Minimalista é pão duro?

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

E aí, qual a sua opinião sobre o título desse post?

Você já sabe que eu vou te contar que não é bem isso, mas quero muito saber por quê você pensa que todo o minimalista é pão duro, caso você pense assim, então, me conta nos comentários!

A relação de minimalismo com dinheiro começa no autoconhecimento e esse assunto já foi abordado por aqui então, clique aqui se você ainda não leu o post específico sobre esse tema.

Dinheiro é só um meio para um fim, uma moeda de troca, então, faz todo o sentido que a nossa relação com o dinheiro comece com a pergunta: quero essa moeda de troca pra trocar pelo quê?

E aí, a gente vai precisar lembrar também que o caminho começa no autoconhecimento mas também passa pela rua dos hábitos de consumo. Afinal, a gente descobre mais sobre si mesmo, aí identifica quais coisas faz sentido possuir para ser essa pessoa que nós somos – ou queremos ser – e só então descobrimos quanto é necessário desembolsar para adquirir essas coisas.

Sacou o caminho? Clique aqui para ler o post sobre hábitos de consumo porque esse tema está mais detalhado lá!

Então, hoje, vou deixar algumas dicas para você usar o seu dinheiro de forma coerente com o quanto você já se conhece e com os hábitos saudáveis de consumo que está desenvolvendo, olha só.

Dica 1 – Foque em diminuir seus gastos fixos

Quando a gente se conhece melhor e percebe qual estilo de consumo faz mais sentido pra nossa vida, pode acabar percebendo uma coisa desagradável: que no momento presente, nossa vida financeira está um caos!

As dívidas estão lá, consumindo todo o nosso orçamento e cada nova compra acaba aumentando a dívida.

Então, como dar o primeiro passo agora e ter mais controle sobre a nossa vida financeira para então, poder começar a direcionar o dinheiro que a gente recebe para o que faz sentido pra nós?

Diminuindo os gastos fixos.

Será que você assiste sua tv por assinatura com tanta frequência assim? Será que seu canal favorito também tem um canal no YouTube e você pode assistir esse mesmo conteúdo por essa plataforma gratuita? Ou será ainda que todas as atividades que você faz no dia a dia – e que são prioridade para você – tomam todo o seu tempo e você não tem assistido mais a tv?

E quanto ao seu carro – e todos os gastos mensais que o acompanham?

Sua academia?

Aquele curso que você paga mensalmente?

Aquela tarifa que você poderia negociar?

Os gastos fixos fazem seu salário não ser o seu salário mas, sim, um valor bem menor. Afinal, você tem um compromisso com essas contas todo o mês e o dinheiro disponível acaba não sendo igual ao que está escrito no seu holerite.

Outra dica bacana é substituir algumas coisas descartáveis pelas reutilizáveis. Isso pode diminuir significativamente o valor da sua compra mensal de supermercado.

Ao invés de usar coador de café descartável, pode adquirir um que você lave e use de novo.

Ao invés de plástico filme, pode usar pano encerado ou protetores de silicone.

E, ao invés de absorventes descartáveis, a mulherada pode usar o coletor menstrual – tem um post aqui no blog bem detalhado sobre ele.

Reserve alguns minutos para discriminar todos os seus gastos mensais e descobrir se todos ainda fazem sentido para a vida que você escolheu viver. Para os que fazem sentido, será que tem alguma forma de pagar menos e fazer o dinheiro sobrar para ser investido na realização daquele grande objetivo que está lá na gaveta? Pense com carinho no seu PORQUÊ para estar fazendo toda essa análise!

Dica 2 – Tenha um plano

Dependendo de como estiver sua situação financeira, pode ser que seu plano inicial seja estabiliza-la – e esse é um ótimo plano, que vai contar com várias etapas para ser concretizado.

Caso você tenha identificado que seu caso está melhor do que você imaginava, qual o objetivo para esse dinheiro que você fez sobrar todo o mês? Para onde o dinheiro que pagava um boleto vai ser redirecionado?

O minimalismo nos faz perceber que nós não precisamos possuir muitas coisas para viver bem. E também abre novos horizontes! Qual o seu sonho? Vamos transformar ele em uma meta?

Dica 3 – Fatie esses planos em pequenas metas

Se seu sonho for FAZER UMA VIAGEM PARA A DISNEY você já pode adivinhar que esse não é um objetivo de um único passo – esse é o meus sonho, por sinal.

Você vai precisar tirar seu passaporte e visto americano, vai precisar reservar sua hospedagem e adquirir sua passagem aérea e ainda vai precisar comprar os ingressos dos parques que vai querer visitar lá em Orlando.

Além disso, também será necessário definir como você vai se alimentar e se deslocar enquanto estiver lá e colocar na ponta do lápis os custos de tudo isso.

Então, passe um tempo pesquisando sobre o seu objetivo – seja qual for – e fatie ele em pequenas metas, exatamente para que você possa perceber seus progressos e celebrar cada pequena vitória rumo ao seu grande objetivo!

No caso de uma viagem como a Disney, anotar cada passo que você precisa tomar e perceber que você está avançando rumo a realização da sua viagem já te coloca no clima bom de sonho conquistado!

No vídeo abaixo, eu falo um pouquinho mais pra vocês sobre a relação de minimalismo e dinheiro, vem conferir.

Abraços e até semana que vem =D

Como consumir com mais consciência e sem excessos

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Hoje é dia de falarmos sobre hábitos de consumo: será que consumir é tão ruim assim?

Se você é novo no estilo de vida minimalista já percebeu que a grande maioria das pessoas que fala sobre esse tema aqui na internet abomina o hábito de consumir.

Sempre tem alguém falando mal da Black Friday, das promoções ou de algum site de compras.

Mas eu, pessoalmente, não acho que o consumo é algo ruim.

Ruim é o excesso. Ruim é a falta de equilíbrio. Ruim é o descontrole.

Consumir é natural. Como seres humanos nós precisamos nos alimentar, então, compramos e consumimos alimentos.

Também precisamos nos vestir, adquirir alguns itens para cuidar da nossa higiene e beleza, adquirir alguns outros itens para a limpeza da casa e de todos os ambientes em que a gente passa algum tempo usando e possuir algumas coisas que deixam nosso dia a dia mais fácil ou mais bonito – se possível, os dois ao mesmo tempo.

Percebe como consumir é natural?

Ninguém precisa voltar a viver como os homens das cavernas pra ser minimalista.

O que você precisa é seguir os passos de algo que eu gosto de chamar de o ciclo da vida simples da forma correta.

Primeiro, autoconhecimento. Segundo, determinar que tipo de vida você gostaria de viver. E então, o terceiro passo: o que faz sentido possuir para dar suporte aos passos anteriores?

Para cada etapa da vida e para cada área, siga esses 3 passos. E de novo para as mesmas etapas ou para as mesmas áreas, sempre que quiser e precisar. Por isso é um ciclo.

E, fazendo assim, começa a ficar mais clara a distinção entre consumir com consciência e consumir em excesso, sacou?

Agora, topa seguir uma dica prática para as suas próximas compras, que vai ser uma espécie de passo dois e meio no nosso ciclo?

Essa dica já é aplicada aqui em casa há alguns anos e tem funcionado muito bem – testada e aprovada!

Então anota aí: o que você vai fazer é CRIAR UMA LISTA DE DESEJOS.

Mas é uma lista diferente das demais. Nessa lista, vai constar o que você quer comprar e o quanto custa.

Para construir essa lista de desejos você só vai precisar de um lugar para anotar e de acesso à internet. Então, anote as coisas que você gostaria de comprar, tanto as que você já tem na cabeça no momento quanto no decorrer da vida, conforme você descobrir coisas novas e o desejo de adquiri-las surgir.

Ao invés de correr para comprar, corra para pesquisar o menor preço possível pelo qual você poderia adquirir esse item.

Você pode construir essa lista no papel ou, claro, no meu queridinho, o Evernote – inclusive, a minha lista de desejos está nele!

Construir – e usar – a ferramenta lista de desejos com os preços vai te ajudar a controlar melhor seus hábitos de consumo porque a ideia de uma determinada compra vai ficar “marinando” ali na lista por um tempo e permitir que o impulso da compra dê lugar a compra consciente, mais bem pensada.

Mas o hábito de manter uma lista de desejos com preços vai além: também vai te ajudar evitar ciladas ao conseguir identificar direitinho se uma promoção é mesmo uma promoção, afinal, você já fez uma pesquisa e sabe exatamente quanto aquele item custa.

Agora, para os fãs do Evernote, eu tenho um presente!

Criei um template com uma lista de desejos prontinha pra você usar.

Clique aqui e salve o template da lista de desejos no seu Evernote!

E se você gostou desse assunto, confira o vídeo abaixo, o terceiro da série MINIMALISMO NA PRÁTICA que está rolando lá no meu canal no YouTube.

Abraços e até semana que vem =D

Autoconhecimento: a base para um estilo de vida minimalista

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Se quando você escuta AUTOCONHECIMENTO a primeira coisa que você pensa é em algum teste aplicado por um Coach, você não está sozinho: essa era a primeira coisa que eu pensava também.

Mas autoconhecimento é algo mais abrangente e, ao mesmo, tempo, mais simples do que parece e é fundamental para quem quer seguir um estilo de vida minimalista.

Quando a gente fala sobre minimalismo, estamos falando sobre viver com menos. Menos posses, menos coisas para limpar, menos preocupações.

Mas, se a gente refletir um pouco sobre o ato de diminuir a quantidade de tudo o que a gente tem, vai chegar a uma conclusão inevitável: desapegar significa fazer escolhas e tomar decisões.

Então, não é de se admirar que um minimalista tenha uma quantidade diferente de coisas de outro e que, além da quantidade, uns irão possuir coisas que outros não vão.

E como a gente vai saber do que a gente vai desapegar e o que merece ficar? Como a gente vai conseguir olhar para as posses de outra pessoa e avaliar se é ou não relevante pra nós possuir aquilo? Como identificar que coisas fazem sentido para a nossa vida?

A resposta é simples: se conhecendo melhor.

Como eu, Mila, posso ter convicção o suficiente para não ter uma TV a cabo na minha casa mesmo que todo mundo que eu conheço tenha? Sabendo quem eu sou, qual a minha rotina e como é o meu relacionamento com a TV.

E esse não é só um exemplo retórico, eu realmente troquei a TV por assinatura aqui em casa pelos serviços de streaming.

Mas eu só pude fazer isso porque parei, respirei fundo, deixei o fato de todo-mundo-assistir-tv-a-cabo-menos-eu de lado e comecei a observar a minha necessidade, o que eu espero quando ligo a tv e qual seria a melhor opção para o meu estilo de vida e o estilo de vida da minha família.

Foi aí que eu consegui desapegar da tv a cabo e ficar apenas com os serviços de streaming. Nem antena de tv temos mais em casa.

Então, exercite o autoconhecimento e perceba quem você é, quais os hobbies que você realmente tem – não aqueles que você gostaria de ter – e como as coisas que você possuir podem servir ao tipo de vida que VOCÊ e SUA FAMÍLIA vivem.

Cada coisa que a gente possuir precisa ter um propósito pra merecer espaço na nossa vida – seja ele funcionalidade, entretenimento ou estética – e a gente só descobre qual é esse propósito quando a gente sabe quem nós somos e o que gostamos ou não de fazer.

E só para lembrar: isso não depende do que as outras pessoas fazem.

Autoconhecimento é olhar mais para dentro do que para fora.

No vídeo abaixo, o segundo vídeo da série MINIMALISMO NA PRÁTICA, eu falo um pouco mais sobre esse assunto com vocês.

Abraços e até semana que vem =D

Por que me tornei minimalista?

E aí pessoa que tá do outro lado da tela, tudo bem?

Você já se perguntou por que alguém escolheria viver com menos posses sendo que existem tantas coisas bacanas a nossa disposição para serem compradas nos dias de hoje? Será que MINIMALISMO não seria um código secreto para POBREZA?

Se você pensa assim, eu te entendo.

Existem mesmo muitas coisas bacanas para serem compradas, com os mais diversos designs, para toda e qualquer função que a gente precise e para todos os gostos.

Mas então, se você sabe disso, por que escolheu ser minimalista, Mila?

Continue lendo que eu vou te contar a minha história com esse estilo de vida. SPOILER ALERT: você vai se surpreender.

Há alguns anos atrás, meu marido e eu morávamos no centro de SP, em um apartamento muito bacana que ficava em um condomínio mais bacana ainda e que era abarrotado de coisas.

Consumistas? Sim, éramos.

Sair para ver o que tinha de bom nos shoppings e lojas da região e adquirir coisas que a gente nem sabia se gostava, só pra testar mesmo, era normal pra nós e a gente fazia isso com frequência.

Mas aí, algo inesperado aconteceu: eu e meu marido ficamos desempregados. Desempregados, com um bebê recém nascido e morando em um apartamento alugado.

Nossa pequena reserva financeira acabou em alguns meses e, por mais que meu marido buscasse se recolocar no mercado de trabalho, nenhuma vaga aparecia. E foi aí que o inevitável aconteceu: nós precisamos entregar as chaves do apartamento, empacotar nossos pertences e voltar pra casa dos nossos pais. No caso, dos pais do meu marido, que tinham um quarto vago para nos receber.

Se você quiser saber a história completa, tem uma série de 4 posts aqui no blog que eu escrevi naquela época, relatando tudo o que aconteceu, é só CLICAR AQUI para ler o primeiro post dessa série.

Então vamos pular para parte onde eu conheci o MINIMALISMO.

Como nós estávamos morando na casa dos meus sogros, sem poder usar a grande maioria dos nossos pertences já por alguns meses, eu passei por um período emocionalmente difícil. Eu só tinha vontade de chorar e não quis sair da cama por alguns dias.

Foi quando eu percebi que eu não podia me entregar ao que estava acontecendo comigo e precisava fazer alguma coisa. E como foi que eu percebi isso? Olhando para a minha filha, a Luna. Antes de engravidar da Luna eu sofri um aborto espontâneo, também tem post aqui no blog relatando essa experiência e olhar para o meu sonho de ser mãe sendo realizado nela, me deu forças pra levantar da cama.

Eu comecei a pesquisar na internet coisas do tipo “como viver bem em um espaço pequeno” e “como diminuir os gastos” e foi aí que me deparei com o conceito de MINIMALISMO.

Pronto, eu fui fisgada. Comecei a pesquisar mais e mais sobre o assunto e comecei a me encantar com esse conceito. Minimalismo é foco no que é importante para nós, eliminando todos os excessos e eu percebi que o que era mais importante para mim eu ainda tinha.

Eu comecei a me animar, contei sobre o minimalismo para o meu marido e ele também gostou desse conceito.

Foi aí que nós começamos a pensar melhor na vida que nós estávamos vivendo ali na casa dos meus sogros. Será que a gente poderia ir no depósito onde nossos pertences estavam guardados e buscar algumas coisas? Mais roupas, livros, jogos de vídeo game, talvez nossa cama e guarda roupas?

Nós fizemos isso e tivemos uma surpresa: tinha uma quantidade grande de coisas que estavam guardadas há meses e que nós não sentimos falta nenhuma.

Não estou falando sobre a geladeira e a máquina de lavar, afinal, eu estava usando os eletrodomésticos da minha sogra. Eu estou falando sobre livros, coleções, dvds, roupas, brinquedos da Luna, consoles e jogos de vídeo game, jogos de tabuleiro, material de escritório, papelada, enfeites e por aí vai. Coisas que a gente poderia usar perfeitamente onde a gente estava mas não estava usando e não estava fazendo falta.

Nós começamos a passar um pente fino em tudo isso. Se a gente não precisava de tudo aquilo, poderíamos vender e fazer uma renda extra – que, naquele momento, seria a nossa renda única.

O que a gente percebesse que queria manter, poderíamos tirar definitivamente do depósito e colocar em uso, afinal eram itens de uso pessoal que cabiam no espaço que a gente tinha disponível.

E foi aí que a mudança começou a acontecer na nossa cabeça e começamos a ganhar uma mentalidade minimalista. ESPAÇO se tornou uma coisa bem importante afinal, ele era limitado para nós naquele momento, então a gente não queria encher nosso quarto de coisas. Nós aprendemos a selecionar com cuidado o que merecia ocupar um lugar no nosso quarto/casa. Nós começamos a nos desfazer de tudo o que se mostrou ser excesso. E nós nos sentimos muito bem fazendo isso!

Nós ainda ficamos morando naquele quarto na casa dos meus sogros por alguns meses depois de conhecer o estilo de vida minimalista até que, finalmente, apareceu uma oportunidade de nós voltarmos a viver na nossa própria casa.

E quando isso aconteceu e nós fomos buscar todos os nossos pertences, eu fiquei com um pouco de receio: será que o minimalismo tinha sido apenas uma solução imediata para a situação desafiadora que eu estava vivendo e, assim que eu voltasse a ter dinheiro e espaço, eu iria abandonar o estilo de vida minimalista e comprar tudo de novo?

A resposta, você encontra no vídeo abaixo, o primeiro vídeo da série MINIMALISMO NA PRÁTICA que está começando lá no meu canal no YouTube!

Abraços e até semana que vem 

“Sou minimalista. Como convencer as pessoas ao meu redor a se desfazer das suas tralhas?”

Ultimamente tenho percebido uma dúvida constante entre as pessoas que seguem o estilo de vida minimalista: Como convencer a pessoa que mora comigo a se desfazer das tralhas que ela acumula?

É, acho que essa é a batalha travada por todos que começam a seguir o estilo de vida minimalista e acredito que por todas as pessoas que decidem fazer diferente, que escolhem hábitos alternativos ao senso comum, seja em qual área da vida for.

Esse texto está sendo escrito pra te ajudar a lidar com esse problema de forma positiva e leve, digamos, de forma minimalista!

Hoje, eu entendo o minimalismo como a forma mais certa de se levar a vida.

Para mim.

Para minha família.

Ponto.

Não sei se já contei pra vocês aqui no blog mas eu já fui bastante consumista. Então, acho que, como alguém que já viveu os dois extremos – consumismo e minimalismo – posso declarar que, minimalismo não é o contrário de consumismo.

Não.

Dizer isso seria desmerecer demais o conceito do minimalismo que é tão mais profundo e abrangente. Não, não se trata apenas de bens materiais. Abrange o mental e o emocional muito mais que o material. Aliás, o minimalismo começa na mente.

Então, como você vai persuadir alguém a se desfazer das coisas? Simples, não vai.

Eu sei, não era essa a resposta que você esperava. Mas essa é a verdade. O minimalismo é o foco no que é importante para cada um de nós, como indivíduos únicos e singulares, eliminando todos os excessos, as sobras, as atividades e tarefas que ofuscam nossa atenção daquilo que realmente nos faz feliz e realizados. Isso faz com que nós, que seguimos o estilo de vida minimalista, tenhamos menos coisas. Assim como menos tarefas. Assim como menos preocupações. Assim como menos relacionamentos rasos. E por aí vai, porque, no final das contas, é surpreendente a quantidade de coisas que só estavam na nossa vida “porque sim”.

Mas calma que eu não vou te deixar desamparado e sem resposta.

Meu conselho para você, como alguém que conviveu bastante com pessoas não-minimalistas quando se trata de excesso de bens materiais, é o seguinte: compreenda que, assim como hoje você acredita piamente que o modo de vida minimalista é a melhor coisa que existe no universo por causa de todos os benefícios que ele te traz, as outras pessoas podem acreditar no que acreditam exatamente pelo mesmo motivo.

De alguma forma, em algum momento, fez muito sentido para elas ter todas as coisas que tem. Por algum motivo, muitas vezes emocional, as pessoas não conseguem desapegar. Seja pelo período histórico em que viveram, pela família em que foram educados ou pela quantidade de dinheiro que possuíam na juventude ou ainda a combinação de todos esses fatores. Algumas pessoas acreditam piamente que não faz sentido se desfazer de nada.

E sabe como você pode ajuda-las? Permitindo que os benefícios do minimalismo na sua vida falem mais alto que suas palavras pedindo para que essa pessoa “peloamordedeus, jogue fora toda essa tralha”. Focando seus esforços no que é importante: alcançar uma vida mais significativa aplicando os conceitos do minimalismo na sua própria vida.

Pequeno lembrete pra você: nenhum destralhe vale a pena se custar o bom relacionamento com a sua família.

Pra mim, isso entra na primeira posição da categoria “importância”.

E se você quer uma ajuda específica para a arte do desapego, tem material gratuito desenvolvido com muito cuidado por mim aqui na área de DOWNLOADS do site. Vai lá conferir!

Processo de descarte inteligente: conheça meu método

Hoje vamos falar de organização misturada com minimalismo. Hoje vamos falar um pouco mais sobre como identificar o que já não faz mais parte da sua vida e se desfazer dessas coisas. Vamos falar sobre o processo de descarte e eu vou te apresentar o meu método pra fazer isso.

Já falei sobre o processo de descarte aqui no blog uma vez e esse texto aqui é para aprofundar esse primeiro. Clique aqui se você ainda não leu!

Eu sei que quando eu falo em descarte você dá uma remexida de desconforto aí na cadeira. “Me desfazer das coisas que eu gosto? Sem chance!” Por isso, vou começar te contando que, embora isso seja a primeira coisa que passe pela nossa cabeça, esse pensamento está equivocado.

Bom, o conceito de se desfazer dos excessos e focar no que é importante você já está cansado de ver por aqui quando eu falo em minimalismo, em hábitos de compra e até mesmo, em descarte. Já te mostrei os porquês e os benefícios de se desfazer do que não pertence mais à sua vida então, hoje, quero mostrar o método para fazer isso, o passo a passo.

Você sabe que precisa se desfazer de algumas coisas, mas, como fazer isso sem sofrer?

Existe um método para fazer o descarte e eu não só estou escrevendo sobre ele como também aplico tanto quando atendo meus clientes quanto quando organizo a minha própria casa.

Vou te contar, mas com uma condição: que, depois de você aplicar esse método você me conte como foi pra você, tudo bem?

Vamos lá!

Método de descarte

1 ➤ Comece escolhendo uma única categoria de itens

Como assim, Mila? Vou explicar.

A maioria de nós inclui o descarte no processo de organizar pensando no cômodo ao invés de pensar no grupo de itens.

“Vou arrumar meu quarto e já vejo se tem alguma coisa pra doar ou jogar fora.”

É isso que a gente costuma dizer, certo?

Errado!

Ao invés de pensar no quarto ou banheiro ou cozinha, pense na categoria de itens.

“Vou arrumar meus livros/sapatos/material escolar/cosméticos/etc e então verificar o que precisa ser doado ou jogado fora.”

2 ➤ Tire tudo que pertence a mesma categoria do lugar e agrupe sobre uma superfície

Na cama, na mesa, na escrivaninha, no chão…libere uma superfície e coloque todos os livros ou sapatos ou cosméticos ou material escolar sobre ela e comece a perceber quantos itens repetidos você tem.

Verifique a data de validade e o quanto você usou cada um deles no último ano.

Compare os itens que são iguais: quantas dessas coisas servem exatamente ao mesmo propósito e estão duplicadas quando, na verdade, você só precisa de um? Agora que tudo o que tem na casa que pertence à mesma família de itens está aqui, na sua frente, dá pra ter noção da quantidade e da usabilidade de cada coisa.

Não se surpreenda se você perceber que estava doida pra comprar um pincel de blush novo e acabou de encontrar um, que estava guardado com aquele kit maravilhoso que você comprou e guardou numa caixa dentro de outra caixa no fundo do guarda roupas e esqueceu que existia!

3 ➤ Pegue 1 saco para doação e 1 para lixo

Jogue fora embalagens que ocupam muito espaço, coisas vencidas, coisas em mau estado. Doe itens repetidos sem necessidade de existir, livros que você nunca leu e nem vai ler, sapatos que te apertam ou machucam, canetas que não escrevem.

De novo, tendo a certeza que está tudo ali na sua frente e nada está guardado ou escondido, você fica mais segura pra descartar porque tem clareza do que você possui.

4 ➤ O que fazer com o que está em excelente estado e eu estou tentada a manter porque paguei caro ou porque é lindo, embora eu não use?

Venda! Pegue mais um saco ou caixa e separe as coisas que serão vendidas. Anuncie em sites de compra e venda. Eu faço isso com frequência e já transformei muito item que estava esquecido no guarda roupas em dinheiro pra comprar coisas que são lembradas o tempo todo!

Mas, e as roupas? Pode usar o mesmo método de 4 passos? Sim, mas ATENÇÃO! Roupas são uma categoria com diversas sub-categorias dentro delas. Pegue todas as meias que estiverem espalhadas pelo quarto e aplique o método. Depois, todas as saias, todas as calças, todas as camisas, todas as camisetas e por aí vai. Seja ainda mais específico: Agrupe todas as camisetas pretas de manga curta, depois todas as calças jeans…captou a ideia?

Isso vai despertar percepções do tipo:

“Nossa, eu tenho 10 camisetas pretas de manga curta e só uso essa que já está com marcas de desodorante!”

“Uau, olha quantas camisas eu tenho! E eu gosto mais de usar camisetas. Será que se eu eliminar algumas dessas peças que eu não uso tanto posso abrir espaço para as que eu gosto de usar mais?”

Fazer um processo de descarte inteligente traz o melhor de todos os resultados, na minha opinião: a satisfação de visualizar a quantidade de coisas ótimas que você já tem. Ao agrupar as coisas por categoria e simplesmente olhar pra elas, você faz escolhas conscientes sobre o que vai e o que fica, tendo a certeza de que o que vai realmente precisa ir e o que fica entra na maravilhosa categoria “coisas de que eu mais gosto e mais uso”. Isso tem impacto direto nos seus hábitos de compra e não sou só eu que estou dizendo, já ouvi esse comentário das minhas clientes depois de aplicarmos esse método de descarte na casa delas!

Agora, estou ansiosa pra saber como esse método vai funcionar pra vocês!

Me contem nos comentários?

3 motivos para você começar a celebrar suas pequenas vitórias

Essa semana que passou me trouxe 2 pequenas vitórias que me deixaram tão feliz quanto atarefada. Foram 2 coisas que estavam na lista de metas para o ano, e por isso mesmo, me trouxeram uma satisfação enorme!

Sabe quando alguma coisa acontece que é apenas um passo rumo ao seu sonho e, por isso, se você contar pra alguém, essa pessoa vai ficar tentando entender o porquê de tanta felicidade em função de uma coisa aparentemente tão pequena?

Pois é, pequenas vitórias. Coisas que, geralmente, só tem valor para quem está vivendo a experiência. Então, se quem está vivendo é você, porque não celebrar?

Pegue uma taça de vinho e um chocolate, coloque aquele episódio da sua série favorita que te faz sentir muito bem e vem conferir 3 bons motivos para você fazer isso – ou faça qualquer outra coisa rotineira que te deixe muito feliz.

A vida não para

Não fique esperando pela grande celebração que você vai fazer somente quando conquistar o seu maior sonho. Ao invés disso, habitue-se a comemorar. Comemore tudo o que deu certo, por menor que seja. Dê de presente para você mesmo um momento de celebração por essa coisa que deu certo. O vinho, o chocolate ou a série é o que eu amo fazer. Já brindei comigo mesma no espelho por uma vitória que era no estilo isso-só-é-realmente-importante-pra-mim-mesma e me senti muito bem por isso! Celebre sozinho, fique feliz sozinho e então você vai ser muito mais feliz com os outros.

O que você quer mesmo é celebrar

O que todos nós queremos é a sensação maravilhosa de conquista. É o sentimento de satisfação e autoconfiança que vem depois de trabalhar bastante e querer muito alguma coisa. Olhe a sua volta: isso acontece em escala menor o tempo todo. Então permita-se observar isso e celebrar.

Acredite: você já ganhou muita coisa

Comprar produtos com desconto, ganhar presentes da família, vender alguma coisa sua em sites de produtos usados, receber indicação dos amigos de onde comprar mais barato, conseguir cupons promocionais e brindes ao responder pesquisas… Olha quantas formas diferentes para o dinheiro chegar até você.

Todos esses ganhos podem passar desapercebidos simplesmente porque a nossa mente não está acostumada a registrar que, cada um deles, custou um dinheiro que você não gastou. Existe mais de um caminho para ter mais grana disponível, além de receber um aumento de salário. Se você já experimentou qualquer uma das situações acima, parabéns, você ganhou uma graninha extra.

E pra complementar isso, usar nosso dinheiro com um pouquinho mais de sabedoria também ajuda muito. Ah, você quer dicas práticas, né? Beleza, clique aqui que tem post sobre isso aqui no blog.

Gente, escrever sobre essas coisas pra vocês é algo que eu gosto muito de fazer, sabe porquê? Porque eu já passei pelas partes ruins das situações que eu escrevo e descobri um caminho para as partes boas. Poder compartilhar com vocês essas coisas que eu aprendi no caminho e me fizeram tão bem, para que te faça bem também, é uma pequena vitória!

E, antes que eu me esqueça, muito obrigada por me acompanhar por aqui! Você faz parte de cada uma das minhas pequenas vitórias.

Abraços e até semana que vem 😉

O que acontece depois que seus hábitos de compra se tornam minimalistas?

Quando eu falo sobre MINIMALISMO sempre falo sobre viver com menos e isso impacta diretamente em nossos hábitos de compra. A gente DESAPEGA, mas corre o risco de deixar mais coisas entrarem pra construir de novo o montinho dos excessos, a não ser que nossos hábitos de compra também sejam minimalistas, certo?

O processo começa pelo descarte, passa pela organização e termina nos nossos hábitos de compra. Isso vira um ciclo onde uma etapa dá respaldo para a outra e quando a gente pega o jeito da coisa, a tralha não se instala mais.

Quer saber qual o ciclo?

Olha só:

Você aprecia mais o que já tem

Isso começa no processo de descarte. Na hora de selecionar o que fica e o que vai, nós já usamos o critério da apreciação: só fica o que é importante pra mim, o que eu gosto muito, o que me faz sentir bem.

Nada mais natural que, depois que o descarte foi feito e as coisas foram organizadas, a gente aprecie muito mais tudo o que possui.

Você fica mais seletivo quanto ao que deixa entrar na sua vida

Tanto quanto ao que compramos quanto ao que ganhamos de presente. Se seus looks estão todos funcionando, você não compra qualquer coisa só porque está na promoção. E quando você ganha alguma peça de presente, não se sente na obrigação de usar porque ganhou. Se com o tempo essa peça não der certo, você se sente livre pra se desfazer dela.

Você fica com os olhos treinados para identificar quais novas aquisições vão funcionar com o que você já tem

MEU DEUS! Olha esse sapato MA-RA-VI-LHO-SO com salto agulha, dourado, com pedrinhas… CALMA! Eu já tenho um salto igualmente lindo, em ótimo estado, que me serve muito bem e combina com todos os meus vestidos. E pra falar a verdade, não tenho tantas ocasiões assim onde uso salto para justificar ter mais um par. O que está fazendo falta para o meu estilo de vida agora é um tênis. Beijo sapato MA-RA, vou para o setor dos tênis.

Simples assim. Captou a ideia?

Você para de comprar lembrancinhas e cacarecos cada vez que entra em uma loja

Viagem. Você está numa lojinha de suvenir cheia de canetas, chaveiros, camisetas e canecas com o tema local. No passado, compraria um de cada e por mais que você jurasse pra você mesma que usaria tudo, todos acabariam no fundo de uma caixa. Hoje, você prefere levar apenas um item de lembrança dessa viagem ou – pasme – somente as fotografias. Você não traz excessos para sua vida e escolhe algo que pode ser exposto e, assim, te trazer a alegria de mais uma viagem realizada a cada vez que você olhar. Tem um post dedicado somente a expor as coisas importantes, clique aqui para ver.

Você começa a substituir ao invés de somente acrescentar

Beleza, o processo de descarte e organização foram feitos e a gente ama tudo o que tem. Isso significa que nunca mais vamos comprar nada? Não! Significa apenas que quando uma coisa entra, outra sai. Se o sapato MA-RA te conquistar de uma forma avassaladora e funcionar ainda melhor na montagem dos seus looks do que o sapato que você já tem, você, tranquilamente, deixa o sapato antigo ir embora para dar lugar ao novo.

E a organização se mantém, e você sempre aprecia o que tem e, consequentemente, continua seletivo quanto ao que deixa entrar na sua casa… e a roda vai girando.

Não é a toa que nossos hábitos de compra tem esse nome. São hábitos e, como tal, demoram pra se instalar quando a gente decide mudar então, tenha paciência com você mesmo se ainda compra algumas coisas por impulso.

Um abraço e até semana que vem 😉

Por que sou minimalista?

Eu estava passeando pelo Pinterest uma vez e vi um texto que me chamou a atenção.

Pelo título, percebi que a autora estava dizendo que reduziu tanto suas posses que acabou ficando sem nada numa casa grande e acabou sentindo falta de algumas coisas. Foi só passar os olhos pelo artigo que uma coisa passou pela minha mente de imediato: talvez a definição de minimalismo pra quem ainda não está familiarizado com o conceito pode estar equivocada. Como eu falei pra vocês que vocês podem me considerar minimalista no post Como lidei com a crise: parte 3 , acho que está na hora de falar sobre o que é o minimalismo pra mim.

Então vamos lá: pra quê reduzir a quantidade de coisas que a gente possui, ou seja, ser minimalista? Pra começar, ser minimalista não é apenas sobre reduzir, sobre se desfazer de quase tudo e viver com o que cabe numa mochila. Existem pessoas que fazem isso, mas essa foi a forma delas de encarar o minimalismo, baseado num conceito. E é sobre o conceito – pelo menos sobre o que eu entendo como “o conceito de minimalismo” – que eu quero conversar com vocês hoje.

por que sou minimalista Mila Bueno

Minimalismo pra mim tem tudo a ver com autoconhecimento, com saber identificar, na sua vida, o que é importante e o que é tralha e isso é diferente pra cada pessoa.

Existem livros e artigos online sobre minimalismo e é claro que você vai encontrar listas e mais listas sobre o que se desfazer mas hoje eu não quero deixar mais uma lista pra vocês, eu quero falar um pouquinho sobre pensar de forma minimalista.

A primeira vez que eu me deparei com o conceito de minimalismo como estilo de vida, eu não entendia muito bem o que levava algumas pessoas a viver de uma forma tão simples sendo que existem milhares de aparatos hoje em dia pra facilitar quase todas as tarefas. Eu não entendia porque ter menos se a gente pode ter um utensílio super moderno pra cada função. Não faria mais sentido ter essas coisas e aí sim, ter uma vida mais simples, já que elas existem pra facilitar?

Não necessariamente.

por que sou minimalista Mila Bueno

Vamos relembrar uma coisa: tempo é a coisa mais preciosa que a gente tem.

Se passar, passou, não dá pra voltar e viver o último domingo de novo. Então, se o tempo é uma coisa tão rara, a gente precisa prestar bastante atenção em como ele está sendo gasto. O que acontece é que a gente está sempre reclamando que não tem tempo, que a agenda está cheia e é aí que está o xis da questão. Pra quê você precisa de mais tempo? O que está faltando na sua vida, o que você não está conseguindo fazer porque todo o seu tempo é ocupado com outras atividades? Será que não tem supérfluos tomando o lugar do importante?

E foi pensando no quanto o tempo é precioso que a resposta para a pergunta de 3 parágrafos acima começou a ficar clara pra mim.

O propósito de ser minimalista é fazer um sistema que leve em consideração o nosso tempo e o que é realmente importante pra nós – como indivíduos únicos que não são iguais a mais ninguém no mundo – e ter somente as coisas que atendem esses dois requisitos. Minimalismo tem que ter propósito. Por que EU estou reduzindo a quantidade de coisas que eu possuo? Para o quê eu quero mais espaço? O que eu gostaria de ter e não consigo porque alguma coisa que entra na categoria “excessos” está tomando o seu lugar?

por que sou minimalista Mila Bueno

Quer um exemplo real, da minha vida, pra ilustrar isso? Nós não temos carro, meu marido e eu. Nunca tivemos e, pelo menos por enquanto, não pretendemos ter.

Também não temos TV por assinatura e, o valor que nós gastaríamos mensalmente com um carro e a TV por assinatura, que nós já tivemos e sabemos bem quanto nos custava, possibilita que a gente não economize na qualidade das fraldas da Luna, que a gente ande de Uber sempre que quisermos, possamos sair pra comer fora toda a semana e possamos pagar por serviços que a gente mais gosta e mais usa como o Evernote versão pro, por exemplo.

Percebe que isso é apenas uma escolha entre o que é realmente importante pra gente e o que nós podemos viver sem, além de a gente não precisar ganhar mais dinheiro pra conseguir coisas de muita qualidade simplesmente por que nós eliminamos o que nós não fazíamos questão de ter, os excessos?

Quando a gente fala sobre reduzir, automaticamente coisas materiais vem à mente. Mas e as newsletter que a gente recebe por email só pra apagar sem ler, as fotos digitais que gente nunca filtra e depois não encontra a que quer, os relacionamentos tóxicos com pessoas que te fazem sentir mal, as atividades sociais feitas apenas “porque tem que ir”?

Reduzir abrange todas as áreas da vida e fazendo isso, a gente consegue direcionar nosso tão precioso tempo e nosso suado dinheiro pra o que é realmente importante pra nós, sem esperar a aposentadoria pra ter uma vida plena.

Isso é minimalismo pra mim.

Como lidei com a crise: parte final

Eu falei, falei e falei na parte 3 sobre os benefícios que esse perrengue todo que eu passei me trouxe: uma vida minimalista, aprender a ter mais foco e a aproveitar o momento, o aqui e agora. Mas teve uma série de coisas que esse período me trouxe de benéfico que dá pra pontuar pra vocês. Algumas coisas mais práticas, outras mais abstratas mas todas relacionadas a encontrar mais satisfação no dia a dia e gastar menos dinheiro. Quer saber quais? Vamos lá!

Comecei a correr de novo

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu sentia falta de uma rotina de exercícios na minha vida. Sempre foi difícil encaixar isso na minha rotina e ficava naquela de começa-e-pára de praticar exercícios o tempo todo. Correr é de graça, o app que uso pra medir meu progresso e fazer meus treinos também é de graça e, de quebra, sem anúncios. O condomínio que eu estou morando tem espaço o suficiente pra fazer meus treinos. Combinei tudo isso e comecei a correr!

Redescobri pequenos prazeres (gratuitos) da vida

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Eu amava ler quando era adolescente e logo que comecei a trabalhar. Lia bastante. Aí a rotina me tirou esse hábito. Mentira, eu que deixei ele de lado mesmo, a rotina não me tira nada (e tem post sobre livros também, minha gente, clica aqui). Estando em casa o dia todo, o que eu mais tinha era tempo pra começar a ler de novo, e foi o que eu fiz.

Peguei todos os livros que estavam parados nas prateleiras e selecionei os que gostaria de ler, pedi emprestado, pedi de presente de aniversário e descobri o quanto é gostoso sentar pra ler um livro com aquele barulhinho de chuva e uma xícara de café enquanto minha filha tira a soneca da tarde.

Comecei a aproveitar mais o condomínio onde estou morando

COMO LIDEI COM A CRISE MILA BUENO

Aqui tem praça, tem quadra, tem barras pra fazer alongamento e exercícios, tem espaço pra correr, tem a facilidade de passear com as cachorras aqui dentro mesmo, tem decoração de natal… e eu só comecei a aproveitar tudo isso por que não tinha grana pra fazer as coisas pagas. Gratidão eterna por isso!

Percebi que posso fazer algumas coisas sozinha, sem ter que pagar alguém pra fazer pra mim

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Corto meu próprio cabelo, faço a coloração dele sozinha também, faço minhas próprias unhas, minha depilação (clica aqui que tem post sobre isso), dou banho nas cachorras em casa, faço minha própria sobrancelha, tenho habilidades básicas de costura graças a mamãe e vovó, me arrisco em vários DIY e eles dão certo…tá a fim de fazer a conta pra ter uma ideia de quanto eu economizo no mês sem perder a pose? Rs

Comecei a escrever o blog

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Sim, esse canal que uso pra escrever pra vocês também era uma coisa que eu queria mas nem sabia que queria. Eu sempre quis achar uma forma de compartilhar tudo o que eu aprendia e descobria com as pessoas. Várias vezes, conversando com amigas, eu dava uma dica que eu aprendi, crente que elas já sabiam e elas não só não sabiam, como ficavam tão encantadas em descobrir como eu fiquei. Outras vezes acontecia o contrário. E todas essas informações valiosas que ainda não eram de conhecimento público gente?

O blog me trouxe essa chance de compartilhar essas coisas com vocês e de aprender com vocês também. Tá sendo uma coisa maravilhosa que só aconteceu na minha vida por causa do perrengue.

Fiz o curso de personal organizer

O curso foi pago, sim. Uma tia me emprestou a grana com um prazo generoso pra pagar de volta e foi isso que me possibilitou fazer o curso. Mas a questão não é o “foi pago” mas, sim, o “eu fiz”.

Eu já estava paquerando esse curso de personal organizer há alguns anos. Eu organizo por prazer, acredite em mim. Mas antes, quando eu trabalhava, jamais conseguiria tirar 3 dias inteiros de folga pra fazer um curso que nem era relacionado ao meu trabalho. Sempre aparecia um empecilho e eu acabava não indo atrás pra fazer.

E outra coisa, por que eu estava passando por um período tão difícil, eu reavaliei com cuidado o que era importante pra mim, descobri qual era a minha paixão e, assim, pude transmitir pra minha tia o quanto eu queria me qualificar como personal organizer e pude “ganhar” o curso. (se você não sabe, clique aqui pra ver o que é uma personal organizer).

E aqui acaba essa série de como eu lidei com a crise. Foi muito bom compartilhar um pouco mais da minha história com vocês e conhecer um pouco mais sobre vocês também através dos comentários online e offline!

Obrigada por todo o apoio de vocês!

Como lidei com a crise: parte 3

Bora pra parte boa de toda essa história?

Se você é novo por aqui e ainda não leu o começo da minha experiência com a crise, para por aqui, clique aqui pra ler a parte 1 e aqui pra ler a parte 2. Daí volta aqui pra ler, tá?

Depois de tanto perrengue e de começar a pesquisar mais sobre o estilo de vida minimalista, uma coisa mágica aconteceu.

O sentimento de frustração foi embora!

Pouco a pouco, a passos lentos mas que não deixavam de ser um movimento pra me tirar da inércia, eu comecei a me aceitar.

Aceitar que era normal me sentir frustrada por ter perdido grande parte do que era, na época, importante pra mim. Aceitar que a minha vida estava acontecendo hoje, agora, nesse momento que estou escrevendo pra vocês e eu não podia desperdiçar nada. Aceitar que eu tinha escolha, que o poder de mudar as coisas estava na minha mão, que não existe uma situação ruim ou boa, o que existe de verdade é a forma como eu reajo a cada situação.

Aceitei que eu é que escolhia como eu iria lidar com tudo o que estava acontecendo. Aceitei que fazer cara feia ou não está sob o meu poder de escolha. Aceitei que quem se irrita e se frustra sou eu. Aceitei que eu posso escolher sorrir ou chorar. Aceitei que eu é que decido se vou me deixar levar pelo que aconteceu de ruim ou se vou buscar relembrar tudo o que aconteceu de bom.

Compreendi que o poder está na minha mente. Isso parece ser papo de maluco mas acontece que é real.

Foco, essa é a palavra chave. Isso foi o que eu busquei desde o começo desse ano e fez toda a diferença na minha vida. E é isso que o minimalismo significa pra mim: ter foco.

COMO LIDEI COM A CRISE Mila Bueno

Mas foco no quê?

No que é importante.

Minimalismo pra mim começa com uma jornada de autoconhecimento.

Você precisa saber quem você é, do que você faz questão na vida, o que te faz bem e o que te faz mal.

Você precisa saber do que você gosta, o que você realmente quer comprar. É só quando você sabe quem você é que você consegue separar o que é importante pra você do que não é. É só quando você se conhece que você consegue ficar só com o essencial e identificar o que é excesso e precisa ser eliminado da sua vida.

E isso não é uma coisa que a gente alcança de uma hora pra outra.

A jornada do autoconhecimento tem começo mas não tem fim. A gente se descobre e aprende mais sobre si mesmo o tempo todo, com cada situação que passamos.  

O segredo mora na decisão de se conhecer, no momento em que a gente escolhe que quer tomar esse caminho. E aí a minha tão querida lei da atração vai trazendo os meios e as situações pra que a gente se conheça mais e mais, se descubra mais a fundo, aprenda a dizer não para o que não é importante, para o que não é essencial.  

Como eu disse na parte 1 dessa série, cada livro que eu li nesse período me ensinou e me inspirou de alguma forma, e me ajudou a enxergar o poder imensurável que nós assumimos quando aprendemos a ser gratos, a mudar o foco. Imagine o seguinte: você tira uma foto de um bebê dando um sorriso fofo, mostra pra alguém e aí a pessoa repara que apareceu o seu pé na foto ou alguma outra coisa bizarra que você nunca ia ver se ela não te mostrasse.

Essa situação é familiar? Se sim, então você tem uma ideia do que é ter foco. Se você foca no que está acontecendo de bom, todo o resto vai pra segundo plano, assim como o seu pé na foto do sorriso do bebê. Ele está lá, mas você quase não percebe.  

O minimalismo trata de só ter e fazer o que é importante, eliminando os excessos e buscando uma vida mais completa, mais simples, mais realizada. Não faz total sentido isso?  

Pra mim fez, muito. E é assim que eu estou buscando viver agora. Então, tudo bem, podem me considerar uma pessoa minimalista! Eu acho rsrs…  

Tem mais alguns frutos que eu colhi desse período tenso da minha vida, e que quero compartilhar com vocês…mas só segunda-feira que vem na parte final, beleza?

O que eu aprendi passando um tempo fora de casa

Eu estou passando por um período em que estou morando fora da minha casa e precisei, literalmente, empacotar minha vida e colocar em um guarda móveis. Então, já vou adiantar pra vocês que o que eu aprendi passando um tempo fora de casa foi o que todo mundo que passa por essa situação aprendeu também, seja fazendo um intercâmbio ou tendo que sair de casa mesmo por algum motivo: a ser mais minimalista.

Todo esse período que, a principio pareceu muito ruim, afinal tive que sair da minha casa, mudar minha rotina e coisa e tal, no fim das contas está sendo muito bom, porque trouxe aprendizados que vou levar pra vida inteira e quero compartilhar com vocês hoje.

menos-e-mais

Primeiro, aprendi a viver com menos.

Isso é uma coisa que eu já tinha ouvido muito por aí quando se fala sobre os benefícios de ser mais minimalista e é um conceito do qual eu era até simpatizante mas que nunca coloquei em prática.

Parece que se caía uma graninha extra ou a gente via um espacinho sobrando em casa nós tínhamos que comprar, comprar e comprar e foi quando a grana ficou escassa por aqui, quando tivemos que mudar a rotina de consumo na nossa família, quando eu precisei avaliar muito bem cada item que entrava em casa que fui percebendo, aos poucos, que dá sim pra viver com menos.

Segundo, comecei a colocar em prática de uma forma bem natural o conceito de que se-alguma-coisa-não-foi-usada-no-último-ano-é-uma-forte-candidata-a-ir-embora.

Esse conceito também era familiar pra mim mas, na hora de aplica-lo à minha vida não funcionava muito bem, porque eu ainda achava que iria usar aquele item algum dia. Comecei a olhar para cada uma das coisas que possuo e pensar que se eu não usei alguma dessas coisas em um período de 12 meses, que abrange todas as datas comemorativas e as 4 estações do ano, eu preciso ter um olhar mais crítico e talvez desapegar dessas coisas. Isso, hoje, se tornou um hábito pra mim. No começo, a resistência foi enorme.

Terceiro, comecei a observar meus pertences com mais carinho

Com mais cuidado, com aquele olhar do tipo “eu escolhi esse item com tanto amor na hora da compra que não vou me desfazer dele agora porque tem um pequeno defeito ou só porque outra cor está mais em alta”. E aí entra uma coisa que eu descrevo como o paradoxo do desapego: olhar o que precisa ir embora com frieza, o que precisa ficar com carinho e saber identificar qual é qual.

desapegue

O que precisa ficar, o que eu gosto muito, se não serve mais ao propósito original, pode ganhar novos usos, uma nova cor, uma utilidade diferente. O que eu nem gosto tanto ou uso muito esporadicamente a ponto de valer mais a pena alugar ou pedir emprestado quando precisar usar ao invés de ter, precisa ir embora sem dó.

Isso tudo foi um processo. Um processo que eu fui obrigada a fazer e, portanto, comecei fazendo com uma tromba na cara, como diria minha mãe. Com o tempo, com tudo o que aprendi, li e ouvi, comecei a encaixar as peças e esse novo modo de pensar meus hábitos de consumo fez mais sentido que nunca pra minha vida.

É como dizem, às vezes a vida te vira de cabeça pra baixo e aí você descobre que assim é que é o seu jeito certo!

Se tem alguém aí que passou por um processo parecido, conta pra mim nos comentários.