Minha segunda gestação

Oi gente!

Hoje é dia de papo, dia de contar novidades.

Quem me acompanha nas redes sociais já sabe, mas ainda não tinha falado nada aqui no blog sobre a nova etapa que está começando para nós aqui em casa.

Nossa família vai aumentar novamente!

Mais um bebê está a caminho, mais uma menina e estamos muito felizes com a novidade.

Então hoje, como já estou na metade da gravidez, quero contar para vocês como tem sido até agora. Vamos nessa?

Para começar, muitas coisas estão sendo diferentes da minha primeira gestação. No post Gravidez, parto e amamentação, eu contei para vocês que tive hiperemese gravítica – se não sabe do que eu estou falando, pause a leitura, vá ler esse post primeiro e depois volte – e que passei bem mal a gestação toda.

Dessa vez foi diferente. Diferente, não mais fácil. Tive enjoos constantes que duraram até as 16 semanas de gestação. Foram mais de 100 dias vomitando diariamente o que me fez ter um certo medo de ter a hiperemese novamente, já que agora tenho uma filha pequena dependendo dos meus cuidados e não iria ser nada confortável fazer isso passando mal. Mas, felizmente, os enjoos passaram e comecei o 2º trimestre bastante disposta, mais que na gestação inteira da Luna, graças aos céus!

Outra coisa que está sendo bem diferente é meu acompanhamento médico. Quando descobri que estava grávida, eu estava sem convênio médico, então, mesmo com um certo medo – que depois descobri ser apenas um preconceito bobo – começamos o acompanhamento pré natal pelo SUS aqui de São Paulo.

E querem saber de uma coisa?

Gostei e muito do atendimento que estou recebendo.

Além de estar sendo muito bem cuidada pelos profissionais que estão lidando comigo, tenho acesso a todas as vitaminas e eventuais medicamentos que precise tomar gratuitamente, além de ter acesso à farmácia, consultas, exames e vacinas, tudo no mesmo lugar, na UBS onde faço meu acompanhamento. Muito mais prático do que aquele ciclo ao qual estava acostumada de ir-á-consulta-pegar-guia-de-exames-ir-ao-laboratório-fazer-exames-retirar-resultados-de-exames-ir-à-farmácia-comprar-vitaminas-voltar-na-consulta…ufa!

E, claro, não poderia deixar de falar um pouquinho sobre como vai ser a organização do cantinho da bebê aqui na casa da personal organizer minimalista que vos escreve. Quando fizemos o enxoval da Luna, procuramos fazer algo bem enxuto, focado apenas no que nós realmente fazíamos questão aqui em casa, mesmo antes de conhecer o conceito de minimalismo. Mas não dá pra negar que, depois do primeiro filho, a gente aprende muito, principalmente sobre o que funciona para nós, para a nossa rotina, nossa família e que melhor atente aos nossos gostos e necessidades.

Sendo assim, para esse enxoval, comecei fazendo uma lista do que funcionou na gestação da Luna e quero reproduzir nessa gestação e de tudo o que vamos precisar comprar.

Vocês querem que eu escreva mais sobre a minha segunda gestação e a organização do cantinho minimalista do nosso novo bebê? Deixa aqui nos comentários!

Abraços e até semana que vem 😘

Gravidez, parto e amamentação

Quando eu engravidei, tinha planos e expectativas pra quando minha filha chegasse, como quem planeja uma viagem de férias. Um dos planos era ter um parto normal. Outro era amamentar no peito até os 7 ou 8 meses do meu bebê. Ia ser assim, porque eu ia fazer acontecer assim. Eu era flexível, sabia que as coisas poderiam acontecer de outra forma, mas, por outro lado, lá fundo achava que eu tinha o poder de decidir previamente como seria. Mal sabia eu que algumas coisas estão além do meu poder de decisão.

Pra começar, tive hiperemese gravídica e desenvolvi um certo grau de labirintite durante a gravidez. Fui afastada do trabalho, e mal conseguia tomar banho sozinha sem que minha pressão caísse, eu ficasse tonta e quase desmaiasse. Imagine como era quando precisava sair de casa! Isso durou a gravidez inteira. Foi um dos períodos de maior mal estar que passei na vida. A única coisa boa era saber que minha filha estava ali, saudável.

Cheguei nas 37 semanas de gravidez e, na consulta de rotina, soube que estava com 1 dedo de dilatação! Ieeei! O parto normal tava chegando! O que o meu médico disse foi o seguinte: “Vá ao hospital que você escolheu para o parto em uma semana. Vai ser feriado e eu estarei lá de plantão. Mas, pra irmos acompanhando seu desenvolvimento, vá em dois dias para fazer alguns exames.” No dia seguinte à consulta tive um pequeno sangramento, então liguei pro médico e adiantei a ida ao hospital. Passei o dia fazendo exames e a dilatação foi pra 3 dedos! Ieeeeeeei!

Ligaram pra o meu médico do hospital e ele me recomendou voltar ao consultório dele em 3 dias. Voltei, e estava tudo igual. A dilatação não aumentou e ele disse pra eu voltar no feriado, quando estaria com 38 semanas, conforme a recomendação inicial.

Chegou o feriado, levantamos cedo e fomos, sem malas nem nada, acreditando que seriam apenas mais exames de rotina. Ah, uma informação importante: quando eu estava com 34 semanas, mais ou menos, foi visto no ultrassom que meu líquido amniótico estava um pouco abaixo do esperado. A recomendação foi que eu tomasse bastante água. Tomei, o nível subiu no ultrassom seguinte e tudo parecia bem.

Pois bem, quando estávamos no hospital, na 38ª semana, feriadão, ultrassom indicou que o líquido tinha baixado de novo, muito. Ligaram pra o meu médico, ele estava no hospital fazendo outros partos e falou comigo no telefone: “Eu não gosto de esperar quando isso acontece, querida. O bebê pode estar em ‘sofrimento fetal’. Vamos fazer uma cesárea hoje?

Falei para o meu marido, olhamos no fundo dos olhos um do outro e o coração quase saiu pela boca! Era agora. Nossa filha ia nascer, e de cesárea.

Na hora do parto, meu médico viu que o líquido não estava baixo, estava seco! O timing dele foi perfeito.

Meu parto foi maravilhoso! Fotografamos tudo, os tios e avós estavam assistindo por uma janelona de vidro pelo lado de fora da sala de parto. Eu tinha muito medo da anestesia, mas acabou sendo uma das partes mais tranquilas do processo.

Maravilha, agora vamos amamentar!

Eu tinha bastante leite, vazava na roupa que era uma beleza e minha filha estava engordando bem.

Até que um belo dia, ela começou a chorar pra tudo. No banho, na troca de fraldas, antes e depois das mamadas.

Ela ficava cerca de uma hora no peito, demorava pra pegar no sono, dormia por mais ou menos uma hora e acordava de novo, chorando, pra mamar. Foram dois dias assim e eu achei que ia desmaiar de cansaço a qualquer momento.

Ficamos preocupados com ela, achando que ela tinha alguma dor ou algo que a incomodasse. Marcamos um encaixe no pediatra e quando ele bateu o olho nela, já soltou um “Nossa, cadê as bochechas da última consulta? Acho que ela emagreceu!”

Eu pensei que aquilo não era possível! Ela só mamava! O médico pesou minha pequena e ela tinha perdido 200gr. Ela tinha 1 mês e meio, tinha que estar engordando. O pediatra começou a perguntar sobre nossa rotina, como de costume, e quando falei como tinham sido os últimos 2 dias, ele bateu o martelo: o problema dela era fome! Por isso passava tanto tempo no peito numa frequência tão alta. A recomendação médica foi que eu continuasse dando o peito e complementasse a mamada com a fórmula, que compramos no mesmo dia.

Foi o paraíso na terra! Acabou a choradeira, dormia bem de novo, tudo estava como deveria ser.

Uma semana depois, meu leite secou. 1 mês e meio. Foi o quanto eu amamentei.

E eu, estava triste por que o parto não foi normal e meu leite secou cedo? Não! Graças aos céus existe a opção de fazer uma cesárea e tirar minha bebê antes que qualquer problema pudesse acontecer com ela! Deus abençoe o desenvolvedor das fórmulas infantis, porque, sem elas, minha filha não teria chegado aos 6 meses tão bem nutrida e engordando tão bem!

Liberte-se! Aceite o presente! Abrace a sua vida como ela é! Não dá pra mudar o passado, já está feito. O futuro ainda não existe na nossa realidade. Tudo o que temos é o agora, então, seja feliz agora!

Antes de ir embora, me conta aqui nos comentários se você já passou por alguma das situações que eu passei e como foi pra você.