O que acontece depois que seus hábitos de compra se tornam minimalistas?

Quando eu falo sobre MINIMALISMO sempre falo sobre viver com menos e isso impacta diretamente em nossos hábitos de compra. A gente DESAPEGA, mas corre o risco de deixar mais coisas entrarem pra construir de novo o montinho dos excessos, a não ser que nossos hábitos de compra também sejam minimalistas, certo?

O processo começa pelo descarte, passa pela organização e termina nos nossos hábitos de compra. Isso vira um ciclo onde uma etapa dá respaldo para a outra e quando a gente pega o jeito da coisa, a tralha não se instala mais.

Quer saber qual o ciclo?

Olha só:

Você aprecia mais o que já tem

Isso começa no processo de descarte. Na hora de selecionar o que fica e o que vai, nós já usamos o critério da apreciação: só fica o que é importante pra mim, o que eu gosto muito, o que me faz sentir bem.

Nada mais natural que, depois que o descarte foi feito e as coisas foram organizadas, a gente aprecie muito mais tudo o que possui.

Você fica mais seletivo quanto ao que deixa entrar na sua vida

Tanto quanto ao que compramos quanto ao que ganhamos de presente. Se seus looks estão todos funcionando, você não compra qualquer coisa só porque está na promoção. E quando você ganha alguma peça de presente, não se sente na obrigação de usar porque ganhou. Se com o tempo essa peça não der certo, você se sente livre pra se desfazer dela.

Você fica com os olhos treinados para identificar quais novas aquisições vão funcionar com o que você já tem

MEU DEUS! Olha esse sapato MA-RA-VI-LHO-SO com salto agulha, dourado, com pedrinhas… CALMA! Eu já tenho um salto igualmente lindo, em ótimo estado, que me serve muito bem e combina com todos os meus vestidos. E pra falar a verdade, não tenho tantas ocasiões assim onde uso salto para justificar ter mais um par. O que está fazendo falta para o meu estilo de vida agora é um tênis. Beijo sapato MA-RA, vou para o setor dos tênis.

Simples assim. Captou a ideia?

Você para de comprar lembrancinhas e cacarecos cada vez que entra em uma loja

Viagem. Você está numa lojinha de suvenir cheia de canetas, chaveiros, camisetas e canecas com o tema local. No passado, compraria um de cada e por mais que você jurasse pra você mesma que usaria tudo, todos acabariam no fundo de uma caixa. Hoje, você prefere levar apenas um item de lembrança dessa viagem ou – pasme – somente as fotografias. Você não traz excessos para sua vida e escolhe algo que pode ser exposto e, assim, te trazer a alegria de mais uma viagem realizada a cada vez que você olhar. Tem um post dedicado somente a expor as coisas importantes, clique aqui para ver.

Você começa a substituir ao invés de somente acrescentar

Beleza, o processo de descarte e organização foram feitos e a gente ama tudo o que tem. Isso significa que nunca mais vamos comprar nada? Não! Significa apenas que quando uma coisa entra, outra sai. Se o sapato MA-RA te conquistar de uma forma avassaladora e funcionar ainda melhor na montagem dos seus looks do que o sapato que você já tem, você, tranquilamente, deixa o sapato antigo ir embora para dar lugar ao novo.

E a organização se mantém, e você sempre aprecia o que tem e, consequentemente, continua seletivo quanto ao que deixa entrar na sua casa… e a roda vai girando.

Não é a toa que nossos hábitos de compra tem esse nome. São hábitos e, como tal, demoram pra se instalar quando a gente decide mudar então, tenha paciência com você mesmo se ainda compra algumas coisas por impulso.

Um abraço e até semana que vem 😉

Sabe qual o maior desafio para mim sobre ser mãe?

No clima de aniversário da minha filha Luna, que fez 2 anos nesse mês de abril, eu lembrei dessa pergunta que só era respondida na minha cabeça e acho que precisava vir para o blog.

Sabe qual o maior DESAFIO pra mim sobre ser mãe? Não são os cuidados com a Luna – saber trocar fraldas, alimentar, dar banho, colocar pra dormir – pra isso tudo tem informação de sobra. Tem as avós da criança te dando dicas desde a gestação, livros e mais livros escritos sobre cada vertente da educação infantil – é só escolher o que combina mais com a sua família -, muito conteúdo online – afinal, estamos vivendo em uma época em que o acesso às experiências de outros pais e aos estudos e descobertas de pessoas qualificadas no assunto é muito fácil – enfim, como lidar com um bebê e uma criança é desafiador mas não é o mais difícil.

Então, o que é o mais difícil pra você, Mila?

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

Quando você se torna MÃE, você não deixa de ser GENTE.

Antes da gravidez, existia uma MULHER. Ela sentia SONO após cerca de 12 horas acordada, FOME após cerca de 4 horas sem comer e CANSAÇO quando fazia alguma atividade por um longo período de tempo. Ela assumia vários papéis na vida: filha, irmã, o SER – ser mulher, ser vaidosa, ser alguém com personalidade própria -, esposa, profissional e amiga. Essa mulher também tinha OBJETIVOS e EXPECTATIVAS a respeito de cada um dos papéis que assumia.

Aí essa mulher engravidou e, durante todo o período de gestação, virou um coquetel de hormônios que mudou muito o seu corpo e sua mente. Aliás, somente saber que iria se tornar mãe já provovou mudanças significativas em algumas formas de pensar.

Depois do PARTO, sabe o que aconteceu?

Essa MULHER continuou lá!

Não, ela não morreu pra dar lugar a uma mãe. Essa mulher cheia de papéis apenas adicionou mais um papel à lista. Agora ela é FILHA, IRMÃ, MULHER, ESPOSA, PROFISSIONAL, AMIGA e…

MÃE!

Se antes de ter um bebê eu me sentia quebrada na manhã seguinte à UMA NOITE em que eu não dormi minhas 8 HORAS de sono habituais, imagine após UMA SEMANA dormindo no máximo 3 HORAS seguidas. Imagine após 3 MESES. Some à falta de sono a necessidade de aprender uma nova habilidade – AMAMENTAR.

Se era difícil manter uma alimentação saudável comprando e cozinhando refeicões só pra 2 adultos que entendem a importância da alimentação correta, imagine ter que dar de comer para um terceiro ser humano – que não prende a atenção em nada por mais de 1 minuto – e fazê-lo comer tudo o que tem no prato.

BEBÊS SÃO ETÊS.

Esse definição que ouvi uma vez deixou muito claro pra mim como é o mundo para uma criança pequena. Elas estão em um lugar DESCONHECIDO onde não entendem o conceito de CERTO e ERRADO e nem sabem se comunicar. Já que não entendem o IDIOMA ainda, elas aprender por observação, na base da TENTATIVA e ERRO, copiando TUDO o que as únicas formas de vida com quem eles tem uma conexão pré estabelecida fazem: mamãe e papai.

Como mãe, é minha responsabilidade ser EXEMPLO para esse ser observador, que precisa de um modelo para copiar.

Mas eu não sou uma máquina programada apenas para esse papel, eu SOMEI essa função a todas as outras que já exercia, sou multifuncional. E para que eu tenha SUCESSO no exercício de todos os meus papéis, partindo do ponto de que o último papel que assumi – a maternidade – acaba afetando os demais, não preciso me prender a uma busca incessante por mais informação específica sobre ele. Preciso investir em minha INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. Preciso me conhecer muito bem e, em decorrência disso, saber lidar comigo mesma e REAGIR ao que me acontece com SABEDORIA. Só assim vou conseguir equilibrar todos os pratos no ar – sem deixar nenhum cair e quebrar – e ser FELIZ no processo.

E sabe de uma coisa? Fazendo isso, acredito que darei um bom exemplo sobre um aspecto muito importante da vida para esse etezinho que está me modelando – minha filha.

Por que sou minimalista?

Eu estava passeando pelo Pinterest uma vez e vi um texto que me chamou a atenção.

Pelo título, percebi que a autora estava dizendo que reduziu tanto suas posses que acabou ficando sem nada numa casa grande e acabou sentindo falta de algumas coisas. Foi só passar os olhos pelo artigo que uma coisa passou pela minha mente de imediato: talvez a definição de minimalismo pra quem ainda não está familiarizado com o conceito pode estar equivocada. Como eu falei pra vocês que vocês podem me considerar minimalista no post Como lidei com a crise: parte 3 , acho que está na hora de falar sobre o que é o minimalismo pra mim.

Então vamos lá: pra quê reduzir a quantidade de coisas que a gente possui, ou seja, ser minimalista? Pra começar, ser minimalista não é apenas sobre reduzir, sobre se desfazer de quase tudo e viver com o que cabe numa mochila. Existem pessoas que fazem isso, mas essa foi a forma delas de encarar o minimalismo, baseado num conceito. E é sobre o conceito – pelo menos sobre o que eu entendo como “o conceito de minimalismo” – que eu quero conversar com vocês hoje.

por que sou minimalista Mila Bueno

Minimalismo pra mim tem tudo a ver com autoconhecimento, com saber identificar, na sua vida, o que é importante e o que é tralha e isso é diferente pra cada pessoa.

Existem livros e artigos online sobre minimalismo e é claro que você vai encontrar listas e mais listas sobre o que se desfazer mas hoje eu não quero deixar mais uma lista pra vocês, eu quero falar um pouquinho sobre pensar de forma minimalista.

A primeira vez que eu me deparei com o conceito de minimalismo como estilo de vida, eu não entendia muito bem o que levava algumas pessoas a viver de uma forma tão simples sendo que existem milhares de aparatos hoje em dia pra facilitar quase todas as tarefas. Eu não entendia porque ter menos se a gente pode ter um utensílio super moderno pra cada função. Não faria mais sentido ter essas coisas e aí sim, ter uma vida mais simples, já que elas existem pra facilitar?

Não necessariamente.

por que sou minimalista Mila Bueno

Vamos relembrar uma coisa: tempo é a coisa mais preciosa que a gente tem.

Se passar, passou, não dá pra voltar e viver o último domingo de novo. Então, se o tempo é uma coisa tão rara, a gente precisa prestar bastante atenção em como ele está sendo gasto. O que acontece é que a gente está sempre reclamando que não tem tempo, que a agenda está cheia e é aí que está o xis da questão. Pra quê você precisa de mais tempo? O que está faltando na sua vida, o que você não está conseguindo fazer porque todo o seu tempo é ocupado com outras atividades? Será que não tem supérfluos tomando o lugar do importante?

E foi pensando no quanto o tempo é precioso que a resposta para a pergunta de 3 parágrafos acima começou a ficar clara pra mim.

O propósito de ser minimalista é fazer um sistema que leve em consideração o nosso tempo e o que é realmente importante pra nós – como indivíduos únicos que não são iguais a mais ninguém no mundo – e ter somente as coisas que atendem esses dois requisitos. Minimalismo tem que ter propósito. Por que EU estou reduzindo a quantidade de coisas que eu possuo? Para o quê eu quero mais espaço? O que eu gostaria de ter e não consigo porque alguma coisa que entra na categoria “excessos” está tomando o seu lugar?

por que sou minimalista Mila Bueno

Quer um exemplo real, da minha vida, pra ilustrar isso? Nós não temos carro, meu marido e eu. Nunca tivemos e, pelo menos por enquanto, não pretendemos ter.

Também não temos TV por assinatura e, o valor que nós gastaríamos mensalmente com um carro e a TV por assinatura, que nós já tivemos e sabemos bem quanto nos custava, possibilita que a gente não economize na qualidade das fraldas da Luna, que a gente ande de Uber sempre que quisermos, possamos sair pra comer fora toda a semana e possamos pagar por serviços que a gente mais gosta e mais usa como o Evernote versão pro, por exemplo.

Percebe que isso é apenas uma escolha entre o que é realmente importante pra gente e o que nós podemos viver sem, além de a gente não precisar ganhar mais dinheiro pra conseguir coisas de muita qualidade simplesmente por que nós eliminamos o que nós não fazíamos questão de ter, os excessos?

Quando a gente fala sobre reduzir, automaticamente coisas materiais vem à mente. Mas e as newsletter que a gente recebe por email só pra apagar sem ler, as fotos digitais que gente nunca filtra e depois não encontra a que quer, os relacionamentos tóxicos com pessoas que te fazem sentir mal, as atividades sociais feitas apenas “porque tem que ir”?

Reduzir abrange todas as áreas da vida e fazendo isso, a gente consegue direcionar nosso tão precioso tempo e nosso suado dinheiro pra o que é realmente importante pra nós, sem esperar a aposentadoria pra ter uma vida plena.

Isso é minimalismo pra mim.

Exponha o que é importante

Semana passada vocês acompanharam o último post da série sobre esse último ano pra mim e minha família, em ritmo de crise, e eu só tenho a agradecer a todos pelo carinho expressado nos comentários aqui no blog, no Instagram e no pessoal. Descobri que eu não estou sozinha na minha luta e foi muito bom descobrir que nenhum de nós está sozinho e temos espaço pra nos abrir sobre isso.

Se você está chegando agora aqui no blog, clique aqui pra ver o primeiro post que eu fiz sobre como lidei com a crise.

Bom, segunda passada eu falei um pouco sobre todos os benefícios que esse período de privação me trouxe, e não foram poucos. Se eu puder generalizar todos os benefícios em uma frase, seria “aprendi a dar importância ao que é importante”, assim, toda redundante mesmo rs.

Em todas as leituras que fiz nesse último ano, percebi uma ideia comum a todos eles, mesmo que cada um tratasse de uma coisa diferente. Todos os livros que li, de alguma forma, me incentivaram a focar no que é importante e me livrar dos excessos, do que não importa tanto, ou seja, todas as coisas que eu tenho na minha vida “porque sim”. – Por que você tem esse livro se você nunca leu?

– Ah, porque um dia vou ler. -Por que tem essa peça de roupa se não te cai bem?

-Ah, porque eu vou emagrecer e vai servir.

Por que tem essas fotos incríveis, o convite do seu casamento, as lembranças de viagens que provocam um sorriso no rosto cada vez que você olha pra elas, guardadas em um lugar pouco acessível?

Opa! Para as primeiras duas perguntas o destino das coisas acaba sendo ir embora. Mas pra essa última, não. Pra essa última, acho que a resposta deveria ser: exponha tudo isso. Eu fui aprendendo que se uma coisa me faz feliz cada vez que eu olho pra ela eu deveria olhar pra ela com mais frequência. Se é tão importante, por que está guardado no fundo de uma caixa no lugar menos acessível do guarda-roupas, fadada ao esquecimento?

Não sei porque a gente faz isso, de verdade. Mas acho que parar de fazer isso é uma coisa muito boa! Faz sentido isso pra vocês?

Quem tá me acompanhando sabe que a maioria dos pertences da minha família ficaram empacotados por meses e que meu marido e eu fizemos várias excursões ao guarda móveis, em cada vez trazendo mais algumas coisas pra nossa casa atual. Então, como o espaço aqui é reduzido, analisar todas as coisas e manter só o que gostamos muito foi uma coisa que precisou acontecer. E cada vez que a gente se deparava com uma lembrança que provocava sorriso no rosto, a gente pensava “e se a gente expor isso aqui onde moramos agora?”

Expor as coisas não foi uma novidade pra gente. No nosso apê antigo, a gente já expunha exatamente o que vou mostrar pra vocês nas imagens abaixo, mas a sensação de fazer isso aqui foi diferente.

A ideia de só possuir SOMENTE as lembranças que estão expostas e descartar o restante simplesmente pelo fato de nunca olhar pra elas só surgiu aqui. E tá fazendo um bem danado pra mim acordar e dar de cara com imagens tão felizes!

É assim que está nossa parede galeria aqui

A minha ideia foi misturar decoração com funcionalidade. Tem tanto fotos, quadros e itens que marcaram a vida da gente quanto ganchos para a organização, um relógio e um porta chaves.

Como, no momento, nós moramos em um quarto, tá tudo na mesma parede. Mas acho que, quando voltarmos pra casa, dependendo da disposição dos cômodos, vai ter algumas coisas logo na entrada, outras decorando o cantinho da Luna e o restante, o cantinho do casal. Eu mostro pra vocês como ficou quando chegarmos lá, combinado?

Espero que vocês tenham se inspirado a tirar seus tesouros do baú! Grande parte da minha inspiração pra ir me desfazendo das coisas, e da força pra fazer isso, veio de tudo o que eu li sobre organização e minimalismo e, a inspiração mais recente – e mais radical, eu diria – veio do livro A mágica da arrumação, da Marie Kondo.

Você tem coisas expostas aí na sua casa? Me conta aqui nos comentários o você deixa exposto que mais rende conversa com as visitas!

Como lidei com a crise: parte final

Eu falei, falei e falei na parte 3 sobre os benefícios que esse perrengue todo que eu passei me trouxe: uma vida minimalista, aprender a ter mais foco e a aproveitar o momento, o aqui e agora. Mas teve uma série de coisas que esse período me trouxe de benéfico que dá pra pontuar pra vocês. Algumas coisas mais práticas, outras mais abstratas mas todas relacionadas a encontrar mais satisfação no dia a dia e gastar menos dinheiro. Quer saber quais? Vamos lá!

Comecei a correr de novo

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu sentia falta de uma rotina de exercícios na minha vida. Sempre foi difícil encaixar isso na minha rotina e ficava naquela de começa-e-pára de praticar exercícios o tempo todo. Correr é de graça, o app que uso pra medir meu progresso e fazer meus treinos também é de graça e, de quebra, sem anúncios. O condomínio que eu estou morando tem espaço o suficiente pra fazer meus treinos. Combinei tudo isso e comecei a correr!

Redescobri pequenos prazeres (gratuitos) da vida

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu amava ler quando era adolescente e logo que comecei a trabalhar. Lia bastante. Aí a rotina me tirou esse hábito. Mentira, eu que deixei ele de lado mesmo, a rotina não me tira nada (e tem post sobre livros também, minha gente, clica aqui). Estando em casa o dia todo, o que eu mais tinha era tempo pra começar a ler de novo, e foi o que eu fiz.

Peguei todos os livros que estavam parados nas prateleiras e selecionei os que gostaria de ler, pedi emprestado, pedi de presente de aniversário e descobri o quanto é gostoso sentar pra ler um livro com aquele barulhinho de chuva e uma xícara de café enquanto minha filha tira a soneca da tarde.

Comecei a aproveitar mais o condomínio onde estou morando

COMO LIDEI COM A CRISE MILA BUENO

Aqui tem praça, tem quadra, tem barras pra fazer alongamento e exercícios, tem espaço pra correr, tem a facilidade de passear com as cachorras aqui dentro mesmo, tem decoração de natal… e eu só comecei a aproveitar tudo isso por que não tinha grana pra fazer as coisas pagas. Gratidão eterna por isso!

Percebi que posso fazer algumas coisas sozinha, sem ter que pagar alguém pra fazer pra mim

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Corto meu próprio cabelo, faço a coloração dele sozinha também, faço minhas próprias unhas, minha depilação (clica aqui que tem post sobre isso), dou banho nas cachorras em casa, faço minha própria sobrancelha, tenho habilidades básicas de costura graças a mamãe e vovó, me arrisco em vários DIY e eles dão certo…tá a fim de fazer a conta pra ter uma ideia de quanto eu economizo no mês sem perder a pose? Rs

Comecei a escrever o blog

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Sim, esse canal que uso pra escrever pra vocês também era uma coisa que eu queria mas nem sabia que queria. Eu sempre quis achar uma forma de compartilhar tudo o que eu aprendia e descobria com as pessoas. Várias vezes, conversando com amigas, eu dava uma dica que eu aprendi, crente que elas já sabiam e elas não só não sabiam, como ficavam tão encantadas em descobrir como eu fiquei. Outras vezes acontecia o contrário. E todas essas informações valiosas que ainda não eram de conhecimento público gente?

O blog me trouxe essa chance de compartilhar essas coisas com vocês e de aprender com vocês também. Tá sendo uma coisa maravilhosa que só aconteceu na minha vida por causa do perrengue.

Fiz o curso de personal organizer

O curso foi pago, sim. Uma tia me emprestou a grana com um prazo generoso pra pagar de volta e foi isso que me possibilitou fazer o curso. Mas a questão não é o “foi pago” mas, sim, o “eu fiz”.

Eu já estava paquerando esse curso de personal organizer há alguns anos. Eu organizo por prazer, acredite em mim. Mas antes, quando eu trabalhava, jamais conseguiria tirar 3 dias inteiros de folga pra fazer um curso que nem era relacionado ao meu trabalho. Sempre aparecia um empecilho e eu acabava não indo atrás pra fazer.

E outra coisa, por que eu estava passando por um período tão difícil, eu reavaliei com cuidado o que era importante pra mim, descobri qual era a minha paixão e, assim, pude transmitir pra minha tia o quanto eu queria me qualificar como personal organizer e pude “ganhar” o curso. (se você não sabe, clique aqui pra ver o que é uma personal organizer).

E aqui acaba essa série de como eu lidei com a crise. Foi muito bom compartilhar um pouco mais da minha história com vocês e conhecer um pouco mais sobre vocês também através dos comentários online e offline!

Obrigada por todo o apoio de vocês!

Como lidei com a crise: parte 3

Bora pra parte boa de toda essa história?

Se você é novo por aqui e ainda não leu o começo da minha experiência com a crise, para por aqui, clique aqui pra ler a parte 1 e aqui pra ler a parte 2. Daí volta aqui pra ler, tá?

Depois de tanto perrengue e de começar a pesquisar mais sobre o estilo de vida minimalista, uma coisa mágica aconteceu.

O sentimento de frustração foi embora!

Pouco a pouco, a passos lentos mas que não deixavam de ser um movimento pra me tirar da inércia, eu comecei a me aceitar.

Aceitar que era normal me sentir frustrada por ter perdido grande parte do que era, na época, importante pra mim. Aceitar que a minha vida estava acontecendo hoje, agora, nesse momento que estou escrevendo pra vocês e eu não podia desperdiçar nada. Aceitar que eu tinha escolha, que o poder de mudar as coisas estava na minha mão, que não existe uma situação ruim ou boa, o que existe de verdade é a forma como eu reajo a cada situação.

Aceitei que eu é que escolhia como eu iria lidar com tudo o que estava acontecendo. Aceitei que fazer cara feia ou não está sob o meu poder de escolha. Aceitei que quem se irrita e se frustra sou eu. Aceitei que eu posso escolher sorrir ou chorar. Aceitei que eu é que decido se vou me deixar levar pelo que aconteceu de ruim ou se vou buscar relembrar tudo o que aconteceu de bom.

Compreendi que o poder está na minha mente. Isso parece ser papo de maluco mas acontece que é real.

Foco, essa é a palavra chave. Isso foi o que eu busquei desde o começo desse ano e fez toda a diferença na minha vida. E é isso que o minimalismo significa pra mim: ter foco.

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Mas foco no quê?

No que é importante.

Minimalismo pra mim começa com uma jornada de autoconhecimento.

Você precisa saber quem você é, do que você faz questão na vida, o que te faz bem e o que te faz mal.

Você precisa saber do que você gosta, o que você realmente quer comprar. É só quando você sabe quem você é que você consegue separar o que é importante pra você do que não é. É só quando você se conhece que você consegue ficar só com o essencial e identificar o que é excesso e precisa ser eliminado da sua vida.

E isso não é uma coisa que a gente alcança de uma hora pra outra.

A jornada do autoconhecimento tem começo mas não tem fim. A gente se descobre e aprende mais sobre si mesmo o tempo todo, com cada situação que passamos.  

O segredo mora na decisão de se conhecer, no momento em que a gente escolhe que quer tomar esse caminho. E aí a minha tão querida lei da atração vai trazendo os meios e as situações pra que a gente se conheça mais e mais, se descubra mais a fundo, aprenda a dizer não para o que não é importante, para o que não é essencial.  

Como eu disse na parte 1 dessa série, cada livro que eu li nesse período me ensinou e me inspirou de alguma forma, e me ajudou a enxergar o poder imensurável que nós assumimos quando aprendemos a ser gratos, a mudar o foco. Imagine o seguinte: você tira uma foto de um bebê dando um sorriso fofo, mostra pra alguém e aí a pessoa repara que apareceu o seu pé na foto ou alguma outra coisa bizarra que você nunca ia ver se ela não te mostrasse.

Essa situação é familiar? Se sim, então você tem uma ideia do que é ter foco. Se você foca no que está acontecendo de bom, todo o resto vai pra segundo plano, assim como o seu pé na foto do sorriso do bebê. Ele está lá, mas você quase não percebe.  

O minimalismo trata de só ter e fazer o que é importante, eliminando os excessos e buscando uma vida mais completa, mais simples, mais realizada. Não faz total sentido isso?  

Pra mim fez, muito. E é assim que eu estou buscando viver agora. Então, tudo bem, podem me considerar uma pessoa minimalista! Eu acho rsrs…  

Tem mais alguns frutos que eu colhi desse período tenso da minha vida, e que quero compartilhar com vocês…mas só segunda-feira que vem na parte final, beleza?

Como lidei com a crise: parte 2

Semana passada eu comecei a contar pra vocês um pouco da minha história nessa crise toda. Vamos continuar?

Se você não viu o post da semana passada, clique aqui, vai lá ver e depois volta!

Lembram que eu falei que meu marido foi demitido quando minha filha tinha um mês? Então, quando a demissão do meu marido fez aniversário, exatamente depois de um ano desempregados, finalmente um emprego apareceu! Só tinha um porém, pagava cerca de um terço do que ganhávamos antes e não ia dar pra voltarmos pra casa. E lá veio entusiasmo seguido de frustração, o pior tipo, creio eu, que é quando você eleva suas expectativas ao nível mais alto e aí vai ao chão logo em seguida. O tombo dói mais quando a gente cai do telhado que da cama, né?

Mas aí um processo interessante começou a acontecer. Sabe aquele frase bem clichê “há males que vem para o bem”? Então, antes do emprego novo, quando a gente ficou sem renda, fomos forçados a ser criativos quanto ao dinheiro que tínhamos, afinal, aquele montante tinha que dar pra fazer tudo o que precisava e que se queria fazer. Pois bem, ter que passar por um período sem grana nos tornou criativos.

No começo de todo esse perrengue, a gente esperava que a qualquer momento uma nova renda ia surgir, de algum lugar, mas estávamos muito infelizes com a nossa rotina, muito insatisfeitos com tudo. Íamos ficar morando de favor só por alguns meses, logo isso ia acabar, certo? Errado! Depois de um ano aqui a ficha foi caindo. Um ano era tempo demais pra ficar infelizes e insatisfeitos assim. Um ano era um período muito longo pra deixar de fazer tudo o que nós gostávamos.

Um ano era muito tempo pra não usar nada do que nós tínhamos.

E eu digo isso porque no começo houve muita resistência da nossa parte sobre trazer nossos pertences pra cá. Isso era temporário e logo logo a gente ia embora, é o que eu dizia pra mim mesma o tempo todo, então a gente ia dando um jeito com o que tinha aqui.

Lembra do Segredo? Lembra de uma parte que diz que, em termos gerais, pra atrair mais felicidade você precisa estar feliz porque semelhante atrai semelhante? Infelizes e concentrando todos os nossos esforços na nossa infelicidade, era isso que a gente ia ter mais e mais: infelicidade.

Como a gente tinha pouco morando aqui, a gente começou a viver com pouco. No começo, pelos motivos errados. Mas todo esse processo de escassez nos forçou a encontrar os motivos certos. Nos fez perceber que não importa a situação que estamos vivendo, dá pra ser feliz agora, aqui, com o que temos, onde vivemos

O “viver com pouco” começou a acontecer da forma certa e pelos motivos certos quando duas coisas aconteceram. Primeiro, quando a gente teve que administrar nossos gastos como família com o salário do meu marido que era um terço do último salário, o que ele recebia antes da crise e, segundo a gente começou trazer algumas coisas nossas pra cá, pelo menos as que eram viáveis de se colocar no quarto onde morávamos.

O primeiro acontecimento foi que o salário anterior do meu marido sustentava um casal e duas cachorras. Agora, a gente tinha um terço disso pra viver em 5 seres vivos, um casal, duas cachorras e um bebê!

A família aumentou bonito, porque um bebê demanda uma porcentagem grande dos gastos em relação ao total, e o salário diminuiu. Se existia um momento em que precisávamos ser criativos, o momento era esse.

O segundo acontecimento, começar a buscar nossas coisas onde estavam guardadas, nos fez perceber que a gente não lembrava de muita coisa que a gente tinha. Por um lado, isso foi bom, cada caixa que a gente abria no depósito era como se tivéssemos ganhado coisas novas. Mas, por outro lado, a gente ficou um ano sem usar a maioria dos nossos pertences.

Será que era tudo importante pra gente mesmo? Será que a gente precisava ter tudo aquilo?

É claro que tem coisas que a gente não ia usar mesmo, como a geladeira, por exemplo. Tem geladeira aqui na minha sogra, não precisamos trazer a nossa pra cá mas vamos precisar dela quando voltarmos pra nossa casa, então, tem que ficar guardadinha lá mesmo.

Mas, e os livros, algumas roupas e acessórios, jogos de vídeo game e de tabuleiro etc? Dava perfeitamente pra trazer algumas coisas pra cá e usar mas a gente não fez isso, nem lembrou que tinha alguns itens.

E aí, será que é relevante possuir tudo isso mesmo? Tínhamos um salário baixo e um monte de coisas paradas, sem uso e sem a vontade de usar de novo.

Será que dava pra fazer uma graninha aí?

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Dava. E deu.

Comecei a pesquisar sites de compra e venda de itens usados, criei minha lojinha no enjoei, anunciei e continuo anunciando até hoje tudo o que não se encaixa mais na minha vida e fomos complementando nossa renda pra começar a eliminar as dívidas e viver um pouco melhor.

E, foi nesse clima de análise da relevância que as nossas coisas tinham pra gente, e no fato de a gente ter que viver com pouco simplesmente pela limitação do espaço físico, que eu comecei a pesquisar sobre o estilo de vida minimalista. Morar num quarto por mais de um ano com uma filha pequena e 2 cachorros me mostrou que a gente não precisava de tanto espaço quanto a gente achava que precisava pra viver bem e nem de tantas coisas

Dá pra viver com menos, com menos tudo, com menos coisas, com menos problemas, com menos preocupação, com menos stress.

O desfecho disso tudo foi super positivo pra gente e eu vou contar ele pra vocês segunda-feira que vem.

Como lidei com a crise: parte 1

Sim, a crise chegou por aqui. Você pastou nesse período também? Pois é…comigo foi assim que aconteceu:

Bom, como eu disse pra vocês semana passada, eu passei por um período difícil, o que me fez, dentre outras coisas, parar de escrever para o blog por um momento. Uma dessas “outras coisas” foi a escassez financeira que nós passamos aqui em casa. E olha a ironia aí, porque o interessante disso é que ficamos sem casa de verdade, porque tivemos que sair do apartamento que alugávamos no centro de sp pra vir morar num quarto vago na casa dos meus sogros.

E isso tudo porque a crise financeira no país alcançou a minha família

como lidei com a crise Mila bueno

Veja bem, quando eu ainda estava grávida da minha filha, conversei com meu antigo chefe e falei sobre minha intenção de não retornar ao trabalho depois que a minha licença maternidade terminasse. Na época, era claro pra mim, pelas experiências que observei nas mulheres à minha volta, que se eu quisesse participar ativamente da primeira infância da minha filha, não poderia ter uma vida profissional de sucesso, então, pedi as contas. Mais pra frente eu descobri que isso não é verdade, que nós mulheres não precisamos escolher entre família e carreira e que dá sim, pra se planejar direitinho e ter realização nessas duas áreas da vida. Com um bom planejamento, vale reforçar.

Esse assunto rende muito, então, não se preocupem que a gente fala sobre isso mais pra frente, tá?

Bom, quando minha filha nasceu eu já estava fora do mercado de trabalho e, só fiz isso porque o salário do meu marido cobria nossas despesas na época. Sei que muita mulher por aí não tem essa opção, de continuar ou não trabalhando quando o filho chega, porque o salário dela vai fazer muita falta no orçamento familiar, então, me sinto privilegiada por ter tido essa escolha.

Até aqui, nada de crise.

Mas nem tudo são flores. Quando a Luna tinha 1 mês de vida meu marido foi demitido. Crise, corte de gastos, essas coisas. E foi aí que o negócio começou a desandar. A gente não tinha muita grana guardada, na verdade, guardada mesmo a gente não tinha nenhuma. Só tinha um montante lá na conta porque meu marido recebeu os acertos em função da demissão e, eu, recebi o que estava parado no INSS quando fui afastada do trabalho. Eu tive a tal da hiperemese gravídica na gestação da Luna e fui afastada do trabalho em função de todo o mal estar que eu sentia (se você quiser saber mais como foi minha gravidez, clique aqui).

Na época, acho que tinha alguma greve rolando nesse setor e eu recebi tudo que tinha pra receber do INSS de uma vez perto da data do parto, então, esse era o dinheiro que a gente tinha. Planejamento financeiro para o futuro? Não existia pra gente.

Como agora nós éramos uma família, não dava pra ficar sem renda. Meu marido começou a se candidatar para todas as vagas possíveis mas nenhuma entrevista apareceu. A gente foi levando até onde deu, mas quando só tem saídas da conta bancária e nenhuma entrada, uma hora o dinheiro acaba e, quando estava próximo de acabar, decidimos aceitar a oferta dos meus sogros pra vir morar com eles até nos reerguermos.

Alugamos um guarda móveis pra colocar nossos pertences, o que seria um gasto mensal bem inferior ao que a gente tinha com aluguel+condomínio+todos-os-gastos-de-uma-casa, e trouxemos pra cá só o essencial, afinal de contas a qualquer momento alguma coisa ia aparecer e nós voltaríamos pra nossa casa.

Acontece que não foi bem assim. As buscas por um emprego novo não pararam mas nenhuma vaga aparecia. Nós passamos alguns meses sem grana nenhuma, com uma montanha de dívidas, contando com a ajuda da família e dos amigos pra pagar o leite da minha filha, a ração das cachorras, nossa comida…

como lidei com a crise Mila Bueno

Frustração era a palavra que me definia nesse período. Frustração. Onde foi que eu tinha errado pra vir parar nessa situação?

Eu não sei dizer por quanto tempo eu dormi e acordei tentando me concentrar em outra coisa que não fosse o quanto tudo estava ruim mas, garanto pra vocês que foi muito tempo.

Eu sofri, eu chorei, eu me irritei, eu perdi a linha, eu me descabelei. Aconteceram brigas entre eu e meu marido que nunca tinham acontecido, afinal estávamos passando por situações que nunca tínhamos passado e eu achei, honestamente, que em algum ponto, eu entraria em depressão.

Foi no meio desse furacão que eu comecei a escrever o blog.

Eu precisava encontrar alguma coisa que eu gostasse de fazer, alguma coisa que me permitisse tirar a mente de tudo isso, e eu encontrei. Cada livro que eu já fiz resenha pra vocês aqui no blog foi um tijolinho que formou minha estrutura de hoje e me ajudou a passar por esse período. Foi difícil, foi tenso, foi sofrido, mas me fez crescer. Me fez evoluir tanto que hoje eu agradeço por tudo isso ter acontecido.
É meus queridos, e eu costumava ter certeza de que essa frase nunca sairia da minha boca, ou no caso, nunca seria escrita por mim.

Aquela frase que usei no último post me define hoje: você nunca sabe a força que tem até que sua única opção é ser forte.

como lidei com a crise Mila Bueno

Semana que vem a gente continua porque tem mais história pra contar, volta aqui segunda-feira, tá?

O que eu aprendi passando um tempo fora de casa

Eu estou passando por um período em que estou morando fora da minha casa e precisei, literalmente, empacotar minha vida e colocar em um guarda móveis. Então, já vou adiantar pra vocês que o que eu aprendi passando um tempo fora de casa foi o que todo mundo que passa por essa situação aprendeu também, seja fazendo um intercâmbio ou tendo que sair de casa mesmo por algum motivo: a ser mais minimalista.

Todo esse período que, a principio pareceu muito ruim, afinal tive que sair da minha casa, mudar minha rotina e coisa e tal, no fim das contas está sendo muito bom, porque trouxe aprendizados que vou levar pra vida inteira e quero compartilhar com vocês hoje.

menos-e-mais

Primeiro, aprendi a viver com menos.

Isso é uma coisa que eu já tinha ouvido muito por aí quando se fala sobre os benefícios de ser mais minimalista e é um conceito do qual eu era até simpatizante mas que nunca coloquei em prática.

Parece que se caía uma graninha extra ou a gente via um espacinho sobrando em casa nós tínhamos que comprar, comprar e comprar e foi quando a grana ficou escassa por aqui, quando tivemos que mudar a rotina de consumo na nossa família, quando eu precisei avaliar muito bem cada item que entrava em casa que fui percebendo, aos poucos, que dá sim pra viver com menos.

Segundo, comecei a colocar em prática de uma forma bem natural o conceito de que se-alguma-coisa-não-foi-usada-no-último-ano-é-uma-forte-candidata-a-ir-embora.

Esse conceito também era familiar pra mim mas, na hora de aplica-lo à minha vida não funcionava muito bem, porque eu ainda achava que iria usar aquele item algum dia. Comecei a olhar para cada uma das coisas que possuo e pensar que se eu não usei alguma dessas coisas em um período de 12 meses, que abrange todas as datas comemorativas e as 4 estações do ano, eu preciso ter um olhar mais crítico e talvez desapegar dessas coisas. Isso, hoje, se tornou um hábito pra mim. No começo, a resistência foi enorme.

Terceiro, comecei a observar meus pertences com mais carinho

Com mais cuidado, com aquele olhar do tipo “eu escolhi esse item com tanto amor na hora da compra que não vou me desfazer dele agora porque tem um pequeno defeito ou só porque outra cor está mais em alta”. E aí entra uma coisa que eu descrevo como o paradoxo do desapego: olhar o que precisa ir embora com frieza, o que precisa ficar com carinho e saber identificar qual é qual.

desapegue

O que precisa ficar, o que eu gosto muito, se não serve mais ao propósito original, pode ganhar novos usos, uma nova cor, uma utilidade diferente. O que eu nem gosto tanto ou uso muito esporadicamente a ponto de valer mais a pena alugar ou pedir emprestado quando precisar usar ao invés de ter, precisa ir embora sem dó.

Isso tudo foi um processo. Um processo que eu fui obrigada a fazer e, portanto, comecei fazendo com uma tromba na cara, como diria minha mãe. Com o tempo, com tudo o que aprendi, li e ouvi, comecei a encaixar as peças e esse novo modo de pensar meus hábitos de consumo fez mais sentido que nunca pra minha vida.

É como dizem, às vezes a vida te vira de cabeça pra baixo e aí você descobre que assim é que é o seu jeito certo!

Se tem alguém aí que passou por um processo parecido, conta pra mim nos comentários.

Descarte: o ínicio do processo de organização

Hoje vamos falar de uma coisa muito importante, que é o que dá o start no processo de organização, o descarte.

Descartar, aqui no nosso caso, não é apenas jogar fora mas, sim se desfazer do que não faz mais parte da sua vida, seja doando, separando pra conserto, vendendo ou jogando fora.

Uma coisa bem delicada de lidar em relação ao descarte é a questão do “que não faz mais parte da sua vida”, porque isso varia de acordo com o espaço disponível também, não só em função do que a gente não quer mais.

Por exemplo, quando uma pessoa se muda de uma casa grande para um apartamento pequeno vai ter que se desfazer de algumas coisas que talvez ela até goste, mas que agora, literalmente, não cabem mais na vida dela.

Estão acompanhando o raciocínio?

Quando a gente vai começar a organizar qualquer espaço, a primeira coisa a se fazer é ir analisando cada item que pegamos e separar se fica, se é lixo, se vai ser vendido ou doado ou se precisa de algum reparo. Daí a gente organiza o que fica, tendo certeza de que não estamos dedicando nossos valiosos espaços para as tralhas!

O processo do descarte é uma coisa que a gente não faz só uma vez não, a gente continua fazendo sempre. Essa é a fórmula mágica pra manter nossos espaços em ordem.

O método FlyLady tem uma sugestão legal pra guiar a gente no processo de descarte no dia a dia: semanalmente, pegue um cesto ou saco, o que você preferir, e saia pela casa selecionando 27 itens que precisam ir embora. Não sei por que esse número cabalístico, mas é impressionante como é completamente possível encontrar 27 itens toda a semana que entram em uma das categorias de descarte!

Ah, e aqui vou deixar uma dica pra vocês que eu aprendi recentemente.

Eu não costumava vender nada, mandava tudo o que não era lixo direto para a doação mesmo e o engraçado era que, em relação a alguns itens, eu tinha dó de doar porque estavam em excelente estado e, se eu paguei caro por aquele item, achava que eu deveria dar uma segunda chance pra ele. Nessa, acabava mantendo coisas que não me deixavam tão feliz ao olhar pra elas e que não se encaixavam mais na minha vida, simplesmente por que ainda era muito boas.

Foi quando eu descobri o enjoei. Já tinha ouvido falar dessa lojinha virtual de venda de itens usados que faz sucesso com as blogueiras, mas nunca tinha entrado nela. Entrei, anunciei tudo o que já não fazia sentido na minha vida, desapeguei de várias coisas, já vendi algumas e, com a grana dessas coisas, comprei outras no site do enjoei mesmo, que eu queria há muito tempo.

Tô feliz da vida e indico totalmente que você avalie suas coisas que serão descartadas pra ver o que pode ser selecionado para venda e, assim, transformar o que é tralha para você em dinheiro!

Procurem minha lojinha por lá, Mila Bueno ou clique aqui e vá direto pra lojinha!

Vida sem papel: digitalize suas informações

Você é do tipo de pessoa que se dá melhor com papel ou com aplicativos? Já responde pra mim os comentários que eu quero saber!

Eu diria que sou 99% digital. E esse 1% é porque tem coisas que não dá pra ter só a versão digitalizada como os documentos, por exemplo.

Eu recebo meus boletos por email, tenho agenda digital, anotações no digital, tenho uma coleção de livros em versão digital no meu Kindle… e essas só algumas substituições que eu fiz.

Estou sempre fuçando nas redes sociais e nos blogs pra encontrar dicas de sites e aplicativos que me permitam eliminar cada vez mais o papel da minha vida e, sempre que eu testo alguma ferramenta digital que funcionou pra mim, compartilho com vocês.

Se você já me acompanha, nem preciso falar que o meu melhor amigo no mundo digital é o Evernote, porque já rolou muita publicação aqui no blog ensinando a usar ele.

Mas manter uma vida que já existe no universo digital é mais fácil do que migrar tudo o que existe na nossa vida em formato de papel.

Esse post é pra te ajudar a começar esse processo pelo primeiro passo: digitalizar.

Digitalizar é transformar em arquivo digital tudo o que antes era físico. Algumas coisas nós poderemos digitalizar e descartar, eliminando assim muito papel da nossa vida. Já outras coisas, vamos digitalizar mas vamos precisar manter o original. E o motivo de digitalizar o que não pode ser jogado fora é simplificar o acesso quando a gente precisa, uma ideia que eu explico melhor nesse post aqui.

Se você tem mais de 30 anos de idade, vai se lembrar da época em que, pra transformar uma informação que estava em uma folha de papel em arquivo digital, nós precisávamos ir até um local que tivesse uma máquina própria, que tirava cópias e escaneava, e pagar pra transformar nossos papéis em arquivos legíveis e de boa qualidade ou, então, possuir uma impressora multifuncional que possuísse a função de scanner.

Hoje em dia não é mais assim. Existem aplicativos que usam a câmera do celular para escanear os papéis com uma qualidade excelente e de graça.

É o caso do Evernote.

Digitalizar a papelada precisa ser um processo que caminhe de mãos dadas com o processo de desapego do que não é mais relevante manter.

Digitalize apenas o que já foi selecionado para ser mantido. O método de desapego que eu ensino pra vocês nesse post aqui vai te ajudar bastante a embarcar nessa tarefa de lidar com a sua papelada de uma forma mais leve.

Seguindo o método de desapego direitinho e eliminado o máximo de papéis possível pelo processo de digitalização, você vai diminuir muito o volume de papéis na sua casa.

Foi assim que eu consegui concentrar todos os documentos e papéis importantes da minha família em apenas uma pasta aqui em casa.

A imagem ao lado é da pasta que eu escolhi: ela usa o sistema de pastas suspensas e é rígida e com tampa transparente. Custou um pouco mais mas tem organizado de uma forma bem eficiente a papelada da família por aqui há mais de 5 anos.

E pra te ajudar ainda mais no processo de digitalização, fiz um vídeo com o passo a passo para usar a funcionalidade de escaner do Evernote para esse fim.

Ficou com alguma dúvida sobre o processo de digitalização dos papéis? Deixa aqui nos comentários!

Como cuidar das suas roupas do dia a dia

Hoje não vamos falar sobre a lavagem de roupas, porque isso já foi falado nesse post, mas sim das tarefas do dia a dia que irão garantir que você gaste o mínimo de tempo possível cuidando da lavagem, secagem e dobra das roupas e que vão deixar sua rotina mais produtiva e menos estressante. com as roupas.

Pra te ajudar ainda mais, vou te dar as dicas que foram testadas e aprovadas aqui em casa em formato de checklist. Então, ignore as dicas que já são parte da sua rotina e dê uma atenção especial aquelas que são novidade pra você!

Bora lá?

Tenha um cesto para as roupas sujas

Pode ser um daqueles que são específicos para esse propósito, pode ser um baldão bonito que você tenha em casa ou, como eu fazia no último apartamento que morei, pode ser uma sacola retornável pendurada onde tem mais espaço livre de parede do que de chão.

O último apartamento onde eu morei era pequenininho e o banheiro não comportava nenhum cesto ou balde no chão. Então, eu coloquei ganchos atrás da porta, escolhi uma das sacolas retornáveis que eu tinha em casa -a que combinava mais com a decoração do meu banheiro – e pendurei atrás da porta para colocar a roupa suja.

Na lavanderia eu tinha um balde que também cumpria o papel de banquinho onde eu descarregava as roupas da sacola do banheiro todas as manhãs. Quando esse balde enchia, era a hora de lavar as roupas.

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Esse é o da minha lavanderia!

Estique e sacuda!

Eu não passo mais roupas e isso não significa que eu deixo elas amarrotadas e tudo bem. Significa que eu adotei outras formas de cuidar das peças que se mostraram mais produtivas e intuitivas pra mim.

Esticar levemente as peças logo que elas saem da máquina de lavar e dar aquela sacudida clássica antes de estender no varal ou colocar na secadora de roupas foi uma dica que aprendi com a minha mãe e que, combinada a próxima dica, me permitiu parar de passar roupas.

Carinho imediato!

Essa tarefa é um tanto quanto automática porque, para dobrar as roupas secas, a gente acaba apoiando essas peças de roupa na cama ou em qualquer outra superfície e “ajeitando” com as mãos, como se estivesse fazendo um carinho mesmo.

Essa “ajeitada” elimina os últimos amassados e é uma coisa que a gente acabaria fazendo sem pensar mesmo depois de passar a ferro.

Então, se você esticou e sacudiu antes de pendurar no varal ou colocar na secadora, vai perceber que esse carinho vai ser o suficiente para terminar de desamassar a maioria das peças.

Mas, preste atenção no título: carinho IMEDIATO.

Essa etapa só vai ser efetiva se as roupas forem diretamente do varal ou secadora para o “carinho”. Se você pegar as roupas que já estão secas e colocar em um cesto para serem dobradas e guardas dias depois, essa tática vai falhar porque as roupas vão amassar bastante e, no final das contas, você vai precisar da ajuda do ferro de passar para tirar os amassados.

Então, se você não tem tempo para fazer um carinho nas suas roupas antes de dobrar, deixe elas no varal.

Dobre da forma mais adequada

Dobras de roupas são a minha especialidade, afinal eu sou “a doida da organização” e tenho até um certificado pra provar. 😅

Então, toda a vez que for dobrar uma peça de roupa, leve em consideração o espaço onde você vai guardar ela.

Como você pode visualizar melhor cada peça sem ter que mexer nas outras que estão guardadas junto?

Faça as dobras aproveitando ao máximo o espaço que você tem.

Se vocês quiserem eu fale mais sobre dobras de roupas, deixa um EU QUERO aqui nos comentários!

Monte um kit de manutenção

Perceba que eu escrevi MONTE e não COMPRE.

Pegue uma caixa com tampa e coloque nela tudo o que você usa para cuidar das suas roupas, calçados e acessórios, como:

  • graxa para sapatos junto com a escova ou flanela que você usa para aplicar a graxa
  • tesoura
  • agulhas e linhas
  • os botões extras que vem nas roupas
  • e o que mais faça sentido para cuidar das roupas que você tem

Sabe um ótimo lugar para guardar essa caixa com itens de manutenção? Naquele espaço perdido embaixo das roupas penduradas!

Dica extra: use saquinhos protetores para lavar roupas

Eu já contei pra vocês em outro post que a gente vive um estilo de vida minimalista aqui em casa, o que, em termos BEM gerais, significa que a gente tem uma quantidade pequena de coisas, incluindo as roupas, sapatos e acessórios.

Pra ter uma quantidade pequena de coisas e manter uma quantidade pequena, a gente precisa cuidar bem do que tem. Afinal, pelo menos aqui em casa, a lógica é a seguinte: já que a gente comprar pouco, dá pra investir mais em qualidade.

Por isso, esses saquinhos para proteger as peças mais delicadas começaram a fazer sentido para mim.

Eles já foram usados para lavar as meias minúsculas das minhas filhas, quando elas tinha meses de vida, para as que os pés de meia não se perdessem nos portais mágicos que abduzem as meias dentro da máquina!

Também já serviram para lavar peças que, ao invés de serem delicadas, são bem grosseiras e podem estragar as outras peças, como bolsas ou tênis com velcro ou partes de metal.

Esses saquinhos já foram até organizadores de mala de viagem!

Então, pela versatilidade, eu deixo esses saquinhos como uma dica extra para vocês!

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Se você já usava alguma dessas dicas ou tem alguma outra pra acrescentar na lista, deixa aqui nos comentários!