Uma carta de gratidão a minha jornada

Cada pessoa desse mundo é única, com histórias únicas e sonhos também únicos – e individuais.

Eu aceito e agradeço a minha individualidade, minha história e meus sonhos.

Eles são meus, refletem quem eu sou e aquilo que quero realizar durante a vida. Meus sonhos não são uma porta para a felicidade, muito menos minha única forma de ser feliz.

Quero alcançar meus objetivos mais audaciosos não por enxergar neles minha chance de ser feliz, mas sim, por compreender que o universo é abundante e que todas as experiências que naturalmente se destacam pra mim e brilham aos meus olhos causando um forte desejo no coração estão disponíveis para complementar minha felicidade atual.

Minha felicidade mora na compreensão da diferença entre precisar e desejar.

Na aceitação de que tudo o que eu preciso, eu já tenho e que aquilo que eu tenho é o suficiente para me fazer feliz hoje.

Na gratidão que nasce da lembrança de que um dia, eu vivi de forma diferente, desejando ter e experimentar algo no futuro que, hoje, são aspectos são parte da minha rotina.

Minha felicidade existe no entendimento e aceitação de uma das verdades mais evitadas pela humanidade: os problemas e dificuldades estão intimamente atrelados as alegrias e realizações da vida. Não dá pra ter um sem ter o outro – e não existem motivos plausíveis para tentar desatrelar essa conexão, afinal, tudo tem mais sabor quando foi conquistado ao invés de dado de bandeja.

Minha felicidade é um estado de espírito. Prova disso é a quantidade de vezes que eu já me emocionei assistindo a um filme ou documentário que retratava a história de pessoas que viveram situações de sofrimento extremas e se mostraram resilientes e em paz, mesmo estando no olho do furacão.

Em contrapartida, também já acompanhei histórias de pessoas que aparentemente tinham tudo para viver em estado de gratidão e, mesmo assim, estavam vivendo uma depressão profunda.

O que vale ser destacado aqui é que nem o estado de paz nem o depressivo são como são 100% do tempo. A resiliência se baseia em viver o momento atual, como ele é, não como gostaríamos que fosse, e entender que, independente do que esteja acontecendo fora de você, “isso também vai passar”.

Existe uma grande solidão no fato de cada ser humano ser único, afinal, ninguém jamais vai conhecer na íntegra todas as nuances que constituem as outras pessoas. Julgar a atitude de outra pessoa, então, é uma atividade completamente improdutiva, ainda que de vez em quando, seja involuntária.

Eu quero desfrutar de tudo o que brilha aos meus olhos e toca meu coração e ainda não faz parte da minha vida e sei que a possibilidade de fazer isso já está a caminho.

Mas, eu quero manter viva na mente a ideia de que não preciso que nada mude no mundo que existe fora de mim para ser feliz. 

Se a felicidade não é uma realidade, o mundo interior é que precisa de manutenção.

Para ser feliz, eu preciso apenas viver o momento presente, ao invés de divagar no passado ou no futuro ou desperdiçar energia com comparações.

Afinal, cada pessoa desse mundo é única, com histórias únicas e sonhos também únicos – e individuais.

Eu aceito e agradeço a minha individualidade, a história que eu vivi e que moldou quem eu sou hoje e os sonhos que brilham aos meus olhos, porque cada uma dessas características são só minhas e de mais ninguém.

Uma reflexão sobre o dia internacional da mulher

No escritório onde eu trabalhava nós costumávamos ter a “hora do café”, um momento do dia onde todos os funcionários davam uma pausa no trabalho e se dirigiam à cozinha do escritório por cerca de 20 minutinhos para relaxar e conversar enquanto tomavam um cafezinho.

Em uma dessas conversas, o pessoal da minha rodinha começou a falar sobre qual seria a melhor escolha para as gestantes depois do nascimento dos bebês: continuar trabalhando ou não.

E aí eu ouvi um colega de trabalho, homem, dizer algo do tipo:

“Você tá pensando em parar de trabalhar depois de ter filhos? Mas e toda aquela mulherada lá no passado que queimou sutiã pelo direito de trabalhar fora? Cê num acha que tá desrespeitando a luta das mulheres, não?”

Na época, a Mila jovem e insegura que não tinha muita convicção do que acreditava, acabou fugindo da conversa porque realmente considerou essa hipótese como verdadeira.

Será que eu estava sendo anti-feminista? Será que eu estava invalidando a luta das mulheres por direitos iguais? Será que eu estava mesmo errada em considerar a ideia de parar de trabalhar fora depois de ter filhos?

Hoje, cerca de 10 anos depois desse “papo com café” eu aprendi que nenhuma mulher queimou sutiã pelo direito de trabalhar.

A história de queimar sutiã, na verdade, nunca aconteceu, já que nenhum sutiã foi queimado como forma de protesto feminista. Na verdade, o que houve foi uma manifestação das ativistas do Women’s Liberation Movement durante o concurso Miss America de 1968, onde objetos como sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, maquiagens, revistas femininas, cintas, sprays de cabelo e outros itens ligados à beleza feminina foram colocados no chão e no lixo, com o objetivo de denunciar e acabar com a exploração comercial da aparência feminina.

A luta feminina sempre foi por igualdade de oportunidades e direitos, e isso vai muito além do mercado de trabalho.

A luta sempre foi pelo direito de tomar as próprias decisões de vida. De escolher que caminhos são mais adequados para si segundo seus próprios objetivos e expectativas, seus gostos e personalidade.

A luta é por poder escolher, ao invés de ter toda a sua vida escolhida por você e atrelada a sua aparência, a um casamento e a maternidade.

É muito mais gratificante se casar e se tornar mãe porque você quer isso para a sua vida, não porque é o único destino possível para você.

É muito incrível poder dedicar seu tempo para o que te faz bem, mesmo que isso signifique que você nunca mais vai parar para passar rímel na vida.

E é uma sensação maravilhosa saber que a sociedade te aceita, te apoia e te oferece oportunidades para não se casar nem ser mãe caso isso não te faça feliz.

Hoje não é o dia de de acreditar que todas nós devemos querer a mesma coisa.

8 de março, é o dia de…

…me amar como eu espero ser amada por outras pessoas, ao invés de ser a primeira a ser ofensiva comigo mesma nos meus pensamentos;

…me aceitar como eu espero que as pessoas me aceitem, ao invés de ser a primeira a me olhar nua no espelho e só conseguir notar o que tem de errado com o meu corpo;

…me respeitar como eu espero ser respeitada, ao invés de aceitar todas as opiniões alheias como se fossem ultimatos para que eu mude meu comportamento;

…valorizar meu potencial, ao invés de me comparar com outras mulheres e me sentir sempre inferior;

…ser mais empática com os meus próprios erros e pensar neles como ferramentas de aprendizado, ao invés de ser a primeira a acreditar que eu devia ter feito melhor no passado e nunca me perdoar;

…ser mais acolhedora com meus próprios sentimentos e me permitir sentir, ao invés de evitar os sentimentos “ruins” na inocente crença de que tem como parar de sentir;

…ser feliz independente do que eu tenho ou não tenho, ao invés de ancorar minha felicidade em um objeto ou situação, afinal, tudo o que vira rotina acaba perdendo o encanto eventualmente;

…ter convicção de que preciso respeitar minhas próprias escolhas, ao invés de achar constantemente que eu deveria escolher diferente e acabar julgando as escolhas de outras mulheres inconscientemente;

…olhar para outras mulheres com o mesmo carinho, respeito e empatia que estou aprendendo a olhar para mim mesma e ser uma agente de empoderamento para todas as mulheres fod*s que cruzarem meu caminho – mesmo que elas não saibam que o são;

Feliz dia internacional da mulher!

Perdi meu Iphone e descobri uma verdade bem inconveniente

Semana passada eu passei por uma experiência que me deixou confusa e um pouco sem rumo.

Eu passei 5 anos escrevendo no blog, no Instagram e em algumas outras redes sociais, na esperança de ensinar outras pessoas sobre a importância de desapegar de coisas, relacionamentos ou qualquer outra forma de apego que exista e eu tenho feito isso por um motivo bem específico: o apego coloca o objeto de apego em um lugar de grande importância o que tira o nosso foco do que realmente importa e pode nos fazer sofrer caso esse objeto saia da nossa vida.

E, mesmo escrevendo sobre desapego, mesmo seguindo um estilo de vida minimalista e mesmo aprendendo constantemente sobre os impactos positivos de abrir mão do apego, eu me vi apegada e me vi sofrendo.

Apesar de saber ajudar os outros a desapegar, quando chegou a minha vez, eu me deparei com uma Mila vulnerável e triste por perder um objeto.

E eu senti na pele o maior dano que o apego pode causar, a raiz de tudo o que eu aprendi e tento ensinar para as pessoas.

E o que foi que aconteceu?

Meu Iphone parou de funcionar. Sim, esse foi o objeto ao qual eu tinha tanto apego e que me trouxe tanto sofrimento, o meu celular.

Por muito tempo eu usei o celular para tudo, desde produzir conteúdo para a internet até pagar minhas contas e, por ter um computador da apple também, eu tinha uma conectividade entre celular e computador que facilitava muito a minha vida.

E então, o celular quebrou de uma forma que não seria mais financeiramente viável consertar. E para completar, eu também não tinha a grana necessária para investir em um novo Iphone, afinal, o preço desse celular aqui no Brasil é absurdamente alto.

Eu teria que me contentar com um aparelho que usasse o sistema Android com melhor custo-benefício que eu conseguisse encontrar no mercado caso eu quisesse continuar tendo um aparelho celular, embora, a verdade tenha sido que o filtro usado para encontrar um celular novo foi o preço baixo mesmo.

E foi isso que me derrubou.

Parece fútil sofrer por não poder mais ter um Iphone? É, pra mim também pareceu e foi exatamente o conflito entre achar que eu estava exagerando e achar que eu tinha razão em me sentir mal que estava me fazendo sofrer.

Mas sabe o que foi mais interessante nessa experiência?

Foi perceber que desapegar de um objeto é tão difícil porque nunca é somente sobre o objeto. Existe um significado emocional por trás que conecta esse objeto há outras coisas dentro de nós.

Perder meu Iphone não significou apenas perder um celular de muita qualidade pra mim.

No dia em que meu celular parou de funcionar, eu estava na rua. Quando cheguei em casa, descobri que o controle da nossa Apple TV também não estava funcionando. No dia seguinte, meu fogão de indução também não ligava mais.

Parecem coisas chiques, né? Não sei se eu usaria a palavra “chique” mas com certeza usaria a expressão “coisas de muita qualidade”. E ainda posso completar te contando que todas essas coisas foram compradas depois de muita pesquisa e usando e abusando das BlackFridays e demais oportunidades de pagar menos.

Meu marido e eu pesquisamos, economizamos, adquirimos essas coisas e cuidávamos muito bem delas há anos exatamente porque a grana estava curta. Então, como é que a gente iria pagar pra repor tudo isso agora?

Eu me senti encurralada, como se o universo estivesse brincando com a minha sorte e tirando de mim o pouco que eu ainda tinha. E não foi a primeira vez que eu me senti assim.

Meu celular quebrou num sábado, meu fogão num domingo e durante toda a semana seguinte, eu tentei me virar nos 30 pra cozinhar pra minha família usando apenas o forninho elétrico e a fritadeira – outras aquisições que ficaram meses marinando na minha lista de compras e só foram adquiridas depois de muita pesquisa.

Já deu pra sacar que todo gasto é muito bem planejado aqui em casa porque a nossa renda se encaixa como um lego nas nossas despesas, né?

Pois é.

Na semana pós quebra do celular e fogão – eu consegui ressuscitar o controle molhado da Apple TV no arroz – cada pedacinho da minha rotina não funcionava bem porque as coisas que quebraram afetaram diretamente o meu dia a dia.

E foi nessa semana tensa que eu fui percebendo uma realidade bem feia para o jeito desapegado que eu escolhi viver: eu estava apegada aos meus objetos.

Eu, que me considerava a senhora desapego, estava sofrendo por estar apegada.

Entendeu porque eu disse que estava confusa no início desse texto?

É uma sensação muito bizarra ser confrontada com as nossas crenças inconscientes.

Mas até hoje, essa foi a única forma usada pelo universo que realmente funcionou para me ensinar alguma coisa.

Foram nos momentos em que eu me senti encurralada e sem controle algum da situação que eu mais aprendi e amadureci.

Mas não se engane: quando eu estava vivendo o momento de sofrimento, eu não conseguia enxergar uma oportunidade de crescimento. Eu só queria que tudo acabasse logo.

Era depois que acabava, depois de eu me sentir péssima e sozinha, depois de respirar bem fundo e decidir levantar do chão que esse raciocínio – que exige lógica e não emoção – ia se formando na minha cabeça e eu começava a entender a necessidade de tirar um aprendizado do que me aconteceu.

Meu celular quebrar me lembrou do que eu senti em outro momento da minha vida, um momento que me feriu mais profundamente mas também me tornou muito mais forte, e eu falei tudo sobre esse período quando ele aconteceu, começando por esse post aqui.

Esse texto pareceu um pouco intenso demais pra você? Bom, então seja bem vinda a forma como a cabeça de uma pessoa ansiosa funciona.

Você se identificou com esse texto? Então eu fico muito feliz de encontrar uma outra pessoa ansiosa do outro lado da tela e espeto que a gente possa usar essa canal aqui pra se ajudar.

Ah, e caso você esteja se perguntando se eu consegui arrumar meu fogão, não, tivemos que dar um jeito de comprar outro.

E sabe o que mais aconteceu? No final dessa mesma semana, meu marido recebeu um aumento de salário.

Que maneira interessante que o universo usa para antecipar uma coisa boa, não?

Um abraço e até semana que vem.

Mila.

Gratidão é um hábito

E aí, pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

2020 foi um ano atípico.

Foi um período que eu jamais poderia ter previsto – e nem ninguém.

Quando a gente começa a planejar alguma coisa, a traçar um plano para atingir um objetivo, é interessante levar em conta não só o resultado positivo – que é o que a gente espera – mas também os possíveis resultados negativos, para que a gente trace um plano realista, certo? Pois o ano de 2020 foi além de qualquer ponto negativo que eu pudesse imaginar.

Vocês sentiram isso também?

Esse tipo de situação tem um potencial bem destrutivo. O potencial de fazer a gente acreditar que não sobraram muitas coisas para agradecer.

Veja bem, antes da Luna nascer, eu levei 1 ano para engravidar de novo depois de um aborto espontâneo. Foram 12 meses duvidando da capacidade do meu corpo de gerar uma criança. Isso pode parecer um pouco dramático da minha parte mas a realidade da maioria das mulheres é essa. A gente se cobra e a gente se culpa por algo que, provavelmente, nem era um erro possível de ser cometido por nós mas esse é só um desabafo porque esse é assunto para outro post.

Quando eu passei por um período de crise financeira na minha família, que eu relatei pra vocês nesse post aqui, eu achava que não existiam motivos para agradecer por nada. Eu só conseguia enxergar o que eu não tinha. Foi quando eu encontrei o conceito de minimalismo e aprendi a identificar o que era realmente importante para mim. Foi quando eu aprendi, na raça, a encontrar motivos para ser grata no meu dia a dia.

Mesmo passando por um dos períodos mais desafiadores que eu já vivi, minha filha estava finalmente nos meus braços. Eu tinha muito a agradecer.

A coisa mais louca que eu descobri quando tive meu primeiro contato com esse conceito de gratidão e da transformação que ela pode fazer é que, quando se trata de agradecer, a gente costuma seguir o caminho inverso achando que é o caminho certo.

A gente aprendeu a acreditar que, primeiro a gente tem as coisas, depois a gente agradece. E isso vira um paradoxo porque, quando a gente consegue essas tais COISAS que supostamente vão nos deixar transbordando de gratidão, elas entram na rotina, com todas as tarefas e desafios que a acompanham, e a gente esquece de que elas são um motivo muito justo para agradecer.

As redes sociais fazem a gente cair em uma armadilha perigosa, então, antes de mais nada, vamos parar de mimimi? Todo mundo seleciona a melhor foto do melhor momento que viveu para postar nas redes sociais. Ninguém faz uma média detalhada de cada foto para saber se ela representa com precisão como está a sua vida num geral. A gente tem a chance de ir em lugar bacana, veste nossa melhor roupa, tira 347 fotos, seleciona a melhor delas e posta. Simples assim. Então, vamos parar de acreditar que a vida de todo mundo é melhor que a nossa DE MODO GERAL só porque ela publicou 1 registro de um momento bacana, MILA? Sim, falo isso primeiro pra mim, depois para vocês.

Se a gente for pegar especificamente o exemplo das coisas eu a gente compra, dá pra dizer que quando a gente compra alguma coisa, tá querendo a euforia da compra. Tá querendo sentir a sensação boa que a gente imagina – IMAGINA – que outra pessoa que comprou isso e tá postando ou falando sobre esse produto está sentindo.

Atire a primeira pedra quem nunca disse algo como: ah, mas também é fácil pra FULANA ser feliz e grata assim, ela tem tudo, né?

E sabe o que é mais louco ainda? A gente não quer nada, coisa nenhuma. O que a gente quer é a SENSAÇÃO DE GRATIDÃO.

Ser grato pelo que a gente já tem no presente, pelo que um dia foi sonho e hoje é dia a dia, é o que vai nos permitir viver se sentindo bem o tempo todo.
Inocência nossa acreditar que consegue saber o balanço geral de todos os aspectos da vida de uma pessoa apenas pela seleção das melhores fotos tiradas que ela publica nas redes sociais. Todo mundo tem problema. Ponto.

A sensação de gratidão, é isso o que a gente quer. A sensação de estar vivendo de uma forma tão plena, que a gente só agradece. E é exatamente aí que mora o paradoxo.

Gratidão é um hábito. Ser grato é algo que a gente exercita. Primeiro a gente é grato hoje pelas coisas que eram um objetivo no passado, depois a gente alcança mais objetivos e continua sendo grato.

É um hábito que a gente pode começar a inserir na rotina agora, independente dos nossos objetivos futuros que ainda não foram alcançados.

A dificuldade em ser grato, na minha opinião é em não entender que a vida não é o Baú da felicidade ou o Show do Milhão em que a gente recebe uma bolada ali, na hora. Pá-Pum.

Se sentir grato fica bem mais fácil quando a gente compreende que o processo é mais orgânico, mais devagar. Um degrau de cada vez ou como diz o bom e velho ditado, de grão em grão a galinha enche o papo.

O processo é tão natural e embutido no decorrer da vida que, para a maioria dos nossos objetivos grandes, a gente nem percebe que já alcançou, que já está vivendo no dia a dia o que antes era um objetivo.

Pense em você mesmo há 10 anos atrás. Se você pudesse voltar no tempo, encontrar com o seu EU de 10 anos atrás e contasse para ele como você vive hoje, o que esse seu eu mais jovem acharia de você? Quantas coisas você queria muito 10 anos atrás e que hoje já são rotina, ao ponto de você até reclamar delas?

E para terminar te deixo uma reflexão: se a gente não conseguir ser grato pelo que tem agora, como vamos ser gratos pelo que tivermos no futuro, quando este for o nosso agora?

Abraços e até semana que vem 😘

Sim, sou feminista. O que você entende por “feminismo”?

Sim, sou feminista. E sou casada. E sou mãe.

Se você acredita que mulheres feministas são, por definição, inimigas dos homens, contra a instituição do casamento e anti-gravidez, talvez esteja um pouco confuso com a declaração que fiz acima.

Por favor, não interprete a forma como cada pessoa se expressa sobre o que ela acredita como a própria crença em si.

Você provavelmente já viu imagens ou notícias de passeatas de mulheres feministas, onde, algumas delas, declaravam ser a favor do aborto, defendiam o direito de uma “mulher ficar solteira” ou diziam que as mulheres tem o direito de nunca terem filhos, se não quiserem. Isso não é a essência do feminismo, são apenas possíveis resultados do exercício dele.

Veja bem, recentemente eu estava lendo algo bastante interessante sobre a forma como a nossa mente percebe aquilo que está a nossa volta. Em termos simples, existe muito mais coisas acontecendo do que nosso cérebro é capaz de registrar e armazenar. Por isso, desde crianças, nossa mente começa a filtrar, dentre tudo o que observa, os padrões que mais se repetem para poder focar sua atenção neles e parar de dedicar energia para o resto.

Por exemplo, já foi observado cientificamente, que nós saímos da barriga da mamãe com pré disposição para falar qualquer idioma, mas, quando crescemos, sentimos uma certa dificuldade em articular os sons de uma outra língua que estivermos estudando.

Por quê? Porque nosso cérebro percebeu quais sons eram produzidos e quais músculos eram necessários mover para falar o idioma da nossa terra natal e dedicou total atenção a eles, eliminando todo o resto. Foi definido um padrão mental para falar português.

O conceito do feminismo diz respeito a IGUALDADE. Se você acredita que feminismo está para machismo assim como claro está para escuro, sinto lhe dizer que você está acreditando errado.

O feminismo diz que uma mulher tem TANTO direito de ir e vir com QUANTO um homem, tem o direito de receber A MESMA admiração por suas escolhas de carreira QUANTO um homem, merece IGUAL respeito em relação às suas escolhas sobre família e relacionamentos QUANTO um homem e deve ser remunerada NA MESMA MEDIDA se tem as mesmas competências de um homem e ocupa o mesmo cargo.

TANTO QUANTO…A MESMA…IGUAL…NA MESMA MEDIDA. Não é mais, não é menos, é igual.

feminismo Mila Bueno

A questão é que, o padrão mental da maioria de nós foi definido para entender como certo alguns padrões bem limitantes em relação às mulheres. Qualquer tentativa de igualdade passa a ser entendida como uma tentativa de ser superior, porque foge ao padrão e soa muito estranho.

Me permite falar de forma mais aberta?

Acho que agora é preciso: o resultado da relação sexual para um homem é sempre o orgasmo, esteja esse homem em um relacionamento ou não e, até mesmo se essa relação for só com as próprias mãos. Para as mulheres, o resultado nem sempre é esse. Mas tudo bem, por muito, muito tempo, o resultado de uma relação sexual para a mulher não foi o prazer, mas sim, engravidar. E, caso houvesse prazer, que ele fosse proporcionado por um homem, e que esse fosse o seu marido. Fez-se um padrão mental que, até os dias de hoje, diz que se não houver prazer nenhum para elas algumas vezes, tudo bem.

Percebeu como soa estranho e radical da minha parte? Mas, se você prestar atenção, estou apenas falando em 2 pessoas obtendo o mesmo resultado do mesmo ato. Tanto homem quanto mulher terem o direito de chegar ao ápice do prazer a cada ato sexual de que participarem.

Leve isso para todas as demais áreas da vida e talvez você perceba que ainda falta igualdade em muitas áreas. Pessoalmente, acho que as consequências disso são bem negativas, para ambos os sexos.

As mulheres que escolhem ter filhos e engravidar, tem direito a uma licença maternidade, o que significa poder dedicar um período de tempo exclusivamente para a cria. Qual o padrão mental comum para essa situação? Ela, a mãe, tem o direito e o dever de passar alguns meses com seu bebê e, caso ela precise de ajuda – e ela vai precisar – essa ajuda deverá vir de outra mulher da família – de sua mãe ou irmã – nunca da pessoa com quem ela escolheu dividir a vida e ter o bebê. Ele, o pai, tem o direito e o dever de voltar a trabalhar alguns dias depois do nascimento do bebê.

Ela não tem o direito de decidir quando voltar a trabalhar e se quer voltar e, ele, não tem o direito de acompanhar de perto o desenvolvimento da cria, e estar lá para auxiliar a mulher no pós parto, se quiser.

Me descobri feminista quando comecei a pensar em essas e outras questões e elas começaram a soar muito equivocadas. Quando percebi que, alguns assuntos que conversava com o meu marido sobre nossos deveres e direitos, tanto em relação ao nosso casamento quanto às nossas visões de mundo pareciam tão estranhas quando expressadas para outras pessoas. Me descobri feminista quando minha resposta à algumas notícias e comentários envolvendo o sexo feminino era apenas um grande “não, isso não está certo”.

E se você se identificou com alguma coisa que eu citei, fique atento: você pode ser feminista também. Só não tinha percebido ainda.

31 motivos para você ser grato

Gratidão, gratidão, gratidão.

E mais gratidão.

E depois, mais um pouquinho.

Quando tive meu primeiro contato com a lei da atração, li uma frase que, a princípio, soou um pouco estranha: tenha memórias do seu futuro.

Viagem no tempo? Não.

Pense em alguma coisa que aconteceu no fim de semana que passou, qualquer coisa. A memória vem na sua cabeça do jeito que aconteceu, não vem? Você não fica na dúvida se saiu ou não de casa, você sabe se fez alguma coisa fora ou dentro de casa. Você não fica imaginando ou decidindo sobre algo que aconteceu no passado. Aconteceu, e foi DESSE JEITO.

Quando falamos em “memórias do futuro”, falamos em escolher o que você realmente quer, decidir isso na sua mente e, então, se rodear de imagens, vídeos e referências sobre isso até que esse seu desejo tome forma de tal maneira que você não fica mais na dúvida, você projeta seu futuro de forma consistente, você cria uma memória do futuro.

Como fazer isso?

Hoje, vou te contar a principal maneira, a gratidão. Seja grato pelo que um dia foi projeção do futuro e, hoje, é dia-a-dia. Por aquilo que um dia foi sonho e, hoje, é fotografia. Seja grato por aquilo que você já tem agora e pretende continuar tendo. Por ter a capacidade de buscar as informações necessárias para trilhar o caminho que vai te levar para esse tão aguardado futuro.

Se você quer saber mais sobre como fazer isso, clique aqui e leia a resenha do melhor livro que eu li sobre esse processo.

Seja grato.

gratidão Mila Bueno

E pra te guiar na trilha da gratidão, deixei 31 motivos para você ser grato, um para cada dia de agosto. Aproveite que, quando esse post for ao ar, agosto já terá começado, e seja grato por 6 coisas no primeiro dia!

  1. Obrigada por estar vivo
  2. Obrigada pelo ar que respiro. Já imaginou ficar sem oxigênio?
  3. Obrigada por cada refeição do dia e toda a diversidade gastronômica desse Brasil. Tem comida boa demais por aqui!
  4. Obrigada pelo meu corpo. Cada parte dele
  5. Obrigada por ter acesso a energia elétrica. Luz, geladeira, máquina de lavar roupas, carga no celular, TV, video games, chuveiro… o acesso à energia dá suporte para todo o nosso estilo de vida nos dias atuais.
  6. Obrigada por ter acesso a internet. Outra peça chave para a vida no século XXI. Sem ela, você nem estaria lendo esse texto.
  7. Obrigado pela minha visão, porque, do contrário, eu não estaria lendo isso
  8. Obrigada por minha audição e a capacidade de ouvir música
  9. Obrigada por meu paladar e a possibilidade de sentir os sabores maravilhosos aos quais me referi no item 3.
  10. Obrigada por meu trabalho, que me permite bancar a vida que levo hoje
  11. Obrigada por meus pais. Existo porque sou filho.
  12. Obrigada por meus filhos e toda a intensidade da paternalidade.
  13. Obrigada por meu companheiro de vida e todo pacote que acompanha a escolha de dividir o dia-a-dia e os objetivos com alguém
  14. Obrigada pelo relacionamento a dois e as delícias da vida amorosa
  15. Obrigada pela água limpa que sai da torneira para o meu consumo
  16. Obrigada pela água quente que sai do chuveiro para um banho relaxante
  17. Obrigada pelos amigos e as risadas e o companheirismo que os acompanha
  18. Obrigada pelo dinheiro. Sim, quanto mais dele eu quiser, mais eu preciso ser grata pelo que já tenho.
  19. Obrigada pela capacidade de me locomover, passear e viajar
  20. Obrigada por ser útil, por poder ajudar, contribuir, fazer parte e fazer sozinho
  21. Obrigada por meus animais de estimação e por todo amor que eles compartilham comigo
  22. Obrigada pelos prestadores de serviço. Imagine sua cidade sem os lixeiros, carteiros e caminhoneiros – lembram da greve?
  23. Obrigada por tudo o que já vivi até hoje e me fez ser quem sou
  24. Obrigada por minha casa e a cama quentinha pra descansar todos os dias
  25. Obrigada pelas mídias sociais e a capacidade única de manter contato com pessoas queridas mesmo que estejam distantes
  26. Obrigada pela espiritualidade que me conecta a algo superior a mim
  27. Obrigada pela capacidade de aprender e me adaptar. Pense que em um determinado momento da vida, você precisou que alguém te ensinasse a comer sozinho. Você já chegou bem longe!
  28. Obrigada pelos presentes que ganho e por todo o carinho das pessoas comigo
  29. Obrigada pelos pequenos prazeres da vida como tomar uma xícara de café
  30. Obrigada pelas roupas, calçados e acessórios. Já pensou em contar quantas peças você tem? Aposto que você tem bastante coisa linda.
  31. Obrigada por ter atraído essa lista de gratidão para a minha vida

E obrigada a você por estar aqui, se conectando comigo e lendo esse texto.

Gratidão e ressignificação: 2 formas para você notar mudanças para melhor

Hoje eu quero falar pra vocês um pouquinho mais a fundo sobre um trecho do meu planejamento semanal, a gratidão e a ressignificação.

Eu já falei pra vocês aqui sobre o processo de Coaching e o quanto ele me ajudou a conhecer mais sobre mim mesma e me mostrou ferramentas efetivas para alcançar meus objetivos.

Vou mostrar pra vocês hoje 2 dessas ferramentas, que eu incorporei no meu planejamento, e fazem uma diferença significativa no meu dia a dia.

Sobre ser grato não tem muito o que discorrer, né? Tem post aqui no blog sobre isso, clique aqui pra ver.

Agora, vamos falar sobre a ressignificação. Eu não sabia o que isso significava e como poderia me ajudar até minha Coach me apresentar esse conceito e ele é realmente poderoso.

Quer saber de forma prática? Então me acompanhe aqui abaixo.

Você acordou, tomou café da manhã, trabalhou, foi almoçar, voltou a trabalhar, foi para casa, interagiu com pessoas diferentes o dia todo e deitou na cama para dormir. Daí sua cabeça começou a divagar sobre o seu dia, principalmente sobre aquela coisinha que deu errado. Você acha que deveria ter agido diferente, respondido de outra forma, falado com mais calma, feito algo hoje ao invés de deixar para amanhã.

É aí que entra a ressignificação.

Ao invés de apenas identificar o que você fez pra dar errado, você vai dedicar sua energia a descobrir como você deveria ter feito pra dar certo. O que você gostaria de ter dito, como você acha que deveria ter agido, o que você deveria ter feito pra deitar na cama satisfeito com o desenrolar do seu dia.

Pronto, você ressignificou esse momento.

E vem mais dica prática, fica aqui.

Recentemente eu conheci a teoria dos 20 segundos. Basicamente, ela diz que se você demora menos de 20 segundos para começar uma tarefa, as chances de você efetivamente começar aumentam muito. No nosso caso, se você já tiver um espacinho reservado em uma ferramenta que você usa todos os dias para a gratidão e a ressignificação, as chances de você parar para escrever pelo que você foi grato naquele dia e o que você gostaria de ressignificar aumentam bastante.

Seja qual for a ferramenta que você use, minha dica é: habitue-se a registrar, todos os dias, 3 coisas pelas quais você é grato e a pensar se tem alguma coisa que você gostaria de ressignificar. Leia essas anotações de tempos em tempos. Você vai perceber o quanto você evoluiu e vai notar que essa evolução aconteceu em menos tempo do que você pensa.

Um abraço e até semana que vem 😉

3 motivos para você começar a celebrar suas pequenas vitórias

Essa semana que passou me trouxe 2 pequenas vitórias que me deixaram tão feliz quanto atarefada. Foram 2 coisas que estavam na lista de metas para o ano, e por isso mesmo, me trouxeram uma satisfação enorme!

Sabe quando alguma coisa acontece que é apenas um passo rumo ao seu sonho e, por isso, se você contar pra alguém, essa pessoa vai ficar tentando entender o porquê de tanta felicidade em função de uma coisa aparentemente tão pequena?

Pois é, pequenas vitórias. Coisas que, geralmente, só tem valor para quem está vivendo a experiência. Então, se quem está vivendo é você, porque não celebrar?

Pegue uma taça de vinho e um chocolate, coloque aquele episódio da sua série favorita que te faz sentir muito bem e vem conferir 3 bons motivos para você fazer isso – ou faça qualquer outra coisa rotineira que te deixe muito feliz.

A vida não para

Não fique esperando pela grande celebração que você vai fazer somente quando conquistar o seu maior sonho. Ao invés disso, habitue-se a comemorar. Comemore tudo o que deu certo, por menor que seja. Dê de presente para você mesmo um momento de celebração por essa coisa que deu certo. O vinho, o chocolate ou a série é o que eu amo fazer. Já brindei comigo mesma no espelho por uma vitória que era no estilo isso-só-é-realmente-importante-pra-mim-mesma e me senti muito bem por isso! Celebre sozinho, fique feliz sozinho e então você vai ser muito mais feliz com os outros.

O que você quer mesmo é celebrar

O que todos nós queremos é a sensação maravilhosa de conquista. É o sentimento de satisfação e autoconfiança que vem depois de trabalhar bastante e querer muito alguma coisa. Olhe a sua volta: isso acontece em escala menor o tempo todo. Então permita-se observar isso e celebrar.

Acredite: você já ganhou muita coisa

Comprar produtos com desconto, ganhar presentes da família, vender alguma coisa sua em sites de produtos usados, receber indicação dos amigos de onde comprar mais barato, conseguir cupons promocionais e brindes ao responder pesquisas… Olha quantas formas diferentes para o dinheiro chegar até você.

Todos esses ganhos podem passar desapercebidos simplesmente porque a nossa mente não está acostumada a registrar que, cada um deles, custou um dinheiro que você não gastou. Existe mais de um caminho para ter mais grana disponível, além de receber um aumento de salário. Se você já experimentou qualquer uma das situações acima, parabéns, você ganhou uma graninha extra.

E pra complementar isso, usar nosso dinheiro com um pouquinho mais de sabedoria também ajuda muito. Ah, você quer dicas práticas, né? Beleza, clique aqui que tem post sobre isso aqui no blog.

Gente, escrever sobre essas coisas pra vocês é algo que eu gosto muito de fazer, sabe porquê? Porque eu já passei pelas partes ruins das situações que eu escrevo e descobri um caminho para as partes boas. Poder compartilhar com vocês essas coisas que eu aprendi no caminho e me fizeram tão bem, para que te faça bem também, é uma pequena vitória!

E, antes que eu me esqueça, muito obrigada por me acompanhar por aqui! Você faz parte de cada uma das minhas pequenas vitórias.

Abraços e até semana que vem 😉

Como lidei com a crise: parte final

Eu falei, falei e falei na parte 3 sobre os benefícios que esse perrengue todo que eu passei me trouxe: uma vida minimalista, aprender a ter mais foco e a aproveitar o momento, o aqui e agora. Mas teve uma série de coisas que esse período me trouxe de benéfico que dá pra pontuar pra vocês. Algumas coisas mais práticas, outras mais abstratas mas todas relacionadas a encontrar mais satisfação no dia a dia e gastar menos dinheiro. Quer saber quais? Vamos lá!

Comecei a correr de novo

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu sentia falta de uma rotina de exercícios na minha vida. Sempre foi difícil encaixar isso na minha rotina e ficava naquela de começa-e-pára de praticar exercícios o tempo todo. Correr é de graça, o app que uso pra medir meu progresso e fazer meus treinos também é de graça e, de quebra, sem anúncios. O condomínio que eu estou morando tem espaço o suficiente pra fazer meus treinos. Combinei tudo isso e comecei a correr!

Redescobri pequenos prazeres (gratuitos) da vida

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu amava ler quando era adolescente e logo que comecei a trabalhar. Lia bastante. Aí a rotina me tirou esse hábito. Mentira, eu que deixei ele de lado mesmo, a rotina não me tira nada (e tem post sobre livros também, minha gente, clica aqui). Estando em casa o dia todo, o que eu mais tinha era tempo pra começar a ler de novo, e foi o que eu fiz.

Peguei todos os livros que estavam parados nas prateleiras e selecionei os que gostaria de ler, pedi emprestado, pedi de presente de aniversário e descobri o quanto é gostoso sentar pra ler um livro com aquele barulhinho de chuva e uma xícara de café enquanto minha filha tira a soneca da tarde.

Comecei a aproveitar mais o condomínio onde estou morando

COMO LIDEI COM A CRISE MILA BUENO

Aqui tem praça, tem quadra, tem barras pra fazer alongamento e exercícios, tem espaço pra correr, tem a facilidade de passear com as cachorras aqui dentro mesmo, tem decoração de natal… e eu só comecei a aproveitar tudo isso por que não tinha grana pra fazer as coisas pagas. Gratidão eterna por isso!

Percebi que posso fazer algumas coisas sozinha, sem ter que pagar alguém pra fazer pra mim

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Corto meu próprio cabelo, faço a coloração dele sozinha também, faço minhas próprias unhas, minha depilação (clica aqui que tem post sobre isso), dou banho nas cachorras em casa, faço minha própria sobrancelha, tenho habilidades básicas de costura graças a mamãe e vovó, me arrisco em vários DIY e eles dão certo…tá a fim de fazer a conta pra ter uma ideia de quanto eu economizo no mês sem perder a pose? Rs

Comecei a escrever o blog

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Sim, esse canal que uso pra escrever pra vocês também era uma coisa que eu queria mas nem sabia que queria. Eu sempre quis achar uma forma de compartilhar tudo o que eu aprendia e descobria com as pessoas. Várias vezes, conversando com amigas, eu dava uma dica que eu aprendi, crente que elas já sabiam e elas não só não sabiam, como ficavam tão encantadas em descobrir como eu fiquei. Outras vezes acontecia o contrário. E todas essas informações valiosas que ainda não eram de conhecimento público gente?

O blog me trouxe essa chance de compartilhar essas coisas com vocês e de aprender com vocês também. Tá sendo uma coisa maravilhosa que só aconteceu na minha vida por causa do perrengue.

Fiz o curso de personal organizer

O curso foi pago, sim. Uma tia me emprestou a grana com um prazo generoso pra pagar de volta e foi isso que me possibilitou fazer o curso. Mas a questão não é o “foi pago” mas, sim, o “eu fiz”.

Eu já estava paquerando esse curso de personal organizer há alguns anos. Eu organizo por prazer, acredite em mim. Mas antes, quando eu trabalhava, jamais conseguiria tirar 3 dias inteiros de folga pra fazer um curso que nem era relacionado ao meu trabalho. Sempre aparecia um empecilho e eu acabava não indo atrás pra fazer.

E outra coisa, por que eu estava passando por um período tão difícil, eu reavaliei com cuidado o que era importante pra mim, descobri qual era a minha paixão e, assim, pude transmitir pra minha tia o quanto eu queria me qualificar como personal organizer e pude “ganhar” o curso. (se você não sabe, clique aqui pra ver o que é uma personal organizer).

E aqui acaba essa série de como eu lidei com a crise. Foi muito bom compartilhar um pouco mais da minha história com vocês e conhecer um pouco mais sobre vocês também através dos comentários online e offline!

Obrigada por todo o apoio de vocês!

Como lidei com a crise: parte 3

Bora pra parte boa de toda essa história?

Se você é novo por aqui e ainda não leu o começo da minha experiência com a crise, para por aqui, clique aqui pra ler a parte 1 e aqui pra ler a parte 2. Daí volta aqui pra ler, tá?

Depois de tanto perrengue e de começar a pesquisar mais sobre o estilo de vida minimalista, uma coisa mágica aconteceu.

O sentimento de frustração foi embora!

Pouco a pouco, a passos lentos mas que não deixavam de ser um movimento pra me tirar da inércia, eu comecei a me aceitar.

Aceitar que era normal me sentir frustrada por ter perdido grande parte do que era, na época, importante pra mim. Aceitar que a minha vida estava acontecendo hoje, agora, nesse momento que estou escrevendo pra vocês e eu não podia desperdiçar nada. Aceitar que eu tinha escolha, que o poder de mudar as coisas estava na minha mão, que não existe uma situação ruim ou boa, o que existe de verdade é a forma como eu reajo a cada situação.

Aceitei que eu é que escolhia como eu iria lidar com tudo o que estava acontecendo. Aceitei que fazer cara feia ou não está sob o meu poder de escolha. Aceitei que quem se irrita e se frustra sou eu. Aceitei que eu posso escolher sorrir ou chorar. Aceitei que eu é que decido se vou me deixar levar pelo que aconteceu de ruim ou se vou buscar relembrar tudo o que aconteceu de bom.

Compreendi que o poder está na minha mente. Isso parece ser papo de maluco mas acontece que é real.

Foco, essa é a palavra chave. Isso foi o que eu busquei desde o começo desse ano e fez toda a diferença na minha vida. E é isso que o minimalismo significa pra mim: ter foco.

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Mas foco no quê?

No que é importante.

Minimalismo pra mim começa com uma jornada de autoconhecimento.

Você precisa saber quem você é, do que você faz questão na vida, o que te faz bem e o que te faz mal.

Você precisa saber do que você gosta, o que você realmente quer comprar. É só quando você sabe quem você é que você consegue separar o que é importante pra você do que não é. É só quando você se conhece que você consegue ficar só com o essencial e identificar o que é excesso e precisa ser eliminado da sua vida.

E isso não é uma coisa que a gente alcança de uma hora pra outra.

A jornada do autoconhecimento tem começo mas não tem fim. A gente se descobre e aprende mais sobre si mesmo o tempo todo, com cada situação que passamos.  

O segredo mora na decisão de se conhecer, no momento em que a gente escolhe que quer tomar esse caminho. E aí a minha tão querida lei da atração vai trazendo os meios e as situações pra que a gente se conheça mais e mais, se descubra mais a fundo, aprenda a dizer não para o que não é importante, para o que não é essencial.  

Como eu disse na parte 1 dessa série, cada livro que eu li nesse período me ensinou e me inspirou de alguma forma, e me ajudou a enxergar o poder imensurável que nós assumimos quando aprendemos a ser gratos, a mudar o foco. Imagine o seguinte: você tira uma foto de um bebê dando um sorriso fofo, mostra pra alguém e aí a pessoa repara que apareceu o seu pé na foto ou alguma outra coisa bizarra que você nunca ia ver se ela não te mostrasse.

Essa situação é familiar? Se sim, então você tem uma ideia do que é ter foco. Se você foca no que está acontecendo de bom, todo o resto vai pra segundo plano, assim como o seu pé na foto do sorriso do bebê. Ele está lá, mas você quase não percebe.  

O minimalismo trata de só ter e fazer o que é importante, eliminando os excessos e buscando uma vida mais completa, mais simples, mais realizada. Não faz total sentido isso?  

Pra mim fez, muito. E é assim que eu estou buscando viver agora. Então, tudo bem, podem me considerar uma pessoa minimalista! Eu acho rsrs…  

Tem mais alguns frutos que eu colhi desse período tenso da minha vida, e que quero compartilhar com vocês…mas só segunda-feira que vem na parte final, beleza?

Como lidei com a crise: parte 2

Semana passada eu comecei a contar pra vocês um pouco da minha história nessa crise toda. Vamos continuar?

Se você não viu o post da semana passada, clique aqui, vai lá ver e depois volta!

Lembram que eu falei que meu marido foi demitido quando minha filha tinha um mês? Então, quando a demissão do meu marido fez aniversário, exatamente depois de um ano desempregados, finalmente um emprego apareceu! Só tinha um porém, pagava cerca de um terço do que ganhávamos antes e não ia dar pra voltarmos pra casa. E lá veio entusiasmo seguido de frustração, o pior tipo, creio eu, que é quando você eleva suas expectativas ao nível mais alto e aí vai ao chão logo em seguida. O tombo dói mais quando a gente cai do telhado que da cama, né?

Mas aí um processo interessante começou a acontecer. Sabe aquele frase bem clichê “há males que vem para o bem”? Então, antes do emprego novo, quando a gente ficou sem renda, fomos forçados a ser criativos quanto ao dinheiro que tínhamos, afinal, aquele montante tinha que dar pra fazer tudo o que precisava e que se queria fazer. Pois bem, ter que passar por um período sem grana nos tornou criativos.

No começo de todo esse perrengue, a gente esperava que a qualquer momento uma nova renda ia surgir, de algum lugar, mas estávamos muito infelizes com a nossa rotina, muito insatisfeitos com tudo. Íamos ficar morando de favor só por alguns meses, logo isso ia acabar, certo? Errado! Depois de um ano aqui a ficha foi caindo. Um ano era tempo demais pra ficar infelizes e insatisfeitos assim. Um ano era um período muito longo pra deixar de fazer tudo o que nós gostávamos.

Um ano era muito tempo pra não usar nada do que nós tínhamos.

E eu digo isso porque no começo houve muita resistência da nossa parte sobre trazer nossos pertences pra cá. Isso era temporário e logo logo a gente ia embora, é o que eu dizia pra mim mesma o tempo todo, então a gente ia dando um jeito com o que tinha aqui.

Lembra do Segredo? Lembra de uma parte que diz que, em termos gerais, pra atrair mais felicidade você precisa estar feliz porque semelhante atrai semelhante? Infelizes e concentrando todos os nossos esforços na nossa infelicidade, era isso que a gente ia ter mais e mais: infelicidade.

Como a gente tinha pouco morando aqui, a gente começou a viver com pouco. No começo, pelos motivos errados. Mas todo esse processo de escassez nos forçou a encontrar os motivos certos. Nos fez perceber que não importa a situação que estamos vivendo, dá pra ser feliz agora, aqui, com o que temos, onde vivemos

O “viver com pouco” começou a acontecer da forma certa e pelos motivos certos quando duas coisas aconteceram. Primeiro, quando a gente teve que administrar nossos gastos como família com o salário do meu marido que era um terço do último salário, o que ele recebia antes da crise e, segundo a gente começou trazer algumas coisas nossas pra cá, pelo menos as que eram viáveis de se colocar no quarto onde morávamos.

O primeiro acontecimento foi que o salário anterior do meu marido sustentava um casal e duas cachorras. Agora, a gente tinha um terço disso pra viver em 5 seres vivos, um casal, duas cachorras e um bebê!

A família aumentou bonito, porque um bebê demanda uma porcentagem grande dos gastos em relação ao total, e o salário diminuiu. Se existia um momento em que precisávamos ser criativos, o momento era esse.

O segundo acontecimento, começar a buscar nossas coisas onde estavam guardadas, nos fez perceber que a gente não lembrava de muita coisa que a gente tinha. Por um lado, isso foi bom, cada caixa que a gente abria no depósito era como se tivéssemos ganhado coisas novas. Mas, por outro lado, a gente ficou um ano sem usar a maioria dos nossos pertences.

Será que era tudo importante pra gente mesmo? Será que a gente precisava ter tudo aquilo?

É claro que tem coisas que a gente não ia usar mesmo, como a geladeira, por exemplo. Tem geladeira aqui na minha sogra, não precisamos trazer a nossa pra cá mas vamos precisar dela quando voltarmos pra nossa casa, então, tem que ficar guardadinha lá mesmo.

Mas, e os livros, algumas roupas e acessórios, jogos de vídeo game e de tabuleiro etc? Dava perfeitamente pra trazer algumas coisas pra cá e usar mas a gente não fez isso, nem lembrou que tinha alguns itens.

E aí, será que é relevante possuir tudo isso mesmo? Tínhamos um salário baixo e um monte de coisas paradas, sem uso e sem a vontade de usar de novo.

Será que dava pra fazer uma graninha aí?

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Dava. E deu.

Comecei a pesquisar sites de compra e venda de itens usados, criei minha lojinha no enjoei, anunciei e continuo anunciando até hoje tudo o que não se encaixa mais na minha vida e fomos complementando nossa renda pra começar a eliminar as dívidas e viver um pouco melhor.

E, foi nesse clima de análise da relevância que as nossas coisas tinham pra gente, e no fato de a gente ter que viver com pouco simplesmente pela limitação do espaço físico, que eu comecei a pesquisar sobre o estilo de vida minimalista. Morar num quarto por mais de um ano com uma filha pequena e 2 cachorros me mostrou que a gente não precisava de tanto espaço quanto a gente achava que precisava pra viver bem e nem de tantas coisas

Dá pra viver com menos, com menos tudo, com menos coisas, com menos problemas, com menos preocupação, com menos stress.

O desfecho disso tudo foi super positivo pra gente e eu vou contar ele pra vocês segunda-feira que vem.

Como lidei com a crise: parte 1

Sim, a crise chegou por aqui. Você pastou nesse período também? Pois é…comigo foi assim que aconteceu:

Bom, como eu disse pra vocês semana passada, eu passei por um período difícil, o que me fez, dentre outras coisas, parar de escrever para o blog por um momento. Uma dessas “outras coisas” foi a escassez financeira que nós passamos aqui em casa. E olha a ironia aí, porque o interessante disso é que ficamos sem casa de verdade, porque tivemos que sair do apartamento que alugávamos no centro de sp pra vir morar num quarto vago na casa dos meus sogros.

E isso tudo porque a crise financeira no país alcançou a minha família

como lidei com a crise Mila bueno

Veja bem, quando eu ainda estava grávida da minha filha, conversei com meu antigo chefe e falei sobre minha intenção de não retornar ao trabalho depois que a minha licença maternidade terminasse. Na época, era claro pra mim, pelas experiências que observei nas mulheres à minha volta, que se eu quisesse participar ativamente da primeira infância da minha filha, não poderia ter uma vida profissional de sucesso, então, pedi as contas. Mais pra frente eu descobri que isso não é verdade, que nós mulheres não precisamos escolher entre família e carreira e que dá sim, pra se planejar direitinho e ter realização nessas duas áreas da vida. Com um bom planejamento, vale reforçar.

Esse assunto rende muito, então, não se preocupem que a gente fala sobre isso mais pra frente, tá?

Bom, quando minha filha nasceu eu já estava fora do mercado de trabalho e, só fiz isso porque o salário do meu marido cobria nossas despesas na época. Sei que muita mulher por aí não tem essa opção, de continuar ou não trabalhando quando o filho chega, porque o salário dela vai fazer muita falta no orçamento familiar, então, me sinto privilegiada por ter tido essa escolha.

Até aqui, nada de crise.

Mas nem tudo são flores. Quando a Luna tinha 1 mês de vida meu marido foi demitido. Crise, corte de gastos, essas coisas. E foi aí que o negócio começou a desandar. A gente não tinha muita grana guardada, na verdade, guardada mesmo a gente não tinha nenhuma. Só tinha um montante lá na conta porque meu marido recebeu os acertos em função da demissão e, eu, recebi o que estava parado no INSS quando fui afastada do trabalho. Eu tive a tal da hiperemese gravídica na gestação da Luna e fui afastada do trabalho em função de todo o mal estar que eu sentia (se você quiser saber mais como foi minha gravidez, clique aqui).

Na época, acho que tinha alguma greve rolando nesse setor e eu recebi tudo que tinha pra receber do INSS de uma vez perto da data do parto, então, esse era o dinheiro que a gente tinha. Planejamento financeiro para o futuro? Não existia pra gente.

Como agora nós éramos uma família, não dava pra ficar sem renda. Meu marido começou a se candidatar para todas as vagas possíveis mas nenhuma entrevista apareceu. A gente foi levando até onde deu, mas quando só tem saídas da conta bancária e nenhuma entrada, uma hora o dinheiro acaba e, quando estava próximo de acabar, decidimos aceitar a oferta dos meus sogros pra vir morar com eles até nos reerguermos.

Alugamos um guarda móveis pra colocar nossos pertences, o que seria um gasto mensal bem inferior ao que a gente tinha com aluguel+condomínio+todos-os-gastos-de-uma-casa, e trouxemos pra cá só o essencial, afinal de contas a qualquer momento alguma coisa ia aparecer e nós voltaríamos pra nossa casa.

Acontece que não foi bem assim. As buscas por um emprego novo não pararam mas nenhuma vaga aparecia. Nós passamos alguns meses sem grana nenhuma, com uma montanha de dívidas, contando com a ajuda da família e dos amigos pra pagar o leite da minha filha, a ração das cachorras, nossa comida…

como lidei com a crise Mila Bueno

Frustração era a palavra que me definia nesse período. Frustração. Onde foi que eu tinha errado pra vir parar nessa situação?

Eu não sei dizer por quanto tempo eu dormi e acordei tentando me concentrar em outra coisa que não fosse o quanto tudo estava ruim mas, garanto pra vocês que foi muito tempo.

Eu sofri, eu chorei, eu me irritei, eu perdi a linha, eu me descabelei. Aconteceram brigas entre eu e meu marido que nunca tinham acontecido, afinal estávamos passando por situações que nunca tínhamos passado e eu achei, honestamente, que em algum ponto, eu entraria em depressão.

Foi no meio desse furacão que eu comecei a escrever o blog.

Eu precisava encontrar alguma coisa que eu gostasse de fazer, alguma coisa que me permitisse tirar a mente de tudo isso, e eu encontrei. Cada livro que eu já fiz resenha pra vocês aqui no blog foi um tijolinho que formou minha estrutura de hoje e me ajudou a passar por esse período. Foi difícil, foi tenso, foi sofrido, mas me fez crescer. Me fez evoluir tanto que hoje eu agradeço por tudo isso ter acontecido.
É meus queridos, e eu costumava ter certeza de que essa frase nunca sairia da minha boca, ou no caso, nunca seria escrita por mim.

Aquela frase que usei no último post me define hoje: você nunca sabe a força que tem até que sua única opção é ser forte.

como lidei com a crise Mila Bueno

Semana que vem a gente continua porque tem mais história pra contar, volta aqui segunda-feira, tá?