Minimalismo x Organização

Organização tem tudo a ver com minimalismo e se você já pesquisou pelo menos um pouquinho sobre esse estilo de vida, já viu algum minimalista falar sobre a importância dessa relação.

Mas, como uma Personal Organizer que vive o estilo de vida minimalista, eu tenho uma perspectiva ainda mais profunda sobre a relevância de se organizar para quem vive esse estilo de vida.

Organização é arrumação com lógica.

É considerar o espaço que você tem – não o que você acha que deveria ter – e o volume de coisas que fazem sentido para a sua vida – depois do processo de desapego – sendo arrumadas de acordo com a rotina da sua casa.

Fez sentido?

Quando a gente só arruma mas não organiza, corre o risco de perder coisas de vista e isso é um prato cheio para compras desnecessárias.

E compras desnecessárias não fazem mal apenas para o bolso. Elas acabam te fazendo acumular itens repetidos e tendo mais ainda para limpar, arrumar e organizar.

Além do mais, ter todos os seus ambientes organizados, seja em casa, seja digitalmente, te traz mais leveza no dia a dia ao eliminar o estresse de não encontrar o que precisa quando precisa.

Então, para que você comece a se organizar, tenho 3 dicas para você:

Dica 1 – Agrupe suas coisas por tipo

E para que isso seja ainda mais eficaz, pense além de coisas da mesma cor, do mesmo tamanho ou com características parecidas. Considere também os objetos ou arquivos que você usa no mesmo momento. Vou te dar um exemplo.

Se você costuma usar calça e camiseta para se vestir porque é a forma que você se sente mais confortável, faz sentido guardar essas peças próximas uma da outra no guarda roupas, independente de estar pendurado ou dobrado.

Dica 2 – Quando sair de um cômodo, leve alguma coisa com você

Essa dica vai manter sua casa em ordem no decorrer do dia e diminuir muito o volume de coisas que precisam ser colocadas no lugar no final do dia.

Se você está no quarto e está indo para a cozinha buscar um café, já leve com você a garrafinha de água vazia que está no quarto.

Sacou a ideia?

Dica 3 – Guarde o que você mais usa ao alcance das mãos ou dos olhos

Vou reaproveitar a ideia das camisetas e calças aqui.

Se essa combinação de roupas é o que mais usa no dia a dia, mantenha suas camisetas e calças no lugar de mais fácil acesso do seu guarda roupas, a altura dos seus olhos, de tal forma que você não precisa se abaixar ou pegar um banco para acessar essas peças.

E não deixa nada frente que atrapalhe a visualização clara dessas peças.

E se você quiser ver essas dicas em vídeo, dá o play aqui abaixo mulher!

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Minimalismo x sustentabilidade

Qual a relação do estilo de vida minimalista com um estilo de consumo sustentável?

Se você acha que não tem nada a ver, continue lendo.

Minimalismo é sobre equilíbrio, não sobre descarte.

Desapego e descarte são apenas formas de aplicar o estilo de vida minimalista em uma vida cheia de excessos. E também uma ótima forma de manter o controle da quantidade de coisas que nós temos para que a gente não volte a se desequilibrar, em todos os sentidos.

Então, antes de falar sobre o que o consumo sustentável tem a ver com o minimalismo, preciso te contar um conceito bem bacana.

Nós temos 3 casas para cuidar. Nossa casa com tudo o que a gente possui de material é só uma delas.

Também temos nosso corpo e nosso planeta.

Esses são os 3 lugares onde a gente habita e ter uma vida equilibrada de verdade só é possível quando a gente considera todas as variáveis na conta.

Desapegar dos excessos materiais para ter mais tempo e energia para o que realmente importa para nós é tão importante quanto desapegar dos hábitos nocivos para o nosso corpo e a nossa mente.

Seguindo essa raciocínio, a nossa casa maior, o planeta terra e tudo o que ele nos oferece para viver, também precisa da nossa atenção.

Ter água limpa para beber é importante para você? Respirar um ar puro? Estar em harmonia com os demais seres vivos? Poder visitar as belezas naturais do nosso planeta antes que elas desapareçam?

Se sua resposta foi SIM para qualquer uma dessas questões, acho que você já começou a entender a relação do estilo de vida minimalista com sustentabilidade.

Então, para que você comece hoje a aplicar algumas pequenas mudanças que vão melhorar sua relação com o planeta, vou te dar 3 dicas.

Dica 1 – Use tudo até acabar

Quando a gente abraça o estilo de vida minimalista um fenômeno interessante acontece na nossa cabeça: nós queremos desapegar de tudo agora!

Mas, vá com calma! Pode ser que você tenha identificado que algumas coisas não merecem mais lugar na sua vida quando você aprendeu sobre minimalismo e decidiu aderir a esse estilo de vida, e isso é ótimo!

Mas tão importante quanto identificar o que não faz mais sentido possuir, é pensar no destino que essas coisas vão ter quando saírem da sua vida.

Então, antes de jogar todos os seus canudo de plástico fora para substituir por canudo metálicos que vão te trazer economia e ocupar menos espaço, use todos os canudos plásticos até acabar, combinado?

Dica 2 – Na hora da compra, pense em como aquilo será descartado

Essa dica pode ser mais desafiadora porque vai exigir que você mude a forma como você consome, então, vá devagar e se concentre em um item de mercado só, para começar.

Então, dá próxima vez que for fazer compras, veja se tem algum produto que você pode comprar o refil ao invés de uma embalagem nova, se algo que você pode comprar a granel ao invés de na embalagem plástica ou se tem algum produto de limpeza que pode ser substituído por algo menos nocivo ao meio ambiente – tem texto aqui no blog sobre uma mudança desse tipo, clique aqui para ler!

Dica 3 – Faça uma mudança de cada vez

Vale a pena repetir: vá com calma nas mudanças, sem se cobrar tanto para fazer tudo de uma vez.

Mudar a sua forma de consumir é mais que substituir itens no carrinho de mercado, é modificar hábitos, e isso leva tempo para acontecer.

Aproveite o processo e se permita sentir grata com cada mudança feita, afinal, cada passinho por menor que seja, te coloca mais perto de uma vida mais leve e equilibrada!

E se você quiser ver esse conteúdo em formato de vídeo, é só dar o play aqui embaixo!

Aproveita pra se inscrever no meu canal e até semana que vem, mulher!

Minimalismo x dinheiro

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

E aí, qual a sua opinião sobre o título desse post?

Você já sabe que eu vou te contar que não é bem isso, mas quero muito saber por quê você pensa que todo o minimalista é pão duro, caso você pense assim, então, me conta nos comentários!

A relação de minimalismo com dinheiro começa no autoconhecimento e esse assunto já foi abordado por aqui então, clique aqui se você ainda não leu o post específico sobre esse tema.

Dinheiro é só um meio para um fim, uma moeda de troca, então, faz todo o sentido que a nossa relação com o dinheiro comece com a pergunta: quero essa moeda de troca pra trocar pelo quê?

E aí, a gente vai precisar lembrar também que o caminho começa no autoconhecimento mas também passa pela rua dos hábitos de consumo. Afinal, a gente descobre mais sobre si mesmo, aí identifica quais coisas faz sentido possuir para ser essa pessoa que nós somos – ou queremos ser – e só então descobrimos quanto é necessário desembolsar para adquirir essas coisas.

Sacou o caminho? Clique aqui para ler o post sobre hábitos de consumo porque esse tema está mais detalhado lá!

Então, hoje, vou deixar algumas dicas para você usar o seu dinheiro de forma coerente com o quanto você já se conhece e com os hábitos saudáveis de consumo que está desenvolvendo, olha só.

Dica 1 – Foque em diminuir seus gastos fixos

Quando a gente se conhece melhor e percebe qual estilo de consumo faz mais sentido pra nossa vida, pode acabar percebendo uma coisa desagradável: que no momento presente, nossa vida financeira está um caos!

As dívidas estão lá, consumindo todo o nosso orçamento e cada nova compra acaba aumentando a dívida.

Então, como dar o primeiro passo agora e ter mais controle sobre a nossa vida financeira para então, poder começar a direcionar o dinheiro que a gente recebe para o que faz sentido pra nós?

Diminuindo os gastos fixos.

Será que você assiste sua tv por assinatura com tanta frequência assim? Será que seu canal favorito também tem um canal no YouTube e você pode assistir esse mesmo conteúdo por essa plataforma gratuita? Ou será ainda que todas as atividades que você faz no dia a dia – e que são prioridade para você – tomam todo o seu tempo e você não tem assistido mais a tv?

E quanto ao seu carro – e todos os gastos mensais que o acompanham?

Sua academia?

Aquele curso que você paga mensalmente?

Aquela tarifa que você poderia negociar?

Os gastos fixos fazem seu salário não ser o seu salário mas, sim, um valor bem menor. Afinal, você tem um compromisso com essas contas todo o mês e o dinheiro disponível acaba não sendo igual ao que está escrito no seu holerite.

Outra dica bacana é substituir algumas coisas descartáveis pelas reutilizáveis. Isso pode diminuir significativamente o valor da sua compra mensal de supermercado.

Ao invés de usar coador de café descartável, pode adquirir um que você lave e use de novo.

Ao invés de plástico filme, pode usar pano encerado ou protetores de silicone.

E, ao invés de absorventes descartáveis, a mulherada pode usar o coletor menstrual – tem um post aqui no blog bem detalhado sobre ele.

Reserve alguns minutos para discriminar todos os seus gastos mensais e descobrir se todos ainda fazem sentido para a vida que você escolheu viver. Para os que fazem sentido, será que tem alguma forma de pagar menos e fazer o dinheiro sobrar para ser investido na realização daquele grande objetivo que está lá na gaveta? Pense com carinho no seu PORQUÊ para estar fazendo toda essa análise!

Dica 2 – Tenha um plano

Dependendo de como estiver sua situação financeira, pode ser que seu plano inicial seja estabiliza-la – e esse é um ótimo plano, que vai contar com várias etapas para ser concretizado.

Caso você tenha identificado que seu caso está melhor do que você imaginava, qual o objetivo para esse dinheiro que você fez sobrar todo o mês? Para onde o dinheiro que pagava um boleto vai ser redirecionado?

O minimalismo nos faz perceber que nós não precisamos possuir muitas coisas para viver bem. E também abre novos horizontes! Qual o seu sonho? Vamos transformar ele em uma meta?

Dica 3 – Fatie esses planos em pequenas metas

Se seu sonho for FAZER UMA VIAGEM PARA A DISNEY você já pode adivinhar que esse não é um objetivo de um único passo – esse é o meus sonho, por sinal.

Você vai precisar tirar seu passaporte e visto americano, vai precisar reservar sua hospedagem e adquirir sua passagem aérea e ainda vai precisar comprar os ingressos dos parques que vai querer visitar lá em Orlando.

Além disso, também será necessário definir como você vai se alimentar e se deslocar enquanto estiver lá e colocar na ponta do lápis os custos de tudo isso.

Então, passe um tempo pesquisando sobre o seu objetivo – seja qual for – e fatie ele em pequenas metas, exatamente para que você possa perceber seus progressos e celebrar cada pequena vitória rumo ao seu grande objetivo!

No caso de uma viagem como a Disney, anotar cada passo que você precisa tomar e perceber que você está avançando rumo a realização da sua viagem já te coloca no clima bom de sonho conquistado!

No vídeo abaixo, eu falo um pouquinho mais pra vocês sobre a relação de minimalismo e dinheiro, vem conferir.

Abraços e até semana que vem =D

Minimalimo x Hábitos de consumo

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Hoje é dia de falarmos sobre hábitos de consumo: será que consumir é tão ruim assim?

Se você é novo no estilo de vida minimalista já percebeu que a grande maioria das pessoas que fala sobre esse tema aqui na internet abomina o hábito de consumir.

Sempre tem alguém falando mal da Black Friday, das promoções ou de algum site de compras.

Mas eu, pessoalmente, não acho que o consumo é algo ruim.

Ruim é o excesso. Ruim é a falta de equilíbrio. Ruim é o descontrole.

Consumir é natural. Como seres humanos nós precisamos nos alimentar, então, compramos e consumimos alimentos.

Também precisamos nos vestir, adquirir alguns itens para cuidar da nossa higiene e beleza, adquirir alguns outros itens para a limpeza da casa e de todos os ambientes em que a gente passa algum tempo usando e possuir algumas coisas que deixam nosso dia a dia mais fácil ou mais bonito – se possível, os dois ao mesmo tempo.

Percebe como consumir é natural?

Ninguém precisa voltar a viver como os homens das cavernas pra ser minimalista.

O que você precisa é seguir os passos de algo que eu gosto de chamar de o ciclo da vida simples da forma correta.

Primeiro, autoconhecimento. Segundo, determinar que tipo de vida você gostaria de viver. E então, o terceiro passo: o que faz sentido possuir para dar suporte aos passos anteriores?

Para cada etapa da vida e para cada área, siga esses 3 passos. E de novo para as mesmas etapas ou para as mesmas áreas, sempre que quiser e precisar. Por isso é um ciclo.

E, fazendo assim, começa a ficar mais clara a distinção entre consumir com consciência e consumir em excesso, sacou?

Agora, topa seguir uma dica prática para as suas próximas compras, que vai ser uma espécie de passo dois e meio no nosso ciclo?

Essa dica já é aplicada aqui em casa há alguns anos e tem funcionado muito bem – testada e aprovada!

Então anota aí: o que você vai fazer é CRIAR UMA LISTA DE DESEJOS.

Mas é uma lista diferente das demais. Nessa lista, vai constar o que você quer comprar e o quanto custa.

Para construir essa lista de desejos você só vai precisar de um lugar para anotar e de acesso à internet. Então, anote as coisas que você gostaria de comprar, tanto as que você já tem na cabeça no momento quanto no decorrer da vida, conforme você descobrir coisas novas e o desejo de adquiri-las surgir.

Ao invés de correr para comprar, corra para pesquisar o menor preço possível pelo qual você poderia adquirir esse item.

Você pode construir essa lista no papel ou, claro, no meu queridinho, o Evernote – inclusive, a minha lista de desejos está nele!

Construir – e usar – a ferramenta lista de desejos com os preços vai te ajudar a controlar melhor seus hábitos de consumo porque a ideia de uma determinada compra vai ficar “marinando” ali na lista por um tempo e permitir que o impulso da compra dê lugar a compra consciente, mais bem pensada.

Mas o hábito de manter uma lista de desejos com preços vai além: também vai te ajudar evitar ciladas ao conseguir identificar direitinho se uma promoção é mesmo uma promoção, afinal, você já fez uma pesquisa e sabe exatamente quanto aquele item custa.

Agora, para os fãs do Evernote, eu tenho um presente!

Criei um template com uma lista de desejos prontinha pra você usar.

Clique aqui e salve o template da lista de desejos no seu Evernote!

E se você gostou desse assunto, confira o vídeo abaixo, o terceiro da série MINIMALISMO NA PRÁTICA que está rolando lá no meu canal no YouTube.

Abraços e até semana que vem =D

Minimalismo x Autoconhecimento

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Se quando você escuta AUTOCONHECIMENTO a primeira coisa que você pensa é em algum teste aplicado por um Coach, você não está sozinho: essa era a primeira coisa que eu pensava também.

Mas autoconhecimento é algo mais abrangente e, ao mesmo, tempo, mais simples do que parece e é fundamental para quem quer seguir um estilo de vida minimalista.

Quando a gente fala sobre minimalismo, estamos falando sobre viver com menos. Menos posses, menos coisas para limpar, menos preocupações.

Mas, se a gente refletir um pouco sobre o ato de diminuir a quantidade de tudo o que a gente tem, vai chegar a uma conclusão inevitável: desapegar significa fazer escolhas e tomar decisões.

Então, não é de se admirar que um minimalista tenha uma quantidade diferente de coisas de outro e que, além da quantidade, uns irão possuir coisas que outros não vão.

E como a gente vai saber do que a gente vai desapegar e o que merece ficar? Como a gente vai conseguir olhar para as posses de outra pessoa e avaliar se é ou não relevante pra nós possuir aquilo? Como identificar que coisas fazem sentido para a nossa vida?

A resposta é simples: se conhecendo melhor.

Como eu, Mila, posso ter convicção o suficiente para não ter uma TV a cabo na minha casa mesmo que todo mundo que eu conheço tenha? Sabendo quem eu sou, qual a minha rotina e como é o meu relacionamento com a TV.

E esse não é só um exemplo retórico, eu realmente troquei a TV por assinatura aqui em casa pelos serviços de streaming.

Mas eu só pude fazer isso porque parei, respirei fundo, deixei o fato de todo-mundo-assistir-tv-a-cabo-menos-eu de lado e comecei a observar a minha necessidade, o que eu espero quando ligo a tv e qual seria a melhor opção para o meu estilo de vida e o estilo de vida da minha família.

Foi aí que eu consegui desapegar da tv a cabo e ficar apenas com os serviços de streaming. Nem antena de tv temos mais em casa.

Então, exercite o autoconhecimento e perceba quem você é, quais os hobbies que você realmente tem – não aqueles que você gostaria de ter – e como as coisas que você possuir podem servir ao tipo de vida que VOCÊ e SUA FAMÍLIA vivem.

Cada coisa que a gente possuir precisa ter um propósito pra merecer espaço na nossa vida – seja ele funcionalidade, entretenimento ou estética – e a gente só descobre qual é esse propósito quando a gente sabe quem nós somos e o que gostamos ou não de fazer.

E só para lembrar: isso não depende do que as outras pessoas fazem.

Autoconhecimento é olhar mais para dentro do que para fora.

No vídeo abaixo, o segundo vídeo da série MINIMALISMO NA PRÁTICA, eu falo um pouco mais sobre esse assunto com vocês.

Abraços e até semana que vem =D

Por que me tornei minimalista?

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Você já se perguntou por que alguém escolheria viver com menos posses sendo que existem tantas coisas bacanas a nossa disposição para serem compradas nos dias de hoje? Será que MINIMALISMO não seria um código secreto para POBREZA?

Se você pensa assim, eu te entendo.

Existem mesmo muitas coisas bacanas para serem compradas, com os mais diversos designs, para toda e qualquer função que a gente precise e para todos os gostos.

Mas então, se você sabe disso, por que escolheu ser minimalista, Mila?

Continue lendo que eu vou te contar a minha história com esse estilo de vida. SPOILER ALERT: você vai se surpreender.

Há alguns anos atrás, meu marido e eu morávamos no centro de SP, em um apartamento muito bacana que ficava em um condomínio mais bacana ainda e que era abarrotado de coisas.

Consumistas? Sim, éramos.

Sair para ver o que tinha de bom nos shoppings e lojas da região e adquirir coisas que a gente nem sabia se gostava, só pra testar mesmo, era normal pra nós e a gente fazia isso com frequência.

Mas aí, algo inesperado aconteceu: eu e meu marido ficamos desempregados. Desempregados, com um bebê recém nascido e morando em um apartamento alugado.

Nossa pequena reserva financeira acabou em alguns meses e, por mais que meu marido buscasse se recolocar no mercado de trabalho, nenhuma vaga aparecia. E foi aí que o inevitável aconteceu: nós precisamos entregar as chaves do apartamento, empacotar nossos pertences e voltar pra casa dos nossos pais. No caso, dos pais do meu marido, que tinham um quarto vago para nos receber.

Se você quiser saber a história completa, tem uma série de 4 posts aqui no blog que eu escrevi naquela época, relatando tudo o que aconteceu, é só CLICAR AQUI para ler o primeiro post dessa série.

Então vamos pular para parte onde eu conheci o MINIMALISMO.

Como nós estávamos morando na casa dos meus sogros, sem poder usar a grande maioria dos nossos pertences já por alguns meses, eu passei por um período emocionalmente difícil. Eu só tinha vontade de chorar e não quis sair da cama por alguns dias.

Foi quando eu percebi que eu não podia me entregar ao que estava acontecendo comigo e precisava fazer alguma coisa. E como foi que eu percebi isso? Olhando para a minha filha, a Luna. Antes de engravidar da Luna eu sofri um aborto espontâneo, também tem post aqui no blog relatando essa experiência e olhar para o meu sonho de ser mãe sendo realizado nela, me deu forças pra levantar da cama.

Eu comecei a pesquisar na internet coisas do tipo “como viver bem em um espaço pequeno” e “como diminuir os gastos” e foi aí que me deparei com o conceito de MINIMALISMO.

Pronto, eu fui fisgada. Comecei a pesquisar mais e mais sobre o assunto e comecei a me encantar com esse conceito. Minimalismo é foco no que é importante para nós, eliminando todos os excessos e eu percebi que o que era mais importante para mim eu ainda tinha.

Eu comecei a me animar, contei sobre o minimalismo para o meu marido e ele também gostou desse conceito.

Foi aí que nós começamos a pensar melhor na vida que nós estávamos vivendo ali na casa dos meus sogros. Será que a gente poderia ir no depósito onde nossos pertences estavam guardados e buscar algumas coisas? Mais roupas, livros, jogos de vídeo game, talvez nossa cama e guarda roupas?

Nós fizemos isso e tivemos uma surpresa: tinha uma quantidade grande de coisas que estavam guardadas há meses e que nós não sentimos falta nenhuma.

Não estou falando sobre a geladeira e a máquina de lavar, afinal, eu estava usando os eletrodomésticos da minha sogra. Eu estou falando sobre livros, coleções, dvds, roupas, brinquedos da Luna, consoles e jogos de vídeo game, jogos de tabuleiro, material de escritório, papelada, enfeites e por aí vai. Coisas que a gente poderia usar perfeitamente onde a gente estava mas não estava usando e não estava fazendo falta.

Nós começamos a passar um pente fino em tudo isso. Se a gente não precisava de tudo aquilo, poderíamos vender e fazer uma renda extra – que, naquele momento, seria a nossa renda única.

O que a gente percebesse que queria manter, poderíamos tirar definitivamente do depósito e colocar em uso, afinal eram itens de uso pessoal que cabiam no espaço que a gente tinha disponível.

E foi aí que a mudança começou a acontecer na nossa cabeça e começamos a ganhar uma mentalidade minimalista. ESPAÇO se tornou uma coisa bem importante afinal, ele era limitado para nós naquele momento, então a gente não queria encher nosso quarto de coisas. Nós aprendemos a selecionar com cuidado o que merecia ocupar um lugar no nosso quarto/casa. Nós começamos a nos desfazer de tudo o que se mostrou ser excesso. E nós nos sentimos muito bem fazendo isso!

Nós ainda ficamos morando naquele quarto na casa dos meus sogros por alguns meses depois de conhecer o estilo de vida minimalista até que, finalmente, apareceu uma oportunidade de nós voltarmos a viver na nossa própria casa.

E quando isso aconteceu e nós fomos buscar todos os nossos pertences, eu fiquei com um pouco de receio: será que o minimalismo tinha sido apenas uma solução imediata para a situação desafiadora que eu estava vivendo e, assim que eu voltasse a ter dinheiro e espaço, eu iria abandonar o estilo de vida minimalista e comprar tudo de novo?

A resposta, você encontra no vídeo abaixo, o primeiro vídeo da série MINIMALISMO NA PRÁTICA que está começando lá no meu canal no YouTube!

Abraços e até semana que vem