja, todas as coisas que eu tenho na minha vida “porque sim”. – Por que você tem esse livro se você nunca leu?

– Ah, porque um dia vou ler. -Por que tem essa peça de roupa se não te cai bem?

-Ah, porque eu vou emagrecer e vai servir.

Por que tem essas fotos incríveis, o convite do seu casamento, as lembranças de viagens que provocam um sorriso no rosto cada vez que você olha pra elas, guardadas em um lugar pouco acessível?

Opa! Para as primeiras duas perguntas o destino das coisas acaba sendo ir embora. Mas pra essa última, não. Pra essa última, acho que a resposta deveria ser: exponha tudo isso. Eu fui aprendendo que se uma coisa me faz feliz cada vez que eu olho pra ela eu deveria olhar pra ela com mais frequência. Se é tão importante, por que está guardado no fundo de uma caixa no lugar menos acessível do guarda-roupas, fadada ao esquecimento?

Não sei porque a gente faz isso, de verdade. Mas acho que parar de fazer isso é uma coisa muito boa! Faz sentido isso pra vocês?

Quem tá me acompanhando sabe que a maioria dos pertences da minha família ficaram empacotados por meses e que meu marido e eu fizemos várias excursões ao guarda móveis, em cada vez trazendo mais algumas coisas pra nossa casa atual. Então, como o espaço aqui é reduzido, analisar todas as coisas e manter só o que gostamos muito foi uma coisa que precisou acontecer. E cada vez que a gente se deparava com uma lembrança que provocava sorriso no rosto, a gente pensava “e se a gente expor isso aqui onde moramos agora?”

Expor as coisas não foi uma novidade pra gente. No nosso apê antigo, a gente já expunha exatamente o que vou mostrar pra vocês nas imagens abaixo, mas a sensação de fazer isso aqui foi diferente.

A ideia de só possuir SOMENTE as lembranças que estão expostas e descartar o restante simplesmente pelo fato de nunca olhar pra elas só surgiu aqui. E tá fazendo um bem danado pra mim acordar e dar de cara com imagens tão felizes!

É assim que está nossa parede galeria aqui

A minha ideia foi misturar decoração com funcionalidade. Tem tanto fotos, quadros e itens que marcaram a vida da gente quanto ganchos para a organização, um relógio e um porta chaves.

Como, no momento, nós moramos em um quarto, tá tudo na mesma parede. Mas acho que, quando voltarmos pra casa, dependendo da disposição dos cômodos, vai ter algumas coisas logo na entrada, outras decorando o cantinho da Luna e o restante, o cantinho do casal. Eu mostro pra vocês como ficou quando chegarmos lá, combinado?

Espero que vocês tenham se inspirado a tirar seus tesouros do baú! Grande parte da minha inspiração pra ir me desfazendo das coisas, e da força pra fazer isso, veio de tudo o que eu li sobre organização e minimalismo e, a inspiração mais recente – e mais radical, eu diria – veio do livro A mágica da arrumação, da Marie Kondo.

Você tem coisas expostas aí na sua casa? Me conta aqui nos comentários o você deixa exposto que mais rende conversa com as visitas!

Como lidei com a crise: parte final

Eu falei, falei e falei na parte 3 sobre os benefícios que esse perrengue todo que eu passei me trouxe: uma vida minimalista, aprender a ter mais foco e a aproveitar o momento, o aqui e agora. Mas teve uma série de coisas que esse período me trouxe de benéfico que dá pra pontuar pra vocês. Algumas coisas mais práticas, outras mais abstratas mas todas relacionadas a encontrar mais satisfação no dia a dia e gastar menos dinheiro. Quer saber quais? Vamos lá!

Comecei a correr de novo

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu sentia falta de uma rotina de exercícios na minha vida. Sempre foi difícil encaixar isso na minha rotina e ficava naquela de começa-e-pára de praticar exercícios o tempo todo. Correr é de graça, o app que uso pra medir meu progresso e fazer meus treinos também é de graça e, de quebra, sem anúncios. O condomínio que eu estou morando tem espaço o suficiente pra fazer meus treinos. Combinei tudo isso e comecei a correr!

Redescobri pequenos prazeres (gratuitos) da vida

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu amava ler quando era adolescente e logo que comecei a trabalhar. Lia bastante. Aí a rotina me tirou esse hábito. Mentira, eu que deixei ele de lado mesmo, a rotina não me tira nada (e tem post sobre livros também, minha gente, clica aqui). Estando em casa o dia todo, o que eu mais tinha era tempo pra começar a ler de novo, e foi o que eu fiz.

Peguei todos os livros que estavam parados nas prateleiras e selecionei os que gostaria de ler, pedi emprestado, pedi de presente de aniversário e descobri o quanto é gostoso sentar pra ler um livro com aquele barulhinho de chuva e uma xícara de café enquanto minha filha tira a soneca da tarde.

Comecei a aproveitar mais o condomínio onde estou morando

COMO LIDEI COM A CRISE MILA BUENO

Aqui tem praça, tem quadra, tem barras pra fazer alongamento e exercícios, tem espaço pra correr, tem a facilidade de passear com as cachorras aqui dentro mesmo, tem decoração de natal… e eu só comecei a aproveitar tudo isso por que não tinha grana pra fazer as coisas pagas. Gratidão eterna por isso!

Percebi que posso fazer algumas coisas sozinha, sem ter que pagar alguém pra fazer pra mim

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Corto meu próprio cabelo, faço a coloração dele sozinha também, faço minhas próprias unhas, minha depilação (clica aqui que tem post sobre isso), dou banho nas cachorras em casa, faço minha própria sobrancelha, tenho habilidades básicas de costura graças a mamãe e vovó, me arrisco em vários DIY e eles dão certo…tá a fim de fazer a conta pra ter uma ideia de quanto eu economizo no mês sem perder a pose? Rs

Comecei a escrever o blog

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Sim, esse canal que uso pra escrever pra vocês também era uma coisa que eu queria mas nem sabia que queria. Eu sempre quis achar uma forma de compartilhar tudo o que eu aprendia e descobria com as pessoas. Várias vezes, conversando com amigas, eu dava uma dica que eu aprendi, crente que elas já sabiam e elas não só não sabiam, como ficavam tão encantadas em descobrir como eu fiquei. Outras vezes acontecia o contrário. E todas essas informações valiosas que ainda não eram de conhecimento público gente?

O blog me trouxe essa chance de compartilhar essas coisas com vocês e de aprender com vocês também. Tá sendo uma coisa maravilhosa que só aconteceu na minha vida por causa do perrengue.

Fiz o curso de personal organizer

O curso foi pago, sim. Uma tia me emprestou a grana com um prazo generoso pra pagar de volta e foi isso que me possibilitou fazer o curso. Mas a questão não é o “foi pago” mas, sim, o “eu fiz”.

Eu já estava paquerando esse curso de personal organizer há alguns anos. Eu organizo por prazer, acredite em mim. Mas antes, quando eu trabalhava, jamais conseguiria tirar 3 dias inteiros de folga pra fazer um curso que nem era relacionado ao meu trabalho. Sempre aparecia um empecilho e eu acabava não indo atrás pra fazer.

E outra coisa, por que eu estava passando por um período tão difícil, eu reavaliei com cuidado o que era importante pra mim, descobri qual era a minha paixão e, assim, pude transmitir pra minha tia o quanto eu queria me qualificar como personal organizer e pude “ganhar” o curso. (se você não sabe, clique aqui pra ver o que é uma personal organizer).

E aqui acaba essa série de como eu lidei com a crise. Foi muito bom compartilhar um pouco mais da minha história com vocês e conhecer um pouco mais sobre vocês também através dos comentários online e offline!

Obrigada por todo o apoio de vocês!

Como lidei com a crise: parte 3

Bora pra parte boa de toda essa história?

Se você é novo por aqui e ainda não leu o começo da minha experiência com a crise, para por aqui, clique aqui pra ler a parte 1 e aqui pra ler a parte 2. Daí volta aqui pra ler, tá?

Depois de tanto perrengue e de começar a pesquisar mais sobre o estilo de vida minimalista, uma coisa mágica aconteceu.

O sentimento de frustração foi embora!

Pouco a pouco, a passos lentos mas que não deixavam de ser um movimento pra me tirar da inércia, eu comecei a me aceitar.

Aceitar que era normal me sentir frustrada por ter perdido grande parte do que era, na época, importante pra mim. Aceitar que a minha vida estava acontecendo hoje, agora, nesse momento que estou escrevendo pra vocês e eu não podia desperdiçar nada. Aceitar que eu tinha escolha, que o poder de mudar as coisas estava na minha mão, que não existe uma situação ruim ou boa, o que existe de verdade é a forma como eu reajo a cada situação.

Aceitei que eu é que escolhia como eu iria lidar com tudo o que estava acontecendo. Aceitei que fazer cara feia ou não está sob o meu poder de escolha. Aceitei que quem se irrita e se frustra sou eu. Aceitei que eu posso escolher sorrir ou chorar. Aceitei que eu é que decido se vou me deixar levar pelo que aconteceu de ruim ou se vou buscar relembrar tudo o que aconteceu de bom.

Compreendi que o poder está na minha mente. Isso parece ser papo de maluco mas acontece que é real.

Foco, essa é a palavra chave. Isso foi o que eu busquei desde o começo desse ano e fez toda a diferença na minha vida. E é isso que o minimalismo significa pra mim: ter foco.

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Mas foco no quê?

No que é importante.

Minimalismo pra mim começa com uma jornada de autoconhecimento.

Você precisa saber quem você é, do que você faz questão na vida, o que te faz bem e o que te faz mal.

Você precisa saber do que você gosta, o que você realmente quer comprar. É só quando você sabe quem você é que você consegue separar o que é importante pra você do que não é. É só quando você se conhece que você consegue ficar só com o essencial e identificar o que é excesso e precisa ser eliminado da sua vida.

E isso não é uma coisa que a gente alcança de uma hora pra outra.

A jornada do autoconhecimento tem começo mas não tem fim. A gente se descobre e aprende mais sobre si mesmo o tempo todo, com cada situação que passamos.  

O segredo mora na decisão de se conhecer, no momento em que a gente escolhe que quer tomar esse caminho. E aí a minha tão querida lei da atração vai trazendo os meios e as situações pra que a gente se conheça mais e mais, se descubra mais a fundo, aprenda a dizer não para o que não é importante, para o que não é essencial.  

Como eu disse na parte 1 dessa série, cada livro que eu li nesse período me ensinou e me inspirou de alguma forma, e me ajudou a enxergar o poder imensurável que nós assumimos quando aprendemos a ser gratos, a mudar o foco. Imagine o seguinte: você tira uma foto de um bebê dando um sorriso fofo, mostra pra alguém e aí a pessoa repara que apareceu o seu pé na foto ou alguma outra coisa bizarra que você nunca ia ver se ela não te mostrasse.

Essa situação é familiar? Se sim, então você tem uma ideia do que é ter foco. Se você foca no que está acontecendo de bom, todo o resto vai pra segundo plano, assim como o seu pé na foto do sorriso do bebê. Ele está lá, mas você quase não percebe.  

O minimalismo trata de só ter e fazer o que é importante, eliminando os excessos e buscando uma vida mais completa, mais simples, mais realizada. Não faz total sentido isso?  

Pra mim fez, muito. E é assim que eu estou buscando viver agora. Então, tudo bem, podem me considerar uma pessoa minimalista! Eu acho rsrs…  

Tem mais alguns frutos que eu colhi desse período tenso da minha vida, e que quero compartilhar com vocês…mas só segunda-feira que vem na parte final, beleza?

Como lidei com a crise: parte 2

Semana passada eu comecei a contar pra vocês um pouco da minha história nessa crise toda. Vamos continuar?

Se você não viu o post da semana passada, clique aqui, vai lá ver e depois volta!

Lembram que eu falei que meu marido foi demitido quando minha filha tinha um mês? Então, quando a demissão do meu marido fez aniversário, exatamente depois de um ano desempregados, finalmente um emprego apareceu! Só tinha um porém, pagava cerca de um terço do que ganhávamos antes e não ia dar pra voltarmos pra casa. E lá veio entusiasmo seguido de frustração, o pior tipo, creio eu, que é quando você eleva suas expectativas ao nível mais alto e aí vai ao chão logo em seguida. O tombo dói mais quando a gente cai do telhado que da cama, né?

Mas aí um processo interessante começou a acontecer. Sabe aquele frase bem clichê “há males que vem para o bem”? Então, antes do emprego novo, quando a gente ficou sem renda, fomos forçados a ser criativos quanto ao dinheiro que tínhamos, afinal, aquele montante tinha que dar pra fazer tudo o que precisava e que se queria fazer. Pois bem, ter que passar por um período sem grana nos tornou criativos.

No começo de todo esse perrengue, a gente esperava que a qualquer momento uma nova renda ia surgir, de algum lugar, mas estávamos muito infelizes com a nossa rotina, muito insatisfeitos com tudo. Íamos ficar morando de favor só por alguns meses, logo isso ia acabar, certo? Errado! Depois de um ano aqui a ficha foi caindo. Um ano era tempo demais pra ficar infelizes e insatisfeitos assim. Um ano era um período muito longo pra deixar de fazer tudo o que nós gostávamos.

Um ano era muito tempo pra não usar nada do que nós tínhamos.

E eu digo isso porque no começo houve muita resistência da nossa parte sobre trazer nossos pertences pra cá. Isso era temporário e logo logo a gente ia embora, é o que eu dizia pra mim mesma o tempo todo, então a gente ia dando um jeito com o que tinha aqui.

Lembra do Segredo? Lembra de uma parte que diz que, em termos gerais, pra atrair mais felicidade você precisa estar feliz porque semelhante atrai semelhante? Infelizes e concentrando todos os nossos esforços na nossa infelicidade, era isso que a gente ia ter mais e mais: infelicidade.

Como a gente tinha pouco morando aqui, a gente começou a viver com pouco. No começo, pelos motivos errados. Mas todo esse processo de escassez nos forçou a encontrar os motivos certos. Nos fez perceber que não importa a situação que estamos vivendo, dá pra ser feliz agora, aqui, com o que temos, onde vivemos

O “viver com pouco” começou a acontecer da forma certa e pelos motivos certos quando duas coisas aconteceram. Primeiro, quando a gente teve que administrar nossos gastos como família com o salário do meu marido que era um terço do último salário, o que ele recebia antes da crise e, segundo a gente começou trazer algumas coisas nossas pra cá, pelo menos as que eram viáveis de se colocar no quarto onde morávamos.

O primeiro acontecimento foi que o salário anterior do meu marido sustentava um casal e duas cachorras. Agora, a gente tinha um terço disso pra viver em 5 seres vivos, um casal, duas cachorras e um bebê!

A família aumentou bonito, porque um bebê demanda uma porcentagem grande dos gastos em relação ao total, e o salário diminuiu. Se existia um momento em que precisávamos ser criativos, o momento era esse.

O segundo acontecimento, começar a buscar nossas coisas onde estavam guardadas, nos fez perceber que a gente não lembrava de muita coisa que a gente tinha. Por um lado, isso foi bom, cada caixa que a gente abria no depósito era como se tivéssemos ganhado coisas novas. Mas, por outro lado, a gente ficou um ano sem usar a maioria dos nossos pertences.

Será que era tudo importante pra gente mesmo? Será que a gente precisava ter tudo aquilo?

É claro que tem coisas que a gente não ia usar mesmo, como a geladeira, por exemplo. Tem geladeira aqui na minha sogra, não precisamos trazer a nossa pra cá mas vamos precisar dela quando voltarmos pra nossa casa, então, tem que ficar guardadinha lá mesmo.

Mas, e os livros, algumas roupas e acessórios, jogos de vídeo game e de tabuleiro etc? Dava perfeitamente pra trazer algumas coisas pra cá e usar mas a gente não fez isso, nem lembrou que tinha alguns itens.

E aí, será que é relevante possuir tudo isso mesmo? Tínhamos um salário baixo e um monte de coisas paradas, sem uso e sem a vontade de usar de novo.

Será que dava pra fazer uma graninha aí?

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Dava. E deu.

Comecei a pesquisar sites de compra e venda de itens usados, criei minha lojinha no enjoei, anunciei e continuo anunciando até hoje tudo o que não se encaixa mais na minha vida e fomos complementando nossa renda pra começar a eliminar as dívidas e viver um pouco melhor.

E, foi nesse clima de análise da relevância que as nossas coisas tinham pra gente, e no fato de a gente ter que viver com pouco simplesmente pela limitação do espaço físico, que eu comecei a pesquisar sobre o estilo de vida minimalista. Morar num quarto por mais de um ano com uma filha pequena e 2 cachorros me mostrou que a gente não precisava de tanto espaço quanto a gente achava que precisava pra viver bem e nem de tantas coisas

Dá pra viver com menos, com menos tudo, com menos coisas, com menos problemas, com menos preocupação, com menos stress.

O desfecho disso tudo foi super positivo pra gente e eu vou contar ele pra vocês segunda-feira que vem.

Como lidei com a crise: parte 1

Sim, a crise chegou por aqui. Você pastou nesse período também? Pois é…comigo foi assim que aconteceu:

Bom, como eu disse pra vocês semana passada, eu passei por um período difícil, o que me fez, dentre outras coisas, parar de escrever para o blog por um momento. Uma dessas “outras coisas” foi a escassez financeira que nós passamos aqui em casa. E olha a ironia aí, porque o interessante disso é que ficamos sem casa de verdade, porque tivemos que sair do apartamento que alugávamos no centro de sp pra vir morar num quarto vago na casa dos meus sogros.

E isso tudo porque a crise financeira no país alcançou a minha família

como lidei com a crise Mila bueno

Veja bem, quando eu ainda estava grávida da minha filha, conversei com meu antigo chefe e falei sobre minha intenção de não retornar ao trabalho depois que a minha licença maternidade terminasse. Na época, era claro pra mim, pelas experiências que observei nas mulheres à minha volta, que se eu quisesse participar ativamente da primeira infância da minha filha, não poderia ter uma vida profissional de sucesso, então, pedi as contas. Mais pra frente eu descobri que isso não é verdade, que nós mulheres não precisamos escolher entre família e carreira e que dá sim, pra se planejar direitinho e ter realização nessas duas áreas da vida. Com um bom planejamento, vale reforçar.

Esse assunto rende muito, então, não se preocupem que a gente fala sobre isso mais pra frente, tá?

Bom, quando minha filha nasceu eu já estava fora do mercado de trabalho e, só fiz isso porque o salário do meu marido cobria nossas despesas na época. Sei que muita mulher por aí não tem essa opção, de continuar ou não trabalhando quando o filho chega, porque o salário dela vai fazer muita falta no orçamento familiar, então, me sinto privilegiada por ter tido essa escolha.

Até aqui, nada de crise.

Mas nem tudo são flores. Quando a Luna tinha 1 mês de vida meu marido foi demitido. Crise, corte de gastos, essas coisas. E foi aí que o negócio começou a desandar. A gente não tinha muita grana guardada, na verdade, guardada mesmo a gente não tinha nenhuma. Só tinha um montante lá na conta porque meu marido recebeu os acertos em função da demissão e, eu, recebi o que estava parado no INSS quando fui afastada do trabalho. Eu tive a tal da hiperemese gravídica na gestação da Luna e fui afastada do trabalho em função de todo o mal estar que eu sentia (se você quiser saber mais como foi minha gravidez, clique aqui).

Na época, acho que tinha alguma greve rolando nesse setor e eu recebi tudo que tinha pra receber do INSS de uma vez perto da data do parto, então, esse era o dinheiro que a gente tinha. Planejamento financeiro para o futuro? Não existia pra gente.

Como agora nós éramos uma família, não dava pra ficar sem renda. Meu marido começou a se candidatar para todas as vagas possíveis mas nenhuma entrevista apareceu. A gente foi levando até onde deu, mas quando só tem saídas da conta bancária e nenhuma entrada, uma hora o dinheiro acaba e, quando estava próximo de acabar, decidimos aceitar a oferta dos meus sogros pra vir morar com eles até nos reerguermos.

Alugamos um guarda móveis pra colocar nossos pertences, o que seria um gasto mensal bem inferior ao que a gente tinha com aluguel+condomínio+todos-os-gastos-de-uma-casa, e trouxemos pra cá só o essencial, afinal de contas a qualquer momento alguma coisa ia aparecer e nós voltaríamos pra nossa casa.

Acontece que não foi bem assim. As buscas por um emprego novo não pararam mas nenhuma vaga aparecia. Nós passamos alguns meses sem grana nenhuma, com uma montanha de dívidas, contando com a ajuda da família e dos amigos pra pagar o leite da minha filha, a ração das cachorras, nossa comida…

como lidei com a crise Mila Bueno

Frustração era a palavra que me definia nesse período. Frustração. Onde foi que eu tinha errado pra vir parar nessa situação?

Eu não sei dizer por quanto tempo eu dormi e acordei tentando me concentrar em outra coisa que não fosse o quanto tudo estava ruim mas, garanto pra vocês que foi muito tempo.

Eu sofri, eu chorei, eu me irritei, eu perdi a linha, eu me descabelei. Aconteceram brigas entre eu e meu marido que nunca tinham acontecido, afinal estávamos passando por situações que nunca tínhamos passado e eu achei, honestamente, que em algum ponto, eu entraria em depressão.

Foi no meio desse furacão que eu comecei a escrever o blog.

Eu precisava encontrar alguma coisa que eu gostasse de fazer, alguma coisa que me permitisse tirar a mente de tudo isso, e eu encontrei. Cada livro que eu já fiz resenha pra vocês aqui no blog foi um tijolinho que formou minha estrutura de hoje e me ajudou a passar por esse período. Foi difícil, foi tenso, foi sofrido, mas me fez crescer. Me fez evoluir tanto que hoje eu agradeço por tudo isso ter acontecido.
É meus queridos, e eu costumava ter certeza de que essa frase nunca sairia da minha boca, ou no caso, nunca seria escrita por mim.

Aquela frase que usei no último post me define hoje: você nunca sabe a força que tem até que sua única opção é ser forte.

como lidei com a crise Mila Bueno

Semana que vem a gente continua porque tem mais história pra contar, volta aqui segunda-feira, tá?

O que eu aprendi passando um tempo fora de casa

Eu estou passando por um período em que estou morando fora da minha casa e precisei, literalmente, empacotar minha vida e colocar em um guarda móveis. Então, já vou adiantar pra vocês que o que eu aprendi passando um tempo fora de casa foi o que todo mundo que passa por essa situação aprendeu também, seja fazendo um intercâmbio ou tendo que sair de casa mesmo por algum motivo: a ser mais minimalista.

Todo esse período que, a principio pareceu muito ruim, afinal tive que sair da minha casa, mudar minha rotina e coisa e tal, no fim das contas está sendo muito bom, porque trouxe aprendizados que vou levar pra vida inteira e quero compartilhar com vocês hoje.

menos-e-mais

Primeiro, aprendi a viver com menos.

Isso é uma coisa que eu já tinha ouvido muito por aí quando se fala sobre os benefícios de ser mais minimalista e é um conceito do qual eu era até simpatizante mas que nunca coloquei em prática.

Parece que se caía uma graninha extra ou a gente via um espacinho sobrando em casa nós tínhamos que comprar, comprar e comprar e foi quando a grana ficou escassa por aqui, quando tivemos que mudar a rotina de consumo na nossa família, quando eu precisei avaliar muito bem cada item que entrava em casa que fui percebendo, aos poucos, que dá sim pra viver com menos.

Segundo, comecei a colocar em prática de uma forma bem natural o conceito de que se-alguma-coisa-não-foi-usada-no-último-ano-é-uma-forte-candidata-a-ir-embora.

Esse conceito também era familiar pra mim mas, na hora de aplica-lo à minha vida não funcionava muito bem, porque eu ainda achava que iria usar aquele item algum dia. Comecei a olhar para cada uma das coisas que possuo e pensar que se eu não usei alguma dessas coisas em um período de 12 meses, que abrange todas as datas comemorativas e as 4 estações do ano, eu preciso ter um olhar mais crítico e talvez desapegar dessas coisas. Isso, hoje, se tornou um hábito pra mim. No começo, a resistência foi enorme.

Terceiro, comecei a observar meus pertences com mais carinho

Com mais cuidado, com aquele olhar do tipo “eu escolhi esse item com tanto amor na hora da compra que não vou me desfazer dele agora porque tem um pequeno defeito ou só porque outra cor está mais em alta”. E aí entra uma coisa que eu descrevo como o paradoxo do desapego: olhar o que precisa ir embora com frieza, o que precisa ficar com carinho e saber identificar qual é qual.

desapegue

O que precisa ficar, o que eu gosto muito, se não serve mais ao propósito original, pode ganhar novos usos, uma nova cor, uma utilidade diferente. O que eu nem gosto tanto ou uso muito esporadicamente a ponto de valer mais a pena alugar ou pedir emprestado quando precisar usar ao invés de ter, precisa ir embora sem dó.

Isso tudo foi um processo. Um processo que eu fui obrigada a fazer e, portanto, comecei fazendo com uma tromba na cara, como diria minha mãe. Com o tempo, com tudo o que aprendi, li e ouvi, comecei a encaixar as peças e esse novo modo de pensar meus hábitos de consumo fez mais sentido que nunca pra minha vida.

É como dizem, às vezes a vida te vira de cabeça pra baixo e aí você descobre que assim é que é o seu jeito certo!

Se tem alguém aí que passou por um processo parecido, conta pra mim nos comentários.

Descarte: o ínicio do processo de organização

Hoje vamos falar de uma coisa muito importante, que é o que dá o start no processo de organização, o descarte.

Descartar, aqui no nosso caso, não é apenas jogar fora mas, sim se desfazer do que não faz mais parte da sua vida, seja doando, separando pra conserto, vendendo ou jogando fora.

Uma coisa bem delicada de lidar em relação ao descarte é a questão do “que não faz mais parte da sua vida”, porque isso varia de acordo com o espaço disponível também, não só em função do que a gente não quer mais.

Por exemplo, quando uma pessoa se muda de uma casa grande para um apartamento pequeno vai ter que se desfazer de algumas coisas que talvez ela até goste, mas que agora, literalmente, não cabem mais na vida dela.

Estão acompanhando o raciocínio?

Quando a gente vai começar a organizar qualquer espaço, a primeira coisa a se fazer é ir analisando cada item que pegamos e separar se fica, se é lixo, se vai ser vendido ou doado ou se precisa de algum reparo. Daí a gente organiza o que fica, tendo certeza de que não estamos dedicando nossos valiosos espaços para as tralhas!

O processo do descarte é uma coisa que a gente não faz só uma vez não, a gente continua fazendo sempre. Essa é a fórmula mágica pra manter nossos espaços em ordem.

O método FlyLady tem uma sugestão legal pra guiar a gente no processo de descarte no dia a dia: semanalmente, pegue um cesto ou saco, o que você preferir, e saia pela casa selecionando 27 itens que precisam ir embora. Não sei por que esse número cabalístico, mas é impressionante como é completamente possível encontrar 27 itens toda a semana que entram em uma das categorias de descarte!

Ah, e aqui vou deixar uma dica pra vocês que eu aprendi recentemente.

Eu não costumava vender nada, mandava tudo o que não era lixo direto para a doação mesmo e o engraçado era que, em relação a alguns itens, eu tinha dó de doar porque estavam em excelente estado e, se eu paguei caro por aquele item, achava que eu deveria dar uma segunda chance pra ele. Nessa, acabava mantendo coisas que não me deixavam tão feliz ao olhar pra elas e que não se encaixavam mais na minha vida, simplesmente por que ainda era muito boas.

Foi quando eu descobri o enjoei. Já tinha ouvido falar dessa lojinha virtual de venda de itens usados que faz sucesso com as blogueiras, mas nunca tinha entrado nela. Entrei, anunciei tudo o que já não fazia sentido na minha vida, desapeguei de várias coisas, já vendi algumas e, com a grana dessas coisas, comprei outras no site do enjoei mesmo, que eu queria há muito tempo.

Tô feliz da vida e indico totalmente que você avalie suas coisas que serão descartadas pra ver o que pode ser selecionado para venda e, assim, transformar o que é tralha para você em dinheiro!

Procurem minha lojinha por lá, Mila Bueno ou clique aqui e vá direto pra lojinha!

Vida sem papel: digitalize suas informações

Você é do tipo de pessoa que se dá melhor com papel ou com aplicativos? Já responde pra mim os comentários que eu quero saber!

Eu diria que sou 99% digital. E esse 1% é porque tem coisas que não dá pra ter só a versão digitalizada como os documentos, por exemplo.

Eu recebo meus boletos por email, tenho agenda digital, anotações no digital, tenho uma coleção de livros em versão digital no meu Kindle… e essas só algumas substituições que eu fiz.

Estou sempre fuçando nas redes sociais e nos blogs pra encontrar dicas de sites e aplicativos que me permitam eliminar cada vez mais o papel da minha vida e, sempre que eu testo alguma ferramenta digital que funcionou pra mim, compartilho com vocês.

Se você já me acompanha, nem preciso falar que o meu melhor amigo no mundo digital é o Evernote, porque já rolou muita publicação aqui no blog ensinando a usar ele.

Mas manter uma vida que já existe no universo digital é mais fácil do que migrar tudo o que existe na nossa vida em formato de papel.

Esse post é pra te ajudar a começar esse processo pelo primeiro passo: digitalizar.

Digitalizar é transformar em arquivo digital tudo o que antes era físico. Algumas coisas nós poderemos digitalizar e descartar, eliminando assim muito papel da nossa vida. Já outras coisas, vamos digitalizar mas vamos precisar manter o original. E o motivo de digitalizar o que não pode ser jogado fora é simplificar o acesso quando a gente precisa, uma ideia que eu explico melhor nesse post aqui.

Se você tem mais de 30 anos de idade, vai se lembrar da época em que, pra transformar uma informação que estava em uma folha de papel em arquivo digital, nós precisávamos ir até um local que tivesse uma máquina própria, que tirava cópias e escaneava, e pagar pra transformar nossos papéis em arquivos legíveis e de boa qualidade ou, então, possuir uma impressora multifuncional que possuísse a função de scanner.

Hoje em dia não é mais assim. Existem aplicativos que usam a câmera do celular para escanear os papéis com uma qualidade excelente e de graça.

É o caso do Evernote.

Digitalizar a papelada precisa ser um processo que caminhe de mãos dadas com o processo de desapego do que não é mais relevante manter.

Digitalize apenas o que já foi selecionado para ser mantido. O método de desapego que eu ensino pra vocês nesse post aqui vai te ajudar bastante a embarcar nessa tarefa de lidar com a sua papelada de uma forma mais leve.

Seguindo o método de desapego direitinho e eliminado o máximo de papéis possível pelo processo de digitalização, você vai diminuir muito o volume de papéis na sua casa.

Foi assim que eu consegui concentrar todos os documentos e papéis importantes da minha família em apenas uma pasta aqui em casa.

A imagem ao lado é da pasta que eu escolhi: ela usa o sistema de pastas suspensas e é rígida e com tampa transparente. Custou um pouco mais mas tem organizado de uma forma bem eficiente a papelada da família por aqui há mais de 5 anos.

E pra te ajudar ainda mais no processo de digitalização, fiz um vídeo com o passo a passo para usar a funcionalidade de escaner do Evernote para esse fim.

Ficou com alguma dúvida sobre o processo de digitalização dos papéis? Deixa aqui nos comentários!

Pequenas mudanças que te farão ter suas roupas sempre em dia

Hoje não vamos falar sobre a lavagem de roupas, porque isso já foi falado nesse post, mas sim das tarefas do dia a dia que irão garantir que você gaste o mínimo de tempo possível cuidando da lavagem, secagem e dobra das roupas e que vão deixar sua rotina mais produtiva e menos estressante. com as roupas.

Pra te ajudar ainda mais, vou te dar as dicas que foram testadas e aprovadas aqui em casa em formato de checklist. Então, ignore as dicas que já são parte da sua rotina e dê uma atenção especial aquelas que são novidade pra você!

Bora lá?

Tenha um cesto para as roupas sujas

Pode ser um daqueles que são específicos para esse propósito, pode ser um baldão bonito que você tenha em casa ou, como eu fazia no último apartamento que morei, pode ser uma sacola retornável pendurada onde tem mais espaço livre de parede do que de chão.

O último apartamento onde eu morei era pequenininho e o banheiro não comportava nenhum cesto ou balde no chão. Então, eu coloquei ganchos atrás da porta, escolhi uma das sacolas retornáveis que eu tinha em casa -a que combinava mais com a decoração do meu banheiro – e pendurei atrás da porta para colocar a roupa suja.

Na lavanderia eu tinha um balde que também cumpria o papel de banquinho onde eu descarregava as roupas da sacola do banheiro todas as manhãs. Quando esse balde enchia, era a hora de lavar as roupas.

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Esse é o da minha lavanderia!

Estique e sacuda!

Eu não passo mais roupas e isso não significa que eu deixo elas amarrotadas e tudo bem. Significa que eu adotei outras formas de cuidar das peças que se mostraram mais produtivas e intuitivas pra mim.

Esticar levemente as peças logo que elas saem da máquina de lavar e dar aquela sacudida clássica antes de estender no varal ou colocar na secadora de roupas foi uma dica que aprendi com a minha mãe e que, combinada a próxima dica, me permitiu parar de passar roupas.

Carinho imediato!

Essa tarefa é um tanto quanto automática porque, para dobrar as roupas secas, a gente acaba apoiando essas peças de roupa na cama ou em qualquer outra superfície e “ajeitando” com as mãos, como se estivesse fazendo um carinho mesmo.

Essa “ajeitada” elimina os últimos amassados e é uma coisa que a gente acabaria fazendo sem pensar mesmo depois de passar a ferro.

Então, se você esticou e sacudiu antes de pendurar no varal ou colocar na secadora, vai perceber que esse carinho vai ser o suficiente para terminar de desamassar a maioria das peças.

Mas, preste atenção no título: carinho IMEDIATO.

Essa etapa só vai ser efetiva se as roupas forem diretamente do varal ou secadora para o “carinho”. Se você pegar as roupas que já estão secas e colocar em um cesto para serem dobradas e guardas dias depois, essa tática vai falhar porque as roupas vão amassar bastante e, no final das contas, você vai precisar da ajuda do ferro de passar para tirar os amassados.

Então, se você não tem tempo para fazer um carinho nas suas roupas antes de dobrar, deixe elas no varal.

Dobre da forma mais adequada

Dobras de roupas são a minha especialidade, afinal eu sou “a doida da organização” e tenho até um certificado pra provar. 😅

Então, toda a vez que for dobrar uma peça de roupa, leve em consideração o espaço onde você vai guardar ela.

Como você pode visualizar melhor cada peça sem ter que mexer nas outras que estão guardadas junto?

Faça as dobras aproveitando ao máximo o espaço que você tem.

Se vocês quiserem eu fale mais sobre dobras de roupas, deixa um EU QUERO aqui nos comentários!

Monte um kit de manutenção

Perceba que eu escrevi MONTE e não COMPRE.

Pegue uma caixa com tampa e coloque nela tudo o que você usa para cuidar das suas roupas, calçados e acessórios, como:

  • graxa para sapatos junto com a escova ou flanela que você usa para aplicar a graxa
  • tesoura
  • agulhas e linhas
  • os botões extras que vem nas roupas
  • e o que mais faça sentido para cuidar das roupas que você tem

Sabe um ótimo lugar para guardar essa caixa com itens de manutenção? Naquele espaço perdido embaixo das roupas penduradas!

Dica extra: use saquinhos protetores para lavar roupas

Eu já contei pra vocês em outro post que a gente vive um estilo de vida minimalista aqui em casa, o que, em termos BEM gerais, significa que a gente tem uma quantidade pequena de coisas, incluindo as roupas, sapatos e acessórios.

Pra ter uma quantidade pequena de coisas e manter uma quantidade pequena, a gente precisa cuidar bem do que tem. Afinal, pelo menos aqui em casa, a lógica é a seguinte: já que a gente comprar pouco, dá pra investir mais em qualidade.

Por isso, esses saquinhos para proteger as peças mais delicadas começaram a fazer sentido para mim.

Eles já foram usados para lavar as meias minúsculas das minhas filhas, quando elas tinha meses de vida, para as que os pés de meia não se perdessem nos portais mágicos que abduzem as meias dentro da máquina!

Também já serviram para lavar peças que, ao invés de serem delicadas, são bem grosseiras e podem estragar as outras peças, como bolsas ou tênis com velcro ou partes de metal.

Esses saquinhos já foram até organizadores de mala de viagem!

Então, pela versatilidade, eu deixo esses saquinhos como uma dica extra para vocês!

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Se você já usava alguma dessas dicas ou tem alguma outra pra acrescentar na lista, deixa aqui nos comentários!

Coloque as tarefas no piloto automático: crie rotinas

Já quero começar este texto desmistificando uma coisa: rotinas não são chatas.

Eu sei que muita gente fica ouriçada na cadeira só de ouvir a palavra ROTINA por associar ela a um conjunto de coisas chatas que nos limitam e tiram toda espontaneidade da vida.

Mas é exatamente o contrário.

Criar uma rotina onde a gente tem horários e jeitinhos pré definidos de executar cada tarefa que precisa ser executada faz a gente economizar energia cerebral, ou seja, faz com que a gente não precise pensar, planejar e raciocinar cada vez que for repetir essas tarefas.

E você com certeza já tem várias rotinas pré definidas aí no seu dia a dia e nem se deu conta disso. Por exemplo, você precisa parar e pensar sobre como deve escovar seus dentes pela manhã? Provavelmente você simplesmente levanta da cama e vai indo em direção ao banheiro, sem nem perceber que está fazendo isso.

E essa tarefa rotineira, que já está no piloto automático, é o que te permite pensar em outras coisas importantes sobre o dia que vai começar enquanto escova os dentes.

Essa é a ideia de tomar as rédeas da situação e criar as tais rotinas de coisas que você quer melhorar no seu dia a dia, de tarefas que você gostaria muito de incluir na sua vida mas não tem conseguido: fazer com essas tarefas entrem no piloto automático também e te permitam parar de se preocupar com a execução delas.

Então, vou te explicar, com um passo a passo bem prático, como eu transformo tarefas que antes me faziam gastar muita massa cinzenta em rotina pra ajudar você a fazer isso também!

Vou usar como exemplo uma tarefa que eu consegui – finalmente! – colocar na minha rotina e que muita gente também quer começar a fazer: exercícios.

Passo 1: estude a viabilidade

Legal, você quer começar a se exercitar.

DICA EXTRA: existe um passo bem importante antes desse, o passo zero, que é ter um porquê bem forte, o suficiente pra te manter motivado. Por que você quer começar a se exercitar? Se a resposta pra essa pergunta não for algo que seja significativo pra você e só pra você, você vai acabar desistindo de transformar exercício em rotina mais cedo ou mais tarde. A razão pra continuar precisa ser mais forte do que a razão pra parar.

Encontrou seu porquê? Agora, vamos para a dica 1.

Que exercício você consegue fazer com frequência? Pra responder isso, você vai precisar levar algumas coisas importantes em consideração:

  • Qual a distância da sua casa para o locar onde você vai se exercitar?
  • Quanto tempo leva para executar essa atividade?
  • Em qual momento do dia você vai conseguir se dedicar a ela?
  • O que você gosta de fazer?

Quando eu respondi essas perguntas pra mim mesma eu finalmente consegui incluir uma rotina de exercícios na minha vida.

Pode me julgar se quiser, mas eu odeio malhar. Era um saco pra mim ir para a academia quando eu decidi fazer a imbecilidade de me matricular em uma. Nessa época, me deslocar até o local onde eu faria exercício se encaixava na minha rotina, eu ficava lá por cerca de 40 minutos, depois do expediente de trabalho e fazia sentido porque a resposta para cada uma das perguntas acima colocou a “malhação na academia” como a melhor opção na época.

Agora não dá mais. Eu trabalho em casa e tenho 2 filhas pequenas. A forma como eu estruturei todas as demais tarefas do meu dia a dia tem funcionado muito bem e sair para ir até uma academia seria uma escolha ruim tanto em questão de tempo quanto financeiramente.

Então, as respostas para as perguntas lá de cima mudaram conforme a vida mudou.

Hoje, no momento em que estou escrevendo esse post pra vocês, eu faço 30 minutos de bicicleta ergométrica seguido de agachamentos ou abdominais intercalados a cada dia na minha casa, todos os dias pela manhã, logo depois de tomar café da manhã.

Essa última frase é o gancho para o próximo passo.

Passo 2: associe a tarefa nova à uma tarefa velha

Ókei, tem um porquê bem forte, estou motivada, escolhi qual a modalidade de exercício que eu quero fazer e aonde vou fazer e tenho livre o período da manhã. Como eu posso vencer a procrastinação?

Fazendo associações. Escolha uma tarefa ou atividade que já é rotina, que já está no piloto automático, e comece a fazer a tarefa nova logo depois dela.

Usando o nosso exemplo como base, você pode fazer seus exercícios matinais logo depois de arrumar a cama. Ou então, como eu que acordo cheia de fome, logo depois de tomar café da manhã.

Acorda – usa o banheiro – arruma a cama – troca de roupa – faz exercício

ou então,

Acorda – usa o banheiro – toma café da manhã – troca de roupa – faz exercício

Sacou o lance da associação?

Quando você amarra uma tarefa na outra fica bem mais fácil de executar.

Sabe quando você sai de casa num sábado e acaba fazendo o caminho do trabalho sem perceber? Esse é um bom exemplo de associação. Se você sempre pega as chaves do carro e tira ele da garagem sozinho pela manhã, tem grandes chances de você fazer o trajeto dos dias úteis no sábado também.

Passo 3: anote

Escreva, digite, grave um audio, não importa a ferramenta que você vai usar, apenas garanta que você vai firmar um compromisso com você mesmo.

Ninguém precisa ver essa sua anotação, ela é sua, então solte sua criatividade e seja detalhista.

Pode parecer um passo bem bobo e até facilmente descartável, mas vai te ajudar a se manter firme.

Anote o seu porquê, anote as respostas para as perguntas do passo 2, anote como vai funcionar sua nova rotina e a quê ela vai ser associada para funcionar.

E, se quiser, anote a data em que você decidiu assumir esse compromisso com você mesmo também. No caso da rotina de exercícios, você pode até anexar uma foto sua atual. Vai ser bacana acessar essa informação de novo daqui 1 ano e ver o quanto você progrediu!

Aqui eu usei como exemplo “incluir os exercícios físicos na rotina” mas esses 3 passos servem para qualquer coisa que você esteja tentando colocar na rotina.

Mas preste bastante atenção agora, eu preciso frisar uma coisa 👇🏻

Escolha 1 rotina nova de cada vez.

Cada uma dessas rotinas vai usar esse passo a passo de 3 partes para se transformar em um HÁBITO.

E são os hábitos que constituem a nossa rotina funcional e simples de ser executada!

Espero que esse passo a passo te ajude tanto quanto me ajuda cada vez que u preciso incluir algo na minha rotina.

E pra te ajudar a se aprofundar ainda mais nesse assunto de criação de hábitos, eu tenho uma super indicação pra te fazer: o livro O PODER DO HÁBITO, de Charles Duhigg, uma leitura muito leve e gostosa que, além de explicar muito bem como os hábitos são formados, te prende nas historias reais incríveis descritas pelo autor.

Fotinho da época em que eu ainda tinha muitos livros físicos!

Você já leu esse livro? Me conta aqui nos comentários de qual história você mais gostou!

Meu 1º ano como mãe

Se você já leu o post Gravidez, parto e amamentação sabe o quanto minha filha foi planejada e esperada. Se não leu ainda, corra lá e leia!

Smash the cake celebrando o primeiro ano de vida da Luna!

Eu sofri um aborto espontâneo na primeira gestação e quando finalmente engravidamos novamente, meu marido e eu sentíamos um mix de medo e expectativas. Medo de perder o bebê novamente e muita expectativa pra dar certo dessa vez.

Mas, deu certo! Tão certo que no último mês de abril nossa pequena completou 1 aninho de vida e nós, 1 aninho como pais.

O primeiro ano do bebê é muito comentado, mas o que eu queria compartilhar com vocês hoje é exatamente a perspectiva do papai e da mamãe sobre esse período.

Um bebê muda tudo na cabeça da gente e não é uma mudança ruim e chata não, é boa. É uma mudança que nos faz colocar os pés no chão e resolver algumas pendências dentro de nós, afinal agora somos exemplos pra formação de outro ser humano.

No primeiro dia, quando chegamos com a nossa filha em casa, foi tipo “e agora?” (risos), porque no hospital a gente fica super confortável, tem enfermeiras dando banho no bebê, trazendo pra mamar, te dando dicas e levando o bebê pro berçário pra mamãe poder descansar e se recuperar do parto. Em casa a brincadeira é diferente! Nós não morávamos perto de nenhuma das avós e não tínhamos babá, era papai e mamãe e só. Mas nós escolhemos assim, então desde a gravidez nos preparamos pra isso.

Foi tranquilo, nos acostumamos bem e honestamente, cuidar do bebê é fichinha, o que mata mesmo é ficar sem dormir. Ah, isso é sofrido! E foi assim até os 3 meses de vida dela. Não dormimos mais que 3 horas seguidas nenhuma vez por 3 meses.

Depois dos 3 meses o soninho dela começou a se acertar durante a noite, ela dormia períodos maiores e nós descansávamos mais.

Com cerca de 4 meses ela começou a sentar apoiada nas coisas, com 6 começou a comer frutinhas e rolar na cama e com uns 7 ou 8 sentava sozinha. E nós, bobos com cada evolução! É incrível como quando você vê os bebês dos outros começando a sentar, rolar e comer sozinhos parece ser uma coisa banal, mas quando é o seu bebê, tudo é uma festa!

“Olha, olha ela sentou sozinha!”

“Olha só ela rolou na cama sem ajuda!!”

“Meu Deus! Ela conseguiu pegar o brinquedinho nas mãos sem a gente ajudar!”

Eu já chorei de alegria ao levar ela pra ver a primeira decoração de natal, já comemorei ao abrir a fralda e ver que tinha cocô, já cantei e dancei que nem uma maluca pra ela a musiquinha da Casa do Mickey Mouse e já apertei e mordi cada gordurinha só pra ouvir aquela gargalhada gostosa!

Nosso primeiro ano com a Luna foi uma dádiva. Meu marido e eu tivemos a chance de passar o primeiro ano inteiro com ela, sem trabalhar fora, presenciando e acompanhando cada parte do seu desenvolvimento. Vimos quase todas as “primeiras vezes” pessoalmente e isso não tem preço! Como ficamos em casa, ela ainda não foi pra escolinha.

Agradeço muito por termos tido isso, por todo amor da família e amigos com a gente e com a nossa filha e agora, uma nova fase começou! Ela ta quase andando sozinha e acho que o 2º ano vai vir com muitos relatos de coisas quebradas, bagunças e descobertas!

Ah, e uma coisa interessante de se falar é que por mais que a gente queira, nós nunca somos os únicos a se envolver na criação dos filhos…mas isso a gente fala em outro post!

Me conta aqui nos comentários: você que é pai ou mãe e está lendo esse texto, também ficou babando na sua cria de um jeito que ninguém mais fazia?

Limite o tempo para as tarefas chatas com a ajuda de um timer

E aí, pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Se você já deu uma passada pela página HOME aqui do site ou me acompanha no Instagram e viu o meu perfil, já sabe que eu busco viver ao máximo uma vida com mais significado.

Sabe porquê?

Porque eu estava cansada de viver em função das férias e feriados. Tipo, “todo o dia eu faço coisas que eu não gosto, não consigo alcançar o equilíbrio entre minha vida pessoal, profissional e a maternidade mas tudo bem! No final de semana eu vou me divertir muito pra compensar.” Daí o final de semana chegava e a realidade é que eu precisava dedicar o sábado todo pra faxina e organização da casa.

WOOOW! Que vida é essa, gente?

É claro que todas as escolhas são muito pessoais, mas, para mim, esse estilo de vida não funcionava. Eu não estava feliz assim.

Ókei então, eu queria poder terminar cada dia – ao menos, o máximo de vezes possível – satisfeita com o dia em questão, sem precisar esperar pelos feriados para sentir que eu estava vivendo e não apenas sobrevivendo, mas tem coisas que precisam ser feitas, certo?

Não dava pra eu simplesmente eliminar a limpeza da casa da minha vida, eu iria viver em um lugar imundo e disfuncional. Eu consegui eliminar o dia da faxina do jeito que a gente conhece e eu conto tudo pra vocês nesse post aqui, mas pra eu alcançar o objetivo que eu queria, eu iria precisar buscar formas novas de fazer as coisas antigas pra que sobrasse tempo para as outras coisas, para os outros papéis que eu assumo na vida, para o tal do equilíbrio.

E essa foi uma forma de continuar fazendo as coisas que são necessárias no dia a dia, mas fazer o tempo render: contar com a ajuda de um timer.

Então, vem comigo que eu vou te contar como eu uso a ajuda do timer exatamente para essas tarefas inevitáveis de quem tem uma casa sob a sua responsabilidade: a limpeza e a organização.

O que eu percebi que mais tomava tempo na hora de cuidar da casa era o quanto eu me perdia nas tarefas. Faltava foco. Parecia que fazer faxina era tão chato pra mim que qualquer coisa era uma boa desculpa pra fazer uma pausa. Ou então, o outro extremo: eu acabava limpando, arrumando e organizando por horas e horas e fica bem paranóica no final do dia se alguém tira uma coisinha do lugar.

Quem nunca falou pelo menos uma vez na vida a frase “Eu acabei de limpar, dá pra deixar tudo no lugar?” não sabe o que é ter sua própria casa e ser o responsável por cuidar dela!

Então, fracionar essa faxina em pequenas tarefas e limitar o tempo que eu dedico para cada uma me da um senso de urgência e mais foco.

A ideia é a seguinte: programe o timer do seu celular para apitar dentro de 15 minutos e mãos á obra!

Antes de programar o timer, tenha em mãos tudo o que você vai precisar para limpar ou organizar a área que você escolheu.

Comece a tarefa assim que der o start no timer e apenas finalize o que ainda estiver na sua mão assim que o timer apitar depois de 15 minutos.

Simples assim.

Pode ser que 15 minutos não sejam o suficiente? Pode.

Pode ser que seja mais que o suficiente e ainda sobre bastante tempo? Também pode.

Então, observe a situação da região que você escolher limpar sempre que o timer apitar pra saber que ajustes precisam ser feitos para funcionar melhor da próxima vez.

Será que dá pra agrupar 2 tarefas que são mais rápidas de executar do que você tinha imaginado?

Será que é preciso dividir uma única tarefa em 2 ou 3 partes porque elas levam mais tempo do que você esperava?

Leve tudo isso em consideração.

O timer é um ótimo aliado para começar a construir sua rotina de cuidados com a casa diária, semanal e mensal.

Tenho 2 posts aqui no blog sobre rotinas, não se esqueça de dar uma olhadinha neles também clicando nos links abaixo ↓

Abraços e até semana que vem 😘

Bicarbonato de sódio no molho de tomate e alguns outros usos

Você gosta de molho de tomate mais docinho ou mais salgadinho?

Eu gosto dele mais salgadinho mas me acostumei ao sabor mais docinho porque, para tirar a acidez, minha mãe costuma usar uma colherinha de açúcar na hora de preparar o molho de tomate.

Mas, recentemente, eu descobri que existe outro ingrediente capaz de tirar a acidez do molho de tomate que é tão fácil de encontrar e tão barato quanto o açúcar, além de deixar o sabor do molho de tomate bem salgadinho: o bicarbonato de sódio.

E se você já estava feliz com a ideia de usar o bicarbonato só para tirar a acidez do molho, tenho mais boas notícias.

O bicarbonato de sódio pode ser usado para vários outros fins então, além de te contar como usar para tirar a acidez do molho de tomate, vou te mostrar outras aplicações para ele. E claro, quem me acompanha a mais tempo já sabe, mas se você é novo por aqui, vou te contar: todas as dicas que eu dou pra vocês eu já testei aqui em casa e, algumas delas até fazem parte da minha rotina.

O uso do bicarbonato de sódio definitivamente faz parte da minha rotina então, chega de enrolação e vamos para as dicas de uso desse pózinho mágico!

Dica 1 – Bicarbonato de sódio para tirar a acidez do molho de tomate

Para os fãs do molho agridoce, continuem usando o açúcar que vai ser sucesso!

Para quem, assim como eu, prefere o sabor mais salgadinho, anota aí:

Comece a preparar o molho normalmente, do jeito que você já está acostumado a fazer. Quando a receita está quase no fim, antes de desligar o fogo para servir, coloque uma colher de chá de bicarbonato de sódio e misture bem, como se quisesse espalhar essa pequena quantidade de bicarbonato por todo o molho. O molho vai fazer uma espuma mesmo, não se preocupe porque é esperado que isso aconteça pois é assim que o bicarbonato age na acidez do molho. Em alguns segundos a espuma vai sumir e aí é só mexer mais uma vez e desligar o fogo.

Agora, preste atenção na proporção de bicarbonato de sódio para a quantidade de molho: essa medida de 1 colher de chá vai ser o suficiente para 1 caixinha de molho. Se aumentar a quantidade de molho, aumente a quantidade de bicarbonato. E claro, leve seu paladar em consideração. Se achar que o molho ainda está ácido, coloque uma pitada de bicarbonato a mais.

Dica 2 – Bicarbonato de sódio para limpar prata

Essa é uma dica sensacional que eu aprendi com a Flávia Ferrari da Dica do Dia e foi revolucionária.

Quando eu ainda namorava, usava aliança de compromisso, que era de prata. Além disso, sempre gostei mais de coisas prateadas do que douradas e as bijuterias acabavam ficando verdes em contato com a minha pele. Então, sempre tive acessórios de prata. E, quem tem algum objeto de prata sabe bem que prata fica preta com o tempo.

As minhas alianças e acessórios acabavam ficando também e a solução para isso era esfregar até perder a força nos braços para ainda assim, não conseguir limpar a parte preta das ranhuras das peças.

O bicarbonato de sódio faz mágica na hora de limpar cada cantinho das peças de prata!

Então, vai clicando para o lado para acompanhar o processo que eu fiz aqui em casa com alguns acessórios meus e rola para baixo para ver o passo a passo por escrito.

Você vai começar colocando água no fogo para ferver.

Enquanto isso, peque uma tigela de qualquer material que não seja plástico, afinal, a gente vai trabalhar com água bem quente e o plástico pode deformar.

Forre o interior desse recipiente que você escolheu com papel alumínio, deixando uma sobra nas laterais para fechar depois, como se fosse uma trouxinha.

Em seguida, coloque a peça de prata que você quer limpar dentro do papel alumínio, cubra com bicarbonato de sódio, despeje a água fervendo até deixar a peça submersa e feche a trouxinha!

Você vai deixar sua peça de prata de molho ali por cerca de 1 minuto. Com apenas alguns segundos de misturinha em ação você vai sentir um cheiro bem desagradável. Isso é sinal que a reação química que a gente está fazendo nessa peça de prata com o bicarbonato e a água quente está funcionando.

Depois de 1 minuto, abra a trouxinha com cuidado, tire a sua peça de lá com a ajuda de um garfo ou pegador porque vai estar quente e enxugue com um pano limpo.

Você vai perceber a mágica da limpeza com o bicarbonato de sódio!

Se a sua peça estava muito preta, só repita o processo quantas vezes for necessário.

Olha esse antes e depois!

Prontinho. Limpeza eficiente sem esfrega-esfrega.

Dica 3 – Bicarbonato de sódio para a lavagem mais pesada dos cabelos

Essa dica vai servir muito bem para as cacheadas.

E aqui vale dar uma informação prévia para vocês: eu tenho cabelos cacheados e utilizo a técnica LOW POO para cuidar das madeixas. Além disso, costumo lavar meus cabelos somente de 2 a 3 vezes por semana.

Agora, vamos para a dica. Você já parou para pensar na quantidade de produtos que a gente usa nos cabelos nos cuidados diários? É creme para pentear, mousse, óleos reparadores e por aí vai. Eu não uso tudo isso mas sei que cada cabelo é de um jeito e cada pessoa vai usar aquilo que funciona para o seu caso em particular.

Por isso, o cabelo pode ficar muito pesado e a simples lavagem com shampoo pode não ser o suficiente. E é aí que entra o bicarbonato de sódio.

MAS PRESTA ATENÇÃO! A minha dica é para que você use o bicarbonato apenas 1x na semana para fazer uma limpeza mais intensa, nada de substituir o shampoo completamente, combinado?

Então, apenas 1x na semana, eu faço uma lavagem mais pesada, a lavagem pré-hidratação, e é nela que uso o bicarbonato de sódio. Não tem mistério para essa lavagem. No banho, molho os cabelos e vou colocando pequenas quantidades de bicarbonato nos dedos e massageando o couro cabeludo e todo o comprimento dos cabelos. Aplico mais conforme julgar necessário e então enxáguo bem.  Os cabelos ficam bem limpos, com um produto natural e super barato.

Dica 4 – Bicarbonato de sódio para esfoliar a pele do rosto

A indicação para esse uso é de no máximo 3x por semana, ok? Eu coloco cerca de 1 colher de chá de bicarbonato nas mãos – a medida é no olho mesmo – , pingo algumas gotas de água para formar uma pasta e aplico no rosto fazendo uma massagem suave. Assim que acabar essa massagem, enxáguo bem.

O bicarbonato faz uma esfoliação suave e você vai sinto a pele limpa e macia ao finalizar essa esfoliação no rosto.

Essas foram as dicas para usar o bicarbonato de sódio como aliado para a limpeza aí na sua casa!

Agora me conta aqui nos comentários se você usa o bicarbonato para mais alguma coisa? Eu amo descobrir novos usos para esse pózinho!

Vantagens de usar o vinagre de álcool no lugar do amaciante

Hoje tem dica para quem quer economizar com os produtos que usa para cuidar das roupas sem perder nada em qualidade.

Hoje tem dica para quem quer uma substituição sustentável para 1 dos produtos de limpeza que usa.

Hoje tem dica curtinha, mas muito boa, minha gente!

Já tem algum tempo que eu substitui completamente uso do amaciante de roupas pelo vinagre de álcool e é isso que eu vou compartilhar com você hoje.

Eu já ouvi dizer que qualquer vinagre branco funciona, afinal, nessa categoria a gente encontra o vinagre de maçã, de vinho branco, de cereal de arroz – e por aí vai – e o que eu uso, o de álcool.

Todos funcionam? Bom, a única coisa que eu posso afirmar é que o de álcool funciona. Se você usa algum outro e funciona para você, já conta aqui pra galera nos comentários!

O vinagre de álcool é muito eficaz para tirar cheiros desagradáveis que são figurinha carimbada em toda a casa que tem animais de estimação ou crianças pequenas. Se assim como eu você tem ambos, os cheiros de xixi e vômito já te deixaram de cabelo em pé também!

Outra funcionalidade bem legal do vinagre para as roupas é amaciar toalhas. Sabe quando a toalha começa a perder aquele poder de absorção da água porque parece que os fiozinhos não estão mais tão felpudos? Pois é, o vinagre dá um jeito nisso.

Outro cheiro desagradável que some quando a gente usa vinagre como amaciante é o cheiro de cachorro das cobertas e caminhas ou de qualquer lugar que o seu amado pet resolva deitar quando o banho dele já está vencido.

E, como se não estivesse bom demais se livrar dos cheiros acima, o vinagre também tem o poder de eliminar os odores de suor que “agarram” nas roupas, como quando o maridão acabou de chegar depois de horas jogando futebol com os amigos.

Quando eu comecei a substituir o uso do amaciante pelo vinagre, foi aos poucos. Primeiro, usava apenas para essas peças que eu citei, que estavam com odores mais característicos.

Depois, acabei aderindo ao uso do vinagre de álcool para todas as lavagens e me adaptei muito bem.

Em relação ao quanto as peças ficam macias não há com o que se preocupar. O poder amaciante do vinagre é igualzinho ao do amaciante convencional.

Quanto ao cheiro do próprio vinagre, também não tem com o que se preocupar porque ele vai sumir junto com os cheiros desagradáveis. Não se preocupe em ficar com peças de roupa com cheiro de salada porque isso não vai acontecer.

O que muitas pessoas questionam é a ausência de perfume, porque elas gostam das roupas macias e perfumadas.

E para isso, minha recomendação é que você use óleos essenciais. Escolha a sua fragrância favorita e pingue cerca de 7 gotas junto com o vinagre no dispenser para amaciante da sua máquina de lavar.

Quanto a quantidade de vinagre, uso cerca de 150ml para minha máquina de 8kg na capacidade máxima de roupas.

Espero que você tenha gostado da dica, caso ainda não a conhecesse, e que você possa ter mais dinheiro livre para investir em outras coisas com a economia que vai ter ao substituir o amaciante por vinagre!