O que eu aprendi passando um tempo fora de casa

Olá, meus queridos!

Eu estou passando por um período em que estou morando fora da minha casa e precisei, literalmente, empacotar minha vida e colocar em um guarda móveis. Então, já vou adiantar pra vocês que o que eu aprendi passando um tempo fora de casa foi o que todo mundo que passa por essa situação aprendeu também, seja fazendo um intercâmbio ou tendo que sair de casa mesmo por algum motivo: a ser mais minimalista.


Todo esse período que, a principio pareceu muito ruim, afinal tive que sair da minha casa, mudar minha rotina e coisa e tal, no fim das contas está sendo muito bom, porque trouxe aprendizados que vou levar pra vida inteira e quero compartilhar com vocês hoje.
 menos-e-mais
Primeiro, aprendi a viver com menos.

Isso é uma coisa que eu já tinha ouvido muito por aí quando se fala sobre os benefícios de ser mais minimalista e é um conceito do qual eu era até simpatizante mas que nunca coloquei em prática. Parece que se caía uma graninha extra ou a gente via um espacinho sobrando em casa nós tínhamos que comprar, comprar e comprar e foi quando a grana ficou escassa por aqui, quando tivemos que mudar a rotina de consumo na nossa família, quando eu precisei avaliar muito bem cada item que entrava em casa que fui percebendo, aos poucos, que dá sim pra viver com menos.

Segundo, comecei a colocar em prática de uma forma bem natural o conceito de que se-alguma-coisa-não-foi-usada-no-último-ano-é-uma-forte-candidata-a-ir-embora.

Esse conceito também era familiar pra mim mas, na hora de aplica-lo à minha vida não funcionava muito bem, porque eu ainda achava que iria usar aquele item algum dia. Comecei a olhar para cada uma das coisas que possuo e pensar que se eu não usei alguma dessas coisas em um período de 12 meses, que abrange todas as datas comemorativas e as 4 estações do ano, eu preciso ter um olhar mais crítico e talvez desapegar dessas coisas. Isso, hoje, se tornou um hábito pra mim. No começo, a resistência foi enorme.

Terceiro, comecei a observar meus pertences com mais carinho, com mais cuidado, com aquele olhar do tipo “eu escolhi esse item com tanto amor na hora da compra que não vou me desfazer dele agora porque tem um pequeno defeito ou só porque outra cor está mais em alta”. E aí entra uma coisa que eu descrevo como o paradoxo do desapego: olhar o que precisa ir embora com frieza, o que precisa ficar com carinho e saber identificar qual é qual.

desapegue

O que precisa ficar, o que eu gosto muito, se não serve mais ao propósito original, pode ganhar novos usos, uma nova cor, uma utilidade diferente. O que eu nem gosto tanto ou uso muito esporadicamente a ponto de valer mais a pena alugar ou pedir emprestado quando precisar usar ao invés de ter, precisa ir embora sem dó.

Isso tudo foi um processo. Um processo que eu fui obrigada a fazer e, portanto, comecei fazendo com uma tromba na cara, como diria minha mãe. Com o tempo, com tudo o que aprendi, li e ouvi, comecei a encaixar as peças e esse novo modo de pensar meus hábitos de consumo fez mais sentido que nunca pra minha vida.

É como dizem, às vezes a vida te vira de cabeça pra baixo e aí você descobre que assim é que é o seu jeito certo!

Se tem alguém aí que passou por um processo parecido, conta pra mim nos comentários.

Beijos!
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Errei…e agora?

Olá, meus queridos!

Gente, semana passada fui pega por uma gripe ou resfriado, não sei ao certo, porque independente do que for, sempre me ataca a garganta, me dá uma moleza enorme e me deixa no mínimo uma semana inteira sem conseguir fazer minhas tarefas direito.

Ficar doente quando nos preocupamos apenas com nós mesmos, ou seja, sem filhos, é mais tranquilo, digamos assim. E quando eu falo “tranquilo” eu não to falando da intensidade da doença, tá? Ficar doente é sempre um saco, não importa quantos dependentes nós temos então, quando eu falo que é mais tranquilo, estou falando da parte da recuperação da doença.

Antes da Luna, se eu não estivesse me sentindo bem e estivesse em casa, tomava um remedinho, fazia um chá, me enrolava nas cobertas e dormia ou só ficava quietinha vendo um filme e descansando pra deixar meu corpo fazer o que ele faz melhor, se recuperar sozinho. Agora que tenho alguém sob os meus cuidados que está numa fase que ainda não come sozinha, nem sabe ir ao banheiro ou tomar banho sem ajuda, eu só durmo se ela dorme também e não dá pra ficar quietinha descansando, afinal ela também precisa de atenção constante.

E foi nesse clima de “cuidar de mim e cuidar dela” que me encontrei numa situação que vai na contramão de tudo o que eu procuro ser e escrevo pra vocês: me organizar pra não me preocupar com situações assim, atípicas.

Eu percebi que não conseguiria programar posts pra semana passada, e vocês viram que não teve mesmo, que não ia conseguir cumprir o que tinha programado pra semana, que não ia fazer nada, na verdade, enquanto estivesse ruim.

E foi aí que eu percebi que tudo isso seria muito importante de compartilhar com vocês. Eu sou uma pessoa que gosta muito de se programar e se planejar, o que acaba aflorando um “crítico” bem forte que sussurra no meu ouvido o tempo todo que eu fiz alguma coisa errada quando as coisas não saem como o planejado. Sabe o que aconteceu na minha cabeça quando eu perdi o controle da minha programação de apenas uma semana por estar doente e ter uma filha pequena pra cuidar? Muita cobrança e autocrítica.

Eu sou uma profissional de organização, escrevo pra vocês sobre organização de rotinas e programação do tempo e já escrevi pra vocês diversas vezes sobre se programar direitinho pra, quando um imprevisto desses acontecer, a gente poder descansar com a mente em paz porque está tudo encaminhado. Não posso sofrer um deslize desses!

Só que, quer saber? Posso sim. E você também pode. Todo mundo pode. Todo mundo pode errar, falhar, aprender e começar de novo, ué!

É engraçado que esse tipo de deslize às vezes acontece só pra lembrar a gente do porquê de fazermos as coisas como fazemos. Por que eu me organizo e me programo? Porque a sensação dentro de mim e as consequências externas da falta de programação e organização são péssimas e não me fazem bem.

Ninguém é de ferro e, se você tem alguma dificuldade em implementar as rotinas, programações semanais e tudo o mais, fique tranquilo. Somos humanos, somos imperfeitos. Em especial nós mulheres, que vamos acumulando papéis e temos o péssimo hábito de dedicar uma fração mínima de tempo pra nós mesmas, pra recarregar as energias, meditar, descansar a mente, reservar um tempo pra o que nos faz bem, a nível íntimo e pessoal.

Eu terminei de ler um livro recentemente que me deu uma compreensão extra e profunda sobre essa coisa da autocrítica, e eu não posso deixar de compartilhar esse título com vocês: Inteligência positiva, do Shirzad Chamine. Vou fazer uma resenha dele em breve, porque esse livro é digno de um post só pra ele, então, fique de olho aqui no blog!

Beijos!

DIY de dia dos namorados

Olá, meus queridos!

DIY-dia-dos-namorados
Dia dos namorados esse ano vai cair numa segunda feira, então bora aprender a fazer um mimo pro seu amor hoje mesmo pra dar tempo de fazer no fim de semana!

Esses coraçõezinhos são marca páginas! Claro que você pode soltar a imaginação e usar pra outros fins, como encher uma caixinha com eles e esconder uma mensagem no fundo, por exemplo.

img_2314.jpg
Então, vamos ver como se faz?

Você vai precisar de duas coisas:

– quadrados de papel (diferente da caixinha do dia do meio ambiente, que precisava ser um retângulo, esse tem que ser quadrado);
– ver o tutorial que preparei pra vocês aqui no fim do post!

Os quadradinhos de papel que usei são aqueles dos pacotinhos de papel pra origami que comprei na Liberdade aqui em SP, mas você pode fazer com qualquer papel. Quanto mais fino o papel, mais retinho vai ficar o marca páginas.

Outra coisa a se considerar é que o papel de origami tem frente e verso, o colorido é só de um lado, então eu colei duas folhas de papel com cola bastão em alguns dos marca páginas que fiz pra ele ficar de duas cores.

 

 

Gostaram?

Me contem nos comentários!

Beijos!