Uma mulher que virou mãe não deixa de ser mulher

Antes de ser mãe eu fui uma tentante.

Tentei engravidar por cerca de 1 ano depois de ter sofrido um aborto espontâneo (tem post aqui no blog com esse relato).

E, quando eu estava tentando engravidar parecia que todas as mulheres a minha volta estavam engravidando ou tinham bebês de colo.

Quando a gente quer muito alguma coisa, nosso cérebro fica seletivo e faz com que a nossa atenção seja sempre direcionada para o que a gente quer – ou pelo menos para o que remete ao que a gente quer.

A realidade não é que o número de mulheres grávidas e bebês aumentaram repentinamente porque eu queria engravidar. Eu simplesmente notava as barriguinhas salientes e os bebês de colo com mais frequência.

Essa visão seletiva me fez notar mais do que os olhos podem ver. Me fez perceber comportamentos nas pessoas que lidavam com as mães e futuras mães.

Na época que eu estava tentando engravidar, uma grande amiga minha tinha conseguido. Nós trabalhávamos juntas, nos víamos todos os dias e, obviamente, nosso assunto quase sempre era sobre gestação e filhos.

Minha amiga ganhou a filha dela, entrou de licença maternidade e voltou a trabalhar quando a licença terminou.

E aí que eu comecei a perceber uma coisa interessante na empresa que a gente trabalhava.

Veja bem, minha amiga agora era mãe. Precisou colocar a filha na escola com 4 meses de vida – como a maioria das mulheres que volta a trabalhar depois de se tornar mãe – mas, ainda que a bebê ficasse na escola em período integral, ela ainda era mãe.

No final do expediente, ela corria para buscar a filha na escolinha. Pela manhã, só chegava no escritório depois de deixar a filha na escolinha também. Nos finais de semana, nem se ouvia falar dela no trabalho.

Minha amiga fazia o horário de trabalho normal dela, sem ficar devendo nada para a empresa.

E, então, depois de alguns meses, ela foi chamada na sala do chefe. Aparentemente a empresa não estava satisfeita com o fato de ela fazer apenas as horas normais de trabalho.

Veja bem, antes de engravidar, minha amiga costumava fazer horas extras com frequência. Ficar até mais tarde durante a semana ou chegar mais cedo e trabalhar alguns finais de semana e feriados não era nada incomum pra ela. E, ao que parecia, a empresa esperava que esse ritmo de trabalho iria continuar, independentemente de ela ter um bebê de colo em casa.

Isso me marcou. Esse causo aconteceu há anos atrás, antes de eu ser mãe e, mesmo depois de tanto tempo, eu nunca esqueci.

Esse causo, aliás, foi um dos principais motivos que me fizeram decidir parar de trabalhar quando a Luna nasceu.

Cuidar das crianças é um trabalho por si só. E muito bem remunerado para quem não é mãe. Faça uma pesquisa rápida no Google por “babás” e você vai se impressionar com o quanto você precisaria desembolsar se precisasse contratar uma babá.

Mas as mães, por algum motivo, sofrem uma pressão injusta para dar conta do trabalho de mãe e do trabalho remunerado.

As pessoas esperam isso de nós. Elas esperam que as mulheres vão fazer tudo sem reclamar e sem receber ajuda. E, por incrível que pareça, elas criticam todas as mães, tanto as que escolheram parar de trabalhar fora para cuidar dos filhos quanto as que decidiram continuar trabalhando.

Aliás, críticos não faltam quando o assunto é maternidade. Existem opiniões de todo o tipo sobre cada aspecto da criação de um filho mas nenhum deles te permite escapar das criticas: de uma forma ou de outra, você nunca estará fazendo certo, mulher.

É difícil ser mãe? Para mim, não. A parte difícil não é ser mãe. A parte difícil é ser induzida a sofrer uma metamorfose e deixar de ser uma pessoa para se tornar apenas mãe.

Você quer ponderar os prós e contras com atenção para fazer a escolha entre continuar trabalhando fora ou parar, considerando o que é melhor para a sua família? Cuidado! Alguém vai achar que você não ponderou nada e te julgar. Afinal, todas as suas decisões agora tem que ser tomadas sob o ponto de vista de uma mãe, não de uma pessoa.

Quem nunca ouviu alguém criticar uma mulher que deixou os filhos com a avó pra ir numa festa como sendo uma péssima mãe?

Gente, isso é muito tóxico!

Uma mãe sobrecarregada é uma mulher que foi condicionada a se culpar sempre que faz qualquer coisa que não seja em função dos filhos.

E isso não é saudável, sabe por quê?

Claro, a sobrecarga emocional de uma mulher que exerce apenas o papel de mãe já seria um bom motivo.

Mas, principalmente, porque seus filhos estão aprendendo como é ser um adulto ao observar a forma como você se comporta.

Não é o que você fala para os seus filhos que vai molda-los como os adultos que você quer que eles sejam, é o que você faz.

Se você é uma mãe que nunca se diverte, nunca dedica um tempo para si própria e acaba estourando de tempos em tempos por causa da sobrecarga – embora seus filhos não saibam que você se sente sobrecarregada – eles vão registrar que é assim que uma mãe se comporta.

Suas filhas, quando forem mães, irão inconscientemente se boicotar quando estiverem vivendo uma vida plena e equilibrada, afinal, não é assim que o cérebro delas registrou a forma como uma mãe deve ser.

Seus filhos, provavelmente irão sobrecarregar as esposas, afinal, mães fazem tudo sozinhas e tem que fazer mesmo, foi assim que eles te observaram a vida toda.

É muito melhor pra os seus filhos te verem como um ser humano que erra e acerta sempre tentando fazer o melhor do que uma mãe que tenta ser perfeita e acaba se sobrecarregando e se sentindo sempre sozinha.

Mas calma, isso não é um ultimato. É apenas a maneira como as crianças irão se comportar como adultos naturalmente, sem fazer nada sobre o assunto. É claro que com a ajuda de um bom terapeuta eles poderão mudar essa realidade.

E eu digo isso porque é isso o que está acontecendo comigo hoje, em 2021, quando este texto está sendo escrito.

Eu estou fazendo terapia e aprendendo que muitos comportamentos que eu tenho e que estão desalinhados com a vida que eu amaria viver, são na verdade, registros inconscientes da forma como minha mãe se comportava sendo copiados por mim sem nem eu perceber.

Então, independente do que esperam de você ou de que te ensinaram, pare e reflita: que tipo de mulher você gostaria de ser hoje e que tipo de mulher você gostaria que sua filha fosse no futuro?

Uma mulher que virou mãe não deixa de ser mulher.

Gostou da leitura? Então aposto que você vai gostar do conteúdo do meu Instagram também. Clique na imagem e me siga por lá!

Guerreira é a Xena, eu sou sobrecarregada

A autora dessa frase que vi viralizar no Reels do Instagram tá de parabéns! =D

Eu, como uma Millenial bem típica, assistia a série Xena, a princesa guerreira quanto passava na TV aberta. Você lembra dessa dessa série, mulher?
Me conta nos comentários!

A referência dessa frase hilária vem dessa série e, pela repercussão que ela teve, acredito que eu não sou a única mãe que se sente um pouco incomodada ao ser chamada de GUERREIRA.

Nenhuma mãe é chamada de guerreira se não estiver lutando uma batalha aos olhos de quem chama.

A pessoa vê a mulher cuidado da casa, do trabalho, dos filhos, da própria vida pessoal e logo quer elogiar o esforço e a dedicação.

Obrigada pessoa, eu sei que a sua intenção é mostrar apreciação por nós mães.

E por isso mesmo, preciso te contar um segredinho: uma mãe que tá lidando com tudo isso – e eu generalizei bem as responsabilidades que uma mãe assume – PRECISA DE AJUDA.

É muito agradável pra nós mães receber um elogio de alguém, claro que é. E eu sei que as palavras que compõem um elogio variam de pessoa pra pessoa, dependendo de como ela foi criada e tal.

Mas a realidade é que um elogio desses são só palavras vazias. A pessoa nos chama de guerreira, vai embora viver a vida dela, e nós continuamos guerreando sozinhas.

Esse é o post dos segredos para quem chama uma mãe de guerreira, olha só: uma mãe sobrecarregada não tá cansada de ser mãe.

Bom, ás vezes tá. Mas só porque ela assume a tarefa de mãe 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, sem folga.

Uma mãe dá banho nos filhos durante o dia, na hora que costuma fazer isso e já está acostumada a fazer. Mas também tem que acordar às 3 da manhã pra dar banho na criança que está com febre, trocar toda a roupa de cama, colocar o colchão do lado de fora pra tomar um sol quando ele nascer, levar a criança pra própria cama afinal, a dela está toda mijada, e ir buscar um remédio pra febre, fazer um tetê e tentar pegar no sono de novo logo depois de tentar vestir essa criança enquanto tenta acalmar a choradeira.

Essa mesma mãe vai precisar levantar e começar a cuidar da vida no horário normal, independente da luta da madrugada.

“Imprevistos” que bagunçam toda a rotina, como esse, acontecem com mais frequência do que uma mãe gostaria.

Aposto que você, mãe, teria pelo menos mais uma dúzia de situações pra contar aqui nos comentários desse post sobre a sobrecarga que você sente na rotina de mãe.

Então, pessoa que nos chama de guerreira, sabe o que você pode fazer? Nos dar suporte para ajudar a lutar algumas batalhas.

Você pode ajudar com suprimentos. Quando for visitar uma mãe de recém nascido, leve alguma coisa pra comer que esteja pronta pra ela não precisar cozinhar.

Você pode ajudar com a logística. Quando for na casa de uma mulher que tem um bebê, lave a louça.

E sabe o que pode ajudar muito? Se você nunca, jamais, sob nenhuma circunstância fizer um comentário negativo sobre a limpeza e arrumação da casa.

Na verdade, não faça nenhum tipo de comentário. Essa mulher sabe que a casa dela está um caos e não tem estrutura emocional no momento pra lidar com nenhum tipo de comentário sobre isso sem se culpar.

Já está na hora de todos começarem a compreender que as mães não são guerreiras ou seres divinos nascidos com algum tipo de dom.

Nós somos apenas pessoas comuns, que fazem algumas coisas com mais facilidade que as demais pessoas tanto quanto fazem algumas outras coisas com mais dificuldade que as demais pessoas.

A diferença é que nós estamos enfrentando possivelmente o maior desafio da nossa vida e a gente não sabe muito bem o que fazer. Estamos apenas tentando fazer o melhor.

Guerreira não, sobrecarregada.

Mudanças estão acontecendo e eu preciso te contar tudinho, mulher

Mulher, uma nova fase tá começando na minha vida.

Somos pessoas de fases, mulheres sabem disso melhor do que ninguém porque só o nosso ciclo menstrual já nos obriga a passar por pelo menos 2 fases diferentes todo o mês! =P

Não mudou nada na vida pessoal. Casamento tá bem, com seus altos e baixos de sempre, vida de mãe tá bem também, variando entre surtos e muito amor a cada hora do dia e a saúde, levando em consideração a pandemia mundial, graças aos céus, está bem também.

O que tá mudando é a parte profissional.

Eu sou Personal Organizer, se você já me acompanha aqui, isso não é nenhuma novidade.

Eu amo organizar as coisas, isso é um fato. Mas a maneira de traduzir meu amor por organização e minha formação profissional nessa área em ajuda genuína pra você, mulher, ainda tava um pouco confusa pra mim.

Eu fiz cursos e mais cursos mas o negócio ainda tava difícil de clarear.

Sabe de que forma eu comecei a enxergar mais clareza na forma de te ajudar com o meu trabalho? Quando eu comecei a fazer terapia!

Foi no momento que eu decidi tratar das minhas próprias neuras que as coisas começaram a clarear e eu percebi a raiz dos problemas. Recomendo terapia, viu?

Já parou pra pensar que quando a gente melhora, evolui ou aprende, a gente está mudando alguma coisa? Melhora é mudança.

Mudanças estão acontecendo porque uma melhora está acontecendo.

Então, deixa eu te contar logo algumas coisas porque eu sei que você tá ficando curiosa.

Primeiro, o site tá todo repaginado. As cores, as páginas, o logotipo e os serviços que eu ofereço. Até meu corte de cabelo mudou – não que isso interfira no site. =D

Tá tudo novo e eu te convido pra conhecer. Clique nos links aqui embaixo pra conhecer cada área nova do site – que, no momento, não chega a meia dúzia, pra falar a verdade.

Como uma boa minimalista, trouxe a simplicidade desse estilo de vida para a experiência que você vai ter em cada cantinho do site. Tudo simples, claro e intuitivo.

Segundo, mulher, meu papo sempre foi com você mas eu ainda não tinha coragem pra assumir. Então, agora, tô assumindo nosso relacionamento: meu papo é com mulheres, mais especificamente, as que são mães.

Então, se você que tá lendo esse texto é mãe, seja muito bem vinda oficialmente! E já convida mais mães para essa nossa comunidade de ajuda mútua que tá nascendo.

Agora, vamos trocar uma ideia? Me conta aqui nos comentários como você se sentiria mais ajudada em relação a organização, produtividade e vida de mãe.

Um abraço, mulher, e até mais!

Gostou da leitura? Então aposto que você vai gostar do conteúdo do meu Instagram também. Clique na imagem e me siga por lá!

Gratidão é um hábito

E aí, pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

2020 foi um ano atípico.

Foi um período que eu jamais poderia ter previsto – e nem ninguém.

Quando a gente começa a planejar alguma coisa, a traçar um plano para atingir um objetivo, é interessante levar em conta não só o resultado positivo – que é o que a gente espera – mas também os possíveis resultados negativos, para que a gente trace um plano realista, certo? Pois o ano de 2020 foi além de qualquer ponto negativo que eu pudesse imaginar.

Vocês sentiram isso também?

Esse tipo de situação tem um potencial bem destrutivo. O potencial de fazer a gente acreditar que não sobraram muitas coisas para agradecer.

Veja bem, antes da Luna nascer, eu levei 1 ano para engravidar de novo depois de um aborto espontâneo. Foram 12 meses duvidando da capacidade do meu corpo de gerar uma criança. Isso pode parecer um pouco dramático da minha parte mas a realidade da maioria das mulheres é essa. A gente se cobra e a gente se culpa por algo que, provavelmente, nem era um erro possível de ser cometido por nós mas esse é só um desabafo porque esse é assunto para outro post.

Quando eu passei por um período de crise financeira na minha família, que eu relatei pra vocês nesse post aqui, eu achava que não existiam motivos para agradecer por nada. Eu só conseguia enxergar o que eu não tinha. Foi quando eu encontrei o conceito de minimalismo e aprendi a identificar o que era realmente importante para mim. Foi quando eu aprendi, na raça, a encontrar motivos para ser grata no meu dia a dia.

Mesmo passando por um dos períodos mais desafiadores que eu já vivi, minha filha estava finalmente nos meus braços. Eu tinha muito a agradecer.

A coisa mais louca que eu descobri quando tive meu primeiro contato com esse conceito de gratidão e da transformação que ela pode fazer é que, quando se trata de agradecer, a gente costuma seguir o caminho inverso achando que é o caminho certo.

A gente aprendeu a acreditar que, primeiro a gente tem as coisas, depois a gente agradece. E isso vira um paradoxo porque, quando a gente consegue essas tais COISAS que supostamente vão nos deixar transbordando de gratidão, elas entram na rotina, com todas as tarefas e desafios que a acompanham, e a gente esquece de que elas são um motivo muito justo para agradecer.

As redes sociais fazem a gente cair em uma armadilha perigosa, então, antes de mais nada, vamos parar de mimimi? Todo mundo seleciona a melhor foto do melhor momento que viveu para postar nas redes sociais. Ninguém faz uma média detalhada de cada foto para saber se ela representa com precisão como está a sua vida num geral. A gente tem a chance de ir em lugar bacana, veste nossa melhor roupa, tira 347 fotos, seleciona a melhor delas e posta. Simples assim. Então, vamos parar de acreditar que a vida de todo mundo é melhor que a nossa DE MODO GERAL só porque ela publicou 1 registro de um momento bacana, MILA? Sim, falo isso primeiro pra mim, depois para vocês.

Se a gente for pegar especificamente o exemplo das coisas eu a gente compra, dá pra dizer que quando a gente compra alguma coisa, tá querendo a euforia da compra. Tá querendo sentir a sensação boa que a gente imagina – IMAGINA – que outra pessoa que comprou isso e tá postando ou falando sobre esse produto está sentindo.

Atire a primeira pedra quem nunca disse algo como: ah, mas também é fácil pra FULANA ser feliz e grata assim, ela tem tudo, né?

E sabe o que é mais louco ainda? A gente não quer nada, coisa nenhuma. O que a gente quer é a SENSAÇÃO DE GRATIDÃO.

Ser grato pelo que a gente já tem no presente, pelo que um dia foi sonho e hoje é dia a dia, é o que vai nos permitir viver se sentindo bem o tempo todo.
Inocência nossa acreditar que consegue saber o balanço geral de todos os aspectos da vida de uma pessoa apenas pela seleção das melhores fotos tiradas que ela publica nas redes sociais. Todo mundo tem problema. Ponto.

A sensação de gratidão, é isso o que a gente quer. A sensação de estar vivendo de uma forma tão plena, que a gente só agradece. E é exatamente aí que mora o paradoxo.

Gratidão é um hábito. Ser grato é algo que a gente exercita. Primeiro a gente é grato hoje pelas coisas que eram um objetivo no passado, depois a gente alcança mais objetivos e continua sendo grato.

É um hábito que a gente pode começar a inserir na rotina agora, independente dos nossos objetivos futuros que ainda não foram alcançados.

A dificuldade em ser grato, na minha opinião é em não entender que a vida não é o Baú da felicidade ou o Show do Milhão em que a gente recebe uma bolada ali, na hora. Pá-Pum.

Se sentir grato fica bem mais fácil quando a gente compreende que o processo é mais orgânico, mais devagar. Um degrau de cada vez ou como diz o bom e velho ditado, de grão em grão a galinha enche o papo.

O processo é tão natural e embutido no decorrer da vida que, para a maioria dos nossos objetivos grandes, a gente nem percebe que já alcançou, que já está vivendo no dia a dia o que antes era um objetivo.

Pense em você mesmo há 10 anos atrás. Se você pudesse voltar no tempo, encontrar com o seu EU de 10 anos atrás e contasse para ele como você vive hoje, o que esse seu eu mais jovem acharia de você? Quantas coisas você queria muito 10 anos atrás e que hoje já são rotina, ao ponto de você até reclamar delas?

E para terminar te deixo uma reflexão: se a gente não conseguir ser grato pelo que tem agora, como vamos ser gratos pelo que tivermos no futuro, quando este for o nosso agora?

Abraços e até semana que vem 😘

Bridgerton, querido leitor!

Querido leitor, a autora que vos escreve neste blog é deveras interessada nas produções televisivas que se exibem em partes formando uma história seriada e, por esta razão, venho por meio desta informa-los que…

…desculpa, gente, de repente, fui tomada pela maneira formal de escrever de Lady Whistledown. 😉

Não sabe de quem eu estou falando? Então continua lendo que eu explico.

Hoje, vamos falar sobre a estreia mais recente da Netflix, Bridgerton.

Então, meu querido leitor, ao contrário de Lady Whistledown que não tem papas na língua, ou melhor, na caneta, vou tentar manter o nível de spoiler ao mínimo. Mas já vou adiantando que se você ainda não assistiu a série, é mais seguro parar a leitura agora e voltar depois de assistir o último episódio, ok?

Oba, decidiu continuar por aqui? Então vamos nessa falar dessa série!

Bridgerton, a série que estreou dia 25 de dezembro de 2020 foi um presente de natal que a Netflix nos deu para tentar encerrar esse ano esquisito da melhor forma possível, com uma bela de uma maratona.

A primeira temporada – e única até o momento – é uma adaptação do livro escrito por Julia Quinn que leva o nome da família que a protagoniza, os Bridgerton, e nos conta sobre a jornada de Daphne, a primeira das irmãs Bridgerton a debutar na sociedade.

Debutar. Eu não estou mais pegando emprestando o jeito formal de Lady Whistledown de escrever. A questão é que a série acontece no ano de 1813 e a nossa protagonista, Daphne, assim como todas as demais jovens mulheres da cidade estão, oficialmente, na temporada de casamentos, o que deixa o visual da série cheio de figurinos glamurosos e bailes a luz de velas. Se você gosta de produções desse tipo, Bridgerton vai fazer seus olhos brilharem!

Além do visual deslumbrante, o que chamou minha atenção logo de cara no primeiro episódio foi a diversidade cultural presente na série. Eu não me lembro de ter assistido uma produção ambientada no século XVIII que representasse pessoas negras em posições de destaque na sociedade como em Bridgerton e essa foi uma coisa linda de se ver. Aliás, se você tiver indicações de filmes ou séries com esse grau de representatividade, deixa pra mim aqui nos comentários!

O segundo ponto positivo de Bridgerton e que eu achei muito bacana foi o fato do roteiro fugir da receitinha de bolo óbvia onde o casal principal enfrenta e resolve um novo problema por episódio e o desenrolar do romance deles só acontece mesmo no último minuto da série. Não é isso que acontece em Bridgerton.

A temporada se divide em 2 partes. Na primeira, Daphne é apresentada a sociedade e está em busca de um bom casamento quando conhece Simon, o duque de Hastings. Em meio aos bailes e eventos super pomposos da temporada, os dois selam um acordo de ajuda mútua e, no momento em que eles tiram toda a possibilidade de um romance acontecer da jogada é que o romance acontece de fato, baseado na amizade sincera que foi sendo construída entre eles.

Já na segunda parte da série, o casamento de Daphne com o duque enfrenta outros problemas e o cenário pomposo sai de cena para dar lugar a questões mais profundas.

Apesar dessa trama bem tradicional, as personagens femininas da série são bem fortes e acabam por determinar o desenrolar de vários acontecimentos.

Para começar, temos Lady Whistledown, uma escritora anônima que fala abertamente suas opiniões a respeito de cada família da cidade e acaba influenciando algumas decisões importantes dos personagens, já que a opinião pública sobre cada debutante tinha o poder de determinar se elas conseguiriam ou não um bom casamento.

Depois, Daphne, uma jovem inocente no que diz respeito os homens mas que sabe muito bem o que quer e não se acanha ao agir de acordo com o que acredita. Desde de dar um belo murro em um pretendente que decidiu passar dos limites até usar seu título de duquesa para, inesperadamente, ajudar outra mulher que está passando por uma situação delicada, Daphne demonstra força, empatia e sororidade.

Além disso, a mãe de Daphne, a viúva Bridgerton, resolve uma situação complicada para Daphne usando uma característica bem criticada nas mulheres – nós falamos bastante – para provar que a união das mulheres pode fazer uma grande diferença, mesmo que seja discretamente.

Outra menção interessante é que o romance nessa série não acontece só nas formalidades e galanteios dos eventos sociais. Bridgerton conta com cenas bem quentes, então, fique atento e tire as crianças da sala.

Ainda não existe previsão para uma segunda temporada e, como eu não li os livros que deram origem a série, comecei a dar uma fuçadinha nessa internéti pra tentar descobrir mais sobre o futuro da série e, o que eu posso contar pra vocês é o seguinte: a autora Julia Quinn escreveu 9 livros, sendo que cada um dos 8 primeiros é dedicado a história de 1 dos 8 irmãos Bridgerton e o último é uma coletânea de contos respondendo ás principais dúvidas dos leitores em relação aos 8 livros.

Então, podemos esperar que, se a série seguir os livros, a próxima temporada pode ser protagonizada por outro Bridgerton – e se eu puder dar chute, acho que vai ser sobre o Anthony. Me conta aqui nos comentários qual dos irmãos Bridgerton você acha que pode protagonizar a segunda temporada se a série continuar!

Minha segunda gestação

Oi gente!

Hoje é dia de papo, dia de contar novidades.

Quem me acompanha nas redes sociais já sabe, mas ainda não tinha falado nada aqui no blog sobre a nova etapa que está começando para nós aqui em casa.

Nossa família vai aumentar novamente!

Mais um bebê está a caminho, mais uma menina e estamos muito felizes com a novidade.

Então hoje, como já estou na metade da gravidez, quero contar para vocês como tem sido até agora. Vamos nessa?

Para começar, muitas coisas estão sendo diferentes da minha primeira gestação. No post Gravidez, parto e amamentação, eu contei para vocês que tive hiperemese gravítica – se não sabe do que eu estou falando, pause a leitura, vá ler esse post primeiro e depois volte – e que passei bem mal a gestação toda.

Dessa vez foi diferente. Diferente, não mais fácil. Tive enjoos constantes que duraram até as 16 semanas de gestação. Foram mais de 100 dias vomitando diariamente o que me fez ter um certo medo de ter a hiperemese novamente, já que agora tenho uma filha pequena dependendo dos meus cuidados e não iria ser nada confortável fazer isso passando mal. Mas, felizmente, os enjoos passaram e comecei o 2º trimestre bastante disposta, mais que na gestação inteira da Luna, graças aos céus!

Outra coisa que está sendo bem diferente é meu acompanhamento médico. Quando descobri que estava grávida, eu estava sem convênio médico, então, mesmo com um certo medo – que depois descobri ser apenas um preconceito bobo – começamos o acompanhamento pré natal pelo SUS aqui de São Paulo.

E querem saber de uma coisa?

Gostei e muito do atendimento que estou recebendo.

Além de estar sendo muito bem cuidada pelos profissionais que estão lidando comigo, tenho acesso a todas as vitaminas e eventuais medicamentos que precise tomar gratuitamente, além de ter acesso à farmácia, consultas, exames e vacinas, tudo no mesmo lugar, na UBS onde faço meu acompanhamento. Muito mais prático do que aquele ciclo ao qual estava acostumada de ir-á-consulta-pegar-guia-de-exames-ir-ao-laboratório-fazer-exames-retirar-resultados-de-exames-ir-à-farmácia-comprar-vitaminas-voltar-na-consulta…ufa!

E, claro, não poderia deixar de falar um pouquinho sobre como vai ser a organização do cantinho da bebê aqui na casa da personal organizer minimalista que vos escreve. Quando fizemos o enxoval da Luna, procuramos fazer algo bem enxuto, focado apenas no que nós realmente fazíamos questão aqui em casa, mesmo antes de conhecer o conceito de minimalismo. Mas não dá pra negar que, depois do primeiro filho, a gente aprende muito, principalmente sobre o que funciona para nós, para a nossa rotina, nossa família e que melhor atente aos nossos gostos e necessidades.

Sendo assim, para esse enxoval, comecei fazendo uma lista do que funcionou na gestação da Luna e quero reproduzir nessa gestação e de tudo o que vamos precisar comprar.

Vocês querem que eu escreva mais sobre a minha segunda gestação e a organização do cantinho minimalista do nosso novo bebê? Deixa aqui nos comentários!

Abraços e até semana que vem 😘

Sim, sou feminista. O que você entende por “feminismo”?

Sim, sou feminista. E sou casada. E sou mãe.

Se você acredita que mulheres feministas são, por definição, inimigas dos homens, contra a instituição do casamento e anti-gravidez, talvez esteja um pouco confuso com a declaração que fiz acima.

Por favor, não interprete a forma como cada pessoa se expressa sobre o que ela acredita como a própria crença em si.

Você provavelmente já viu imagens ou notícias de passeatas de mulheres feministas, onde, algumas delas, declaravam ser a favor do aborto, defendiam o direito de uma “mulher ficar solteira” ou diziam que as mulheres tem o direito de nunca terem filhos, se não quiserem. Isso não é a essência do feminismo, são apenas possíveis resultados do exercício dele.

Veja bem, recentemente eu estava lendo algo bastante interessante sobre a forma como a nossa mente percebe aquilo que está a nossa volta. Em termos simples, existe muito mais coisas acontecendo do que nosso cérebro é capaz de registrar e armazenar. Por isso, desde crianças, nossa mente começa a filtrar, dentre tudo o que observa, os padrões que mais se repetem para poder focar sua atenção neles e parar de dedicar energia para o resto.

Por exemplo, já foi observado cientificamente, que nós saímos da barriga da mamãe com pré disposição para falar qualquer idioma, mas, quando crescemos, sentimos uma certa dificuldade em articular os sons de uma outra língua que estivermos estudando.

Por quê? Porque nosso cérebro percebeu quais sons eram produzidos e quais músculos eram necessários mover para falar o idioma da nossa terra natal e dedicou total atenção a eles, eliminando todo o resto. Foi definido um padrão mental para falar português.

O conceito do feminismo diz respeito a IGUALDADE. Se você acredita que feminismo está para machismo assim como claro está para escuro, sinto lhe dizer que você está acreditando errado.

O feminismo diz que uma mulher tem TANTO direito de ir e vir com QUANTO um homem, tem o direito de receber A MESMA admiração por suas escolhas de carreira QUANTO um homem, merece IGUAL respeito em relação às suas escolhas sobre família e relacionamentos QUANTO um homem e deve ser remunerada NA MESMA MEDIDA se tem as mesmas competências de um homem e ocupa o mesmo cargo.

TANTO QUANTO…A MESMA…IGUAL…NA MESMA MEDIDA. Não é mais, não é menos, é igual.

feminismo Mila Bueno

A questão é que, o padrão mental da maioria de nós foi definido para entender como certo alguns padrões bem limitantes em relação às mulheres. Qualquer tentativa de igualdade passa a ser entendida como uma tentativa de ser superior, porque foge ao padrão e soa muito estranho.

Me permite falar de forma mais aberta?

Acho que agora é preciso: o resultado da relação sexual para um homem é sempre o orgasmo, esteja esse homem em um relacionamento ou não e, até mesmo se essa relação for só com as próprias mãos. Para as mulheres, o resultado nem sempre é esse. Mas tudo bem, por muito, muito tempo, o resultado de uma relação sexual para a mulher não foi o prazer, mas sim, engravidar. E, caso houvesse prazer, que ele fosse proporcionado por um homem, e que esse fosse o seu marido. Fez-se um padrão mental que, até os dias de hoje, diz que se não houver prazer nenhum para elas algumas vezes, tudo bem.

Percebeu como soa estranho e radical da minha parte? Mas, se você prestar atenção, estou apenas falando em 2 pessoas obtendo o mesmo resultado do mesmo ato. Tanto homem quanto mulher terem o direito de chegar ao ápice do prazer a cada ato sexual de que participarem.

Leve isso para todas as demais áreas da vida e talvez você perceba que ainda falta igualdade em muitas áreas. Pessoalmente, acho que as consequências disso são bem negativas, para ambos os sexos.

As mulheres que escolhem ter filhos e engravidar, tem direito a uma licença maternidade, o que significa poder dedicar um período de tempo exclusivamente para a cria. Qual o padrão mental comum para essa situação? Ela, a mãe, tem o direito e o dever de passar alguns meses com seu bebê e, caso ela precise de ajuda – e ela vai precisar – essa ajuda deverá vir de outra mulher da família – de sua mãe ou irmã – nunca da pessoa com quem ela escolheu dividir a vida e ter o bebê. Ele, o pai, tem o direito e o dever de voltar a trabalhar alguns dias depois do nascimento do bebê.

Ela não tem o direito de decidir quando voltar a trabalhar e se quer voltar e, ele, não tem o direito de acompanhar de perto o desenvolvimento da cria, e estar lá para auxiliar a mulher no pós parto, se quiser.

Me descobri feminista quando comecei a pensar em essas e outras questões e elas começaram a soar muito equivocadas. Quando percebi que, alguns assuntos que conversava com o meu marido sobre nossos deveres e direitos, tanto em relação ao nosso casamento quanto às nossas visões de mundo pareciam tão estranhas quando expressadas para outras pessoas. Me descobri feminista quando minha resposta à algumas notícias e comentários envolvendo o sexo feminino era apenas um grande “não, isso não está certo”.

E se você se identificou com alguma coisa que eu citei, fique atento: você pode ser feminista também. Só não tinha percebido ainda.

31 motivos para você ser grato

Gratidão, gratidão, gratidão.

E mais gratidão.

E depois, mais um pouquinho.

Quando tive meu primeiro contato com a lei da atração, li uma frase que, a princípio, soou um pouco estranha: tenha memórias do seu futuro.

Viagem no tempo? Não.

Pense em alguma coisa que aconteceu no fim de semana que passou, qualquer coisa. A memória vem na sua cabeça do jeito que aconteceu, não vem? Você não fica na dúvida se saiu ou não de casa, você sabe se fez alguma coisa fora ou dentro de casa. Você não fica imaginando ou decidindo sobre algo que aconteceu no passado. Aconteceu, e foi DESSE JEITO.

Quando falamos em “memórias do futuro”, falamos em escolher o que você realmente quer, decidir isso na sua mente e, então, se rodear de imagens, vídeos e referências sobre isso até que esse seu desejo tome forma de tal maneira que você não fica mais na dúvida, você projeta seu futuro de forma consistente, você cria uma memória do futuro.

Como fazer isso?

Hoje, vou te contar a principal maneira, a gratidão. Seja grato pelo que um dia foi projeção do futuro e, hoje, é dia-a-dia. Por aquilo que um dia foi sonho e, hoje, é fotografia. Seja grato por aquilo que você já tem agora e pretende continuar tendo. Por ter a capacidade de buscar as informações necessárias para trilhar o caminho que vai te levar para esse tão aguardado futuro.

Se você quer saber mais sobre como fazer isso, clique aqui e leia a resenha do melhor livro que eu li sobre esse processo.

Seja grato.

gratidão Mila Bueno
Foto por Marcus Wu00f6ckel em Pexels.com

E pra te guiar na trilha da gratidão, deixei 31 motivos para você ser grato, um para cada dia de agosto. Aproveite que, quando esse post for ao ar, agosto já terá começado, e seja grato por 6 coisas no primeiro dia!

  1. Obrigada por estar vivo
  2. Obrigada pelo ar que respiro. Já imaginou ficar sem oxigênio?
  3. Obrigada por cada refeição do dia e toda a diversidade gastronômica desse Brasil. Tem comida boa demais por aqui!
  4. Obrigada pelo meu corpo. Cada parte dele
  5. Obrigada por ter acesso a energia elétrica. Luz, geladeira, máquina de lavar roupas, carga no celular, TV, video games, chuveiro… o acesso à energia dá suporte para todo o nosso estilo de vida nos dias atuais.
  6. Obrigada por ter acesso a internet. Outra peça chave para a vida no século XXI. Sem ela, você nem estaria lendo esse texto.
  7. Obrigado pela minha visão, porque, do contrário, eu não estaria lendo isso
  8. Obrigada por minha audição e a capacidade de ouvir música
  9. Obrigada por meu paladar e a possibilidade de sentir os sabores maravilhosos aos quais me referi no item 3.
  10. Obrigada por meu trabalho, que me permite bancar a vida que levo hoje
  11. Obrigada por meus pais. Existo porque sou filho.
  12. Obrigada por meus filhos e toda a intensidade da paternalidade.
  13. Obrigada por meu companheiro de vida e todo pacote que acompanha a escolha de dividir o dia-a-dia e os objetivos com alguém
  14. Obrigada pelo relacionamento a dois e as delícias da vida amorosa
  15. Obrigada pela água limpa que sai da torneira para o meu consumo
  16. Obrigada pela água quente que sai do chuveiro para um banho relaxante
  17. Obrigada pelos amigos e as risadas e o companheirismo que os acompanha
  18. Obrigada pelo dinheiro. Sim, quanto mais dele eu quiser, mais eu preciso ser grata pelo que já tenho.
  19. Obrigada pela capacidade de me locomover, passear e viajar
  20. Obrigada por ser útil, por poder ajudar, contribuir, fazer parte e fazer sozinho
  21. Obrigada por meus animais de estimação e por todo amor que eles compartilham comigo
  22. Obrigada pelos prestadores de serviço. Imagine sua cidade sem os lixeiros, carteiros e caminhoneiros – lembram da greve?
  23. Obrigada por tudo o que já vivi até hoje e me fez ser quem sou
  24. Obrigada por minha casa e a cama quentinha pra descansar todos os dias
  25. Obrigada pelas mídias sociais e a capacidade única de manter contato com pessoas queridas mesmo que estejam distantes
  26. Obrigada pela espiritualidade que me conecta a algo superior a mim
  27. Obrigada pela capacidade de aprender e me adaptar. Pense que em um determinado momento da vida, você precisou que alguém te ensinasse a comer sozinho. Você já chegou bem longe!
  28. Obrigada pelos presentes que ganho e por todo o carinho das pessoas comigo
  29. Obrigada por pelos pequenos prazeres da vida como tomar uma xícara de café
  30. Obrigada pelas roupas, calçados e acessórios. Já pensou em contar quantas peças você tem? Aposto que você tem bastante coisa linda.
  31. Obrigada por ter atraído essa lista de gratidão para a minha vida

E obrigada a você por estar aqui, se conectando comigo e lendo esse texto.

Gratidão e ressignificação: 2 formas para você notar mudanças para melhor

Hoje eu quero falar pra vocês um pouquinho mais a fundo sobre um trecho do meu planejamento semanal, a gratidão e a ressignificação.

Eu já falei pra vocês aqui sobre o processo de Coaching e o quanto ele me ajudou a conhecer mais sobre mim mesma e me mostrou ferramentas efetivas para alcançar meus objetivos.

Vou mostrar pra vocês hoje 2 dessas ferramentas, que eu incorporei no meu planejamento, e fazem uma diferença significativa no meu dia a dia.

Sobre ser grato não tem muito o que discorrer, né? Tem post aqui no blog sobre isso, clique aqui pra ver.

Agora, vamos falar sobre a ressignificação. Eu não sabia o que isso significava e como poderia me ajudar até minha Coach me apresentar esse conceito e ele é realmente poderoso.

Quer saber de forma prática? Então me acompanhe aqui abaixo.

Você acordou, tomou café da manhã, trabalhou, foi almoçar, voltou a trabalhar, foi para casa, interagiu com pessoas diferentes o dia todo e deitou na cama para dormir. Daí sua cabeça começou a divagar sobre o seu dia, principalmente sobre aquela coisinha que deu errado. Você acha que deveria ter agido diferente, respondido de outra forma, falado com mais calma, feito algo hoje ao invés de deixar para amanhã.

É aí que entra a ressignificação.

Ao invés de apenas identificar o que você fez pra dar errado, você vai dedicar sua energia a descobrir como você deveria ter feito pra dar certo. O que você gostaria de ter dito, como você acha que deveria ter agido, o que você deveria ter feito pra deitar na cama satisfeito com o desenrolar do seu dia.

Pronto, você ressignificou esse momento.

E vem mais dica prática, fica aqui.

Recentemente eu conheci a teoria dos 20 segundos. Basicamente, ela diz que se você demora menos de 20 segundos para começar uma tarefa, as chances de você efetivamente começar aumentam muito. No nosso caso, se você já tiver um espacinho reservado em uma ferramenta que você usa todos os dias para a gratidão e a ressignificação, as chances de você parar para escrever pelo que você foi grato naquele dia e o que você gostaria de ressignificar aumentam bastante.

Seja qual for a ferramenta que você use, minha dica é: habitue-se a registrar, todos os dias, 3 coisas pelas quais você é grato e a pensar se tem alguma coisa que você gostaria de ressignificar. Leia essas anotações de tempos em tempos. Você vai perceber o quanto você evoluiu e vai notar que essa evolução aconteceu em menos tempo do que você pensa.

Um abraço e até semana que vem 😉

Eu sofri um aborto espontâneo

O post de hoje vem acompanhado de um pedido: por favor, compartilhe com todas as mulheres que você conhece que já passaram por um aborto espontâneo. É doloroso e eu gostaria de dizer pra você, que está lendo e está passando por isso, que você não está sozinha.

Blog-mila-bueno-aborto-espontâneo

Antes de engravidar da Luna, um ano antes, eu sofri um aborto espontâneo.

Quando eu engravidei, tanto eu quanto meu marido ficamos muito animados. Contamos pra todo mundo logo que descobrimos e a empolgação foi geral. Cada amigo ou familiar que nos encontrava trazia um presentinho, tanto pra mim quanto para o futuro bebê. Eu marquei uma consulta com uma ginecologista para começar meu pré natal e não via a hora de começar logo a sentir o que era estar grávida, afinal, nas primeiras semanas, em geral, você não sente nenhuma mudança significativa além da ausência da menstruação. Ainda não tinha enjoos nem náuseas e, obviamente, nada de barriga.

Pois bem, quanto eu estava com 8 semanas de gestação, cerca de 2 meses, estava no trabalho, fui ao banheiro e notei um pequeno sangramento. Conversei com uma amiga que já tinha passado por um aborto e ela me disse que aquilo não era bom sinal e, pra ter certeza de que tudo estava bem, me aconselhou a ir ao hospital na hora. Liguei para o meu marido e fui. Nos encontramos lá, fiz a triagem e fui direcionada para o setor de obstetrícia. Primeiro, passei por um exame de toque e, logo em seguida, fui para um ultrassom.

Meu marido estava do meu lado e a médica não falava nada durante todo o exame. Ela olhava para a tela fixamente e então eu tive que perguntar o que estava acontecendo. Então, ela me falou que o feto não tinha batimentos cardíacos e que, na imagem do ultrassom, era para aparecer uma forma esbranquiçada contínua no meio da parte escura, e a minha estava cheia de falhas nas bordas. Eu fiquei perguntando o que isso significava, e ela apenas se levantou, disse que sentia muito e saiu da sala. Eu tinha perdido o bebê.

Nesse momento eu fui ao banheiro me trocar e comecei a chorar descontroladamente. Saí para a sala de ultrassom pra encontrar meu marido na mesma situação. Depois de mais algumas conversas padrão com os médicos, nós fomos pra casa e tivemos que fazer uma das coisas mais desconfortáveis de todo esse processo: contar para as pessoas que nós tínhamos perdido o bebê.

Ligamos para os nossos pais, depois mandamos algumas mensagens para os amigos e ouvimos as mesmas palavras de apoio de todos. Não me leve a mal, eu sei que cada um deles sabia da nossa dor e só queria nos animar, afinal, eram todas pessoas muito amadas e estavam pensando no nosso bem, mas eu, pessoalmente, só queria poder pular essa parte e ficar de luto pelo meu bebê, sozinha.

Blog-mila-bueno-aborto-espontâneo

E agora, vou começar a falar somente da perspectiva da mulher que perdeu o bebê. Tudo isso que contei acima aconteceu numa terça-feira. Eu tive 3 dias de licença e, claro, meu marido não, então, fiquei em casa sozinha processando tudo isso durante os 3 dias que seguiram. Como a gestação ainda estava bem no comecinho, não precisei de nenhuma intervenção médica para eliminar os resíduos, por assim dizer. Na quarta e quinta-feira, passei os dias, literalmente, vendo meu sonho de ser mãe indo pelo ralo. Não deu tempo de ir à consulta ginecológica que tinha marcado, eu perdi o bebê antes.

Eu tenho uma lembrança desses dias que ficou grudada na minha cabeça: de mim, sentada no sofá, chorando, logo depois de ir ao banheiro e eliminar mais um pouquinho dos resíduos, vendo um desenho que eu via com a minha mãe quando eu era criança e pensando se um dia eu faria isso com a minha filha.

É, meio dramático mesmo. Mas é assim que a gente se sente quando perde um bebê, principalmente porque, quando finalmente fui à consulta e perguntei o porquê de isso ter acontecido, não havia explicação. Hoje, eu entendo que isso é muito comum de acontecer e descobri que, eventualmente, seu organismo identifica alguma falha no desenvolvimento do embrião e o elimina. Um mecanismo de defesa natural, digamos assim. É normal, não tinha nenhum problema com o meu sistema reprodutor e eu não tinha feito nada de errado. Mas tanto eu quanto qualquer mulher que passa por isso não consegue parar de tentar encontrar um erro. “Por que as outras mulheres conseguiram eu eu não?”

O processo pra tentar de novo depois do aborto foi bem cansativo, digamos assim. Meu médico me pediu uma série de exames e eu tive que esperar alguns ciclos menstruais para tudo voltar ao normal. Quando ele finalmente me liberou pra voltar a tentar engravidar, demorou meses pra finalmente acontecer. Acredite, a ansiedade é a maior inimiga das tentantes.

Mas aconteceu. Eu engravidei de novo, minha filha nasceu saudável e nós passamos várias manhãs sentadas juntas no sofá vendo desenhos animados, cantando as músicas tema e repetindo as falas das personagens. Foi em uma dessas manhãs, na semana passada, que eu lembrei do dia logo após meu aborto. Do dia em que eu sentei no sofá sozinha, chorando, imaginando quando ela iria chegar.

E ela chegou!

Minha princesa! 🥰

Um abraço e até semana que vem 😉

3 motivos para você começar a celebrar suas pequenas vitórias

Essa semana que passou me trouxe 2 pequenas vitórias que me deixaram tão feliz quanto atarefada. Foram 2 coisas que estavam na lista de metas para o ano, e por isso mesmo, me trouxeram uma satisfação enorme!

Sabe quando alguma coisa acontece que é apenas um passo rumo ao seu sonho e, por isso, se você contar pra alguém, essa pessoa vai ficar tentando entender o porquê de tanta felicidade em função de uma coisa aparentemente tão pequena?

Pois é, pequenas vitórias. Coisas que, geralmente, só tem valor para quem está vivendo a experiência. Então, se quem está vivendo é você, porque não celebrar?

Pegue uma taça de vinho e um chocolate, coloque aquele episódio da sua série favorita que te faz sentir muito bem e vem conferir 3 bons motivos para você fazer isso – ou faça qualquer outra coisa rotineira que te deixe muito feliz.

A vida não para

Não fique esperando pela grande celebração que você vai fazer somente quando conquistar o seu maior sonho. Ao invés disso, habitue-se a comemorar. Comemore tudo o que deu certo, por menor que seja. Dê de presente para você mesmo um momento de celebração por essa coisa que deu certo. O vinho, o chocolate ou a série é o que eu amo fazer. Já brindei comigo mesma no espelho por uma vitória que era no estilo isso-só-é-realmente-importante-pra-mim-mesma e me senti muito bem por isso! Celebre sozinho, fique feliz sozinho e então você vai ser muito mais feliz com os outros.

O que você quer mesmo é celebrar

O que todos nós queremos é a sensação maravilhosa de conquista. É o sentimento de satisfação e autoconfiança que vem depois de trabalhar bastante e querer muito alguma coisa. Olhe a sua volta: isso acontece em escala menor o tempo todo. Então permita-se observar isso e celebrar.

Acredite: você já ganhou muita coisa

Comprar produtos com desconto, ganhar presentes da família, vender alguma coisa sua em sites de produtos usados, receber indicação dos amigos de onde comprar mais barato, conseguir cupons promocionais e brindes ao responder pesquisas… Olha quantas formas diferentes para o dinheiro chegar até você.

Todos esses ganhos podem passar desapercebidos simplesmente porque a nossa mente não está acostumada a registrar que, cada um deles, custou um dinheiro que você não gastou. Existe mais de um caminho para ter mais grana disponível, além de receber um aumento de salário. Se você já experimentou qualquer uma das situações acima, parabéns, você ganhou uma graninha extra.

E pra complementar isso, usar nosso dinheiro com um pouquinho mais de sabedoria também ajuda muito. Ah, você quer dicas práticas, né? Beleza, clique aqui que tem post sobre isso aqui no blog.

Gente, escrever sobre essas coisas pra vocês é algo que eu gosto muito de fazer, sabe porquê? Porque eu já passei pelas partes ruins das situações que eu escrevo e descobri um caminho para as partes boas. Poder compartilhar com vocês essas coisas que eu aprendi no caminho e me fizeram tão bem, para que te faça bem também, é uma pequena vitória!

E, antes que eu me esqueça, muito obrigada por me acompanhar por aqui! Você faz parte de cada uma das minhas pequenas vitórias.

Abraços e até semana que vem 😉

Sabe qual o maior desafio para mim sobre ser mãe?

No clima de aniversário da minha filha Luna, que fez 2 anos nesse mês de abril, eu lembrei dessa pergunta que só era respondida na minha cabeça e acho que precisava vir para o blog.

Sabe qual o maior DESAFIO pra mim sobre ser mãe? Não são os cuidados com a Luna – saber trocar fraldas, alimentar, dar banho, colocar pra dormir – pra isso tudo tem informação de sobra. Tem as avós da criança te dando dicas desde a gestação, livros e mais livros escritos sobre cada vertente da educação infantil – é só escolher o que combina mais com a sua família -, muito conteúdo online – afinal, estamos vivendo em uma época em que o acesso às experiências de outros pais e aos estudos e descobertas de pessoas qualificadas no assunto é muito fácil – enfim, como lidar com um bebê e uma criança é desafiador mas não é o mais difícil.

Então, o que é o mais difícil pra você, Mila?

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Quando você se torna MÃE, você não deixa de ser GENTE.

Antes da gravidez, existia uma MULHER. Ela sentia SONO após cerca de 12 horas acordada, FOME após cerca de 4 horas sem comer e CANSAÇO quando fazia alguma atividade por um longo período de tempo. Ela assumia vários papéis na vida: filha, irmã, o SER – ser mulher, ser vaidosa, ser alguém com personalidade própria -, esposa, profissional e amiga. Essa mulher também tinha OBJETIVOS e EXPECTATIVAS a respeito de cada um dos papéis que assumia.

Aí essa mulher engravidou e, durante todo o período de gestação, virou um coquetel de hormônios que mudou muito o seu corpo e sua mente. Aliás, somente saber que iria se tornar mãe já provovou mudanças significativas em algumas formas de pensar.

Depois do PARTO, sabe o que aconteceu?

Essa MULHER continuou lá!

Não, ela não morreu pra dar lugar a uma mãe. Essa mulher cheia de papéis apenas adicionou mais um papel à lista. Agora ela é FILHA, IRMÃ, MULHER, ESPOSA, PROFISSIONAL, AMIGA e…

MÃE!

Se antes de ter um bebê eu me sentia quebrada na manhã seguinte à UMA NOITE em que eu não dormi minhas 8 HORAS de sono habituais, imagine após UMA SEMANA dormindo no máximo 3 HORAS seguidas. Imagine após 3 MESES. Some à falta de sono a necessidade de aprender uma nova habilidade – AMAMENTAR.

Se era difícil manter uma alimentação saudável comprando e cozinhando refeicões só pra 2 adultos que entendem a importância da alimentação correta, imagine ter que dar de comer para um terceiro ser humano – que não prende a atenção em nada por mais de 1 minuto – e fazê-lo comer tudo o que tem no prato.

BEBÊS SÃO ETÊS.

Esse definição que ouvi uma vez deixou muito claro pra mim como é o mundo para uma criança pequena. Elas estão em um lugar DESCONHECIDO onde não entendem o conceito de CERTO e ERRADO e nem sabem se comunicar. Já que não entendem o IDIOMA ainda, elas aprender por observação, na base da TENTATIVA e ERRO, copiando TUDO o que as únicas formas de vida com quem eles tem uma conexão pré estabelecida fazem: mamãe e papai.

Como mãe, é minha responsabilidade ser EXEMPLO para esse ser observador, que precisa de um modelo para copiar.

Mas eu não sou uma máquina programada apenas para esse papel, eu SOMEI essa função a todas as outras que já exercia, sou multifuncional. E para que eu tenha SUCESSO no exercício de todos os meus papéis, partindo do ponto de que o último papel que assumi – a maternidade – acaba afetando os demais, não preciso me prender a uma busca incessante por mais informação específica sobre ele. Preciso investir em minha INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Preciso me conhecer muito bem e, em decorrência disso, saber lidar comigo mesma e REAGIR ao que me acontece com SABEDORIA. Só assim vou conseguir equilibrar todos os pratos no ar – sem deixar nenhum cair e quebrar – e ser FELIZ no processo.

E sabe de uma coisa? Fazendo isso, acredito que darei um bom exemplo sobre um aspecto muito importante da vida para esse etezinho que está me modelando – minha filha.

Como lidei com a crise: parte final

Eu falei, falei e falei na parte 3 sobre os benefícios que esse perrengue todo que eu passei me trouxe: uma vida minimalista, aprender a ter mais foco e a aproveitar o momento, o aqui e agora. Mas teve uma série de coisas que esse período me trouxe de benéfico que dá pra pontuar pra vocês. Algumas coisas mais práticas, outras mais abstratas mas todas relacionadas a encontrar mais satisfação no dia a dia e gastar menos dinheiro. Quer saber quais? Vamos lá!

Comecei a correr de novo

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu sentia falta de uma rotina de exercícios na minha vida. Sempre foi difícil encaixar isso na minha rotina e ficava naquela de começa-e-pára de praticar exercícios o tempo todo. Correr é de graça, o app que uso pra medir meu progresso e fazer meus treinos também é de graça e, de quebra, sem anúncios. O condomínio que eu estou morando tem espaço o suficiente pra fazer meus treinos. Combinei tudo isso e comecei a correr!

Redescobri pequenos prazeres (gratuitos) da vida

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu amava ler quando era adolescente e logo que comecei a trabalhar. Lia bastante. Aí a rotina me tirou esse hábito. Mentira, eu que deixei ele de lado mesmo, a rotina não me tira nada (e tem post sobre livros também, minha gente, clica aqui). Estando em casa o dia todo, o que eu mais tinha era tempo pra começar a ler de novo, e foi o que eu fiz.

Peguei todos os livros que estavam parados nas prateleiras e selecionei os que gostaria de ler, pedi emprestado, pedi de presente de aniversário e descobri o quanto é gostoso sentar pra ler um livro com aquele barulhinho de chuva e uma xícara de café enquanto minha filha tira a soneca da tarde.

Comecei a aproveitar mais o condomínio onde estou morando

COMO LIDEI COM A CRISE MILA BUENO

Aqui tem praça, tem quadra, tem barras pra fazer alongamento e exercícios, tem espaço pra correr, tem a facilidade de passear com as cachorras aqui dentro mesmo, tem decoração de natal… e eu só comecei a aproveitar tudo isso por que não tinha grana pra fazer as coisas pagas. Gratidão eterna por isso!

Percebi que posso fazer algumas coisas sozinha, sem ter que pagar alguém pra fazer pra mim

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Corto meu próprio cabelo, faço a coloração dele sozinha também, faço minhas próprias unhas, minha depilação (clica aqui que tem post sobre isso), dou banho nas cachorras em casa, faço minha própria sobrancelha, tenho habilidades básicas de costura graças a mamãe e vovó, me arrisco em vários DIY e eles dão certo…tá a fim de fazer a conta pra ter uma ideia de quanto eu economizo no mês sem perder a pose? Rs

Comecei a escrever o blog

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Sim, esse canal que uso pra escrever pra vocês também era uma coisa que eu queria mas nem sabia que queria. Eu sempre quis achar uma forma de compartilhar tudo o que eu aprendia e descobria com as pessoas. Várias vezes, conversando com amigas, eu dava uma dica que eu aprendi, crente que elas já sabiam e elas não só não sabiam, como ficavam tão encantadas em descobrir como eu fiquei. Outras vezes acontecia o contrário. E todas essas informações valiosas que ainda não eram de conhecimento público gente?

O blog me trouxe essa chance de compartilhar essas coisas com vocês e de aprender com vocês também. Tá sendo uma coisa maravilhosa que só aconteceu na minha vida por causa do perrengue.

Fiz o curso de personal organizer

O curso foi pago, sim. Uma tia me emprestou a grana com um prazo generoso pra pagar de volta e foi isso que me possibilitou fazer o curso. Mas a questão não é o “foi pago” mas, sim, o “eu fiz”.

Eu já estava paquerando esse curso de personal organizer há alguns anos. Eu organizo por prazer, acredite em mim. Mas antes, quando eu trabalhava, jamais conseguiria tirar 3 dias inteiros de folga pra fazer um curso que nem era relacionado ao meu trabalho. Sempre aparecia um empecilho e eu acabava não indo atrás pra fazer.

E outra coisa, por que eu estava passando por um período tão difícil, eu reavaliei com cuidado o que era importante pra mim, descobri qual era a minha paixão e, assim, pude transmitir pra minha tia o quanto eu queria me qualificar como personal organizer e pude “ganhar” o curso. (se você não sabe, clique aqui pra ver o que é uma personal organizer).

E aqui acaba essa série de como eu lidei com a crise. Foi muito bom compartilhar um pouco mais da minha história com vocês e conhecer um pouco mais sobre vocês também através dos comentários online e offline!

Obrigada por todo o apoio de vocês!

Como lidei com a crise: parte 3

Bora pra parte boa de toda essa história?

Se você é novo por aqui e ainda não leu o começo da minha experiência com a crise, para por aqui, clique aqui pra ler a parte 1 e aqui pra ler a parte 2. Daí volta aqui pra ler, tá?

Depois de tanto perrengue e de começar a pesquisar mais sobre o estilo de vida minimalista, uma coisa mágica aconteceu.

O sentimento de frustração foi embora!

Pouco a pouco, a passos lentos mas que não deixavam de ser um movimento pra me tirar da inércia, eu comecei a me aceitar.

Aceitar que era normal me sentir frustrada por ter perdido grande parte do que era, na época, importante pra mim. Aceitar que a minha vida estava acontecendo hoje, agora, nesse momento que estou escrevendo pra vocês e eu não podia desperdiçar nada. Aceitar que eu tinha escolha, que o poder de mudar as coisas estava na minha mão, que não existe uma situação ruim ou boa, o que existe de verdade é a forma como eu reajo a cada situação.

Aceitei que eu é que escolhia como eu iria lidar com tudo o que estava acontecendo. Aceitei que fazer cara feia ou não está sob o meu poder de escolha. Aceitei que quem se irrita e se frustra sou eu. Aceitei que eu posso escolher sorrir ou chorar. Aceitei que eu é que decido se vou me deixar levar pelo que aconteceu de ruim ou se vou buscar relembrar tudo o que aconteceu de bom.

Compreendi que o poder está na minha mente. Isso parece ser papo de maluco mas acontece que é real.

Foco, essa é a palavra chave. Isso foi o que eu busquei desde o começo desse ano e fez toda a diferença na minha vida. E é isso que o minimalismo significa pra mim: ter foco.

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Mas foco no quê?

No que é importante.

Minimalismo pra mim começa com uma jornada de autoconhecimento.

Você precisa saber quem você é, do que você faz questão na vida, o que te faz bem e o que te faz mal.

Você precisa saber do que você gosta, o que você realmente quer comprar. É só quando você sabe quem você é que você consegue separar o que é importante pra você do que não é. É só quando você se conhece que você consegue ficar só com o essencial e identificar o que é excesso e precisa ser eliminado da sua vida.

E isso não é uma coisa que a gente alcança de uma hora pra outra.

A jornada do autoconhecimento tem começo mas não tem fim. A gente se descobre e aprende mais sobre si mesmo o tempo todo, com cada situação que passamos.  

O segredo mora na decisão de se conhecer, no momento em que a gente escolhe que quer tomar esse caminho. E aí a minha tão querida lei da atração vai trazendo os meios e as situações pra que a gente se conheça mais e mais, se descubra mais a fundo, aprenda a dizer não para o que não é importante, para o que não é essencial.  

Como eu disse na parte 1 dessa série, cada livro que eu li nesse período me ensinou e me inspirou de alguma forma, e me ajudou a enxergar o poder imensurável que nós assumimos quando aprendemos a ser gratos, a mudar o foco. Imagine o seguinte: você tira uma foto de um bebê dando um sorriso fofo, mostra pra alguém e aí a pessoa repara que apareceu o seu pé na foto ou alguma outra coisa bizarra que você nunca ia ver se ela não te mostrasse.

Essa situação é familiar? Se sim, então você tem uma ideia do que é ter foco. Se você foca no que está acontecendo de bom, todo o resto vai pra segundo plano, assim como o seu pé na foto do sorriso do bebê. Ele está lá, mas você quase não percebe.  

O minimalismo trata de só ter e fazer o que é importante, eliminando os excessos e buscando uma vida mais completa, mais simples, mais realizada. Não faz total sentido isso?  

Pra mim fez, muito. E é assim que eu estou buscando viver agora. Então, tudo bem, podem me considerar uma pessoa minimalista! Eu acho rsrs…  

Tem mais alguns frutos que eu colhi desse período tenso da minha vida, e que quero compartilhar com vocês…mas só segunda-feira que vem na parte final, beleza?

Como lidei com a crise: parte 2

Semana passada eu comecei a contar pra vocês um pouco da minha história nessa crise toda. Vamos continuar?

Se você não viu o post da semana passada, clique aqui, vai lá ver e depois volta!

Lembram que eu falei que meu marido foi demitido quando minha filha tinha um mês? Então, quando a demissão do meu marido fez aniversário, exatamente depois de um ano desempregados, finalmente um emprego apareceu! Só tinha um porém, pagava cerca de um terço do que ganhávamos antes e não ia dar pra voltarmos pra casa. E lá veio entusiasmo seguido de frustração, o pior tipo, creio eu, que é quando você eleva suas expectativas ao nível mais alto e aí vai ao chão logo em seguida. O tombo dói mais quando a gente cai do telhado que da cama, né?

Mas aí um processo interessante começou a acontecer. Sabe aquele frase bem clichê “há males que vem para o bem”? Então, antes do emprego novo, quando a gente ficou sem renda, fomos forçados a ser criativos quanto ao dinheiro que tínhamos, afinal, aquele montante tinha que dar pra fazer tudo o que precisava e que se queria fazer. Pois bem, ter que passar por um período sem grana nos tornou criativos.

No começo de todo esse perrengue, a gente esperava que a qualquer momento uma nova renda ia surgir, de algum lugar, mas estávamos muito infelizes com a nossa rotina, muito insatisfeitos com tudo. Íamos ficar morando de favor só por alguns meses, logo isso ia acabar, certo? Errado! Depois de um ano aqui a ficha foi caindo. Um ano era tempo demais pra ficar infelizes e insatisfeitos assim. Um ano era um período muito longo pra deixar de fazer tudo o que nós gostávamos.

Um ano era muito tempo pra não usar nada do que nós tínhamos.

E eu digo isso porque no começo houve muita resistência da nossa parte sobre trazer nossos pertences pra cá. Isso era temporário e logo logo a gente ia embora, é o que eu dizia pra mim mesma o tempo todo, então a gente ia dando um jeito com o que tinha aqui.

Lembra do Segredo? Lembra de uma parte que diz que, em termos gerais, pra atrair mais felicidade você precisa estar feliz porque semelhante atrai semelhante? Infelizes e concentrando todos os nossos esforços na nossa infelicidade, era isso que a gente ia ter mais e mais: infelicidade.

Como a gente tinha pouco morando aqui, a gente começou a viver com pouco. No começo, pelos motivos errados. Mas todo esse processo de escassez nos forçou a encontrar os motivos certos. Nos fez perceber que não importa a situação que estamos vivendo, dá pra ser feliz agora, aqui, com o que temos, onde vivemos

O “viver com pouco” começou a acontecer da forma certa e pelos motivos certos quando duas coisas aconteceram. Primeiro, quando a gente teve que administrar nossos gastos como família com o salário do meu marido que era um terço do último salário, o que ele recebia antes da crise e, segundo a gente começou trazer algumas coisas nossas pra cá, pelo menos as que eram viáveis de se colocar no quarto onde morávamos.

O primeiro acontecimento foi que o salário anterior do meu marido sustentava um casal e duas cachorras. Agora, a gente tinha um terço disso pra viver em 5 seres vivos, um casal, duas cachorras e um bebê!

A família aumentou bonito, porque um bebê demanda uma porcentagem grande dos gastos em relação ao total, e o salário diminuiu. Se existia um momento em que precisávamos ser criativos, o momento era esse.

O segundo acontecimento, começar a buscar nossas coisas onde estavam guardadas, nos fez perceber que a gente não lembrava de muita coisa que a gente tinha. Por um lado, isso foi bom, cada caixa que a gente abria no depósito era como se tivéssemos ganhado coisas novas. Mas, por outro lado, a gente ficou um ano sem usar a maioria dos nossos pertences.

Será que era tudo importante pra gente mesmo? Será que a gente precisava ter tudo aquilo?

É claro que tem coisas que a gente não ia usar mesmo, como a geladeira, por exemplo. Tem geladeira aqui na minha sogra, não precisamos trazer a nossa pra cá mas vamos precisar dela quando voltarmos pra nossa casa, então, tem que ficar guardadinha lá mesmo.

Mas, e os livros, algumas roupas e acessórios, jogos de vídeo game e de tabuleiro etc? Dava perfeitamente pra trazer algumas coisas pra cá e usar mas a gente não fez isso, nem lembrou que tinha alguns itens.

E aí, será que é relevante possuir tudo isso mesmo? Tínhamos um salário baixo e um monte de coisas paradas, sem uso e sem a vontade de usar de novo.

Será que dava pra fazer uma graninha aí?

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Dava. E deu.

Comecei a pesquisar sites de compra e venda de itens usados, criei minha lojinha no enjoei, anunciei e continuo anunciando até hoje tudo o que não se encaixa mais na minha vida e fomos complementando nossa renda pra começar a eliminar as dívidas e viver um pouco melhor.

E, foi nesse clima de análise da relevância que as nossas coisas tinham pra gente, e no fato de a gente ter que viver com pouco simplesmente pela limitação do espaço físico, que eu comecei a pesquisar sobre o estilo de vida minimalista. Morar num quarto por mais de um ano com uma filha pequena e 2 cachorros me mostrou que a gente não precisava de tanto espaço quanto a gente achava que precisava pra viver bem e nem de tantas coisas

Dá pra viver com menos, com menos tudo, com menos coisas, com menos problemas, com menos preocupação, com menos stress.

O desfecho disso tudo foi super positivo pra gente e eu vou contar ele pra vocês segunda-feira que vem.

Como lidei com a crise: parte 1

Sim, a crise chegou por aqui. Você pastou nesse período também? Pois é…comigo foi assim que aconteceu:

Bom, como eu disse pra vocês semana passada, eu passei por um período difícil, o que me fez, dentre outras coisas, parar de escrever para o blog por um momento. Uma dessas “outras coisas” foi a escassez financeira que nós passamos aqui em casa. E olha a ironia aí, porque o interessante disso é que ficamos sem casa de verdade, porque tivemos que sair do apartamento que alugávamos no centro de sp pra vir morar num quarto vago na casa dos meus sogros.

E isso tudo porque a crise financeira no país alcançou a minha família

como lidei com a crise Mila bueno

Veja bem, quando eu ainda estava grávida da minha filha, conversei com meu antigo chefe e falei sobre minha intenção de não retornar ao trabalho depois que a minha licença maternidade terminasse. Na época, era claro pra mim, pelas experiências que observei nas mulheres à minha volta, que se eu quisesse participar ativamente da primeira infância da minha filha, não poderia ter uma vida profissional de sucesso, então, pedi as contas. Mais pra frente eu descobri que isso não é verdade, que nós mulheres não precisamos escolher entre família e carreira e que dá sim, pra se planejar direitinho e ter realização nessas duas áreas da vida. Com um bom planejamento, vale reforçar.

Esse assunto rende muito, então, não se preocupem que a gente fala sobre isso mais pra frente, tá?

Bom, quando minha filha nasceu eu já estava fora do mercado de trabalho e, só fiz isso porque o salário do meu marido cobria nossas despesas na época. Sei que muita mulher por aí não tem essa opção, de continuar ou não trabalhando quando o filho chega, porque o salário dela vai fazer muita falta no orçamento familiar, então, me sinto privilegiada por ter tido essa escolha.

Até aqui, nada de crise.

Mas nem tudo são flores. Quando a Luna tinha 1 mês de vida meu marido foi demitido. Crise, corte de gastos, essas coisas. E foi aí que o negócio começou a desandar. A gente não tinha muita grana guardada, na verdade, guardada mesmo a gente não tinha nenhuma. Só tinha um montante lá na conta porque meu marido recebeu os acertos em função da demissão e, eu, recebi o que estava parado no INSS quando fui afastada do trabalho. Eu tive a tal da hiperemese gravídica na gestação da Luna e fui afastada do trabalho em função de todo o mal estar que eu sentia (se você quiser saber mais como foi minha gravidez, clique aqui).

Na época, acho que tinha alguma greve rolando nesse setor e eu recebi tudo que tinha pra receber do INSS de uma vez perto da data do parto, então, esse era o dinheiro que a gente tinha. Planejamento financeiro para o futuro? Não existia pra gente.

Como agora nós éramos uma família, não dava pra ficar sem renda. Meu marido começou a se candidatar para todas as vagas possíveis mas nenhuma entrevista apareceu. A gente foi levando até onde deu, mas quando só tem saídas da conta bancária e nenhuma entrada, uma hora o dinheiro acaba e, quando estava próximo de acabar, decidimos aceitar a oferta dos meus sogros pra vir morar com eles até nos reerguermos.

Alugamos um guarda móveis pra colocar nossos pertences, o que seria um gasto mensal bem inferior ao que a gente tinha com aluguel+condomínio+todos-os-gastos-de-uma-casa, e trouxemos pra cá só o essencial, afinal de contas a qualquer momento alguma coisa ia aparecer e nós voltaríamos pra nossa casa.

Acontece que não foi bem assim. As buscas por um emprego novo não pararam mas nenhuma vaga aparecia. Nós passamos alguns meses sem grana nenhuma, com uma montanha de dívidas, contando com a ajuda da família e dos amigos pra pagar o leite da minha filha, a ração das cachorras, nossa comida…

como lidei com a crise Mila Bueno

Frustração era a palavra que me definia nesse período. Frustração. Onde foi que eu tinha errado pra vir parar nessa situação?

Eu não sei dizer por quanto tempo eu dormi e acordei tentando me concentrar em outra coisa que não fosse o quanto tudo estava ruim mas, garanto pra vocês que foi muito tempo.

Eu sofri, eu chorei, eu me irritei, eu perdi a linha, eu me descabelei. Aconteceram brigas entre eu e meu marido que nunca tinham acontecido, afinal estávamos passando por situações que nunca tínhamos passado e eu achei, honestamente, que em algum ponto, eu entraria em depressão.

Foi no meio desse furacão que eu comecei a escrever o blog.

Eu precisava encontrar alguma coisa que eu gostasse de fazer, alguma coisa que me permitisse tirar a mente de tudo isso, e eu encontrei. Cada livro que eu já fiz resenha pra vocês aqui no blog foi um tijolinho que formou minha estrutura de hoje e me ajudou a passar por esse período. Foi difícil, foi tenso, foi sofrido, mas me fez crescer. Me fez evoluir tanto que hoje eu agradeço por tudo isso ter acontecido.
É meus queridos, e eu costumava ter certeza de que essa frase nunca sairia da minha boca, ou no caso, nunca seria escrita por mim.

Aquela frase que usei no último post me define hoje: você nunca sabe a força que tem até que sua única opção é ser forte.

como lidei com a crise Mila Bueno

Semana que vem a gente continua porque tem mais história pra contar, volta aqui segunda-feira, tá?

O que eu aprendi passando um tempo fora de casa

Eu estou passando por um período em que estou morando fora da minha casa e precisei, literalmente, empacotar minha vida e colocar em um guarda móveis. Então, já vou adiantar pra vocês que o que eu aprendi passando um tempo fora de casa foi o que todo mundo que passa por essa situação aprendeu também, seja fazendo um intercâmbio ou tendo que sair de casa mesmo por algum motivo: a ser mais minimalista.

Todo esse período que, a principio pareceu muito ruim, afinal tive que sair da minha casa, mudar minha rotina e coisa e tal, no fim das contas está sendo muito bom, porque trouxe aprendizados que vou levar pra vida inteira e quero compartilhar com vocês hoje.

menos-e-mais

Primeiro, aprendi a viver com menos.

Isso é uma coisa que eu já tinha ouvido muito por aí quando se fala sobre os benefícios de ser mais minimalista e é um conceito do qual eu era até simpatizante mas que nunca coloquei em prática.

Parece que se caía uma graninha extra ou a gente via um espacinho sobrando em casa nós tínhamos que comprar, comprar e comprar e foi quando a grana ficou escassa por aqui, quando tivemos que mudar a rotina de consumo na nossa família, quando eu precisei avaliar muito bem cada item que entrava em casa que fui percebendo, aos poucos, que dá sim pra viver com menos.

Segundo, comecei a colocar em prática de uma forma bem natural o conceito de que se-alguma-coisa-não-foi-usada-no-último-ano-é-uma-forte-candidata-a-ir-embora.

Esse conceito também era familiar pra mim mas, na hora de aplica-lo à minha vida não funcionava muito bem, porque eu ainda achava que iria usar aquele item algum dia. Comecei a olhar para cada uma das coisas que possuo e pensar que se eu não usei alguma dessas coisas em um período de 12 meses, que abrange todas as datas comemorativas e as 4 estações do ano, eu preciso ter um olhar mais crítico e talvez desapegar dessas coisas. Isso, hoje, se tornou um hábito pra mim. No começo, a resistência foi enorme.

Terceiro, comecei a observar meus pertences com mais carinho

Com mais cuidado, com aquele olhar do tipo “eu escolhi esse item com tanto amor na hora da compra que não vou me desfazer dele agora porque tem um pequeno defeito ou só porque outra cor está mais em alta”. E aí entra uma coisa que eu descrevo como o paradoxo do desapego: olhar o que precisa ir embora com frieza, o que precisa ficar com carinho e saber identificar qual é qual.

desapegue

O que precisa ficar, o que eu gosto muito, se não serve mais ao propósito original, pode ganhar novos usos, uma nova cor, uma utilidade diferente. O que eu nem gosto tanto ou uso muito esporadicamente a ponto de valer mais a pena alugar ou pedir emprestado quando precisar usar ao invés de ter, precisa ir embora sem dó.

Isso tudo foi um processo. Um processo que eu fui obrigada a fazer e, portanto, comecei fazendo com uma tromba na cara, como diria minha mãe. Com o tempo, com tudo o que aprendi, li e ouvi, comecei a encaixar as peças e esse novo modo de pensar meus hábitos de consumo fez mais sentido que nunca pra minha vida.

É como dizem, às vezes a vida te vira de cabeça pra baixo e aí você descobre que assim é que é o seu jeito certo!

Se tem alguém aí que passou por um processo parecido, conta pra mim nos comentários.

Meu 1º ano como mãe

Se você já leu o post Gravidez, parto e amamentação sabe o quanto minha filha foi planejada e esperada. Se não leu ainda, corra lá e leia!

Smash the cake celebrando o primeiro ano de vida da Luna!

Eu sofri um aborto espontâneo na primeira gestação e quando finalmente engravidamos novamente, meu marido e eu sentíamos um mix de medo e expectativas. Medo de perder o bebê novamente e muita expectativa pra dar certo dessa vez.

Mas, deu certo! Tão certo que no último mês de abril nossa pequena completou 1 aninho de vida e nós, 1 aninho como pais.

O primeiro ano do bebê é muito comentado, mas o que eu queria compartilhar com vocês hoje é exatamente a perspectiva do papai e da mamãe sobre esse período.

Um bebê muda tudo na cabeça da gente e não é uma mudança ruim e chata não, é boa. É uma mudança que nos faz colocar os pés no chão e resolver algumas pendências dentro de nós, afinal agora somos exemplos pra formação de outro ser humano.

No primeiro dia, quando chegamos com a nossa filha em casa, foi tipo “e agora?” (risos), porque no hospital a gente fica super confortável, tem enfermeiras dando banho no bebê, trazendo pra mamar, te dando dicas e levando o bebê pro berçário pra mamãe poder descansar e se recuperar do parto. Em casa a brincadeira é diferente! Nós não morávamos perto de nenhuma das avós e não tínhamos babá, era papai e mamãe e só. Mas nós escolhemos assim, então desde a gravidez nos preparamos pra isso.

Foi tranquilo, nos acostumamos bem e honestamente, cuidar do bebê é fichinha, o que mata mesmo é ficar sem dormir. Ah, isso é sofrido! E foi assim até os 3 meses de vida dela. Não dormimos mais que 3 horas seguidas nenhuma vez por 3 meses.

Depois dos 3 meses o soninho dela começou a se acertar durante a noite, ela dormia períodos maiores e nós descansávamos mais.

Com cerca de 4 meses ela começou a sentar apoiada nas coisas, com 6 começou a comer frutinhas e rolar na cama e com uns 7 ou 8 sentava sozinha. E nós, bobos com cada evolução! É incrível como quando você vê os bebês dos outros começando a sentar, rolar e comer sozinhos parece ser uma coisa banal, mas quando é o seu bebê, tudo é uma festa!

“Olha, olha ela sentou sozinha!”

“Olha só ela rolou na cama sem ajuda!!”

“Meu Deus! Ela conseguiu pegar o brinquedinho nas mãos sem a gente ajudar!”

Eu já chorei de alegria ao levar ela pra ver a primeira decoração de natal, já comemorei ao abrir a fralda e ver que tinha cocô, já cantei e dancei que nem uma maluca pra ela a musiquinha da Casa do Mickey Mouse e já apertei e mordi cada gordurinha só pra ouvir aquela gargalhada gostosa!

Nosso primeiro ano com a Luna foi uma dádiva. Meu marido e eu tivemos a chance de passar o primeiro ano inteiro com ela, sem trabalhar fora, presenciando e acompanhando cada parte do seu desenvolvimento. Vimos quase todas as “primeiras vezes” pessoalmente e isso não tem preço! Como ficamos em casa, ela ainda não foi pra escolinha.

Agradeço muito por termos tido isso, por todo amor da família e amigos com a gente e com a nossa filha e agora, uma nova fase começou! Ela ta quase andando sozinha e acho que o 2º ano vai vir com muitos relatos de coisas quebradas, bagunças e descobertas!

Ah, e uma coisa interessante de se falar é que por mais que a gente queira, nós nunca somos os únicos a se envolver na criação dos filhos…mas isso a gente fala em outro post!

Me conta aqui nos comentários: você que é pai ou mãe e está lendo esse texto, também ficou babando na sua cria de um jeito que ninguém mais fazia?

Livros físicos ou livros digitais?

Você gosta de ler?

Eu gosto muito de ler, muito mesmo.

Durante um bom tempo aproveitei o percurso entre casa e trabalho e casa e faculdade e li uma série de livros em um curto espaço de tempo mas, de repente, não lia mais. Não sei se foi o cansaço, a quantidade de atividades que eu fazia na época ou qualquer que fosse o motivo, mas uma das minhas desculpas era que os livros ocupavam muito espaço na bolsa, acabavam estragando ou amassando e então não dava pra carregar um livro comigo.

Mentira, estava com preguiça mesmo.

Então conheci a opção dos livros digitais e, a princípio, tive um pouco de preconceito com isso porque, embora eu tivesse parado de ler com tanta frequência, ainda era uma coisa que eu gostava e a sensação de pegar o livro na mão, sentir o cheiro de livro novo tão apreciado pelos amantes da leitura, ter coleções de marca páginas e tudo o mais eram coisas que eu não abria mão.

Apesar de tudo isso, achei muito legal a ideia de ter todo conteúdo dos livros num dispositivo único, leve, compacto e que eu pudesse levar pra todo lugar, dando um fim na minha desculpa pra ter parado de ler.

Mas então, qual é melhor: livros físicos ou livros digitais?

Discussão sobre o assunto é o que não falta! Uns são fãs de ter o livro na mão, outros da praticidade dos livros digitais, mas o que eu percebi com a minha experiência com os dois tipos foi o seguinte: ter os dois é a melhor forma de garantir que você sempre terá algo pra ler.

Eu sou o tipo de pessoa que lê o mesmo livro mais de uma vez e se você é como eu, ter o livro na prateleira e na palma da mão, é show!

Afinal, o que a gente gosta é de ler, certo?

Ter um não significa abolir o outro. Alguns livros não tem E-book, outros são queridinhos ou são sagas e eu faço questão de ter a coleção na prateleira, e pra os favoritos, eu gosto de ter as duas versões e de poder ter sempre à mão no formato digital pra quando eu quiser ler de novo.

Na hora de viajar é que a ideia do e-book é maravilhosa pra mim. Já passei pela situação de estar no fim de um livro de uma saga e ter que levar a leitura atual e a próxima pra viagem, carregando um peso e um volume na bagagem que a gente sabe que faz diferença na hora de montar a mala da ida e de encaixar todas as compras da viagem na mala da volta. Se você pode, minha dica é: tenha os dois e aproveite os benefícios dos dois!

Eu tenho o Kindle instalado no Ipad e pra quem já usa esse aplicativo uma dica bem bacana é contratar o Kindle Unlimited, que nada mais é que um Netflix de livros. Atualmente, custa R$19,90 por mês, e você tem a sua disposição até 10 livros pra ler da sua escolha. Quando quiser “alugar” outro livro, devolve um deles e pega o outro.

É muito legal pra quando a gente está descobrindo livros novos que ainda não sabe se vai gostar ou não da leitura por que é como se você pudesse fazer um teste drive nos livros sem comprar. Tem um acervo bem legal a disposição e se você é um amante da leitura como eu, super indico o Kindle Unlimited.

Gostaram das dicas? Como funciona pra vocês? Me conta nos comentários!

E se gostou da ideia do Kindle Unlimited, clique aqui para saber mais sobre ele.

Gravidez, parto e amamentação

Quando eu engravidei, tinha planos e expectativas pra quando minha filha chegasse, como quem planeja uma viagem de férias. Um dos planos era ter um parto normal. Outro era amamentar no peito até os 7 ou 8 meses do meu bebê. Ia ser assim, porque eu ia fazer acontecer assim. Eu era flexível, sabia que as coisas poderiam acontecer de outra forma, mas, por outro lado, lá fundo achava que eu tinha o poder de decidir previamente como seria. Mal sabia eu que algumas coisas estão além do meu poder de decisão.

Pra começar, tive hiperemese gravídica e desenvolvi um certo grau de labirintite durante a gravidez. Fui afastada do trabalho, e mal conseguia tomar banho sozinha sem que minha pressão caísse, eu ficasse tonta e quase desmaiasse. Imagine como era quando precisava sair de casa! Isso durou a gravidez inteira. Foi um dos períodos de maior mal estar que passei na vida. A única coisa boa era saber que minha filha estava ali, saudável.

Cheguei nas 37 semanas de gravidez e, na consulta de rotina, soube que estava com 1 dedo de dilatação! Ieeei! O parto normal tava chegando! O que o meu médico disse foi o seguinte: “Vá ao hospital que você escolheu para o parto em uma semana. Vai ser feriado e eu estarei lá de plantão. Mas, pra irmos acompanhando seu desenvolvimento, vá em dois dias para fazer alguns exames.” No dia seguinte à consulta tive um pequeno sangramento, então liguei pro médico e adiantei a ida ao hospital. Passei o dia fazendo exames e a dilatação foi pra 3 dedos! Ieeeeeeei!

Ligaram pra o meu médico do hospital e ele me recomendou voltar ao consultório dele em 3 dias. Voltei, e estava tudo igual. A dilatação não aumentou e ele disse pra eu voltar no feriado, quando estaria com 38 semanas, conforme a recomendação inicial.

Chegou o feriado, levantamos cedo e fomos, sem malas nem nada, acreditando que seriam apenas mais exames de rotina. Ah, uma informação importante: quando eu estava com 34 semanas, mais ou menos, foi visto no ultrassom que meu líquido amniótico estava um pouco abaixo do esperado. A recomendação foi que eu tomasse bastante água. Tomei, o nível subiu no ultrassom seguinte e tudo parecia bem.

Pois bem, quando estávamos no hospital, na 38ª semana, feriadão, ultrassom indicou que o líquido tinha baixado de novo, muito. Ligaram pra o meu médico, ele estava no hospital fazendo outros partos e falou comigo no telefone: “Eu não gosto de esperar quando isso acontece, querida. O bebê pode estar em ‘sofrimento fetal’. Vamos fazer uma cesárea hoje?

Falei para o meu marido, olhamos no fundo dos olhos um do outro e o coração quase saiu pela boca! Era agora. Nossa filha ia nascer, e de cesárea.

Na hora do parto, meu médico viu que o líquido não estava baixo, estava seco! O timing dele foi perfeito.

Meu parto foi maravilhoso! Fotografamos tudo, os tios e avós estavam assistindo por uma janelona de vidro pelo lado de fora da sala de parto. Eu tinha muito medo da anestesia, mas acabou sendo uma das partes mais tranquilas do processo.

Maravilha, agora vamos amamentar!

Eu tinha bastante leite, vazava na roupa que era uma beleza e minha filha estava engordando bem.

Até que um belo dia, ela começou a chorar pra tudo. No banho, na troca de fraldas, antes e depois das mamadas.

Ela ficava cerca de uma hora no peito, demorava pra pegar no sono, dormia por mais ou menos uma hora e acordava de novo, chorando, pra mamar. Foram dois dias assim e eu achei que ia desmaiar de cansaço a qualquer momento.

Ficamos preocupados com ela, achando que ela tinha alguma dor ou algo que a incomodasse. Marcamos um encaixe no pediatra e quando ele bateu o olho nela, já soltou um “Nossa, cadê as bochechas da última consulta? Acho que ela emagreceu!”

Eu pensei que aquilo não era possível! Ela só mamava! O médico pesou minha pequena e ela tinha perdido 200gr. Ela tinha 1 mês e meio, tinha que estar engordando. O pediatra começou a perguntar sobre nossa rotina, como de costume, e quando falei como tinham sido os últimos 2 dias, ele bateu o martelo: o problema dela era fome! Por isso passava tanto tempo no peito numa frequência tão alta. A recomendação médica foi que eu continuasse dando o peito e complementasse a mamada com a fórmula, que compramos no mesmo dia.

Foi o paraíso na terra! Acabou a choradeira, dormia bem de novo, tudo estava como deveria ser.

Uma semana depois, meu leite secou. 1 mês e meio. Foi o quanto eu amamentei.

E eu, estava triste por que o parto não foi normal e meu leite secou cedo? Não! Graças aos céus existe a opção de fazer uma cesárea e tirar minha bebê antes que qualquer problema pudesse acontecer com ela! Deus abençoe o desenvolvedor das fórmulas infantis, porque, sem elas, minha filha não teria chegado aos 6 meses tão bem nutrida e engordando tão bem!

Liberte-se! Aceite o presente! Abrace a sua vida como ela é! Não dá pra mudar o passado, já está feito. O futuro ainda não existe na nossa realidade. Tudo o que temos é o agora, então, seja feliz agora!

Antes de ir embora, me conta aqui nos comentários se você já passou por alguma das situações que eu passei e como foi pra você.