Uma mulher que virou mãe não deixa de ser mulher

Antes de ser mãe eu fui uma tentante.

Tentei engravidar por cerca de 1 ano depois de ter sofrido um aborto espontâneo (tem post aqui no blog com esse relato).

E, quando eu estava tentando engravidar parecia que todas as mulheres a minha volta estavam engravidando ou tinham bebês de colo.

Quando a gente quer muito alguma coisa, nosso cérebro fica seletivo e faz com que a nossa atenção seja sempre direcionada para o que a gente quer – ou pelo menos para o que remete ao que a gente quer.

A realidade não é que o número de mulheres grávidas e bebês aumentaram repentinamente porque eu queria engravidar. Eu simplesmente notava as barriguinhas salientes e os bebês de colo com mais frequência.

Essa visão seletiva me fez notar mais do que os olhos podem ver. Me fez perceber comportamentos nas pessoas que lidavam com as mães e futuras mães.

Na época que eu estava tentando engravidar, uma grande amiga minha tinha conseguido. Nós trabalhávamos juntas, nos víamos todos os dias e, obviamente, nosso assunto quase sempre era sobre gestação e filhos.

Minha amiga ganhou a filha dela, entrou de licença maternidade e voltou a trabalhar quando a licença terminou.

E aí que eu comecei a perceber uma coisa interessante na empresa que a gente trabalhava.

Veja bem, minha amiga agora era mãe. Precisou colocar a filha na escola com 4 meses de vida – como a maioria das mulheres que volta a trabalhar depois de se tornar mãe – mas, ainda que a bebê ficasse na escola em período integral, ela ainda era mãe.

No final do expediente, ela corria para buscar a filha na escolinha. Pela manhã, só chegava no escritório depois de deixar a filha na escolinha também. Nos finais de semana, nem se ouvia falar dela no trabalho.

Minha amiga fazia o horário de trabalho normal dela, sem ficar devendo nada para a empresa.

E, então, depois de alguns meses, ela foi chamada na sala do chefe. Aparentemente a empresa não estava satisfeita com o fato de ela fazer apenas as horas normais de trabalho.

Veja bem, antes de engravidar, minha amiga costumava fazer horas extras com frequência. Ficar até mais tarde durante a semana ou chegar mais cedo e trabalhar alguns finais de semana e feriados não era nada incomum pra ela. E, ao que parecia, a empresa esperava que esse ritmo de trabalho iria continuar, independentemente de ela ter um bebê de colo em casa.

Isso me marcou. Esse causo aconteceu há anos atrás, antes de eu ser mãe e, mesmo depois de tanto tempo, eu nunca esqueci.

Esse causo, aliás, foi um dos principais motivos que me fizeram decidir parar de trabalhar quando a Luna nasceu.

Cuidar das crianças é um trabalho por si só. E muito bem remunerado para quem não é mãe. Faça uma pesquisa rápida no Google por “babás” e você vai se impressionar com o quanto você precisaria desembolsar se precisasse contratar uma babá.

Mas as mães, por algum motivo, sofrem uma pressão injusta para dar conta do trabalho de mãe e do trabalho remunerado.

As pessoas esperam isso de nós. Elas esperam que as mulheres vão fazer tudo sem reclamar e sem receber ajuda. E, por incrível que pareça, elas criticam todas as mães, tanto as que escolheram parar de trabalhar fora para cuidar dos filhos quanto as que decidiram continuar trabalhando.

Aliás, críticos não faltam quando o assunto é maternidade. Existem opiniões de todo o tipo sobre cada aspecto da criação de um filho mas nenhum deles te permite escapar das criticas: de uma forma ou de outra, você nunca estará fazendo certo, mulher.

É difícil ser mãe? Para mim, não. A parte difícil não é ser mãe. A parte difícil é ser induzida a sofrer uma metamorfose e deixar de ser uma pessoa para se tornar apenas mãe.

Você quer ponderar os prós e contras com atenção para fazer a escolha entre continuar trabalhando fora ou parar, considerando o que é melhor para a sua família? Cuidado! Alguém vai achar que você não ponderou nada e te julgar. Afinal, todas as suas decisões agora tem que ser tomadas sob o ponto de vista de uma mãe, não de uma pessoa.

Quem nunca ouviu alguém criticar uma mulher que deixou os filhos com a avó pra ir numa festa como sendo uma péssima mãe?

Gente, isso é muito tóxico!

Uma mãe sobrecarregada é uma mulher que foi condicionada a se culpar sempre que faz qualquer coisa que não seja em função dos filhos.

E isso não é saudável, sabe por quê?

Claro, a sobrecarga emocional de uma mulher que exerce apenas o papel de mãe já seria um bom motivo.

Mas, principalmente, porque seus filhos estão aprendendo como é ser um adulto ao observar a forma como você se comporta.

Não é o que você fala para os seus filhos que vai molda-los como os adultos que você quer que eles sejam, é o que você faz.

Se você é uma mãe que nunca se diverte, nunca dedica um tempo para si própria e acaba estourando de tempos em tempos por causa da sobrecarga – embora seus filhos não saibam que você se sente sobrecarregada – eles vão registrar que é assim que uma mãe se comporta.

Suas filhas, quando forem mães, irão inconscientemente se boicotar quando estiverem vivendo uma vida plena e equilibrada, afinal, não é assim que o cérebro delas registrou a forma como uma mãe deve ser.

Seus filhos, provavelmente irão sobrecarregar as esposas, afinal, mães fazem tudo sozinhas e tem que fazer mesmo, foi assim que eles te observaram a vida toda.

É muito melhor pra os seus filhos te verem como um ser humano que erra e acerta sempre tentando fazer o melhor do que uma mãe que tenta ser perfeita e acaba se sobrecarregando e se sentindo sempre sozinha.

Mas calma, isso não é um ultimato. É apenas a maneira como as crianças irão se comportar como adultos naturalmente, sem fazer nada sobre o assunto. É claro que com a ajuda de um bom terapeuta eles poderão mudar essa realidade.

E eu digo isso porque é isso o que está acontecendo comigo hoje, em 2021, quando este texto está sendo escrito.

Eu estou fazendo terapia e aprendendo que muitos comportamentos que eu tenho e que estão desalinhados com a vida que eu amaria viver, são na verdade, registros inconscientes da forma como minha mãe se comportava sendo copiados por mim sem nem eu perceber.

Então, independente do que esperam de você ou de que te ensinaram, pare e reflita: que tipo de mulher você gostaria de ser hoje e que tipo de mulher você gostaria que sua filha fosse no futuro?

Uma mulher que virou mãe não deixa de ser mulher.

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Guerreira é a Xena, eu sou sobrecarregada

A autora dessa frase que vi viralizar no Reels do Instagram tá de parabéns! =D

Eu, como uma Millenial bem típica, assistia a série Xena, a princesa guerreira quanto passava na TV aberta. Você lembra dessa dessa série, mulher?
Me conta nos comentários!

A referência dessa frase hilária vem dessa série e, pela repercussão que ela teve, acredito que eu não sou a única mãe que se sente um pouco incomodada ao ser chamada de GUERREIRA.

Nenhuma mãe é chamada de guerreira se não estiver lutando uma batalha aos olhos de quem chama.

A pessoa vê a mulher cuidado da casa, do trabalho, dos filhos, da própria vida pessoal e logo quer elogiar o esforço e a dedicação.

Obrigada pessoa, eu sei que a sua intenção é mostrar apreciação por nós mães.

E por isso mesmo, preciso te contar um segredinho: uma mãe que tá lidando com tudo isso – e eu generalizei bem as responsabilidades que uma mãe assume – PRECISA DE AJUDA.

É muito agradável pra nós mães receber um elogio de alguém, claro que é. E eu sei que as palavras que compõem um elogio variam de pessoa pra pessoa, dependendo de como ela foi criada e tal.

Mas a realidade é que um elogio desses são só palavras vazias. A pessoa nos chama de guerreira, vai embora viver a vida dela, e nós continuamos guerreando sozinhas.

Esse é o post dos segredos para quem chama uma mãe de guerreira, olha só: uma mãe sobrecarregada não tá cansada de ser mãe.

Bom, ás vezes tá. Mas só porque ela assume a tarefa de mãe 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, sem folga.

Uma mãe dá banho nos filhos durante o dia, na hora que costuma fazer isso e já está acostumada a fazer. Mas também tem que acordar às 3 da manhã pra dar banho na criança que está com febre, trocar toda a roupa de cama, colocar o colchão do lado de fora pra tomar um sol quando ele nascer, levar a criança pra própria cama afinal, a dela está toda mijada, e ir buscar um remédio pra febre, fazer um tetê e tentar pegar no sono de novo logo depois de tentar vestir essa criança enquanto tenta acalmar a choradeira.

Essa mesma mãe vai precisar levantar e começar a cuidar da vida no horário normal, independente da luta da madrugada.

“Imprevistos” que bagunçam toda a rotina, como esse, acontecem com mais frequência do que uma mãe gostaria.

Aposto que você, mãe, teria pelo menos mais uma dúzia de situações pra contar aqui nos comentários desse post sobre a sobrecarga que você sente na rotina de mãe.

Então, pessoa que nos chama de guerreira, sabe o que você pode fazer? Nos dar suporte para ajudar a lutar algumas batalhas.

Você pode ajudar com suprimentos. Quando for visitar uma mãe de recém nascido, leve alguma coisa pra comer que esteja pronta pra ela não precisar cozinhar.

Você pode ajudar com a logística. Quando for na casa de uma mulher que tem um bebê, lave a louça.

E sabe o que pode ajudar muito? Se você nunca, jamais, sob nenhuma circunstância fizer um comentário negativo sobre a limpeza e arrumação da casa.

Na verdade, não faça nenhum tipo de comentário. Essa mulher sabe que a casa dela está um caos e não tem estrutura emocional no momento pra lidar com nenhum tipo de comentário sobre isso sem se culpar.

Já está na hora de todos começarem a compreender que as mães não são guerreiras ou seres divinos nascidos com algum tipo de dom.

Nós somos apenas pessoas comuns, que fazem algumas coisas com mais facilidade que as demais pessoas tanto quanto fazem algumas outras coisas com mais dificuldade que as demais pessoas.

A diferença é que nós estamos enfrentando possivelmente o maior desafio da nossa vida e a gente não sabe muito bem o que fazer. Estamos apenas tentando fazer o melhor.

Guerreira não, sobrecarregada.

Mudanças estão acontecendo e eu preciso te contar tudinho, mulher

Mulher, uma nova fase tá começando na minha vida.

Somos pessoas de fases, mulheres sabem disso melhor do que ninguém porque só o nosso ciclo menstrual já nos obriga a passar por pelo menos 2 fases diferentes todo o mês! =P

Não mudou nada na vida pessoal. Casamento tá bem, com seus altos e baixos de sempre, vida de mãe tá bem também, variando entre surtos e muito amor a cada hora do dia e a saúde, levando em consideração a pandemia mundial, graças aos céus, está bem também.

O que tá mudando é a parte profissional.

Eu sou Personal Organizer, se você já me acompanha aqui, isso não é nenhuma novidade.

Eu amo organizar as coisas, isso é um fato. Mas a maneira de traduzir meu amor por organização e minha formação profissional nessa área em ajuda genuína pra você, mulher, ainda tava um pouco confusa pra mim.

Eu fiz cursos e mais cursos mas o negócio ainda tava difícil de clarear.

Sabe de que forma eu comecei a enxergar mais clareza na forma de te ajudar com o meu trabalho? Quando eu comecei a fazer terapia!

Foi no momento que eu decidi tratar das minhas próprias neuras que as coisas começaram a clarear e eu percebi a raiz dos problemas. Recomendo terapia, viu?

Já parou pra pensar que quando a gente melhora, evolui ou aprende, a gente está mudando alguma coisa? Melhora é mudança.

Mudanças estão acontecendo porque uma melhora está acontecendo.

Então, deixa eu te contar logo algumas coisas porque eu sei que você tá ficando curiosa.

Primeiro, o site tá todo repaginado. As cores, as páginas, o logotipo e os serviços que eu ofereço. Até meu corte de cabelo mudou – não que isso interfira no site. =D

Tá tudo novo e eu te convido pra conhecer. Clique nos links aqui embaixo pra conhecer cada área nova do site – que, no momento, não chega a meia dúzia, pra falar a verdade.

Como uma boa minimalista, trouxe a simplicidade desse estilo de vida para a experiência que você vai ter em cada cantinho do site. Tudo simples, claro e intuitivo.

Segundo, mulher, meu papo sempre foi com você mas eu ainda não tinha coragem pra assumir. Então, agora, tô assumindo nosso relacionamento: meu papo é com mulheres, mais especificamente, as que são mães.

Então, se você que tá lendo esse texto é mãe, seja muito bem vinda oficialmente! E já convida mais mães para essa nossa comunidade de ajuda mútua que tá nascendo.

Agora, vamos trocar uma ideia? Me conta aqui nos comentários como você se sentiria mais ajudada em relação a organização, produtividade e vida de mãe.

Um abraço, mulher, e até mais!

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O dicionário dos cachos e dicas para o dia a dia

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Tem muita nomenclatura que a gente emprestou da gringa e que eu mesma não entendia muito bem quando procurava um vídeo ou texto sobre cuidados com os cabelos.

Pois hoje é o dia de descobrir o que significa cada expressão tão usada pelas blogueiras e, assim, saber identificar se você precisa mesmo fazer tudo isso ou se o caminho mais simples já é o suficiente para você.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

LOW-POO

O LOW-POO é a primeira técnica para cuidar dos cabelos cacheados baseada na utilização de componentes menos agressivos para limpar os fios. Nessa técnica, o LOW significa POUCO e o POO é referente a shampoo.

Então, LOW-POO significa LAVAGEM COM POUCO SHAMPOO.

Mas preste atenção: não é pouca quantidade de produto, mas sim, a substituição dos sulfatos fortes e nocivos para os cabelos pelos sulfatos fracos que limpam sem agredir o couro cabeludo. A técnica LOW-POO está bem detalhada NESSE POST AQUI.

NO-POO

O NO-POO é a segunda técnica para cuidar dos cabelos cacheados baseada na utilização de componentes menos agressivos para limpar os fios.

Mas, ao contrário do LOW, aqui a gente vai eliminar o uso desse tal de sulfato e limpar os cabelos com substâncias mais hidratantes e menos limpantes, os produtos de CO-WASH.

Se bateu uma dúvida aí sobre como saber se o LOW-POO ou o NO-POO são adequados para os seus cabelos e sobre como começar a usar essas técnicas, tem passo a passo de cada técnica e a forma correta de escolher a que atende melhor as necessidades dos seus cabelos NESSE POST AQUI.

CO-WASH

O CO-WASH é usado na lavagem dos cabelos na técnica NO-POO e pode ser feito usando um tipo de condicionador para lavar o couro cabeludo e os fios.

MAS ATENÇÃO: adotar a técnica NO-POO e tudo o que diz respeito a ela – incluindo o uso do CO-WAHA – é uma escolha que precisa levar em consideração o seu tipo de cabelo e as necessidades dele.

Quer saber como fazer a melhor escolha – e aplicar essa escolha da forma correta? Tem muita informação para você NESSE POST AQUI.

FINALIZAÇÃO

A finalização é a etapa que a gente faz nos fios do cabelo – não na raiz! – depois de lavar e condicionar ou depois da aplicação de alguma máscara de tratamento. O produto mais básico para essa etapa é o creme para pentear.

Agora vem uma dica de aplicação: sempre aplique o seu creme para pentear com os cabelos molhados e de baixo para cima.

APLICAÇÃO DOS PRODUTOS “DE BAIXO PARA CIMA”

Uma coisa importante é compreender que nosso cabelo é dividido, basicamente, em 2 partes: couro cabeludo e fio.

Os únicos cuidados que a gente tem com o couro cabeludo são a lavagem e a umectação.

Condicionamento, finalização e cada uma das máscaras de tratamento são cuidados para os fios, não para o couro cabeludo. Então, quando a gente está cuidando dos fios, a gente evita aplicar os produtos na raiz.

Por isso, aplicar os produtos para os fios de baixo para cima ajuda muito a concentrar a aplicação onde os fios mais precisam, nas pontas.

Fazendo a aplicação do condicionador, creme para pentear e máscaras de tratamento dessa forma, você vai perceber que os produtos que estavam nas suas mãos vão acabando no caminho, antes de chegar na raiz dos cabelos e vai ser muito mais fácil ter esse controle na hora da aplicação.

FITAGEM

A fitagem é uma das formas de fazer a finalização dos cabelos com creme para pentear – e com os cabelos molhados – para ajudar a ter cachos definidos.

É a forma mais rápida, na minha opinião, perfeita para quem tem um pouquinho de preguiça de fazer o dedoliss, como eu! Eu explico direitinho o processo de fitagem para vocês NESSE POST AQUI.

Olha eu fazendo a fitagem nos meus cabelos!

DEDOLISS

Essa é uma forma de definir os cachos que exige muque, minha gente!

Sabem o babyliss, aquele negócio que parece uma chapinha em formato cilíndrico que a gente usa para definir os cachos, mexa por mexa?

Então, o DEDOLISS é fazer a mesma coisa só que ao invés de enrolar uma mexa de cabelo no babyliss a gente enrola no nosso dedo e faz isso com os cabelos molhados, na etapa de finalização.

Para fazer o DEDOLISS você vai pegar mexa por mexa de cabelo, enrolar o cacho nos dedos para definir o formato e soltar. É rápido fazer em uma mexinha mas é demorado – e cansativo – fazer no cabelo todo.

O resultado fica maravilhoso, isso não tem como negar então, a minha indicação é a seguinte: se você vai para um evento especial, faça o DEDOLISS. Para o dia a dia, a FITAGEM já é o suficiente.

DAY AFTER

Mais uma expressão emprestada da gringa, o DAY AFTER significa DIA SEGUINTE.

Se você lavou seus cabelos hoje, dormiu e acordou, você chegou no seu primeiro DAY AFTER.

Daí, você que já conferiu todos os posts da série sobre cachos aqui do blog, identificou as necessidades dos seus cabelos e percebeu que pode ficar alguns dias sem lavar os cabelos, passou mais um dia, dormiu e acordou sem lavar os cabelos de novo. Agora você chegou no seu segundo DAY AFTER. Deu pra sacar a ideia?

Geralmente, quando a gente acorda nossos cabelos estão um pouco bagunçados e com mais frizz.

Então, para cuidar dos cabelos no DAY AFTER, aposte no uso de produtos mais leves, de preferência em SPRAY.

Você vai encontrar produtos para comprar com o nome DAY AFTER no rótulo mas você também pode fazer o seu próprio produto, e essa foi uma dica da Cá, a nossa especialista.

Pegue um recipiente que tenha um spray e coloque água, um pouquinho de creme para pentear e algumas gotas de um dos óleos indicados para fazer a umectação. Dê uma sacudida para misturar tudo e pronto.

O recipiente em spray vai te dar mais controle para aplicar apenas o suficiente para ajudar a domar os cabelos sem encharcar e essa misturinha caseira vai garantir que você não exagere na quantidade de produto e acabe deixando os cabelos pesados.

HIDRATAÇÃO

Essa é a etapa do cronograma capilar que é importante para todos os tipos de cabelo.

Hidratar é devolver para os cabelos a água que ele perde e isso acontece naturalmente com todos os tipos de cabelo.

Aloe vera, pantenol e glicerina são componentes chave em uma máscara de hidratação então, fique de olho nos rótulos porque nem sempre o que a máscara de tratamento diz que ela faz é o que ela realmente faz.

O processo de hidratação dos cabelos está bem detalhado NESSE POST AQUI.

RECONSTRUÇÃO/RESTAURAÇÃO

Essa é a etapa do cronograma capilar destinada especialmente para quem tem algum tipo de química no cabelo. Isso porque a reconstrução tem o propósito de devolver para os cabelos algo que é tirado pelo efeito da química ou mesmo da escovação.

Se seu cabelo é natural, sem tintura nem nenhum outro tipo de química, pode ser que você possa pular essa etapa. Tem passo a passo e indicação de máscaras de reconstrução/restauração sem testes em animais NESSE POST AQUI.

E em termos gerais, o que você precisa procurar em máscaras de reconstrução?

Componentes como Queratina e aminoácidos são os básicos.

NUTRIÇÃO

A etapa do cronograma capilar chamada de nutrição pode ser feita com uma máscara de nutrição – aquela que contém óleos ou manteigas na sua composição – ou com os óleos vegetais aplicados direto nos cabelos, no processo de umectação e ajuda bastante a selar a hidratação.

Nutrir é dar os nutrientes que os cabelos precisam então, preste atenção às necessidades dos seus cabelos para perceber se apenas a máscara de nutrição é o suficiente ou se você precisa fazer a umectação.

O que vale ser ressaltado aqui é que as necessidades do seu cabelo podem mudar de acordo com a idade, seu estado de saúde, o lugar onde você mora…enfim, observar seus cabelos com atenção é a melhor forma de garantir que você está fornecendo o que ele precisa pra ficar bonito e saudável.

Tem mais detalhes sobre a etapa de nutrição NESSE POST AQUI.

Ah, e lembre-se: a máscara de nutrição vai ser aplicada apenas nos fios, de baixo para cima, evitando a raiz. Já a umectação, você vai conferir no item abaixo.

UMECTAÇÃO

Essa é a etapa do cronograma capilar que trata tanto do couro cabeludo quanto dos fios.

A umectação é feita com óleos vegetais aplicados da raiz até as pontas com direito a massagem no couro cabeludo. Cada óleo tem um propósito e deve ser escolhido de acordo com as necessidades dos seus cabelos. NESSE POST AQUI tem dicas para fazer a umectação e 3 opções de óleos vegetais, um para cada necessidade dos fios.

POROSIDADE

É uma característica dos fios que pode existir em algumas regiões do cabelo ou no cabelo todo, que faz com que seja difícil de manter a definição dos cachos.

Pode ser que tenha alguma parte aí do seu cabelo meio desobediente que não fica tão bem definida quanto as outras partes. Essa é uma parte porosa do seu cabelo.

A porosidade é uma característica bem comum em cabelos mais crespos e em cabelos com química. Para lidar com isso, seja fiel ao seu cronograma capilar que está bem detalhado NESSE POST AQUI.

FRONHA DE CETIM

Quando a gente dorme nosso cabelo entra em atrito com a fronha do travesseiro e isso vai formando os frizz.

É normal. Dizem as boas línguas por aí que o cetim é um material que tem menos atrito com os fios de cabelo e, consequentemente, causa menos frizz.

Por isso existe esse indicação entre as cacheadas para o uso da fronha em cetim, da touca difusora em cetim e até de elásticos de cabelo ou lenços também nesse material.

Se você seguir um cronograma capilar fiel e finalizar seus cabelos da forma correta, a fronha de cetim pode ser até dispensável para você.

Aliás, para quem gosta de cachos volumosos, fica a dica: desapegue da preocupação com o frizz. Eles fazem parte da cabeça que tem cachos e está tudo bem ;).

DIFUSOR E TOUCA DIFUSORA

Esses dois aparatos servem para um único propósito: evitar a incidência direta do vento do secador de cabelo nos cachos.

Repita de novo o mantra dos cabelos cacheados que contei pra vocês pela primeira vez nesse post aqui: EU NÃO VOU MAIS MEXER NO MEU CABELO ATÉ QUE ELE ESTEJA COMPLETAMENTE SECO!

O vento do secador nos cabelos molhados vai acabar criando mais frizz, embaraçando os fios e destruindo todo o processo de finalização que a gente fez com tanto cuidado.

Por isso, para secar os cabelos você tem 3 opções: deixar secar naturalmente (e longe do vento), usar um difusor acoplado ao seu secador de cabelo ou usar uma touca difusora, também em conjunto com o secador.

Como eu faço? Sempre deixo secar naturalmente, não tenho nenhum desses aparatos. Mas se você não gosta de deixar os cabelos secarem só com o efeito do tempo, tanto o difusor quanto com a touca difusora de cetim irão fornecer para os cabelos o calor necessário para que eles sequem mas sem o vento direto e são as melhores opções para os cabelos cacheados.

E aqui vale te contar uma dica extra que a Cá, nossa especialista em cachos que ajudou com todos os posts dessa série, me deu. Cabelos que tem cachos mais abertos, aqueles que são mais pra ondulados que pra cacheados, tem uma tendência a perder a definição com mais facilidade. Então, quanto mais abertos os cachos, pior o efeito do vento sobre eles.

DICA EXTRA

Quando se trata de cachos, existe uma coisa que você precisa lembrar: se um cacho de cabelo seco for desfeito, ele só vai ser refeito na próxima lavagem. Não tem como refazer um cacho sem lavar e finalizar. Além de desfazer os cachos, puxar demais os cabelos para fazer um penteado pode quebrar os fios.

Por isso, evite prender o cabelo muito apertado e faça o possível para respeitar o formato dos cachos.

Se você vai fazer um rabo de cavalo, por exemplo, use um elástico mais grosso e dê menos voltas. Eu comecei a soltar a criatividade e usar bandanas com muito mais frequência quando estou com calor ou quando preciso tirar os cabelos do rosto ao invés de prender. Quem me acompanha nos stories do Instagram já me viu bastante de bandana na cabeça!

Então, para finalizar, trate seus cabelos com respeito. Respeite as necessidades dele, e forneça o que ele precisa. Respeite o formato dele par não acabar desmanchando. E respeite os defeitos dele também, como os frizz por exemplo. Tudo isso faz parte e aceitar nossos cabelos como eles são fazem parte da nossa jornada de autoconhecimento!

E aqui acaba a nossa série sobre cuidados com os cabelos cacheados!

Eu espero que vocês tenham aprendido com a leitura dessa série de posts tanto quanto eu aprendi escrevendo ela pra vocês.

LISTA DE TODOS OS POSTS DA SÉRIE SOBRE CABELOS CACHEADOS ↓

Abraços e até semana que vem 😘

Low-poo e no-poo: um guia para começar a usar as técnicas (com produtos baratinhos)

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Hoje a gente vai pra parte prática, gente. Então, é muito importante que você tenha lido os demais posts dessa série, caso o mundo do no-poo e low-poo seja novo pra você, combinado?

Por isso, se você está chegando aqui agora, por esse post, vou deixar uma listinha aqui embaixo dos demais posts sobre cuidados com os cabelos pra você ler ANTES de continuar a leitura desse aqui, é só clicar nos links abaixo:

LEITURA EM DIA? Então vamos prosseguir!

Nesse post você vai encontrar uma lista de produtos liberados para as técnicas LOW-POO e NO-POO que são BARATOS e SEM TESTES EM ANIMAIS.

Isso aí. O estilo de vida minimalista tem tudo a ver com diminuir ao máximo o impacto negativo que as coisas que a gente consome tem na nossa casa maior – o planeta terra – então, fiz uma seleção de produtos acessível e sustentável pra vocês. Depois de escrever esse post e pesquisar mais sobre os produtos, já estou pensando em outras opções na minha próxima compra então, ME SIGAM NO INSTAGRAM, porque eu costumo compartilhar essas minhas experiências com vocês lá nos stories.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Dito isso, vamos começar pelo princípio: COMO COMEÇAR NO NO-POO E LOW-POO?

No último post dessa série sobre cabelos cacheados e contei pra vocês o motivo principal para aderir a uma dessas técnicas e como saber qual das duas é a mais adequada para você.

Então, se você já identificou qual a técnica mais adequada pra o seu tipo de fio e de couro cabeludo, é só começar a usar os produtos liberados e pronto, certo?

CALMA!

Lembra que eu contei pra vocês que cada produto que a gente aplica nos cabelos tem bastante química e que, a maioria delas, só é removida com o tal do sulfato? Pois bem.

Pra começar a usar os produtos liberados tanto para o LOW quanto para o NO, você vai precisar remover essa química dos produtos não liberados para as técnicas dos seus cabelos.

Como? Lavando generosamente com o seu shampoo cheio de sulfato. Lave bem o couro cabeludo e os fios, da raiz até as pontas, 2 ou 3 vezes se achar necessário pra remover todo os produtos que foram aplicados antes.

Depois dessa lavagem, siga com os cuidados do dia a dia – condicionar e finalizar – já com os produtos liberados.

Na próxima lavagem, use o shampoo liberado também e pronto! Você já está usando a técnica LOW-POO ou NO-POO!

Agora, um lembrete IMPORTANTE: tem grandes chances de você não ficar nada satisfeita com os seus cabelos no começo. Isso é completamente normal. Agora que você está respeitando a oleosidade natural do seu couro cabeludo e colocando menos produtos agressivos nos seus fios, você vai ver como ele realmente é e quais as necessidades reais dele. Por isso, pode ser que você comece com o LOW-POO e depois migre para o NO-POO. Ou vice-versa, como aconteceu comigo.

Agora é que você vai poder observar se seu couro cabeludo tem mesmo oleosidade excessiva ou se só estava com a oleosidade desregulada, como eu contei pra vocês nesse post aqui.

Quando você começar a usar o LOW ou o NO e, combinado à técnica, começar a pegar firme no cronograma capilar – que está bem detalhado nesse post aqui – você vai saber dizer com mais clareza se os fios do seu cabelo são mesmo do tipo seco ou se só estavam ressecados por causa da agressividade dos produtos que você usava.

Então, anota aí.

O segredo para um cabelo natural lindo e saudável é um conjunto de 3 passos.

  1. Entenda que seu organismo cuida dos seus cabelos naturalmente através do couro cabeludo e trabalhe junto com ele ao invés de contra ele;
  2. Seja fiel o suficiente ao seu cronograma capilar para entender que ele é necessário mas também seja flexível o suficiente para observar se as necessidades do seu cabelo estão mudando;
  3. Evite os hábitos nocivos do dia a dia que podem danificar os fios e até o couro cabeludo (vamos falar disso em outro post 😉 )

Então, agora, vamos para a nossa lista de compras de produtos liberados e sem testes em animais, por categoria. Eu selecionei 3 opções de cada tipo e o menor preço que encontrei de cada um no momento em que esse post está sendo escrito para que você tenha ideia da faixa de preço e possam escolher os produtos para montar seu kit.

SHAMPOOS LIBERADOS PARA LOW-POO

CO-WASH LIBERADOS (NO-POO)

CONDICIONADORES LIBERADOS PARA NO-POO E LOW POO

CREMES PARA PENTEAR LIBERADOS PARA NO-POO E LOW-POO

MÁSCARAS DE HIDRATAÇÃO LIBERADAS PARA NO-POO E LOW-POO

MÁSCARAS DE NUTRIÇÃO LIBERADAS PARA NO-POO E LOW-POO

MÁSCARAS DE RECONSTRUÇÃO LIBERADAS PARA NO-POO E LOW-POO

E os óleos vegetais para a umectação? TODOS LIBERADOS!

Gente, preciso confessar uma coisa: eu estou aprendendo demais ao escrever essa série pra vocês e espero que você esteja aprendendo tanto quanto eu.

Semana que vem tem mais! Ainda não posso dizer qual será o tema do próximo post porque tenho 2 assuntos super pertinentes em mente para continuar essa série mas ainda estou decidindo qual a melhor ordem para aborda-los aqui. O que posso dizer é que ainda vem muita coisa boa!

Abraços e até semana que vem 😘

NO-POO e LOW-POO: tudo o que você precisa saber sobre essas técnicas

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Hoje é dia de a gente desvendar de uma vez por todas o que são as técnicas conhecidas como NO-POO e LOW-POO.

Eu bati um papo com a nossa especialista em cachos, a Camila Carvalho, que está sendo uma super consultora em toda essa série para cabelos cacheados e ela me contou tudinho sobre essas técnicas: qual a diferença entre elas, como escolher entre as duas e porque deixar de usar a forma convencional de lavar os cabelos.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Então, vamos começar pelas 2 adaptações básicas que você vai notar nos cuidados com os cabelos que vão acontecer tanto com o LOW-POO quanto com o NO-POO.

Esse sufixo POO que existe no nome das duas técnicas – LOW-POO e NO-POO – é referente a shampoo. Ou seja, a primeira mudança que você vai notar ao aderir a uma dessas duas técnicas é na etapa de lavagem dos cabelos.

A segunda mudança que você vai notar ao aderir ao Low ou ao No, é na composição dos produtos que você vai usar nos cabelos, ou seja, o rótulo dos produtos vai virar seu melhor amigo no início porque algumas substâncias são proibidas em cada técnica.

Mas antes de a gente começar a se aprofundar em como essas 2 adaptações vão funcionar na prática, tem uma coisa importante que a gente precisa recapitular.

No primeiro post dessa série sobre cachos eu contei pra vocês que os cabelos cacheados precisam de cuidados diferentes dos cabelos lisos exatamente por causa do formato dos fios. Como assim? Nosso couro cabeludo produz uma oleosidade natural para levar a hidratação e os nutrientes até as pontas dos cabelos. Nos cabelos lisos, essa oleosidade “escorre” com mais facilidade. Já nos cabelos cacheados, essa oleosidade tem mais dificuldade em percorrer todo o comprimento dos fios até as pontas, então, quanto mais fechado o cacho, mais seco o cabelo vai ser.

Agora, que a gente relembrou essa necessidade específica dos cabelos cacheados, a explicação das técnicas LOW-POO e NO-POO vai fazer mais sentido, olha só.

Um shampoo convencional tem uma grande quantidade de uma substância altamente limpante, o SULFATO. Mas, estudando os cabelos cacheados descobriu-se que o tal do sulfato limpa muito profundamente, tanto o couro cabeludo quanto os fios, removendo junto com a sujeira a oleosidade natural. Os fios acabam ficando ressecados e o nosso organismo entende que precisa produzir mais oleosidade pra repor o que está sendo removido do couro cabeludo e dar conta do recado.

Conclusão: couro cabeludo com a oleosidade desregulada e a pessoa que é a dona desse cabelo gastando dinheiro a toa com produtos para tratar tanto o ressecamento dos fios quanto a oleosidade excessiva da raiz.

Percebe como apenas fazer a lavagem dos cabelos com produtos menos agressivos resolveria todo o problema e traria mais equilíbrio entre os cuidados com o couro cabeludo e os fios?

Então, só preciso me preocupar com o SULFATO no SHAMPOO e tá tudo certo, né Mila?

NOOOOPS!

Vamos construir um raciocínio juntas aqui. Pra quê uma substância tão forte pra limpar os cabelos? Não é só pra remover suor e poluição dos fios mas, também, pra conseguir remover a química presente nos demais produtos que a gente aplica nos cabelos. Então, se você vai abolir o uso dos sulfatos fortes para, então, começar a fazer uma limpeza mais leve que respeita a oleosidade natural que seu corpo produz através do couro cabeludo, seu novo produto de limpeza dos cabelos não vai ser suficiente para remover a tonelada de químicas mais fortes dos outros produtos. Você vai precisar pegar leve na composição de tudo o que você for passar nos cabelos além do shampoo.

Vamos continuar na construção do nosso raciocínio. O que é prejudicial para os cabelos é o sulfato forte. Se vamos eliminar o sulfato forte e, por consequência, as substâncias que só são devidamente removidas se a gente usar ele, vamos precisar remover também essas tais substâncias de todos os produtos que a gente for aplicar nos cabelos e é por isso que a lista do que é proibido na composição dos produtos para os cabelos das 2 técnicas tem, além dos sulfatos fortes, os parabenos, os petrolatos e alguns silicones.

Tá fazendo sentido?

Agora, lembra quando eu expliquei no post sobre os cuidados básicos qual a melhor forma de fazer a lavagem, o condicionamento e a finalização dos fios? Essas etapas vão acontecer do mesmo jeito. Só o que vai mudar é o produto que você vai escolher para fazer essas etapas.

Mas então qual a diferença entre NO-POO E LOW-POO e como eu escolho qual das duas técnicas é melhor pra mim, Mila?

Bom, POO você já sabe que é referente a shampoo. NO quer dizer SEM. LOW quer dizer POUCO. Então:

  • NO-POO = Sem shampoo. A limpeza dos cabelos é feita com um tipo de produto que nós vamos chamar de CO-WASH.
  • LOW-POO = Pouco shampoo. A limpeza dos cabelos é feita com um shampoo que é liberado para a técnica, por não conter na sua composição determinadas substâncias.

Agora, como escolher a melhor técnica pra você?

Se você tem a raiz com oleosidade excessiva e percebe que precisa lavar os cabelos todos os dias ou no máximo dia-sim-dia-não senão eles começam a coçar e/ou você sente a oleosidade excessiva quando toca, provavelmente a melhor técnica pra você é o LOW-POO.

Agora, se seus cabelos são bem secos e você consegue ficar dias sem lavar, quase uma semana até, provavelmente a melhor técnica para você é o NO-POO.

E porque esse PROVAVELMENTE aí? Porque as duas definições acima vão ser um guia para você COMEÇAR. Depois que você estiver usando a técnica que você escolheu é que vai sentir se ela é a mais adequada pra você.

Eu, por exemplo, comecei direto com o NO-POO e não funcionou pra mim. Até aumentei a frequência de lavagem dos cabelos para ver se era esse o problema, mas não era. Meus cabelos apenas eram muito oleosos e precisavam de um shampoo na hora da lavagem. Eu troquei para a técnica LOW-POO e agora, sim, a oleosidade está regulada e sinto os cabelos limpos na raiz e os fios hidratados, mesmo lavando apenas a cada 3 dias.

E como você pode começar a usar as técnicas?

Bom, a primeira coisa é verificar se os produtos que você tem na sua casa são ou não liberados para a técnica que você escolheu – NO-POO ou LOW-POO – e, se não forem, começar a fazer a substituição pelos produtos liberados.

Mas nada de desperdício, combinado? Use os produtos que você tem até acabarem ou doe para alguém.

DICA DE OURO: agora que a técnica está mais popular, está mais fácil encontrar produtos com a palavra LIBERADO logo da frente do rótulo! Você não vai precisar virar especialista em rótulos logo de cara 😉

Esse kit eu montei há cerca de 3 meses e ainda não acabou. Lembro que o mais caro foi a máscara, que custou por volta de 18 reais. Observar a frequência de lavagem necessária para o seu cabelo e utilizar a quantidade adequada, que eu contei pra vocês nesse post aqui, também vai te fazer economizar!

E se você gostou da ideia e quer começar a aplicar o LOW-POO ou o NO-POO nos seus cabelos, semana que vem tem um guia para que você comece da forma correta e uma listinha de shampoos, co-washs, condicionadores, finalizadores e máscaras para você montar seu próprio kit de cuidados com os cabelos.

Abraços e até semana que vem 😘

Hidratação, nutrição e restauração: como fazer um cronograma capilar

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Agora que nós já falamos sobre os tipos de cabelos e sobre cuidados do dia a dia, chegou a hora de falar sobre os cuidados mais avançados, aqueles que vão dar uma ajuda extra para a saúde e beleza dos cabelos.

A primeira coisa que preciso dizer, antes de começar a falar de cada processo, é que nós vamos falar sobre tratamentos externos, de fora para dentro. Mas é válido frisar que os cuidados de dentro para fora são igualmente importantes.

Então, beba muita água e tenha uma alimentação balanceada. Nosso organismo é muito inteligente e sempre vai mandar os nutrientes que ele tem disponível para os órgão vitais primeiro. Se a ingestão daquilo que seu organismo precisa está escassa, pode ser que não sobre nada para ser mandado para os cabelos e não vai ter tratamento de fora pra dentro que dê conta e seja duradouro.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Outro ponto muito interessante que a Cá mencionou no nosso papo é que fatores emocionais também afetam a saúde do cabelo e podem provocar queda.

A consistência no cuidado com os cabelos é o que vai trazer benefícios de verdade e que são duradouros.

Buscar uma fórmula mágica que faça com que os cabelos fiquem lindos depois de uma única aplicação é como fazer uma ótima maquiagem em um rosto machucado. A make bem feita vai cobrir os machucados mas por um curto espaço de tempo. O que vai resolver mesmo é tratar a raiz do problema.

E é aqui que a base para um estilo de vida minimalista se entrelaça aos cuidados capilares: exercite o autoconhecimento em cada área da vida para identificar de onde vem os problemas que você tem identificado na aparência dos seus cabelos e qual a necessidade real deles.

Então, sem mais delongas, vamos direto ao assunto: vamos falar sobre hidratação, nutrição e restauração e como criar um cronograma capilar que funcione para você.

Hidratação

Hidratar e devolver água para os cabelos. No dia a dia, nosso cabelo perde água naturalmente.

Quando a gente percebe que mesmo fazendo direitinho os cuidados diários, que a gente tratou em detalhes nesse post aqui, os cabelos estão ressecados, é hora de usar uma máscara de HIDRATAÇÃO nos fios.

COMO USAR A MÁSCARA DE HIDRATAÇÃO?

Esse é tratamento que a gente mais conhece. O que é interessante reforçar aqui é o seguinte: sempre evite a raiz dos cabelos na hora de hidratar. Então, massageie os cabelos mexa por mexa, depois de lavados e ainda molhados, começando pelas pontas e levando o produto para cima, em todo o comprimento dos fios, sem encostar o couro cabeludo.

Quanto ao tempo que essa máscara precisa ficar nos cabelos, depende. A recomendação da Cá foi para que a gente sempre observe os rótulos dos produtos e siga a sugestão de aplicação, afinal, os produtos são testados pelos fabricantes e a sugestão de uso vai garantir os melhores resultados.

De quanto em quanto tempo aplicar a máscara de hidratação? Depende de novo. E aqui, vale uma explicação. Quanto maior a curvatura dos cabelos, mais dificuldade ele tem para levar da raiz até as pontas a hidratação e a nutrição naturais que são produzidas pelo organismo lá no couro cabeludo.

Tipos de fios de cabelo

Então, cabelos lisos precisam de hidratação com menos frequência que cabelos que tem o cacho bem fechadinho. Vamos falar mais sobre isso mais pra baixo, no cronograma capilar.

Nutrição

Quando escutar umectação pense em óleos vegetais. Essa é a etapa de dar nutrientes para os cabelos. através dos óleos nutritivos.

As Máscaras de Nutrição em creme contém óleos vegetais na sua composição e podem servir a dois propósitos, hidratar e nutrir.

COMO USAR A MÁSCARA DE NUTRIÇÃO? Na hora de aplicar, siga as mesmas recomendações que dei logo acima para as máscaras de hidratação: foque nos fios e evite a raiz e o couro cabeludo.

Então, você pode usar uma máscara de nutrição em creme ou pode usar os óleos vegetais direto nos cabelos. Qual a diferença? A máscara de nutrição contém óleos vegetais na sua composição, mas em uma concentração mais baixa. Além disso, assim como as máscaras de hidratação, na hora de aplicar essa aqui você também vai evitar a raiz e focar apenas no comprimento dos fios.

Já se você for aplicar direto os óleos vegetais, vai poder aplicar na raiz também, afinal os óleos tratam tanto a pele – o couro cabeludo – quanto os fios. Eles são 2 em 1.

Mas não pense que isso faz com que você possa abolir as máscaras de nutrição da sua vida. Sempre observe seus cabelos para sentir qual a necessidade deles. Se seu couro cabeludo está saudável – sem caspa, coceira ou ressecamento – , talvez aplicar apenas uma máscara de nutrição nos fios seja o suficiente para você.

COMO ESCOLHER O MELHOR ÓLEO VEGETAL PARA VOCÊ

Sabe o que eu descobri nos meus papos com a Camila Carvalho? Que o óleo de coco NÃO é o melhor óleo para o cabelo. Logo eu, a doida do óleo de coco, descobri essa bomba!

Isso porque as moléculas do óleo de coco são muito grandes e o cabelo tem dificuldade em absorver. Mas olha só, se você usa o óleo de coco nos cabelos e tem bons resultados, continue usando. Afinal, o tema dessa série de postagens sobre cabelos é focar em observar os seus cabelos e atender as necessidades dele!

E para quem sente que o couro cabeludo também está precisando de cuidados e quer escolher um óleo vegetal para os cabelos, vou deixar 3 sugestões de óleos vegetais da Cá, nossa especialista em cachos, logo aqui abaixo.

1 – ÓLEO DE ABACATE

O óleo de abacate é um óleo coringa. Se você está começando agora no mundo dos óleos vegetais, comece com esse.

Ele é rico em vitaminas A, B1, B2, C e ácido oleico que são componentes essenciais pra fisiologia da pele e dos cabelos. Você pode usar tanto para massagear o couro cabeludo quanto os fios.

2 – ÓLEO DE JOJOBA

Se você tem problemas com excesso de oleosidade, pode parecer estranho mas aplicar esse óleo vai ajudar a regular essa oleosidade.

Ele é rico em ácido oleico e linoleico e pode ser usado tanto nos cabelos quanto na pele.

3 – ÓLEO DE SEMENTE DE UVA

E para terminar, o óleo de semente de uva

Ele é rico em ácido oleico e linoleico, vitamina E e betacaroteno e também pode ser usado tanto nos cabelos quanto na pele.

Agora, uma dica de ouro: não encharque os cabelos de óleo, aplique apenas o suficiente para umectar todos os fios. Além disso, massagear bem o couro cabeludo e o comprimento dos fios é o que vai garantir a absorção do óleo pelos cabelos, e não quanto tempo você espera antes de lavar. Depois de uma boa massagem, 15 minutinhos de óleo nos cabelos já é o suficiente.

Eu ainda não testei esses óleos mas fiquem de olho nos meus stories lá no Instagram porque assim que eu testar, conto tudo pra vocês!

Restauração ou reconstrução

Essa etapa é para os cabelos que passaram por processos químicos e não tem segredos. Se você pinta os cabelos ou fez luzes, seu cabelo vai precisar também, além da hidratação e da nutrição, do processo de restauração para devolver o que a química tira dos fios.

Esse processo é feito com a máscara de restauração em creme, que será aplicada exatamente como a máscara de hidratação e de nutrição: foque em massagear os fios, evitando a raiz.

A diferença entre as máscaras de hidratação, nutrição e restauração é apenas as substâncias que estão presentes nela. Você pode encontrar todas elas na mesma consistência, então fique atenta aos rótulos na hora de escolher suas máscaras.

E o cronograma capilar?

O cronograma capilar nada mais é do que definir a frequência com que você vai fazer cada um desses tratamentos no cabelo.

A hidratação aqui será o nosso básico. Independente do seu tipo de cabelo, ele perde água naturalmente e vai precisar de uma máscara de hidratação para fazer essa reposição. Então, a hidratação dos cabelos nós vamos fazer 1x por semana, combinado?

A partir daí, comece a observar seus cabelos.

Como seu cabelo É e como ele ESTÁ? Ele é liso, ondulado, cacheado, crespo ou afro? A raiz é oleosa ou seca? Ele passou por processos químicos como luzese ou tinturas?Essas respostas são um excelente ponto de partida para definir se você precisa de algo mais que os cuidados básicos do dia a dia e a hidratação e, em caso afirmativo, do quê.

Se seu cabelo tem sim processos químicos nele no momento, você vai precisar da hidratação e da reconstrução.

Se, além da química, ele apresenta oleosidade excessiva, caspa ou qualquer outra questão no couro cabeludo, ou se é muito seco, o que acontece mais quanto mais fechados forem os cachos, a nutrição vai ser uma etapa importante também. Você vai precisar dos 3 tratamentos nesse caso.

Percebeu como o cronograma capilar vai ser diferente pra cada pessoa?

Se você precisa dos 3 tratamentos para o seu caso, pode começar intercalando semana a semana também: na semana 1, hidratação. Semana 2, nutrição, semana 3, reconstrução. Quando chegar na semana 4, comece o ciclo de novo com a hidratação e perceba como seu cabelo está se comportando.

Faça 2 tratamentos na mesma semana, se julgar necessário.

Meu cabelo é cacheado, sem química no momento, e eu percebo que a hidratação sozinha não dá conta, preciso da etapa de nutrição, então vou intercalando semana a semana: aplico a máscara de hidratação em uma semana e faço a umectação com óleo vegetal na outra.

Semana que vem vamos falar sobre o NO POO e o LOW POO e sobre o que muda nos cuidados que a gente viu até agora caso você queira adotar uma dessas técnicas. Espero você!

Abraços e até semana que vem 😘

De volta ao básico: cuidados com os cabelos cacheados para o dia a dia

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Produto para aplicar nos cabelos é o que não falta hoje em dia. Tem pomadas, mousses, gelatinas, modeladores, seladores… e isso só no universo dos produtos. Além disso, existem toucas de todos os tipos, acessórios, utensílios, enfim, uma variedade imensa de coisas que prometem resultados incríveis nos fios.

Mas, será que isso tudo vai surtir o efeito esperado se a gente estiver falhando no básico?

Segundo a Camila Carvalho, é aí que mora o problema. Se a gente não fizer direito o básico, não vamos ter bons resultados com nada.

Se você chegou agora aqui no blog, preciso te contar 2 coisas: primeiro, esse post faz parte de uma série então, quando acabar de ler, leia os demais também porque o assunto se complementa. E segundo, que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Mas qual é o básico?

Bom, se você já leu o post anterior onde eu falo sobre as particularidades dos cabelos cacheados, já sabe que nosso cabelo produz uma oleosidade natural para se manter saudável e bonito. Mas que, como nós não vivemos em um ambiente controlado por laboratório, nossas madeixas podem precisar de uma ajudinha para suprir suas necessidades e é aí que entram os produtos para o cabelo.

E se você ainda não leu esse post, é só clicar aqui para conferir.

Então, sem mais delongas, vamos falar sobre as 3 etapas básicas de cuidados com os cabelos e como fazer cada uma da forma correta.

1 – Lavagem

Aqui, nós vamos suprir a primeira necessidade dos cabelos, a limpeza adequada. Nesse momento, a gente vai eliminar sujeira, suor, oleosidade e os produtos que a gente aplicou até aqui.

E isso é muito importante. O acúmulo de produtos pode ser o grande culpado pela ineficácia de tudo o que você está aplicando nos cabelos. Não é que a hidratação ou a umectação que você está fazendo não funciona. Pode ser que os cremes e óleos não estejam sendo absorvidos pelos fios por causa da camada de produtos que ainda está no cabelo e não foi devidamente removida na lavagem.

Mas então, a solução é comprar shampoos que sejam puro sulfato, pra limpar profundamente? NÃO, PELAMORDEDEUS!

Aliás, você já ouviu a recomendação para se utilizar shampoos sem sulfatos? Pois bem, o tal do sulfato é colocado no shampoo para agir como um detergente e limpar profundamente os fios, até que estudos mais recentes mostraram que isso não é tão bom assim para a saúde dos cabelos porque isso vira uma bola de neve sem muito sentido: você lava os cabelos com shampoo cheio de sulfatos, depois precisa de produtos mais fortes para hidratar e restaurar o PH dos fios e, em seguida, de um shampoo cheio de sulfatos para remover os resíduos dos produtos…um ciclo sem fim!

A solução é dar mais atenção à MANEIRA de lavar os cabelos do que aos produtos que estão sendo usados na higienização. Guarda essa informação na cabeça porque ela vai ser repetir para todas as etapas dos cuidados básicos.

Melhor maneira de lavar os cabelos

A melhor maneira de lavar os cabelos é focando em massagear todo o couro cabeludo com os dedos, com firmeza e passando por tooooda área da cabeça. Menos é mais, então, comece com pouco shampoo e vá aplicando mais conforme sentir que não está sendo suficiente. Depois, no comprimento dos fios, vá com mais cuidado, sem esfregar um fio no outro. Enxágue bem e toque nos seus cabelos para sentir se a limpeza foi satisfatória. Repita o processo se sentir que não foi o suficiente para remover os resíduos de produtos ou a oleosidade.

Outro ponto interessante é que a lavagem dos cabelos não precisa ser feita todos os dias. O que precisa mesmo é observar com que frequência você sente que sua cabeça está ficando suja.

Como assim? Por exemplo, você lava seus cabelos hoje, passa o segundo dia, chega no terceiro dia sem lavar e aí já começa uma coceira ou a sensação de couro cabeludo oleoso. Então, no terceiro dia é a hora de lavar. Pessoas que tem o cabelo mais seco, conseguem ficar até uma semana sem essa sensação desagradável de cabelos sujos. Pessoas que tem cabelos oleosos, precisam lavar com mais frequência porque essa sensação de sujeira chega mais cedo.

A frequência ideal de lavagem dos seus cabelos é você quem vai definir e você não precisa de produtos agressivos para essa limpeza se você focar nessa forma de aplicação que eu citei.

Inclusive existem 2 técnicas para cuidar dos cachos, a NO POO e a LOW POO, que utilizam produtos mais leves para fazer essa higienização do cabelo.

Vamos falar mais sobre elas nos próximos posts.

2 – Condicionamento

Segunda necessidade dos cabelos: um PH bem regulado. E essa necessidade a gente supre com o condicionador.

Quando a gente higieniza os cabelos com o shampoo e toca nos cabelos, tem aquela sensação de que ele vai quebrar se a gente tentar desembaraçar assim, não é? Pois bem, o shampoo abriu as cutículas do cabelo, limpou TUDO mas, no meio do processo, acabou desregulando o PH dele. Agora, precisamos do condicionador para fechar essas cutículas e regular esse PH.

Quanto à aplicação do condicionador, novamente, a maneira de condicionar os cabelos é mais importante que o produto. Escolha seu condicionador e aplique uma pequena quantidade nas mãos. Em seguida aplique em todo o comprimento dos fios, evitando a raiz.

Vá passando as mãos com o produto de cima para baixo, fazendo uma massagem com a intensão de não deixar nenhum fiozinho de lado e leve o tempo que for necessário para fazer isso.

Quando sentir aquela emoliência que o condicionador proporciona em todo o comprimento dos cabelos, é só enxaguar.

Cacheadas como eu, usem o momento de aplicar o condicionador para pentear os fios com os dedos. Eu, na verdade, nem possuo um pente. Só desembaraço os cabelos com os dedos, e só faço isso no dia a dia no momento de aplicar o condicionador.

3 – Finalização

Essa etapa é para suprir uma necessidade dos cabelos? Talvez. Mas eu arrisco dizer que a finalização é para suprir a necessidade da dona do cabelo!

A etapa de finalização é a que vai deixar seus cabelos bonitos. É nessa etapa que a gente vai garantir que os cachos fiquem definidos e bonitos.

E a maneira de fazer? A chave aqui é aplicar o creme para pentear com os cabelos ainda molhados. Remova apenas o excesso de água depois de enxaguar o condicionador apertando os fios um pouquinho só com as mãos, sem a toalha. Ou seja, pode manter o shampoo, o condicionador e o creme para pentear perto do chuveiro e fazer todo o processo básico de cuidados com os cabelos no banho mesmo.

E quanto a quantidade de creme para pentear? Depende do comprimento do seu cabelo. Para o meu, o equivalente a uma colher de chá já basta.

Assim como com o condicionador, espalhe o creme para pentear nas mãos e aplique em todo comprimento dos fios, evitando a raiz, como se estivesse penteando com os dedos, de cima para baixo. Quando achar que distribuiu bem o produto em todo cabelo, faça mais alguns desses movimentos de pentear com os dedos, mas, agora, com um pouquinho mais de pressão entre os dedos na intensão de formar mexas. Esse é o processo de FITAGEM dos fios e faz maravilhas pela definição dos cachos!

Agora, finalize o processo com a toalha dando aquela amassadinha clássica de baixo para cima que toda a cacheada conhece para remover o máximo de umidade, sem esfregar os fios.

Acabou? Agora repita comigo o primeiro mandamento dos cabelos cacheados: eu não vou mais mexer no meu cabelo até que ele esteja completamente seco.

Eu não vou mais mexer no meu cabelo até que ele esteja completamente seco.

EU NÃO VOU MAIS MEXER NO MEU CABELO ATÉ QUE ELE ESTEJA COMPLETAMENTE SECO!

Na verdade – e na minha opinião – mexer nos cabelos depois de secos é para quem gosta de volume. Eu gosto bastante então, uso 2 técnicas para dar mais volume aos meus fios.

A primeira é separar um cacho em dois ou mais cachos. Para fazer isso, você só precisa sem bem delicada, para que o cacho não desmanche. Vá procurando por todos os cachos que podem ser separados. Quanto mais cachos você fizer essa técnica, mais volume.

Dar uma soltadinha na raiz é a segunda técnica para dar mais volume.

Para fazer isso, apóie os dedos na raiz dos cabelos fazendo um movimento curto, de um lado para o outro, e depois tire os dedos delicadamente, sem pentear o comprimento dos fios. Vá jogando os cabelos para frente e para o lado e aplicando essa técnica em toda a raiz.

Antes e depois de aplicar as 2 técnicas acima para dar mais volume

E esses foram os 3 passos básicos para cuidar dos cabelos.

Mas Mila, isso não é suficiente, não! E a hidratação, umectação, reparação de pontas, não é importante?

Bom, se você sente que de tempos em tempos o básico não está dando conta de suprir as necessidades do seu cabelo, você não está sozinha. Eu também sinto que o meu cabelo precisa de um pouco mais que esses 3 passos e, semana que vem, o post vai ser sobre quais necessidades podem surgir e qual a melhor forma de suprir cada uma.

Espero você!

Abraços e até semana que vem 😘

Conheça seus cabelos para cuidar deles da melhor forma

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Mas o que que tem a ver cuidados com os cabelos com minimalismo, Mila?

Calma, eu explico.

Se eu pudesse definir o conceito minimalista em uma frase eu diria:

Estilo de vida focado no que é importante para aquele que o está vivendo, baseado em autoconhecimento e eliminação dos excessos.

Mila Bueno

Ou seja, seguidor@ amad@ que está aí do outro lado da tela, para cuidar dos seus cabelos, ou da sua beleza em geral de forma efetiva e sem exageros, você precisa se conhecer. Quanto mais informação você coletar para saber direitinho como são os seus cabelos, mais adequados serão os cuidados com eles, menos produtos você vai precisar e menos desperdício vai acontecer.

Cuidar dos cabelos de forma minimalista NÃO é tentar diminuir a quantidade de produtos ao máximo só pra ter menos mas, SIM, adquirir aquilo que faz sentido de acordo com o seu tipo de cabelo, a sua rotina e o seu estilo de vida, com consciência de que as pessoas são diferentes e que o que funcionou para um cabelo pode não funcionar para o outro.

O propósito dessa série de postagens que eu estou fazendo é proporcionar pra vocês informação o suficiente para decidir como cuidar dos seus cabelos com o máximo de eficiência e o mínimo de compras e de eventuais desperdícios.

Sacou agora porque eu disse que serão cuidados minimalistas com os cabelos?

Antes de começar, preciso dizer pra vocês que o foco dessa série será nos cabelos cacheados – que em si só já possui uma gama de variações – e isso porque ainda existem muitos cacheados e cacheadas por aí que não assumem seus cachos.

Categorias macro de cabelos cacheados

Se você aprecia mais a imagem que vê no espelho alisando seus cabelos, não pare!

Mas se você alisa porque sente que seus cabelos naturais não são tão bonitos ou apenas porque não sabe bem como cuidar dos cachos, essa série foi feita para você.

Na minha opinião, não existe cabelo bem cuidado que seja feio, não importa se é liso, cacheado ou dreadlocks. Qualquer tipo de cabelo tem sua beleza e merece um tratamento adequado, que supra as necessidades do tipo de cabelo em questão.

Então, porque estou focando apenas em cachos? Porque eu sou uma cacheada! Mais do que informação sobre o nosso tipo de cabelo, cada post vai ter um pouco da minha experiência pessoal – de quem assumiu os cachos e aprendeu a amá-los e respeita-los.

Mas, lisas que me acompanham, fiquem ligadas! Em alguns momentos, vou precisar fazer algumas distinções entre os tipos de cabelos e é aí que vai ter informação interessante para cuidar dos cabelos lisos também.

E por último mas não menos importante, preciso contar pra vocês que, para escrever essa série de postagens, eu contei com a ajuda da querida Camila Carvalho, uma especialista em cachos e a única pessoa que cuida do meu cabelo há alguns anos. O Instagram da Cá é cheio de dicas para cuidar dos cabelos cacheados, então, se você gosta desse assunto, acompanhe ela por lá @cobkami.

Então, vamos começar a nos informar para nos conhecer melhor nossos cachos e fazer melhores escolhas para cuidar deles?

Se você tava achando que esse post era só introdutório, num é não. Fica por aí que vou te contar 3 informações importantes sobre os cabelos.

1 – Todo cabelo produz uma oleosidade natural para mante-los nutridos e hidratados

Sim, a oleosidade do seu couro cabeludo é um saco se for em excesso, eu sei. Mas a existência dessa oleosidade tem um propósito. É ela que vai levar a hidratação e nutrição que o seu cabelo precisa da raiz até as pontas.

Maaaaas, isso bastaria se a gente vivesse em um ambiente controlado em laboratório, né? Nosso cabelo é constantemente exposto a sujeira, poluição, alterações de temperatura e umidade do tempo e isso sem contar as alterações que o nosso organismo sofre com a idade e com nosso estado de saúde.

Tudo isso pode – e vai – impactar na saúde dos cabelos também e é esse o ponto do próximo item.

2 – Tudo o que a gente faz ou aplica nos cabelos é para suprir uma necessidade

Se a oleosidade natural dos fios não é suficiente, a gente deveria mesmo encharcar nossas madeixas de produtos, certo?

Errado!

Nós não podemos ignorar completamente a forma como o nosso corpo cuida de si mesmo. O que nós vamos fazer é observar atentamente a sensação que temos ao tocar os nossos cabelos e a aparência deles. Esses 2 fatores vão entregar para nós qual necessidade não está sendo suprida naturalmente no momento para que, aí sim, nós possamos escolher o produto adequado para ajudar a suprir essa necessidade.

Eu e a Cá vamos trazer mais informações para vocês sobre as necessidades específicas dos cabelos e as formas de suprir essas necessidades nos próximos posts.

3 – Cabelos cacheados e cabelos lisos demandam cuidados diferentes

Lembra das aulas de física? Olha só, um cabelo liso, que não faz quase nenhuma curva da raiz até as pontas é uma estrada reta. A oleosidade produzida pelo couro cabeludo percorre mais facilmente todo o comprimento dos fios naturalmente e não apresenta tanta necessidade de uma ajudinha extra dos produtos para cabelos.

Agora, quando mais curvas os fios apresentam, mais difícil fica para essa oleosidade natural descer até as pontas dos fios de cabelo.

Por isso, quanto mais fechadinho o cacho de cabelo, mais ressecamento ele pode apresentar no comprimento e nas pontas. E é por isso que cabelos cacheados requerem mais ajuda dos produtos para cabelos e mais procedimentos sendo feitos do que os lisos.

Mas é importante ressaltar que produtos e procedimentos não precisam necessariamente ser cheios de químicas pesadas e aplicados em quantidades exorbitantes para ajudar a cuidar dos cachos.

Pelo contrário.

Quanto mais natural o produto, melhor. Quanto menos quantidade por aplicação, melhor. Quanto mais delicado o procedimento, melhor!

É claro que uma pessoa que já aplicou muitos procedimentos químicos nos cabelos por um longo período de tempo pode precisar, por um período pré determinado, aplicar alguns produtos mais agressivos, exatamente para conseguir remover essa química toda. Ou até, precisar esperar o cabelo crescer o suficiente para eliminar a parte com a química. Pessoas que estão em transição capilar passam por essa etapa para recuperar os cabelos naturais.

Mas, nos cuidados do dia a dia para um cabelo cacheado natural, aproveitar a oleosidade natural dos cabelos e dar essa ajudinha para as necessidades dele com produtos menos agressivos é a melhor opção.

Antes de ir embora, me conta aqui nos comentários se você é cacheada(o) ou está em transição capilar.

Semana que vem tem mais informações sobre cabelos. Espero você!

Abraços e até semana que vem 😘

Minha segunda gestação

Oi gente!

Hoje é dia de papo, dia de contar novidades.

Quem me acompanha nas redes sociais já sabe, mas ainda não tinha falado nada aqui no blog sobre a nova etapa que está começando para nós aqui em casa.

Nossa família vai aumentar novamente!

Mais um bebê está a caminho, mais uma menina e estamos muito felizes com a novidade.

Então hoje, como já estou na metade da gravidez, quero contar para vocês como tem sido até agora. Vamos nessa?

Para começar, muitas coisas estão sendo diferentes da minha primeira gestação. No post Gravidez, parto e amamentação, eu contei para vocês que tive hiperemese gravítica – se não sabe do que eu estou falando, pause a leitura, vá ler esse post primeiro e depois volte – e que passei bem mal a gestação toda.

Dessa vez foi diferente. Diferente, não mais fácil. Tive enjoos constantes que duraram até as 16 semanas de gestação. Foram mais de 100 dias vomitando diariamente o que me fez ter um certo medo de ter a hiperemese novamente, já que agora tenho uma filha pequena dependendo dos meus cuidados e não iria ser nada confortável fazer isso passando mal. Mas, felizmente, os enjoos passaram e comecei o 2º trimestre bastante disposta, mais que na gestação inteira da Luna, graças aos céus!

Outra coisa que está sendo bem diferente é meu acompanhamento médico. Quando descobri que estava grávida, eu estava sem convênio médico, então, mesmo com um certo medo – que depois descobri ser apenas um preconceito bobo – começamos o acompanhamento pré natal pelo SUS aqui de São Paulo.

E querem saber de uma coisa?

Gostei e muito do atendimento que estou recebendo.

Além de estar sendo muito bem cuidada pelos profissionais que estão lidando comigo, tenho acesso a todas as vitaminas e eventuais medicamentos que precise tomar gratuitamente, além de ter acesso à farmácia, consultas, exames e vacinas, tudo no mesmo lugar, na UBS onde faço meu acompanhamento. Muito mais prático do que aquele ciclo ao qual estava acostumada de ir-á-consulta-pegar-guia-de-exames-ir-ao-laboratório-fazer-exames-retirar-resultados-de-exames-ir-à-farmácia-comprar-vitaminas-voltar-na-consulta…ufa!

E, claro, não poderia deixar de falar um pouquinho sobre como vai ser a organização do cantinho da bebê aqui na casa da personal organizer minimalista que vos escreve. Quando fizemos o enxoval da Luna, procuramos fazer algo bem enxuto, focado apenas no que nós realmente fazíamos questão aqui em casa, mesmo antes de conhecer o conceito de minimalismo. Mas não dá pra negar que, depois do primeiro filho, a gente aprende muito, principalmente sobre o que funciona para nós, para a nossa rotina, nossa família e que melhor atente aos nossos gostos e necessidades.

Sendo assim, para esse enxoval, comecei fazendo uma lista do que funcionou na gestação da Luna e quero reproduzir nessa gestação e de tudo o que vamos precisar comprar.

Vocês querem que eu escreva mais sobre a minha segunda gestação e a organização do cantinho minimalista do nosso novo bebê? Deixa aqui nos comentários!

Abraços e até semana que vem 😘

Sim, sou feminista. O que você entende por “feminismo”?

Sim, sou feminista. E sou casada. E sou mãe.

Se você acredita que mulheres feministas são, por definição, inimigas dos homens, contra a instituição do casamento e anti-gravidez, talvez esteja um pouco confuso com a declaração que fiz acima.

Por favor, não interprete a forma como cada pessoa se expressa sobre o que ela acredita como a própria crença em si.

Você provavelmente já viu imagens ou notícias de passeatas de mulheres feministas, onde, algumas delas, declaravam ser a favor do aborto, defendiam o direito de uma “mulher ficar solteira” ou diziam que as mulheres tem o direito de nunca terem filhos, se não quiserem. Isso não é a essência do feminismo, são apenas possíveis resultados do exercício dele.

Veja bem, recentemente eu estava lendo algo bastante interessante sobre a forma como a nossa mente percebe aquilo que está a nossa volta. Em termos simples, existe muito mais coisas acontecendo do que nosso cérebro é capaz de registrar e armazenar. Por isso, desde crianças, nossa mente começa a filtrar, dentre tudo o que observa, os padrões que mais se repetem para poder focar sua atenção neles e parar de dedicar energia para o resto.

Por exemplo, já foi observado cientificamente, que nós saímos da barriga da mamãe com pré disposição para falar qualquer idioma, mas, quando crescemos, sentimos uma certa dificuldade em articular os sons de uma outra língua que estivermos estudando.

Por quê? Porque nosso cérebro percebeu quais sons eram produzidos e quais músculos eram necessários mover para falar o idioma da nossa terra natal e dedicou total atenção a eles, eliminando todo o resto. Foi definido um padrão mental para falar português.

O conceito do feminismo diz respeito a IGUALDADE. Se você acredita que feminismo está para machismo assim como claro está para escuro, sinto lhe dizer que você está acreditando errado.

O feminismo diz que uma mulher tem TANTO direito de ir e vir com QUANTO um homem, tem o direito de receber A MESMA admiração por suas escolhas de carreira QUANTO um homem, merece IGUAL respeito em relação às suas escolhas sobre família e relacionamentos QUANTO um homem e deve ser remunerada NA MESMA MEDIDA se tem as mesmas competências de um homem e ocupa o mesmo cargo.

TANTO QUANTO…A MESMA…IGUAL…NA MESMA MEDIDA. Não é mais, não é menos, é igual.

feminismo Mila Bueno

A questão é que, o padrão mental da maioria de nós foi definido para entender como certo alguns padrões bem limitantes em relação às mulheres. Qualquer tentativa de igualdade passa a ser entendida como uma tentativa de ser superior, porque foge ao padrão e soa muito estranho.

Me permite falar de forma mais aberta?

Acho que agora é preciso: o resultado da relação sexual para um homem é sempre o orgasmo, esteja esse homem em um relacionamento ou não e, até mesmo se essa relação for só com as próprias mãos. Para as mulheres, o resultado nem sempre é esse. Mas tudo bem, por muito, muito tempo, o resultado de uma relação sexual para a mulher não foi o prazer, mas sim, engravidar. E, caso houvesse prazer, que ele fosse proporcionado por um homem, e que esse fosse o seu marido. Fez-se um padrão mental que, até os dias de hoje, diz que se não houver prazer nenhum para elas algumas vezes, tudo bem.

Percebeu como soa estranho e radical da minha parte? Mas, se você prestar atenção, estou apenas falando em 2 pessoas obtendo o mesmo resultado do mesmo ato. Tanto homem quanto mulher terem o direito de chegar ao ápice do prazer a cada ato sexual de que participarem.

Leve isso para todas as demais áreas da vida e talvez você perceba que ainda falta igualdade em muitas áreas. Pessoalmente, acho que as consequências disso são bem negativas, para ambos os sexos.

As mulheres que escolhem ter filhos e engravidar, tem direito a uma licença maternidade, o que significa poder dedicar um período de tempo exclusivamente para a cria. Qual o padrão mental comum para essa situação? Ela, a mãe, tem o direito e o dever de passar alguns meses com seu bebê e, caso ela precise de ajuda – e ela vai precisar – essa ajuda deverá vir de outra mulher da família – de sua mãe ou irmã – nunca da pessoa com quem ela escolheu dividir a vida e ter o bebê. Ele, o pai, tem o direito e o dever de voltar a trabalhar alguns dias depois do nascimento do bebê.

Ela não tem o direito de decidir quando voltar a trabalhar e se quer voltar e, ele, não tem o direito de acompanhar de perto o desenvolvimento da cria, e estar lá para auxiliar a mulher no pós parto, se quiser.

Me descobri feminista quando comecei a pensar em essas e outras questões e elas começaram a soar muito equivocadas. Quando percebi que, alguns assuntos que conversava com o meu marido sobre nossos deveres e direitos, tanto em relação ao nosso casamento quanto às nossas visões de mundo pareciam tão estranhas quando expressadas para outras pessoas. Me descobri feminista quando minha resposta à algumas notícias e comentários envolvendo o sexo feminino era apenas um grande “não, isso não está certo”.

E se você se identificou com alguma coisa que eu citei, fique atento: você pode ser feminista também. Só não tinha percebido ainda.

Eu sofri um aborto espontâneo

O post de hoje vem acompanhado de um pedido: por favor, compartilhe com todas as mulheres que você conhece que já passaram por um aborto espontâneo. É doloroso e eu gostaria de dizer pra você, que está lendo e está passando por isso, que você não está sozinha.

Blog-mila-bueno-aborto-espontâneo

Antes de engravidar da Luna, um ano antes, eu sofri um aborto espontâneo.

Quando eu engravidei, tanto eu quanto meu marido ficamos muito animados. Contamos pra todo mundo logo que descobrimos e a empolgação foi geral. Cada amigo ou familiar que nos encontrava trazia um presentinho, tanto pra mim quanto para o futuro bebê. Eu marquei uma consulta com uma ginecologista para começar meu pré natal e não via a hora de começar logo a sentir o que era estar grávida, afinal, nas primeiras semanas, em geral, você não sente nenhuma mudança significativa além da ausência da menstruação. Ainda não tinha enjoos nem náuseas e, obviamente, nada de barriga.

Pois bem, quanto eu estava com 8 semanas de gestação, cerca de 2 meses, estava no trabalho, fui ao banheiro e notei um pequeno sangramento. Conversei com uma amiga que já tinha passado por um aborto e ela me disse que aquilo não era bom sinal e, pra ter certeza de que tudo estava bem, me aconselhou a ir ao hospital na hora. Liguei para o meu marido e fui. Nos encontramos lá, fiz a triagem e fui direcionada para o setor de obstetrícia. Primeiro, passei por um exame de toque e, logo em seguida, fui para um ultrassom.

Meu marido estava do meu lado e a médica não falava nada durante todo o exame. Ela olhava para a tela fixamente e então eu tive que perguntar o que estava acontecendo. Então, ela me falou que o feto não tinha batimentos cardíacos e que, na imagem do ultrassom, era para aparecer uma forma esbranquiçada contínua no meio da parte escura, e a minha estava cheia de falhas nas bordas. Eu fiquei perguntando o que isso significava, e ela apenas se levantou, disse que sentia muito e saiu da sala. Eu tinha perdido o bebê.

Nesse momento eu fui ao banheiro me trocar e comecei a chorar descontroladamente. Saí para a sala de ultrassom pra encontrar meu marido na mesma situação. Depois de mais algumas conversas padrão com os médicos, nós fomos pra casa e tivemos que fazer uma das coisas mais desconfortáveis de todo esse processo: contar para as pessoas que nós tínhamos perdido o bebê.

Ligamos para os nossos pais, depois mandamos algumas mensagens para os amigos e ouvimos as mesmas palavras de apoio de todos. Não me leve a mal, eu sei que cada um deles sabia da nossa dor e só queria nos animar, afinal, eram todas pessoas muito amadas e estavam pensando no nosso bem, mas eu, pessoalmente, só queria poder pular essa parte e ficar de luto pelo meu bebê, sozinha.

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E agora, vou começar a falar somente da perspectiva da mulher que perdeu o bebê. Tudo isso que contei acima aconteceu numa terça-feira. Eu tive 3 dias de licença e, claro, meu marido não, então, fiquei em casa sozinha processando tudo isso durante os 3 dias que seguiram. Como a gestação ainda estava bem no comecinho, não precisei de nenhuma intervenção médica para eliminar os resíduos, por assim dizer. Na quarta e quinta-feira, passei os dias, literalmente, vendo meu sonho de ser mãe indo pelo ralo. Não deu tempo de ir à consulta ginecológica que tinha marcado, eu perdi o bebê antes.

Eu tenho uma lembrança desses dias que ficou grudada na minha cabeça: de mim, sentada no sofá, chorando, logo depois de ir ao banheiro e eliminar mais um pouquinho dos resíduos, vendo um desenho que eu via com a minha mãe quando eu era criança e pensando se um dia eu faria isso com a minha filha.

É, meio dramático mesmo. Mas é assim que a gente se sente quando perde um bebê, principalmente porque, quando finalmente fui à consulta e perguntei o porquê de isso ter acontecido, não havia explicação. Hoje, eu entendo que isso é muito comum de acontecer e descobri que, eventualmente, seu organismo identifica alguma falha no desenvolvimento do embrião e o elimina. Um mecanismo de defesa natural, digamos assim. É normal, não tinha nenhum problema com o meu sistema reprodutor e eu não tinha feito nada de errado. Mas tanto eu quanto qualquer mulher que passa por isso não consegue parar de tentar encontrar um erro. “Por que as outras mulheres conseguiram eu eu não?”

O processo pra tentar de novo depois do aborto foi bem cansativo, digamos assim. Meu médico me pediu uma série de exames e eu tive que esperar alguns ciclos menstruais para tudo voltar ao normal. Quando ele finalmente me liberou pra voltar a tentar engravidar, demorou meses pra finalmente acontecer. Acredite, a ansiedade é a maior inimiga das tentantes.

Mas aconteceu. Eu engravidei de novo, minha filha nasceu saudável e nós passamos várias manhãs sentadas juntas no sofá vendo desenhos animados, cantando as músicas tema e repetindo as falas das personagens. Foi em uma dessas manhãs, na semana passada, que eu lembrei do dia logo após meu aborto. Do dia em que eu sentei no sofá sozinha, chorando, imaginando quando ela iria chegar.

E ela chegou!

Minha princesa! 🥰

Um abraço e até semana que vem 😉

Sabe qual o maior desafio para mim sobre ser mãe?

No clima de aniversário da minha filha Luna, que fez 2 anos nesse mês de abril, eu lembrei dessa pergunta que só era respondida na minha cabeça e acho que precisava vir para o blog.

Sabe qual o maior DESAFIO pra mim sobre ser mãe? Não são os cuidados com a Luna – saber trocar fraldas, alimentar, dar banho, colocar pra dormir – pra isso tudo tem informação de sobra. Tem as avós da criança te dando dicas desde a gestação, livros e mais livros escritos sobre cada vertente da educação infantil – é só escolher o que combina mais com a sua família -, muito conteúdo online – afinal, estamos vivendo em uma época em que o acesso às experiências de outros pais e aos estudos e descobertas de pessoas qualificadas no assunto é muito fácil – enfim, como lidar com um bebê e uma criança é desafiador mas não é o mais difícil.

Então, o que é o mais difícil pra você, Mila?

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Quando você se torna MÃE, você não deixa de ser GENTE.

Antes da gravidez, existia uma MULHER. Ela sentia SONO após cerca de 12 horas acordada, FOME após cerca de 4 horas sem comer e CANSAÇO quando fazia alguma atividade por um longo período de tempo. Ela assumia vários papéis na vida: filha, irmã, o SER – ser mulher, ser vaidosa, ser alguém com personalidade própria -, esposa, profissional e amiga. Essa mulher também tinha OBJETIVOS e EXPECTATIVAS a respeito de cada um dos papéis que assumia.

Aí essa mulher engravidou e, durante todo o período de gestação, virou um coquetel de hormônios que mudou muito o seu corpo e sua mente. Aliás, somente saber que iria se tornar mãe já provovou mudanças significativas em algumas formas de pensar.

Depois do PARTO, sabe o que aconteceu?

Essa MULHER continuou lá!

Não, ela não morreu pra dar lugar a uma mãe. Essa mulher cheia de papéis apenas adicionou mais um papel à lista. Agora ela é FILHA, IRMÃ, MULHER, ESPOSA, PROFISSIONAL, AMIGA e…

MÃE!

Se antes de ter um bebê eu me sentia quebrada na manhã seguinte à UMA NOITE em que eu não dormi minhas 8 HORAS de sono habituais, imagine após UMA SEMANA dormindo no máximo 3 HORAS seguidas. Imagine após 3 MESES. Some à falta de sono a necessidade de aprender uma nova habilidade – AMAMENTAR.

Se era difícil manter uma alimentação saudável comprando e cozinhando refeicões só pra 2 adultos que entendem a importância da alimentação correta, imagine ter que dar de comer para um terceiro ser humano – que não prende a atenção em nada por mais de 1 minuto – e fazê-lo comer tudo o que tem no prato.

BEBÊS SÃO ETÊS.

Esse definição que ouvi uma vez deixou muito claro pra mim como é o mundo para uma criança pequena. Elas estão em um lugar DESCONHECIDO onde não entendem o conceito de CERTO e ERRADO e nem sabem se comunicar. Já que não entendem o IDIOMA ainda, elas aprender por observação, na base da TENTATIVA e ERRO, copiando TUDO o que as únicas formas de vida com quem eles tem uma conexão pré estabelecida fazem: mamãe e papai.

Como mãe, é minha responsabilidade ser EXEMPLO para esse ser observador, que precisa de um modelo para copiar.

Mas eu não sou uma máquina programada apenas para esse papel, eu SOMEI essa função a todas as outras que já exercia, sou multifuncional. E para que eu tenha SUCESSO no exercício de todos os meus papéis, partindo do ponto de que o último papel que assumi – a maternidade – acaba afetando os demais, não preciso me prender a uma busca incessante por mais informação específica sobre ele. Preciso investir em minha INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Preciso me conhecer muito bem e, em decorrência disso, saber lidar comigo mesma e REAGIR ao que me acontece com SABEDORIA. Só assim vou conseguir equilibrar todos os pratos no ar – sem deixar nenhum cair e quebrar – e ser FELIZ no processo.

E sabe de uma coisa? Fazendo isso, acredito que darei um bom exemplo sobre um aspecto muito importante da vida para esse etezinho que está me modelando – minha filha.

Como lidei com a crise: parte final

Eu falei, falei e falei na parte 3 sobre os benefícios que esse perrengue todo que eu passei me trouxe: uma vida minimalista, aprender a ter mais foco e a aproveitar o momento, o aqui e agora. Mas teve uma série de coisas que esse período me trouxe de benéfico que dá pra pontuar pra vocês. Algumas coisas mais práticas, outras mais abstratas mas todas relacionadas a encontrar mais satisfação no dia a dia e gastar menos dinheiro. Quer saber quais? Vamos lá!

Comecei a correr de novo

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu sentia falta de uma rotina de exercícios na minha vida. Sempre foi difícil encaixar isso na minha rotina e ficava naquela de começa-e-pára de praticar exercícios o tempo todo. Correr é de graça, o app que uso pra medir meu progresso e fazer meus treinos também é de graça e, de quebra, sem anúncios. O condomínio que eu estou morando tem espaço o suficiente pra fazer meus treinos. Combinei tudo isso e comecei a correr!

Redescobri pequenos prazeres (gratuitos) da vida

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu amava ler quando era adolescente e logo que comecei a trabalhar. Lia bastante. Aí a rotina me tirou esse hábito. Mentira, eu que deixei ele de lado mesmo, a rotina não me tira nada (e tem post sobre livros também, minha gente, clica aqui). Estando em casa o dia todo, o que eu mais tinha era tempo pra começar a ler de novo, e foi o que eu fiz.

Peguei todos os livros que estavam parados nas prateleiras e selecionei os que gostaria de ler, pedi emprestado, pedi de presente de aniversário e descobri o quanto é gostoso sentar pra ler um livro com aquele barulhinho de chuva e uma xícara de café enquanto minha filha tira a soneca da tarde.

Comecei a aproveitar mais o condomínio onde estou morando

COMO LIDEI COM A CRISE MILA BUENO

Aqui tem praça, tem quadra, tem barras pra fazer alongamento e exercícios, tem espaço pra correr, tem a facilidade de passear com as cachorras aqui dentro mesmo, tem decoração de natal… e eu só comecei a aproveitar tudo isso por que não tinha grana pra fazer as coisas pagas. Gratidão eterna por isso!

Percebi que posso fazer algumas coisas sozinha, sem ter que pagar alguém pra fazer pra mim

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Corto meu próprio cabelo, faço a coloração dele sozinha também, faço minhas próprias unhas, minha depilação (clica aqui que tem post sobre isso), dou banho nas cachorras em casa, faço minha própria sobrancelha, tenho habilidades básicas de costura graças a mamãe e vovó, me arrisco em vários DIY e eles dão certo…tá a fim de fazer a conta pra ter uma ideia de quanto eu economizo no mês sem perder a pose? Rs

Comecei a escrever o blog

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Sim, esse canal que uso pra escrever pra vocês também era uma coisa que eu queria mas nem sabia que queria. Eu sempre quis achar uma forma de compartilhar tudo o que eu aprendia e descobria com as pessoas. Várias vezes, conversando com amigas, eu dava uma dica que eu aprendi, crente que elas já sabiam e elas não só não sabiam, como ficavam tão encantadas em descobrir como eu fiquei. Outras vezes acontecia o contrário. E todas essas informações valiosas que ainda não eram de conhecimento público gente?

O blog me trouxe essa chance de compartilhar essas coisas com vocês e de aprender com vocês também. Tá sendo uma coisa maravilhosa que só aconteceu na minha vida por causa do perrengue.

Fiz o curso de personal organizer

O curso foi pago, sim. Uma tia me emprestou a grana com um prazo generoso pra pagar de volta e foi isso que me possibilitou fazer o curso. Mas a questão não é o “foi pago” mas, sim, o “eu fiz”.

Eu já estava paquerando esse curso de personal organizer há alguns anos. Eu organizo por prazer, acredite em mim. Mas antes, quando eu trabalhava, jamais conseguiria tirar 3 dias inteiros de folga pra fazer um curso que nem era relacionado ao meu trabalho. Sempre aparecia um empecilho e eu acabava não indo atrás pra fazer.

E outra coisa, por que eu estava passando por um período tão difícil, eu reavaliei com cuidado o que era importante pra mim, descobri qual era a minha paixão e, assim, pude transmitir pra minha tia o quanto eu queria me qualificar como personal organizer e pude “ganhar” o curso. (se você não sabe, clique aqui pra ver o que é uma personal organizer).

E aqui acaba essa série de como eu lidei com a crise. Foi muito bom compartilhar um pouco mais da minha história com vocês e conhecer um pouco mais sobre vocês também através dos comentários online e offline!

Obrigada por todo o apoio de vocês!

Como lidei com a crise: parte 3

Bora pra parte boa de toda essa história?

Se você é novo por aqui e ainda não leu o começo da minha experiência com a crise, para por aqui, clique aqui pra ler a parte 1 e aqui pra ler a parte 2. Daí volta aqui pra ler, tá?

Depois de tanto perrengue e de começar a pesquisar mais sobre o estilo de vida minimalista, uma coisa mágica aconteceu.

O sentimento de frustração foi embora!

Pouco a pouco, a passos lentos mas que não deixavam de ser um movimento pra me tirar da inércia, eu comecei a me aceitar.

Aceitar que era normal me sentir frustrada por ter perdido grande parte do que era, na época, importante pra mim. Aceitar que a minha vida estava acontecendo hoje, agora, nesse momento que estou escrevendo pra vocês e eu não podia desperdiçar nada. Aceitar que eu tinha escolha, que o poder de mudar as coisas estava na minha mão, que não existe uma situação ruim ou boa, o que existe de verdade é a forma como eu reajo a cada situação.

Aceitei que eu é que escolhia como eu iria lidar com tudo o que estava acontecendo. Aceitei que fazer cara feia ou não está sob o meu poder de escolha. Aceitei que quem se irrita e se frustra sou eu. Aceitei que eu posso escolher sorrir ou chorar. Aceitei que eu é que decido se vou me deixar levar pelo que aconteceu de ruim ou se vou buscar relembrar tudo o que aconteceu de bom.

Compreendi que o poder está na minha mente. Isso parece ser papo de maluco mas acontece que é real.

Foco, essa é a palavra chave. Isso foi o que eu busquei desde o começo desse ano e fez toda a diferença na minha vida. E é isso que o minimalismo significa pra mim: ter foco.

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Mas foco no quê?

No que é importante.

Minimalismo pra mim começa com uma jornada de autoconhecimento.

Você precisa saber quem você é, do que você faz questão na vida, o que te faz bem e o que te faz mal.

Você precisa saber do que você gosta, o que você realmente quer comprar. É só quando você sabe quem você é que você consegue separar o que é importante pra você do que não é. É só quando você se conhece que você consegue ficar só com o essencial e identificar o que é excesso e precisa ser eliminado da sua vida.

E isso não é uma coisa que a gente alcança de uma hora pra outra.

A jornada do autoconhecimento tem começo mas não tem fim. A gente se descobre e aprende mais sobre si mesmo o tempo todo, com cada situação que passamos.  

O segredo mora na decisão de se conhecer, no momento em que a gente escolhe que quer tomar esse caminho. E aí a minha tão querida lei da atração vai trazendo os meios e as situações pra que a gente se conheça mais e mais, se descubra mais a fundo, aprenda a dizer não para o que não é importante, para o que não é essencial.  

Como eu disse na parte 1 dessa série, cada livro que eu li nesse período me ensinou e me inspirou de alguma forma, e me ajudou a enxergar o poder imensurável que nós assumimos quando aprendemos a ser gratos, a mudar o foco. Imagine o seguinte: você tira uma foto de um bebê dando um sorriso fofo, mostra pra alguém e aí a pessoa repara que apareceu o seu pé na foto ou alguma outra coisa bizarra que você nunca ia ver se ela não te mostrasse.

Essa situação é familiar? Se sim, então você tem uma ideia do que é ter foco. Se você foca no que está acontecendo de bom, todo o resto vai pra segundo plano, assim como o seu pé na foto do sorriso do bebê. Ele está lá, mas você quase não percebe.  

O minimalismo trata de só ter e fazer o que é importante, eliminando os excessos e buscando uma vida mais completa, mais simples, mais realizada. Não faz total sentido isso?  

Pra mim fez, muito. E é assim que eu estou buscando viver agora. Então, tudo bem, podem me considerar uma pessoa minimalista! Eu acho rsrs…  

Tem mais alguns frutos que eu colhi desse período tenso da minha vida, e que quero compartilhar com vocês…mas só segunda-feira que vem na parte final, beleza?

Como lidei com a crise: parte 2

Semana passada eu comecei a contar pra vocês um pouco da minha história nessa crise toda. Vamos continuar?

Se você não viu o post da semana passada, clique aqui, vai lá ver e depois volta!

Lembram que eu falei que meu marido foi demitido quando minha filha tinha um mês? Então, quando a demissão do meu marido fez aniversário, exatamente depois de um ano desempregados, finalmente um emprego apareceu! Só tinha um porém, pagava cerca de um terço do que ganhávamos antes e não ia dar pra voltarmos pra casa. E lá veio entusiasmo seguido de frustração, o pior tipo, creio eu, que é quando você eleva suas expectativas ao nível mais alto e aí vai ao chão logo em seguida. O tombo dói mais quando a gente cai do telhado que da cama, né?

Mas aí um processo interessante começou a acontecer. Sabe aquele frase bem clichê “há males que vem para o bem”? Então, antes do emprego novo, quando a gente ficou sem renda, fomos forçados a ser criativos quanto ao dinheiro que tínhamos, afinal, aquele montante tinha que dar pra fazer tudo o que precisava e que se queria fazer. Pois bem, ter que passar por um período sem grana nos tornou criativos.

No começo de todo esse perrengue, a gente esperava que a qualquer momento uma nova renda ia surgir, de algum lugar, mas estávamos muito infelizes com a nossa rotina, muito insatisfeitos com tudo. Íamos ficar morando de favor só por alguns meses, logo isso ia acabar, certo? Errado! Depois de um ano aqui a ficha foi caindo. Um ano era tempo demais pra ficar infelizes e insatisfeitos assim. Um ano era um período muito longo pra deixar de fazer tudo o que nós gostávamos.

Um ano era muito tempo pra não usar nada do que nós tínhamos.

E eu digo isso porque no começo houve muita resistência da nossa parte sobre trazer nossos pertences pra cá. Isso era temporário e logo logo a gente ia embora, é o que eu dizia pra mim mesma o tempo todo, então a gente ia dando um jeito com o que tinha aqui.

Lembra do Segredo? Lembra de uma parte que diz que, em termos gerais, pra atrair mais felicidade você precisa estar feliz porque semelhante atrai semelhante? Infelizes e concentrando todos os nossos esforços na nossa infelicidade, era isso que a gente ia ter mais e mais: infelicidade.

Como a gente tinha pouco morando aqui, a gente começou a viver com pouco. No começo, pelos motivos errados. Mas todo esse processo de escassez nos forçou a encontrar os motivos certos. Nos fez perceber que não importa a situação que estamos vivendo, dá pra ser feliz agora, aqui, com o que temos, onde vivemos

O “viver com pouco” começou a acontecer da forma certa e pelos motivos certos quando duas coisas aconteceram. Primeiro, quando a gente teve que administrar nossos gastos como família com o salário do meu marido que era um terço do último salário, o que ele recebia antes da crise e, segundo a gente começou trazer algumas coisas nossas pra cá, pelo menos as que eram viáveis de se colocar no quarto onde morávamos.

O primeiro acontecimento foi que o salário anterior do meu marido sustentava um casal e duas cachorras. Agora, a gente tinha um terço disso pra viver em 5 seres vivos, um casal, duas cachorras e um bebê!

A família aumentou bonito, porque um bebê demanda uma porcentagem grande dos gastos em relação ao total, e o salário diminuiu. Se existia um momento em que precisávamos ser criativos, o momento era esse.

O segundo acontecimento, começar a buscar nossas coisas onde estavam guardadas, nos fez perceber que a gente não lembrava de muita coisa que a gente tinha. Por um lado, isso foi bom, cada caixa que a gente abria no depósito era como se tivéssemos ganhado coisas novas. Mas, por outro lado, a gente ficou um ano sem usar a maioria dos nossos pertences.

Será que era tudo importante pra gente mesmo? Será que a gente precisava ter tudo aquilo?

É claro que tem coisas que a gente não ia usar mesmo, como a geladeira, por exemplo. Tem geladeira aqui na minha sogra, não precisamos trazer a nossa pra cá mas vamos precisar dela quando voltarmos pra nossa casa, então, tem que ficar guardadinha lá mesmo.

Mas, e os livros, algumas roupas e acessórios, jogos de vídeo game e de tabuleiro etc? Dava perfeitamente pra trazer algumas coisas pra cá e usar mas a gente não fez isso, nem lembrou que tinha alguns itens.

E aí, será que é relevante possuir tudo isso mesmo? Tínhamos um salário baixo e um monte de coisas paradas, sem uso e sem a vontade de usar de novo.

Será que dava pra fazer uma graninha aí?

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Dava. E deu.

Comecei a pesquisar sites de compra e venda de itens usados, criei minha lojinha no enjoei, anunciei e continuo anunciando até hoje tudo o que não se encaixa mais na minha vida e fomos complementando nossa renda pra começar a eliminar as dívidas e viver um pouco melhor.

E, foi nesse clima de análise da relevância que as nossas coisas tinham pra gente, e no fato de a gente ter que viver com pouco simplesmente pela limitação do espaço físico, que eu comecei a pesquisar sobre o estilo de vida minimalista. Morar num quarto por mais de um ano com uma filha pequena e 2 cachorros me mostrou que a gente não precisava de tanto espaço quanto a gente achava que precisava pra viver bem e nem de tantas coisas

Dá pra viver com menos, com menos tudo, com menos coisas, com menos problemas, com menos preocupação, com menos stress.

O desfecho disso tudo foi super positivo pra gente e eu vou contar ele pra vocês segunda-feira que vem.

Como lidei com a crise: parte 1

Sim, a crise chegou por aqui. Você pastou nesse período também? Pois é…comigo foi assim que aconteceu:

Bom, como eu disse pra vocês semana passada, eu passei por um período difícil, o que me fez, dentre outras coisas, parar de escrever para o blog por um momento. Uma dessas “outras coisas” foi a escassez financeira que nós passamos aqui em casa. E olha a ironia aí, porque o interessante disso é que ficamos sem casa de verdade, porque tivemos que sair do apartamento que alugávamos no centro de sp pra vir morar num quarto vago na casa dos meus sogros.

E isso tudo porque a crise financeira no país alcançou a minha família

como lidei com a crise Mila bueno

Veja bem, quando eu ainda estava grávida da minha filha, conversei com meu antigo chefe e falei sobre minha intenção de não retornar ao trabalho depois que a minha licença maternidade terminasse. Na época, era claro pra mim, pelas experiências que observei nas mulheres à minha volta, que se eu quisesse participar ativamente da primeira infância da minha filha, não poderia ter uma vida profissional de sucesso, então, pedi as contas. Mais pra frente eu descobri que isso não é verdade, que nós mulheres não precisamos escolher entre família e carreira e que dá sim, pra se planejar direitinho e ter realização nessas duas áreas da vida. Com um bom planejamento, vale reforçar.

Esse assunto rende muito, então, não se preocupem que a gente fala sobre isso mais pra frente, tá?

Bom, quando minha filha nasceu eu já estava fora do mercado de trabalho e, só fiz isso porque o salário do meu marido cobria nossas despesas na época. Sei que muita mulher por aí não tem essa opção, de continuar ou não trabalhando quando o filho chega, porque o salário dela vai fazer muita falta no orçamento familiar, então, me sinto privilegiada por ter tido essa escolha.

Até aqui, nada de crise.

Mas nem tudo são flores. Quando a Luna tinha 1 mês de vida meu marido foi demitido. Crise, corte de gastos, essas coisas. E foi aí que o negócio começou a desandar. A gente não tinha muita grana guardada, na verdade, guardada mesmo a gente não tinha nenhuma. Só tinha um montante lá na conta porque meu marido recebeu os acertos em função da demissão e, eu, recebi o que estava parado no INSS quando fui afastada do trabalho. Eu tive a tal da hiperemese gravídica na gestação da Luna e fui afastada do trabalho em função de todo o mal estar que eu sentia (se você quiser saber mais como foi minha gravidez, clique aqui).

Na época, acho que tinha alguma greve rolando nesse setor e eu recebi tudo que tinha pra receber do INSS de uma vez perto da data do parto, então, esse era o dinheiro que a gente tinha. Planejamento financeiro para o futuro? Não existia pra gente.

Como agora nós éramos uma família, não dava pra ficar sem renda. Meu marido começou a se candidatar para todas as vagas possíveis mas nenhuma entrevista apareceu. A gente foi levando até onde deu, mas quando só tem saídas da conta bancária e nenhuma entrada, uma hora o dinheiro acaba e, quando estava próximo de acabar, decidimos aceitar a oferta dos meus sogros pra vir morar com eles até nos reerguermos.

Alugamos um guarda móveis pra colocar nossos pertences, o que seria um gasto mensal bem inferior ao que a gente tinha com aluguel+condomínio+todos-os-gastos-de-uma-casa, e trouxemos pra cá só o essencial, afinal de contas a qualquer momento alguma coisa ia aparecer e nós voltaríamos pra nossa casa.

Acontece que não foi bem assim. As buscas por um emprego novo não pararam mas nenhuma vaga aparecia. Nós passamos alguns meses sem grana nenhuma, com uma montanha de dívidas, contando com a ajuda da família e dos amigos pra pagar o leite da minha filha, a ração das cachorras, nossa comida…

como lidei com a crise Mila Bueno

Frustração era a palavra que me definia nesse período. Frustração. Onde foi que eu tinha errado pra vir parar nessa situação?

Eu não sei dizer por quanto tempo eu dormi e acordei tentando me concentrar em outra coisa que não fosse o quanto tudo estava ruim mas, garanto pra vocês que foi muito tempo.

Eu sofri, eu chorei, eu me irritei, eu perdi a linha, eu me descabelei. Aconteceram brigas entre eu e meu marido que nunca tinham acontecido, afinal estávamos passando por situações que nunca tínhamos passado e eu achei, honestamente, que em algum ponto, eu entraria em depressão.

Foi no meio desse furacão que eu comecei a escrever o blog.

Eu precisava encontrar alguma coisa que eu gostasse de fazer, alguma coisa que me permitisse tirar a mente de tudo isso, e eu encontrei. Cada livro que eu já fiz resenha pra vocês aqui no blog foi um tijolinho que formou minha estrutura de hoje e me ajudou a passar por esse período. Foi difícil, foi tenso, foi sofrido, mas me fez crescer. Me fez evoluir tanto que hoje eu agradeço por tudo isso ter acontecido.
É meus queridos, e eu costumava ter certeza de que essa frase nunca sairia da minha boca, ou no caso, nunca seria escrita por mim.

Aquela frase que usei no último post me define hoje: você nunca sabe a força que tem até que sua única opção é ser forte.

como lidei com a crise Mila Bueno

Semana que vem a gente continua porque tem mais história pra contar, volta aqui segunda-feira, tá?

O que eu aprendi passando um tempo fora de casa

Eu estou passando por um período em que estou morando fora da minha casa e precisei, literalmente, empacotar minha vida e colocar em um guarda móveis. Então, já vou adiantar pra vocês que o que eu aprendi passando um tempo fora de casa foi o que todo mundo que passa por essa situação aprendeu também, seja fazendo um intercâmbio ou tendo que sair de casa mesmo por algum motivo: a ser mais minimalista.

Todo esse período que, a principio pareceu muito ruim, afinal tive que sair da minha casa, mudar minha rotina e coisa e tal, no fim das contas está sendo muito bom, porque trouxe aprendizados que vou levar pra vida inteira e quero compartilhar com vocês hoje.

menos-e-mais

Primeiro, aprendi a viver com menos.

Isso é uma coisa que eu já tinha ouvido muito por aí quando se fala sobre os benefícios de ser mais minimalista e é um conceito do qual eu era até simpatizante mas que nunca coloquei em prática.

Parece que se caía uma graninha extra ou a gente via um espacinho sobrando em casa nós tínhamos que comprar, comprar e comprar e foi quando a grana ficou escassa por aqui, quando tivemos que mudar a rotina de consumo na nossa família, quando eu precisei avaliar muito bem cada item que entrava em casa que fui percebendo, aos poucos, que dá sim pra viver com menos.

Segundo, comecei a colocar em prática de uma forma bem natural o conceito de que se-alguma-coisa-não-foi-usada-no-último-ano-é-uma-forte-candidata-a-ir-embora.

Esse conceito também era familiar pra mim mas, na hora de aplica-lo à minha vida não funcionava muito bem, porque eu ainda achava que iria usar aquele item algum dia. Comecei a olhar para cada uma das coisas que possuo e pensar que se eu não usei alguma dessas coisas em um período de 12 meses, que abrange todas as datas comemorativas e as 4 estações do ano, eu preciso ter um olhar mais crítico e talvez desapegar dessas coisas. Isso, hoje, se tornou um hábito pra mim. No começo, a resistência foi enorme.

Terceiro, comecei a observar meus pertences com mais carinho

Com mais cuidado, com aquele olhar do tipo “eu escolhi esse item com tanto amor na hora da compra que não vou me desfazer dele agora porque tem um pequeno defeito ou só porque outra cor está mais em alta”. E aí entra uma coisa que eu descrevo como o paradoxo do desapego: olhar o que precisa ir embora com frieza, o que precisa ficar com carinho e saber identificar qual é qual.

desapegue

O que precisa ficar, o que eu gosto muito, se não serve mais ao propósito original, pode ganhar novos usos, uma nova cor, uma utilidade diferente. O que eu nem gosto tanto ou uso muito esporadicamente a ponto de valer mais a pena alugar ou pedir emprestado quando precisar usar ao invés de ter, precisa ir embora sem dó.

Isso tudo foi um processo. Um processo que eu fui obrigada a fazer e, portanto, comecei fazendo com uma tromba na cara, como diria minha mãe. Com o tempo, com tudo o que aprendi, li e ouvi, comecei a encaixar as peças e esse novo modo de pensar meus hábitos de consumo fez mais sentido que nunca pra minha vida.

É como dizem, às vezes a vida te vira de cabeça pra baixo e aí você descobre que assim é que é o seu jeito certo!

Se tem alguém aí que passou por um processo parecido, conta pra mim nos comentários.

Meu 1º ano como mãe

Se você já leu o post Gravidez, parto e amamentação sabe o quanto minha filha foi planejada e esperada. Se não leu ainda, corra lá e leia!

Smash the cake celebrando o primeiro ano de vida da Luna!

Eu sofri um aborto espontâneo na primeira gestação e quando finalmente engravidamos novamente, meu marido e eu sentíamos um mix de medo e expectativas. Medo de perder o bebê novamente e muita expectativa pra dar certo dessa vez.

Mas, deu certo! Tão certo que no último mês de abril nossa pequena completou 1 aninho de vida e nós, 1 aninho como pais.

O primeiro ano do bebê é muito comentado, mas o que eu queria compartilhar com vocês hoje é exatamente a perspectiva do papai e da mamãe sobre esse período.

Um bebê muda tudo na cabeça da gente e não é uma mudança ruim e chata não, é boa. É uma mudança que nos faz colocar os pés no chão e resolver algumas pendências dentro de nós, afinal agora somos exemplos pra formação de outro ser humano.

No primeiro dia, quando chegamos com a nossa filha em casa, foi tipo “e agora?” (risos), porque no hospital a gente fica super confortável, tem enfermeiras dando banho no bebê, trazendo pra mamar, te dando dicas e levando o bebê pro berçário pra mamãe poder descansar e se recuperar do parto. Em casa a brincadeira é diferente! Nós não morávamos perto de nenhuma das avós e não tínhamos babá, era papai e mamãe e só. Mas nós escolhemos assim, então desde a gravidez nos preparamos pra isso.

Foi tranquilo, nos acostumamos bem e honestamente, cuidar do bebê é fichinha, o que mata mesmo é ficar sem dormir. Ah, isso é sofrido! E foi assim até os 3 meses de vida dela. Não dormimos mais que 3 horas seguidas nenhuma vez por 3 meses.

Depois dos 3 meses o soninho dela começou a se acertar durante a noite, ela dormia períodos maiores e nós descansávamos mais.

Com cerca de 4 meses ela começou a sentar apoiada nas coisas, com 6 começou a comer frutinhas e rolar na cama e com uns 7 ou 8 sentava sozinha. E nós, bobos com cada evolução! É incrível como quando você vê os bebês dos outros começando a sentar, rolar e comer sozinhos parece ser uma coisa banal, mas quando é o seu bebê, tudo é uma festa!

“Olha, olha ela sentou sozinha!”

“Olha só ela rolou na cama sem ajuda!!”

“Meu Deus! Ela conseguiu pegar o brinquedinho nas mãos sem a gente ajudar!”

Eu já chorei de alegria ao levar ela pra ver a primeira decoração de natal, já comemorei ao abrir a fralda e ver que tinha cocô, já cantei e dancei que nem uma maluca pra ela a musiquinha da Casa do Mickey Mouse e já apertei e mordi cada gordurinha só pra ouvir aquela gargalhada gostosa!

Nosso primeiro ano com a Luna foi uma dádiva. Meu marido e eu tivemos a chance de passar o primeiro ano inteiro com ela, sem trabalhar fora, presenciando e acompanhando cada parte do seu desenvolvimento. Vimos quase todas as “primeiras vezes” pessoalmente e isso não tem preço! Como ficamos em casa, ela ainda não foi pra escolinha.

Agradeço muito por termos tido isso, por todo amor da família e amigos com a gente e com a nossa filha e agora, uma nova fase começou! Ela ta quase andando sozinha e acho que o 2º ano vai vir com muitos relatos de coisas quebradas, bagunças e descobertas!

Ah, e uma coisa interessante de se falar é que por mais que a gente queira, nós nunca somos os únicos a se envolver na criação dos filhos…mas isso a gente fala em outro post!

Me conta aqui nos comentários: você que é pai ou mãe e está lendo esse texto, também ficou babando na sua cria de um jeito que ninguém mais fazia?

Quais as vantagens de ter um leitor e ebooks

Você gosta de ler?

Eu gosto muito de ler, muito mesmo.

Durante um bom tempo aproveitei o percurso entre casa e trabalho e casa e faculdade e li uma série de livros em um curto espaço de tempo mas, de repente, não lia mais.

Não sei se foi o cansaço, a quantidade de atividades que eu fazia na época ou qualquer que fosse o motivo, mas uma das minhas desculpas era que os livros ocupavam muito espaço na bolsa, acabavam estragando ou amassando e então não dava pra carregar um livro comigo.

Mentira, estava com preguiça mesmo.

Então conheci a opção dos livros digitais e, a princípio, tive um pouco de preconceito com isso porque, embora eu tivesse parado de ler com tanta frequência, ainda era uma coisa que eu gostava e a sensação de pegar o livro na mão, sentir o cheiro de livro novo tão apreciado pelos amantes da leitura, ter coleções de marca páginas e tudo o mais eram coisas que eu não abria mão.

Apesar de tudo isso, achei muito legal a ideia de ter todo conteúdo dos livros num dispositivo único, leve, compacto e que eu pudesse levar pra todo lugar, dando um fim na minha desculpa pra ter parado de ler.

Mas então, qual é melhor: livros físicos ou livros digitais?

Discussão sobre o assunto é o que não falta! Uns são fãs de ter o livro na mão, outros da praticidade dos livros digitais, mas o que eu percebi com a minha experiência com os dois tipos foi o seguinte: ter os dois é a melhor forma de garantir que você sempre terá algo pra ler.

Eu sou o tipo de pessoa que lê o mesmo livro mais de uma vez e se você é como eu, ter o livro na prateleira e na palma da mão, é show!

Afinal, o que a gente gosta é de ler, certo?

Na hora de viajar é que a ideia do e-book é maravilhosa pra mim. Já passei pela situação de estar no fim de um livro de uma saga e ter que levar a leitura atual e a próxima pra viagem, carregando um peso e um volume na bagagem que a gente sabe que faz diferença na hora de montar a mala da ida e de encaixar todas as compras da viagem na mala da volta.

Mas, além de ocupar pouco espaço, os leitores de ebooks tem algumas funcionalidades que facilitam a vida do leitor. Vou te contar algumas.

Dicionário embutido

Eu toda a leitura existe alguma palavra que a gente não sabe. Em um livro físico, a gente costuma parar a leitura, pegar o celular e pesquisar o significado dessas palavras ou simplesmente passar batido e tentar entender o trecho pelo contexto.

No Kindle – que é o meu leitor de ebooks – basta tocar e segurar em uma palavra para que o aparelho mostre o dicionário com o significado dessa palavra.

Para mim, isso é maravilhoso! Já aprendi várias palavras novas com essa funcionalidade, afinal, a praticidade para acessar o dicionário me faz sempre querer descobrir o significado das palavras e nunca passar batido.

Destacar trechos, palavras ou frases

Sabe quando a gente pega uma caneta marca texto e grifa uma parte do livro?

Não, né? Porque um leitor assíduo tem pavor de marcar os livros, seja de que forma for e eu também sou assim.

Mas sempre tem uma parte que a gente gostaria de ler de novo ou de poder acessar facilmente depois.

No Kindle, dá pra fazer isso tocando em qualquer palavra e arrastando o cursor que irá aparecer até onde queremos destacar.

Acessar os destaques em um único arquivo pdf

Se poder grifar sem prejudicar o livro já pareceu bem bacana para você, essa outra funcionalidade vai parecer incrível.

O Kindle cria um arquivo a parte do seu livro com todos os trechos, frases ou palavras que você destacou em formato pdf.

Você pode enviar esse arquivo para o seu email através do próprio Kindle e acessar de onde quiser.

Para quem está estudando, isso vai funcionar como um resumo em tempo real. Você vai destacando tudo o que é mais importante lembrar durante a leitura e, quando terminar, é só enviar esse pdf para o seu email e estudar seu resumo.

Demais, né?

Escolher o tipo e o tamanho da fonte

Na versão impressa, os livros podem ter uma letra muito pequena que dificulte a leitura para algumas pessoas.

No Kindle, esse problema não existe.

Em todos os livros você pode alterar tanto o tamanho quanto o tipo da fonte para a que seja mais confortável para a sua leitura, a qualquer momento.

Pagar menos pelos livros

Esse é um bônus mas é muito interessante.

Os livros em versão ebook são mais baratos que os livros em versão impressa.

E isso pode te incentivar a ler com maior frequência, já que vai poder economizar em cada obra.

Gostaram das dicas? Como funciona pra vocês? Me conta nos comentários!

Gravidez, parto e amamentação

Quando eu engravidei, tinha planos e expectativas pra quando minha filha chegasse, como quem planeja uma viagem de férias. Um dos planos era ter um parto normal. Outro era amamentar no peito até os 7 ou 8 meses do meu bebê. Ia ser assim, porque eu ia fazer acontecer assim. Eu era flexível, sabia que as coisas poderiam acontecer de outra forma, mas, por outro lado, lá fundo achava que eu tinha o poder de decidir previamente como seria. Mal sabia eu que algumas coisas estão além do meu poder de decisão.

Pra começar, tive hiperemese gravídica e desenvolvi um certo grau de labirintite durante a gravidez. Fui afastada do trabalho, e mal conseguia tomar banho sozinha sem que minha pressão caísse, eu ficasse tonta e quase desmaiasse. Imagine como era quando precisava sair de casa! Isso durou a gravidez inteira. Foi um dos períodos de maior mal estar que passei na vida. A única coisa boa era saber que minha filha estava ali, saudável.

Cheguei nas 37 semanas de gravidez e, na consulta de rotina, soube que estava com 1 dedo de dilatação! Ieeei! O parto normal tava chegando! O que o meu médico disse foi o seguinte: “Vá ao hospital que você escolheu para o parto em uma semana. Vai ser feriado e eu estarei lá de plantão. Mas, pra irmos acompanhando seu desenvolvimento, vá em dois dias para fazer alguns exames.” No dia seguinte à consulta tive um pequeno sangramento, então liguei pro médico e adiantei a ida ao hospital. Passei o dia fazendo exames e a dilatação foi pra 3 dedos! Ieeeeeeei!

Ligaram pra o meu médico do hospital e ele me recomendou voltar ao consultório dele em 3 dias. Voltei, e estava tudo igual. A dilatação não aumentou e ele disse pra eu voltar no feriado, quando estaria com 38 semanas, conforme a recomendação inicial.

Chegou o feriado, levantamos cedo e fomos, sem malas nem nada, acreditando que seriam apenas mais exames de rotina. Ah, uma informação importante: quando eu estava com 34 semanas, mais ou menos, foi visto no ultrassom que meu líquido amniótico estava um pouco abaixo do esperado. A recomendação foi que eu tomasse bastante água. Tomei, o nível subiu no ultrassom seguinte e tudo parecia bem.

Pois bem, quando estávamos no hospital, na 38ª semana, feriadão, ultrassom indicou que o líquido tinha baixado de novo, muito. Ligaram pra o meu médico, ele estava no hospital fazendo outros partos e falou comigo no telefone: “Eu não gosto de esperar quando isso acontece, querida. O bebê pode estar em ‘sofrimento fetal’. Vamos fazer uma cesárea hoje?

Falei para o meu marido, olhamos no fundo dos olhos um do outro e o coração quase saiu pela boca! Era agora. Nossa filha ia nascer, e de cesárea.

Na hora do parto, meu médico viu que o líquido não estava baixo, estava seco! O timing dele foi perfeito.

Meu parto foi maravilhoso! Fotografamos tudo, os tios e avós estavam assistindo por uma janelona de vidro pelo lado de fora da sala de parto. Eu tinha muito medo da anestesia, mas acabou sendo uma das partes mais tranquilas do processo.

Maravilha, agora vamos amamentar!

Eu tinha bastante leite, vazava na roupa que era uma beleza e minha filha estava engordando bem.

Até que um belo dia, ela começou a chorar pra tudo. No banho, na troca de fraldas, antes e depois das mamadas.

Ela ficava cerca de uma hora no peito, demorava pra pegar no sono, dormia por mais ou menos uma hora e acordava de novo, chorando, pra mamar. Foram dois dias assim e eu achei que ia desmaiar de cansaço a qualquer momento.

Ficamos preocupados com ela, achando que ela tinha alguma dor ou algo que a incomodasse. Marcamos um encaixe no pediatra e quando ele bateu o olho nela, já soltou um “Nossa, cadê as bochechas da última consulta? Acho que ela emagreceu!”

Eu pensei que aquilo não era possível! Ela só mamava! O médico pesou minha pequena e ela tinha perdido 200gr. Ela tinha 1 mês e meio, tinha que estar engordando. O pediatra começou a perguntar sobre nossa rotina, como de costume, e quando falei como tinham sido os últimos 2 dias, ele bateu o martelo: o problema dela era fome! Por isso passava tanto tempo no peito numa frequência tão alta. A recomendação médica foi que eu continuasse dando o peito e complementasse a mamada com a fórmula, que compramos no mesmo dia.

Foi o paraíso na terra! Acabou a choradeira, dormia bem de novo, tudo estava como deveria ser.

Uma semana depois, meu leite secou. 1 mês e meio. Foi o quanto eu amamentei.

E eu, estava triste por que o parto não foi normal e meu leite secou cedo? Não! Graças aos céus existe a opção de fazer uma cesárea e tirar minha bebê antes que qualquer problema pudesse acontecer com ela! Deus abençoe o desenvolvedor das fórmulas infantis, porque, sem elas, minha filha não teria chegado aos 6 meses tão bem nutrida e engordando tão bem!

Liberte-se! Aceite o presente! Abrace a sua vida como ela é! Não dá pra mudar o passado, já está feito. O futuro ainda não existe na nossa realidade. Tudo o que temos é o agora, então, seja feliz agora!

Antes de ir embora, me conta aqui nos comentários se você já passou por alguma das situações que eu passei e como foi pra você.