Bridgerton, querido leitor!

Querido leitor, a autora que vos escreve neste blog é deveras interessada nas produções televisivas que se exibem em partes formando uma história seriada e, por esta razão, venho por meio desta informa-los que…

…desculpa, gente, de repente, fui tomada pela maneira formal de escrever de Lady Whistledown. 😉

Não sabe de quem eu estou falando? Então continua lendo que eu explico.

Hoje, vamos falar sobre a estreia mais recente da Netflix, Bridgerton.

Então, meu querido leitor, ao contrário de Lady Whistledown que não tem papas na língua, ou melhor, na caneta, vou tentar manter o nível de spoiler ao mínimo. Mas já vou adiantando que se você ainda não assistiu a série, é mais seguro parar a leitura agora e voltar depois de assistir o último episódio, ok?

Oba, decidiu continuar por aqui? Então vamos nessa falar dessa série!

Bridgerton, a série que estreou dia 25 de dezembro de 2020 foi um presente de natal que a Netflix nos deu para tentar encerrar esse ano esquisito da melhor forma possível, com uma bela de uma maratona.

A primeira temporada – e única até o momento – é uma adaptação do livro escrito por Julia Quinn que leva o nome da família que a protagoniza, os Bridgerton, e nos conta sobre a jornada de Daphne, a primeira das irmãs Bridgerton a debutar na sociedade.

Debutar. Eu não estou mais pegando emprestando o jeito formal de Lady Whistledown de escrever. A questão é que a série acontece no ano de 1813 e a nossa protagonista, Daphne, assim como todas as demais jovens mulheres da cidade estão, oficialmente, na temporada de casamentos, o que deixa o visual da série cheio de figurinos glamurosos e bailes a luz de velas. Se você gosta de produções desse tipo, Bridgerton vai fazer seus olhos brilharem!

Além do visual deslumbrante, o que chamou minha atenção logo de cara no primeiro episódio foi a diversidade cultural presente na série. Eu não me lembro de ter assistido uma produção ambientada no século XVIII que representasse pessoas negras em posições de destaque na sociedade como em Bridgerton e essa foi uma coisa linda de se ver. Aliás, se você tiver indicações de filmes ou séries com esse grau de representatividade, deixa pra mim aqui nos comentários!

O segundo ponto positivo de Bridgerton e que eu achei muito bacana foi o fato do roteiro fugir da receitinha de bolo óbvia onde o casal principal enfrenta e resolve um novo problema por episódio e o desenrolar do romance deles só acontece mesmo no último minuto da série. Não é isso que acontece em Bridgerton.

A temporada se divide em 2 partes. Na primeira, Daphne é apresentada a sociedade e está em busca de um bom casamento quando conhece Simon, o duque de Hastings. Em meio aos bailes e eventos super pomposos da temporada, os dois selam um acordo de ajuda mútua e, no momento em que eles tiram toda a possibilidade de um romance acontecer da jogada é que o romance acontece de fato, baseado na amizade sincera que foi sendo construída entre eles.

Já na segunda parte da série, o casamento de Daphne com o duque enfrenta outros problemas e o cenário pomposo sai de cena para dar lugar a questões mais profundas.

Apesar dessa trama bem tradicional, as personagens femininas da série são bem fortes e acabam por determinar o desenrolar de vários acontecimentos.

Para começar, temos Lady Whistledown, uma escritora anônima que fala abertamente suas opiniões a respeito de cada família da cidade e acaba influenciando algumas decisões importantes dos personagens, já que a opinião pública sobre cada debutante tinha o poder de determinar se elas conseguiriam ou não um bom casamento.

Depois, Daphne, uma jovem inocente no que diz respeito os homens mas que sabe muito bem o que quer e não se acanha ao agir de acordo com o que acredita. Desde de dar um belo murro em um pretendente que decidiu passar dos limites até usar seu título de duquesa para, inesperadamente, ajudar outra mulher que está passando por uma situação delicada, Daphne demonstra força, empatia e sororidade.

Além disso, a mãe de Daphne, a viúva Bridgerton, resolve uma situação complicada para Daphne usando uma característica bem criticada nas mulheres – nós falamos bastante – para provar que a união das mulheres pode fazer uma grande diferença, mesmo que seja discretamente.

Outra menção interessante é que o romance nessa série não acontece só nas formalidades e galanteios dos eventos sociais. Bridgerton conta com cenas bem quentes, então, fique atento e tire as crianças da sala.

Ainda não existe previsão para uma segunda temporada e, como eu não li os livros que deram origem a série, comecei a dar uma fuçadinha nessa internéti pra tentar descobrir mais sobre o futuro da série e, o que eu posso contar pra vocês é o seguinte: a autora Julia Quinn escreveu 9 livros, sendo que cada um dos 8 primeiros é dedicado a história de 1 dos 8 irmãos Bridgerton e o último é uma coletânea de contos respondendo ás principais dúvidas dos leitores em relação aos 8 livros.

Então, podemos esperar que, se a série seguir os livros, a próxima temporada pode ser protagonizada por outro Bridgerton – e se eu puder dar chute, acho que vai ser sobre o Anthony. Me conta aqui nos comentários qual dos irmãos Bridgerton você acha que pode protagonizar a segunda temporada se a série continuar!