Uma carta de gratidão a minha jornada

Cada pessoa desse mundo é única, com histórias únicas e sonhos também únicos – e individuais.

Eu aceito e agradeço a minha individualidade, minha história e meus sonhos.

Eles são meus, refletem quem eu sou e aquilo que quero realizar durante a vida. Meus sonhos não são uma porta para a felicidade, muito menos minha única forma de ser feliz.

Quero alcançar meus objetivos mais audaciosos não por enxergar neles minha chance de ser feliz, mas sim, por compreender que o universo é abundante e que todas as experiências que naturalmente se destacam pra mim e brilham aos meus olhos causando um forte desejo no coração estão disponíveis para complementar minha felicidade atual.

Minha felicidade mora na compreensão da diferença entre precisar e desejar.

Na aceitação de que tudo o que eu preciso, eu já tenho e que aquilo que eu tenho é o suficiente para me fazer feliz hoje.

Na gratidão que nasce da lembrança de que um dia, eu vivi de forma diferente, desejando ter e experimentar algo no futuro que, hoje, são aspectos são parte da minha rotina.

Minha felicidade existe no entendimento e aceitação de uma das verdades mais evitadas pela humanidade: os problemas e dificuldades estão intimamente atrelados as alegrias e realizações da vida. Não dá pra ter um sem ter o outro – e não existem motivos plausíveis para tentar desatrelar essa conexão, afinal, tudo tem mais sabor quando foi conquistado ao invés de dado de bandeja.

Minha felicidade é um estado de espírito. Prova disso é a quantidade de vezes que eu já me emocionei assistindo a um filme ou documentário que retratava a história de pessoas que viveram situações de sofrimento extremas e se mostraram resilientes e em paz, mesmo estando no olho do furacão.

Em contrapartida, também já acompanhei histórias de pessoas que aparentemente tinham tudo para viver em estado de gratidão e, mesmo assim, estavam vivendo uma depressão profunda.

O que vale ser destacado aqui é que nem o estado de paz nem o depressivo são como são 100% do tempo. A resiliência se baseia em viver o momento atual, como ele é, não como gostaríamos que fosse, e entender que, independente do que esteja acontecendo fora de você, “isso também vai passar”.

Existe uma grande solidão no fato de cada ser humano ser único, afinal, ninguém jamais vai conhecer na íntegra todas as nuances que constituem as outras pessoas. Julgar a atitude de outra pessoa, então, é uma atividade completamente improdutiva, ainda que de vez em quando, seja involuntária.

Eu quero desfrutar de tudo o que brilha aos meus olhos e toca meu coração e ainda não faz parte da minha vida e sei que a possibilidade de fazer isso já está a caminho.

Mas, eu quero manter viva na mente a ideia de que não preciso que nada mude no mundo que existe fora de mim para ser feliz. 

Se a felicidade não é uma realidade, o mundo interior é que precisa de manutenção.

Para ser feliz, eu preciso apenas viver o momento presente, ao invés de divagar no passado ou no futuro ou desperdiçar energia com comparações.

Afinal, cada pessoa desse mundo é única, com histórias únicas e sonhos também únicos – e individuais.

Eu aceito e agradeço a minha individualidade, a história que eu vivi e que moldou quem eu sou hoje e os sonhos que brilham aos meus olhos, porque cada uma dessas características são só minhas e de mais ninguém.