Uma indicação para que você se conheça melhor

Mulher, a jornada de autoconhecimento não é só sobre aprender a se amar mais ao reparar nas coisas boas sobre nós mesmas.

É também uma jornada sobre identificar o que é feio, o que a gente não quer encarar, o que a gente não gosta.

E, por incrível que pareça, encarar nossas sombras de frente também nos ajuda a nos amar mais.

Há um tempo atrás eu terminei de ler um livro que me ensinou muito sobre mim mesma enquanto ser humano.

Nessa leitura, aprendi sobre a espécie humana, sobre eventos que moldaram a forma como o homo sapiens pensa e age e como nós todos ainda carregamos muitas características dos nossos ancestrais até hoje e, por isso, frequentemente, agimos de maneira um pouco desconexa com a vida que a gente leva na atualidade.

O livro que me ensinou tanto se chama SAPIENS, e é um livro gigante, tanto na quantidade de páginas quanto na qualidade do assunto abordado, que eu preciso confessar: levei meses pra terminar de ler.

E isso aconteceu porque eu queria parar a leitura a cada capítulo pra tentar absorver o que eu li.

Foi explosão de cabeça atrás de explosão de cabeça! A cada informação nova sobre a nossa espécie eu conseguia identificar padrões de comportamento das pessoas hoje – incluindo eu mesma – nas adaptações que a gente precisou fazer para sobreviver no passado.

Vivemos numa realidade moderna em que existe comida em abundância a nossa disposição na geladeira mas ainda comemos mais do que precisamos porque nosso corpo foi programado por anos para ingerir o máximo possível de calorias, afinal, o homem primitivo caçador-coletor não tinha certeza de quando seria a próxima refeição.

Louco isso, né?

Então, quero te levar para uma reflexão.

Já imaginou quantos aspectos diferentes compõem a pessoa que você chama de EU?

Quantas coisas existem para ser conhecidas sobre você mesma?

Se a gente pensar apenas na nossa mente, ja existe um mundo à parte.

Se pensarmos na nossa biologia, outro mundo.

E ainda existe nossa aparência, nossa saúde, nossas crenças…

Autoconhecimento é algo muito amplo.

Por isso, se você gosta de ler e quer uma indicação para se conhecer melhor como espécie, recomendo fortemente a leitura de SAPIENS.

Você tem algum livro no mesmo estilo para me indicar? Deixa aqui nos comentários!

Minimalismo x Autoconhecimento

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Se quando você escuta AUTOCONHECIMENTO a primeira coisa que você pensa é em algum teste aplicado por um Coach, você não está sozinho: essa era a primeira coisa que eu pensava também.

Mas autoconhecimento é algo mais abrangente e, ao mesmo, tempo, mais simples do que parece e é fundamental para quem quer seguir um estilo de vida minimalista.

Quando a gente fala sobre minimalismo, estamos falando sobre viver com menos. Menos posses, menos coisas para limpar, menos preocupações.

Mas, se a gente refletir um pouco sobre o ato de diminuir a quantidade de tudo o que a gente tem, vai chegar a uma conclusão inevitável: desapegar significa fazer escolhas e tomar decisões.

Então, não é de se admirar que um minimalista tenha uma quantidade diferente de coisas de outro e que, além da quantidade, uns irão possuir coisas que outros não vão.

E como a gente vai saber do que a gente vai desapegar e o que merece ficar? Como a gente vai conseguir olhar para as posses de outra pessoa e avaliar se é ou não relevante pra nós possuir aquilo? Como identificar que coisas fazem sentido para a nossa vida?

A resposta é simples: se conhecendo melhor.

Como eu, Mila, posso ter convicção o suficiente para não ter uma TV a cabo na minha casa mesmo que todo mundo que eu conheço tenha? Sabendo quem eu sou, qual a minha rotina e como é o meu relacionamento com a TV.

E esse não é só um exemplo retórico, eu realmente troquei a TV por assinatura aqui em casa pelos serviços de streaming.

Mas eu só pude fazer isso porque parei, respirei fundo, deixei o fato de todo-mundo-assistir-tv-a-cabo-menos-eu de lado e comecei a observar a minha necessidade, o que eu espero quando ligo a tv e qual seria a melhor opção para o meu estilo de vida e o estilo de vida da minha família.

Foi aí que eu consegui desapegar da tv a cabo e ficar apenas com os serviços de streaming. Nem antena de tv temos mais em casa.

Então, exercite o autoconhecimento e perceba quem você é, quais os hobbies que você realmente tem – não aqueles que você gostaria de ter – e como as coisas que você possuir podem servir ao tipo de vida que VOCÊ e SUA FAMÍLIA vivem.

Cada coisa que a gente possuir precisa ter um propósito pra merecer espaço na nossa vida – seja ele funcionalidade, entretenimento ou estética – e a gente só descobre qual é esse propósito quando a gente sabe quem nós somos e o que gostamos ou não de fazer.

E só para lembrar: isso não depende do que as outras pessoas fazem.

Autoconhecimento é olhar mais para dentro do que para fora.

No vídeo abaixo, o segundo vídeo da série MINIMALISMO NA PRÁTICA, eu falo um pouco mais sobre esse assunto com vocês.

Abraços e até semana que vem =D